DO PARADIGMA DA COMPLEXIDADE
Teóricos Importantes
Pseudônimo de Edgar Nahoum (Paris, 8 de julho de 1921), é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês judeu de origem sefardita. Pesquisador emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. Autor de mais de trinta livros, entre eles: O método (6 volumes), Introdução ao pensamento complexo, Ciência com consciência e Os sete saberes necessários para a educação do futuro. Durante a Segunda Guerra Mundial, participou da Resistência Francesa. É considerado um dos principais pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos do campo de estudos da complexidade, que inclui perspectivas anglo-saxônicas e latinas. Sua abordagem é conhecida como "pensamento complexo" ou "paradigma da complexidade". Morin não se identifica como "teórico da complexidade" nem pretende limitar seus estudos às chamadas "ciências da complexidade". Ele distingue entre perspectivas restritas, limitadas, e amplas ou generalizadas da complexidade (MORIN, 2005).
Fonte: Alphalumen.org.br
Anthony Wilden (14 December 1935 – 29 December 2019) colaborou com Jacques Lacan na crítica aos escritos de Freud a partir de uma perspectiva linguística e semiótica enquanto fazia seu doutorado na Universidade Johns Hopkins em Baltimore. Depois de seu doutorado, ele lecionou na Universidade da Califórnia, San Diego, onde trabalhou com Gregory Bateson no desenvolvimento da cibernética de segunda geração, da qual surgiu a abordagem ecossistêmica.
Com seu doutorado, ele foi nomeado para o Departamento de Literatura da Universidade da Califórnia em San Diego, onde colaborou com Gregory Bateson no desenvolvimento de uma abordagem ecossistêmica baseada na segunda geração da cibernética, a do "sinal" psíquico em contraste com o "sinal" físico da teoria da informação de Claude Shannon.
Fonte: Techno Science
Humberto Maturana ( 14 de setembro de 1928 - 6 de maio de 2021) foi biólogo, nascido no Chile, e co-criador da Teoria da Autopoiese junto com Francisco Varela. Na década de 50 Maturana trabalhou com o pioneiro da epistemologia experimental Warren McCullouch, e desenvolveu vários trabalhos de ruptura na área de neurofisiologia da percepção. Publicou inúmeros artigos em revistas especializadas, explorando as implicações da teoria da autopoiese em áreas tão diversas quanto a terapia de família, a ciência política e a educação. É autor dos livros Autopoiesis and Cognition e The Tree of Knowledge (ambos em parceria com Francisco Varela), Origen de las Especies por Medio de la Deriva Natural (em parceria com Jorge Mpodozis), El Sentido de lo Humano, Emociones y Lenguaje en Educacion y Politica, La Democracia como una Obra de Arte, Amor y Juego: Fundamentos Olvidados de lo Humano (com Gerda Verden-Zoller), dentre outros. Desde o início dos anos 50 Maturana vem atuando como professor da Universidade do Chile, onde criou o Laboratório de Epistemologia Experimental, atualmente dirigido por seu ex-aluno e colaborador Jorge Mpodozis. Em 1995 Maturana foi premiado pela Academia de Ciências do Chile em reconhecimento ao conjunto de sua produção intelectual.
Fonte: UFMG
Cientista belga de origem russa, nascido em Moscou em 25 de janeiro de 1917 e falecido em Bruxelas em 28 de maio de 2003. Em 1977, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química por suas contribuições para a termodinâmica de sistemas não-equilíbrios, particularmente a teoria das estruturas dissipativas. Sua grande contribuição foi a extensão da teoria termodinâmica a sistemas que estavam longe do equilíbrio, que são aqueles que ocorrem no mundo real. Ele mostrou que em tais condições de não-equilíbrio pode existir uma nova forma de estruturas ordenadas, e as chamou de estruturas dissipativas para enfatizar o fato de que elas só podem existir em conjunto com seu ambiente. A probabilidade de ordem decorrente da desordem é infinitesimal, de acordo com as leis do acaso. Entretanto, a formação de sistemas dissipativos ordenados demonstra que é possível criar ordem a partir da desordem. A descrição dessas estruturas levou a descobertas fundamentais que são aplicadas em diferentes campos, como biologia, ecologia ou sociologia.
Fonte: MCN Biografias
Isabelle Stengers, nascida em 1949, é formada em Química e professora de filosofia da ciência na Universidade Livre de Bruxelas. Em 1993, foi laureada com o prêmio de filosofia da academia francesa. É autora de livros sobre teoria do caos, em parceria com Ilya Prigogine, físico-químico russo-belga e prêmio Nobel, conhecido por seu trabalho com estruturas dissipativas, sistemas complexos e irreversibilidade. O primeiro livro deles, publicado em 1979, chama-se La nouvelle aliance. Desde 1989, é professora na universidade onde se formou, em Bruxelas, na Bélgica. Depois publicou mais de uma dezena de outros livros, entre eles: A invenção das ciências modernas e, na segunda metade da década de 1990, a coleção Cosmopolitiques, que na versão francesa está dividida em sete volumes: La guerre des sciences; L'invention de la mecanique: Pouvoir et raison; Thermodynamique: La realite physique en crise; Mecanique quantique: La fin du revê; Au nom de la fleche du temps; La vie et l'artifice: Visages de l'emergence; e Pour en finir avec la tolerance.
Fonte: UNISINOS