NO PARADIGMA DA COMPLEXIDADE
Indicação de Filmes
Um físico usa as leis da termodinâmica para descrever o amor e os relacionamentos românticos. O problema é que sua vida amorosa contradiz toda a teoria.
É um filme que tenta enfeitar a vida romântica do astrofísico Manel (Vito Sanz) com a modelo Elena (Berta Vázquez), vendo sua vida várias vezes analisada pela ciência das leis de atração da física. Nele, Manel apresenta, em forma de documentário, que as leis da física explicam além de todos os acontecimentos no universo, mas também explicam o ser humano com suas emoções e seu comportamento.
Trata-se de uma comédia romântica de produção original da Netflix, com uma história comum de um homem com problemas no amor. Porém traz uma forma diferente ao
assistir, por ser apresentado como se fosse um documentário, tendo narração histórica, cenas com profissionais explicando leis físicas e também cenas trabalhadas com efeitos de câmera lenta, repetição e desenhos para melhor explicar o que a física exerce sobre tais momentos. O roteiro do filme escrito e dirigido por Mateo Gil não possuí erros no roteiro, e mesmo com a aparência muito científica, sua comédia deixa a desejar. Há certos momentos no filme em que não consegue prender a atenção do público. Porém, a atuação de seus atores principais não deixou a desejar. Para quem aprecia comédia e documentário, deve adicionar esse filme à lista para assistí-lo.
Fonte: Entreperse
Marido de Elise (Sarah Polley) e pai de três filhos, Nemo Nobody (Jared Leto) leva uma vida comum ao lado de sua família. Ele acorda no ano de 2092 e agora, com 118 anos, é o último mortal em um planeta de seres humanos imortais. As suas preocupações, contudo, envolvem outras questões, como o que aconteceu durante a passagem de tempo e se viveu sua vida como gostaria.
Fonte: Adoro Cinema
Amanda (Marlee Matlin) está numa fantástica experiência ao estilo "Alice no País das Maravilhas" enquanto seu monótono cotidiano começa a se desmanchar. Esta situação revela o incerto mundo escondido por trás daquilo que se costuma considerar realidade. Amanda mergulha num turbilhão de ocorrências caóticas que revelam um profundo e oculto conhecimento do real. Ela entra em crise e questiona o sentido da existência humana.
Fonte: Adoro Cinema
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".
Fonte: Adoro Cinema
Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.
Fonte: Adoro Cinema
Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.
Fonte: Adoro Cinema
Indicação de Livros
Autor: Edgar Morin
Ano de publicação: 2015
Sinopse: A obra de Edgar Morin tem muitas facetas e está dividida em várias partes. No melhor estilo daquele que escreve, trata-se de um holograma: o todo está na parte que está no todo. Inúmeras são as janelas e portas que dão acesso a essa leitura do mundo feita de tantos nós e de tantos links. Tudo se interliga. Nada pode ser descartado sem análise minuciosa. Existe a grande reflexão englobada nos seis volumes de O Método. Mas há também os textos de investigação sobre a antropologia, a política e a cultura de massa. Não bastasse isso, Morin investiu também na apresentação das suas ideias de maneira didática, num colossal esforço de clareza para um público mais amplo.
Este livro permite a qualquer um compreender os
fundamentos do pensamento complexo. Em primeiro lugar, elimina ilusões e mal-entendidos. A complexidade não é uma receita de bolo nem a fórmula mágica para decifrar fenômenos até agora resistentes aos esforços científicos.
O leitor sente o homem pensando, amadurecendo as ideias, dialogando com o passado, o presente e o futuro. Sem nenhuma dúvida, este é o livro para aqueles que sentem vontade de fugir do reducionismo e temem os delírios dos filósofos encerrados na adoração da palavra e do conceito. Mais uma vez, Edgar Morin prova que pensamento e clareza podem andar de mãos dadas sem prejuízo do conteúdo nem da forma.
Fonte: Editora Sulina
Autora: Maria José Esteves de Vasconcellos
Ano de Publicação: 2002
Resenha: O livro Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência exercerá profundas implicações sobre aqueles que desejam compreender as políticas públicas brasileiras para a educação médica, pois tal paradigma estende seus tentáculos para quase todas as áreas do cotidiano, influenciando nossos modos de ser e estar no mundo. Os dois capítulos da parte I apresentam as noções de paradigma e epistemologia, conceitos amplamente utilizados muitas vezes com significados conflitantes, e destacam momentos marcantes no desenvolvimento da concepção de conhecimento científico. Percebem-se a importância do surgimento da ciência para a evolução do mundo e a origem de fenômenos tão presentes e controversos hoje, como a separação entre ciência e filosofia e entre corpo e mente. Os três capítulos da parte II apresentam respectivamente: o delineamento do paradigma tradicional da
ciência, as dimensões do paradigma emergente da ciência contemporânea e o pensamento sistêmico como o novo paradigma da ciência. O capítulo 3 apresenta a ciência clássica e tradicional do ponto de vista de três pressupostos fundamentais: simplicidade, estabilidade e objetividade; um quadro de referência com seus próprios termos ajuda o leitor a situar-se em relação a esse paradigma da ciência e ao seu modo de ver o mundo. O capítulo 4 apresenta o paradigma emergente a partir dos pressupostos-espelho daqueles apresentados anteriormente: à simplicidade sobrepõe-se a complexidade; à estabilidade, a instabilidade; e à objetividade, a intersubjetividade. Outro quadro de referência com os termos que se encaixam nos três pressupostos, usados para explicar o novo paradigma, aproxima o leitor de termos mais relevantes para a educação necessária para o século XXI. O capítulo 5 apresenta o cientista novo-paradigmático e defende o pensamento sistêmico como o novo paradigma da ciência. É aqui que o leitor poderá adquirir o argumento que lhe faltava para se apropriar desse novo paradigma, transformando definitivamente sua postura epistemológica diante das questões da vida e do trabalho. O último capítulo, na parte III, traça as origens das abordagens teóricas dos sistemas e leva o leitor a vagar entre a teoria geral dos sistemas e a cibernética; construtivismo e si-cibernética; a teoria da autopoiese e a biologia do conhecer; a nova teoria geral dos sistemas e a teoria geral dos sistemas autônomos. Embora o paradigma da ciência tradicional ainda seja hegemônico, há evidências de que estamos passando por uma transição paradigmática. A revolução digital mudou a maneira como as pessoas pensam e aprendem; isso exige dos professores e profissionais de saúde treinados no último século uma ampliação do olhar para um objeto que emerge da distinção do(s) observador(es) quando em interação com outros objetos e com o ambiente em que vivem. O livro pode ser um começo para aqueles que se lançam na academia ou uma chegada para os que já iniciaram suas reflexões sobre seus papéis, como professores ou estudantes, nos tempos atuais; deve ser lido e debatido por todos os envolvidos com a formação de profissionais para o século XXI.
Autores: Marilda Aparecida Behrens e Ricardo Antunes De Sá
Ano de publicação: 2019
Sinopse: A partir dos pressupostos epistemológico e metodológico do pensamento complexo, compreendemos que há implícita uma pedagogia complexa que poderá contribuir para os desafios e enfrentamentos da vida, da escola, da formação de professores e pedagogos, da sociedade e da educação do século xxi; apontará para a religação dos saberes, para a necessidade do diálogo epistêmico entre as áreas do conhecimento superando uma visão reducionista,
maniqueísta, diabolizante e excludente que, muitas vezes, observamos existir no campo da educação brasileira; estará fundamentada numa racionalidade aberta, que produz um conhecimento pedagógico aberto, dialógico que cooperará e contribuirá para a formação de intelectuais da educação comprometidos com a reforma do pensamento, e, por extensão, com a reforma da educação; se apropriará do método, da estratégia que situa, que contextualiza e que globaliza as informações, os conhecimentos; elaborará um conhecimento pedagógico pertinente para os processos educativos comprometidos com a reforma do pensamento, com uma educação para a lucidez; ensinar-nos-á a condição humana; ensinar-nos-á a compreensão humana opondo-se veementemente à barbárie de qualquer matiz; constatará e tratará dos processos de conhecer a realidade, a incerteza, o erro e a ilusão como elementos constituintes da dinâmica do conhecimento; resgatará os princípios éticos e estéticos no processo de formação humana. Esta obra reúne ensaios, pesquisas e reflexões teóricas destinada a todos os pedagogos e professores que enfrentam os desafios de compreenderem a complexidade humana e intervirem de forma crítica e compreensiva na complexa e multidimensional realidade educacional com vistas à construção de uma pedagogia complexa.
Fonte: Editora Appris
Autor: Ilya Prigogine
Ano de Publicação: 2002
Sinopse: A palavra caos, desde a Bíblia, é relacionada a tudo aquilo que é instável, desordenado e imprevisível. Prêmio Nobel de Química de 1977, o autor questiona esse conceito. Ao associá-lo a noções de probabilidade e de irreversibilidade, trabalha com descrições estatísticas que reconsideram o conceito de caos, gerando uma nova coerência, que permite o desenvolvimento de uma teoria quântica em que a aparente desordem na relação entre a natureza e o tempo não anuncia o Apocalipse. O autor mostra como, em se tratando de caos, não se pode trabalhar com situações individuais associadas a trajetórias e a funções de onda, mas sim com descrições estatísticas, que tornam possível evidenciar o aparecimento de uma simetria temporal quebrada. O ato de reconsideração do conceito de caos conduz a uma nova coerência, permitindo o desenvolvimento de uma ciência que não fale apenas de leis, mas também de eventos.
Fonte: Editora UNESP