Ano: 2019
Resumo: A formação inicial e continuada em Pedagogia tem sua história marcada pela fragmentação do conhecimento e o determinismo da ciência. A Teoria da Complexidade defendida por Edgar Morin traz em si o desafio de outra forma de pensamento e, por consequência implicações importantes na formação em Pedagogia e na prática pedagógica relativa à educação socioambiental, foco deste artigo. A partir de discussões originadas da Teoria da Complexidade, junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação, do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná, nasceu este artigo que tem por objetivo apresentar as aproximações do pensamento de Edgar Morin, discutidos coletivamente em sala de aula, com os desafios necessários para a educação socioambiental transformadora.
Ano: 2021
Resumo: Diante das demandas atuais para a atuação docente, é emergente problematizar os padrões da formação dos professores para o futuro. Este artigo tem o objetivo de discutir o contexto, os fundamentos e os macro-conceitos desenvolvidos por Edgar Morin e suas implicações nos paradigmas de formação docente. O texto emerge dos resultados de uma tese de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria, na Linha de Pesquisa Formação, Saberes e Desenvolvimento Profissional de professores. O artigo está pautado em uma abordagem qualitativa de pesquisa e organizado a partir de um estudo bibliográfico das obras de Edgar Morin, partindo da história do paradigma cartesiano até o lançamento das bases do pensamento sistêmico, decorrendo na teoria da complexidade. As evidências teóricas apontam para as repercussões dos paradigmas da ciência na educação dos diferentes tempos históricos, bem como traduzem a necessidade de que a formação dos professores esteja voltada para as demandas não só da atualidade, mas também com foco nos profissionais do futuro.
Autoras: Celina Saideles Pires e Fernanda Monteiro Rigue
Ano: 2020
Resumo: O presente estudo tensiona a possibilidade do desenvolvimento de olhares, posturas e ações complexas em meio a instâncias escolarizantes - principalmente no que tange ao exercício da docência. Realiza uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo (André, 2013), onde toma relevo o pensamento da Teoria da Complexidade de Edgar Morin (2000, 2005, 2014, 2015), bem como os estudos da escolarização em Corrêa (2006), Corrêa e Preve (2011) e Rigue (2017, 2020). Resulta do empenho de investigação a compreensão de que as garantias da escolarização (De la fare & Corrêa, 2015), que estão no entorno do modo como funciona a instituição escolar, dificultam o desenvolvimento de um olhar e postura complexa que poderia vir a potencializar a compreensão de uma aprendizagem mais significativa no que tange a formação dos estudantes. Sendo, portanto, um grande desafio a implementação de premissas e compreensões mais amplas da Teoria da Complexidade nos ambientes escolares, quando se trata da educação escolar no Brasil.
Autor: Rodrigo Barros Gewehr
Ano: 2019
Resumo: O pensamento de Carl Gustav Jung é marcado pela complexidade e por um diálogo contínuo entre ciência e filosofia. Seus posicionamentos teóricos, por vezes incompreendidos, levaram-no a constantes embates em defesa do empirismo e dos fundamentos do pensamento científico moderno, muitas vezes através da crítica a pressupostos que ele considerava indemonstráveis. Essa trajetória apresenta, todavia, uma série de dificuldades. Através da noção de naturalismo, este ensaio busca indicar uma via de análise dessa complexidade. Com efeito, podemos discernir duas noções distintas, mas complementares de naturalismo na obra de Jung: um naturalismo metodológico, que o mantém próximo do pensamento científico de sua época, e um naturalismo ontológico, que o alinha ao pensamento romântico e à Naturphilosophie, implicando considerações teóricas que o distanciavam de seus contemporâneos. Coordenar essas duas visões do naturalismo foi certamente um problema para Jung, e é um desafio para a compreensão de seu pensamento.
Autoras: Maria de Fátima Cordeiro Trajano Cabral, Angelina Lettiere Viana e Daniela Tavares Gontijo
Ano: 2020
Resumo: Objetivo: Analisar o conhecimento sobre a utilização do paradigma da complexidade em pesquisas no campo da saúde.
Método: Revisão de escopo com artigos publicados nos últimos 10 anos, em inglês, espanhol ou português, com o uso do paradigma da complexidade do autor Edgar Morin.
Resultados: Retornaram 302 publicações, das quais 54 permaneceram após as etapas de seleção. A maioria dos estudos foram: realizados no Brasil; com publicações no ano de 2017; com produção uniprofissional; artigos empíricos e qualitativos. Em 47,05% dos estudos não se realizou a triangulação das técnicas de coleta de dados; foram referenciadas 20 obras do autor e 83,33% utilizaram o paradigma da complexidade como referencial teórico.
Conclusão: Observou-se uma tímida utilização do paradigma da complexidade nas pesquisas no campo da saúde e destaca-se a necessidade de maior apropriação conceitual no seu uso enquanto um referencial teórico nas pesquisas.
Autores: Anderson Daniel Stochero , Carolina Nicolodi Dias e Noemi Boer
Ano: 2019
Resumo: O paradigma da complexidade tem como foco o indivíduo, visto como um ser complexo, integral e ativo na construção do seu conhecimento, enquanto concilia razão com sentimentos, emoções e saberes cotidianos. Neste estudo, tem-se por objetivo identificar as relações entre o paradigma da complexidade e a metodologia de projetos de aprendizagem no ambiente escolar. A metodologia do estudo baseia-se em uma revisão bibliográfica, a partir de autores como Behrens (2008), Freire (1987), Martinazzo e Barbosa (2016), Morin (2011), Pantaleão (2003), Petraglia (2008). É possível concluir que há uma convergência entre o paradigma da complexidade e a metodologia de projetos, em relação a pressupostos similares, principalmente na visão do conhecimento como rede interligada, que possibilita aos estudantes a constituição de um saber mais significativo, complexo e relacionado à sua realidade.