Na ligação iônica ocorre uma transferência de elétrons de um átomo para outro, com perda e ganha de elétrons, o átomo procura obedecer a REGRA DO OCTETO.
Observe a situação abaixo
Observe que a lâmpada não acende. O que deveria ser realizado para que esta lâmpada acendesse? E como é formado o sal de cozinha?
Isso é o que nós conheceremos nesta parte dos nossos estudos.
Observe o átomo de Potássio que está representado abaixo:
Verificamos que no átomo acima, na sua última camada, também conhecida como camada de valência, o átomo de potássio possui 1 elétron. Para ficar estável, ele deverá perder este elétron, pois assim a sua última camada passará a ter 8 elétrons.
Ao perder este elétron, o átomo de potássio, passa a ser um íon de potássio, recebendo o nome de cátion, que representamos da seguinte forma:
Todos os elementos que pertencem à família 1A (metais alcalinos) sempre são monovalentes positivos (+1).
Os metais de transição interna podem assumir mais de uma eletrovalência; porém, os da família 1B sempre podem ser monovalentes positivos.
Observe o átomo de Bromo que está representado abaixo.
Verificamos que no átomo acima, na sua última camada, também conhecida como camada de valência, o átomo de potássio possui 7 elétrons. Para ficar estável ele deverá ganhar 1 elétron, pois assim a sua última camada passará a ter 8 elétrons.
Ao ganhar este elétron, o átomo de bromo passa a ser um íon de bromo, recebendo o nome de ânion e sendo representado da seguinte forma:
Todos os elementos que pertencem à família 7ª (halogênios) sempre são monovalentes negativos (-1).
O Hidrogênio, quando reage com metal, também é monovalente negativo (-1).
Nesta mesma linha de raciocínio, outros átomos também perdem ou ganham elétrons para ficarem com sua última camada estável, dependendo de qual família da tabela periódica o elemento pertence: a tabela abaixo apresenta a carga assumida pelos átomos dos elementos representativos:
Portanto, átomos das famílias 1A e 2A, classificados como metais, tendem a perder elétrons, formando o que é chamado de cátions. Já os das famílias 5A, 6A e 7A, classificados como não-metais, tendem a ganhar elétrons, formando o que é chamado de ânions.
Agora iremos verificar como a ligação entre o sódio e o cloro é importante para ambos se estabilizarem.
Observe que o sódio tem um elétron na sua última camada e o Cloro tem 7 elétrons na sua última camada.
Pode-se representar a ligação iônica de outro modo, denominado notação de Lewis, ou fórmula de Lewis, ou ainda, fórmula eletrônica, em que se representam os elétrons da camada de valência pelo símbolo .
Inicialmente, temos o sódio com um elétron na sua camada de valência e o cloro com sete elétrons na sua camada de valência. O sódio vai ceder um elétron que será recebido pelo cloro.
Ficaremos, então, com o seguinte esquema na notação de Lewis:
Portanto, formou-se a substância iônica, cloreto de sódio (sal de cozinha), que representamos de forma simplificada apenas pela fórmula NaCl.
Acompanhe abaixo outras representações de Lewis para a formação de outras substâncias:
Formou-se a substância Cloreto de Magnésio, cuja fórmula iônica é MgCl2.
Para encontrarmos as fórmulas dos compostos iônicos, podemos utilizar uma maneira prática:
Propriedades dos Compostos iônicos:
Os compostos iônicos não formam moléculas, mas sim aglomerados de íons da forma mais compacta possível. Portanto, são sólidos cristalinos nas condições normais de temperatura e pressão.
Devido ao “empacotamento iônico”, eles apresentam elevado ponto de fusão e ebulição.
Além disso, são duros e quebradiços. Quando uma substância iônica se quebra, existem planos preferenciais de separação, denominados planos de clivagem.
Não conduzem eletricidade no estado sólido, pois os íons se encontram presos no retículo cristalino. Conduzem eletricidade no estado líquido ou quando dissolvidos em água, pois, nessas situações, os íons são liberados.
Nos compostos iônicos teremos sempre átomos que perdem e átomos que ganham elétrons, transformando-se em íons.
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