Responsável: Paolla R. S. Hermann
Arsênio é um elemento químico de número atômico 33 e pertencente à família 15 e ao 4° período da tabela periódica. Era conhecido como rei dos venenos devido à sua potência e discrição. Sua administração era em pó na forma de óxido (As2O3). Por ser de fácil acesso, inodoro e insípido, foi largamente utilizado na idade média como veneno. Além disso, os sintomas por envenenamento podiam ser facilmente confundidos com doenças da época. Somente após a década de 1830, com o desenvolvimento do teste de Marsh, o arsênio passou a ser menos utilizado.
A resposta é não!! Existem diversas formas de As. Podemos ter arsênio inorgânico, arsênio orgânico, arsenoaçúcares.. Além disso, cada espécie pode se apresentar em diferentes estados de oxidação, III ou V. E assim fica a pergunta: a toxicidade é a mesma?
Leia mais em: https://doi.org/10.1590/S0100-40422000000100012
RESUMO: This paper provides a review on separation methods and analytical techniques for the determination of several species of organic and inorganic arsenic in different matrices. Arsenic is an element whose speciation is of particular interest due to the great variation of toxicity levels exhibited for its different chemical forms. Arsenic (III) and As (V) are the most toxic species while organic compounds such as arsenobetaine (AsB), produced by methylation of inorganics species (carcinogenics) are relatively less toxic, hence the great importance of arsenic speciation in the determination of the degree of contamination of an environmental or biological system.
Método desenvolvido por James Marsh em 1832 para identificação de As.
Sem dúvida nenhuma, nos dias de hoje, o teste não é utilizado para análise de rotina em laboratórios periciais! :)
Parece história de filme (ou livro para ser mais exata), mas não é!
Descubra a real origem da presença de As encontrado em livros do século XVI na Dinamarca, em www.bbc.com/portuguese/geral-44829011
Arseniato de Cobre
Você sabia que Napoleão Bonaparte, o grande imperador francês, não foi morto lutando? Muito menos pelos inimigos?
Quem matou Napoleão foi nada mais nada menos que um papel de parede. Isso mesmo!
No século XIX era muito comum o uso do corante verde, chamado de 'verde de Scheele'. Por muitos anos, esse corante foi utilizado para roupas, sapatos, adornos de cabeça, pinturas e papéis de parede. Mas o que ninguém sabia era que o corante possuia As, na forma de arseniato de cobre. O As, na presença de mofo e umidade, é liberado na forma de arsina, AsH3, que é um gás. Quando inalado, principalmente de forma contínua, pode levar à morte.
Leia mais em: https://redes.moderna.com.br/2017/02/06/napoleao-morto-por-um-papel-de-parede/
Existem diversas normas estabelecidas pela ANVISA que regulamentam a concentração máxima de As que pode ser encontrada em diferentes matrizes, tais como arroz, cereais, peixe, alimentos infantis, embalagens para alimentos, entre outras.
O arroz, embora seja o componente principal na mesa dos brasileiros, exibe uma das principais fontes de intoxicação alimentar por As. Isso está relacionado, principalmente, à sua forma de plantio, que pode variar de estado para estado, ou de país para país.
Leia mais em: https://doi.org/10.5935/0100-4042.20140279
RESUMO: Arsenic is considered a semimetal, and its wide distribution in the Earth’s crust in different chemical forms, including organic and inorganic species, has a great deal of influence on the mechanisms of toxicity. Exposure to arsenic can be either through occupational practice (use of pesticides) or by the consumption of water and food containing the element. Rice is considered a fundamental constituent of the basic diet of Brazilians and is usually cultivated in flooded conditions. Such a plantation system results in an increased amount of As in the soil and hence a greater accumulation of As in the plant, which is highlighted by the inorganic species’ classification as highly toxic. Besides the use of mitigation techniques to reduce the toxicological risk, monitoring the concentration of As and its chemical species in rice and rice products is required through the establishment of legislation in the area. Thus, some world organizations are conducting improved research to determine and establish acceptable concentrations of As and its chemical species in rice, e. g., in 2012, FDA researchers described a chemical speciation methodology for As in rice and rice products. Hence, the application of existing chemical speciation methods and the establishment of parameters for ensuring food security and exposure risk assessment deserve particular consideration.
Pode acreditar. Nem tudo é tão ruim como parece.
Com o avanço da tecnologia e da medicina, novos medicamentos tem sido desenvolvidos para o tratamento de doenças. Como é o caso do trióxido de arsênio (lembra dele sendo usado como veneno nos séculos passados?) para o tratamento da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA).
Descubra mais no relatório desenvolvido pelo Ministério da Saúde: http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2014/Relatorio_TrioxidoArsenio-CP.pdf