Batizado com o nome do Deus romano da guerra, Marte também é famoso por ser chamado de “Planeta Vermelho”, pois sua superfície é rica em óxido de ferro.
Quarto planeta do nosso sistema solar, Marte é mais um planeta rochoso (são cinco no total) e, possui aproximadamente a metade do tamanho do planeta Terra. A luz do sol leva cerca de 12 minutos para chegar em sua superfície, um pouco a mais do que a luz demora para chegar em nosso planeta.
Marte possui muitas cores, mas predominantemente marrom e dourado, devido a oxidação de seu material ferroso. A poeira de óxido de zinco vaga na atmosfera marciana e, por isso, temos a impressão que ele possui uma cor avermelhada.
Mesmo tendo aproximadamente a metade do tamanho da Terra, Marte possui quase a mesma quantidade de porção de terra que o nosso planeta. Ele apresenta vulcões, diversas crateras provenientes de impactos, e tempestades de poeira que acabaram alterando a paisagem do planeta vermelho.
Marte tem uma espécie de um “Grand Canyon” chamado Valles Marineris. Esse desfiladeiro possui o tamanho dos Estados Unidos, literalmente, de costa leste a oeste. O tamanho do vale é de aproximadamente 8 quilômetros de profundidade (para se ter uma noção, o Monte Everest, localizado na Terra possui cerca de 8,5 quilômetros de altura).
O planeta abriga o maior vulcão do sistema solar: o Monte Olimpo (foto). Extremamente grande, esse vulcão tem mais ou menos três vezes o tamanho do Monte Everest. Hoje, existe água na superfície marciana, porém na forma de gelo. Essas porções estão localizadas nos polos do planeta.
Marte possui uma atmosfera fina composta basicamente por dióxido de carbono, nitrogênio e argônio. Por esse motivo, a água não permaneceria por muito tempo em seu estado líquido. A atmosfera do Planeta Vermelho não é eficaz como a da Terra, quando falamos em proteção de objetos oriundos do espaço.
As temperaturas do planeta variam, em média, entre 30°C até - 150°C, isto é, quando o Sol está a pico em relação à superfície marciana, seria como estivéssemos na primavera. Porém, quando não há incidência solar, poderíamos considerar um inverno extremamente rigoroso.
Assim como a Terra, Marte não possui anéis, mas esse planeta apresenta duas luas: Phobos e Deimos. Elas têm o formato de batata, pois tudo indica que se tratavam de asteroides que foram capturados pela gravidade de Marte. Estudos dizem que, em torno de 50 milhões de anos, a lua Phobos irá colidir com o planeta em que orbita. Por esse motivo, temos duas possibilidades: ou ela irá criar mais crateras em Marte, ou irá se despedaçar e formar “anéis” ao redor do planeta.
Marte tem um período de rotação de um pouco mais de 24h, porém, seu período de translação em torno do Sol é de 687 dias, quase o dobro do tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao Sol.
O Planeta Vermelho é o mais estudado por nós seres humanos, sem contar a Terra, é claro. Atualmente, contamos com seis naves em órbita do planeta, sendo três da NASA, duas da agência espacial européia e uma indiana.
Em Marte, há duas sondas que trabalham na superfície do planeta: o rover curiosity (objeto 3D) que está explorando outro monte marciano, o monte sharp, e o rover InSight (objeto 3D), que é um módulo estacionário que explora o interior do Planeta Vermelho e, inclusive, gravou um áudio dos ventos marcianos (você pode escutar abaixo).
Áudio do vento marciano, gravado pela sonda InSight.