Chris Vallance
Jason M. Allen ganhou a categoria "artistas digitais emergentes" na feira de arte do Colorado com sua obra "Teatro de Ópera Espacial", criada usando o sistema de inteligência artificial Midjourney. Sua vitória gerou controvérsia, com muitos artistas furiosos e preocupados com a IA substituindo o trabalho humano. RJ Palmer criticou a IA por imitar estilos artísticos, afirmando que ela rouba a essência dos artistas.
Fabio Gagliardi Cozman
Resumo: A busca por inteligências artificiais parece ter atingido um ponto de inflexão no qual várias tecnologias há muito prometidas têm se tornado realidade. Em particular, o uso intensivo de grandes bases de dados tem levado ao desenvolvimento de sistemas de reconhecimento de imagens, compreensão de linguagem natural e tomada de decisão, cujo desempenho chega a igualar, e em alguns casos superar, o desempenho humano. Esses avanços tecnológicos têm gerado reações de otimismo e pessimismo. Algumas opiniões são entusiasticamente positivas, entendendo que o futuro trará riquezas imensuráveis a todos; outras vislumbram o fim da espécie humana. Entre esses extremos pode-se encontrar um leque matizado de posições. Este artigo procura capturar essas posições por meio de um conjunto de “distopias” e “utopias”. Ao final, chega-se a uma “utopia realista”, que apresenta um objetivo plausível para a sociedade atual, em contraponto a uma “distopia realista” que representa um modelo verossímil, mas que deve ser evitado.
Lucia Santaella, Dora Kaufman
Resumo: O avanço da inteligência artificial (IA), particularmente com os modelos de IA generativa, tem provocado intensas reações, fundamentadas ou não na lógica e no funcionamento da tecnologia. Distinta da inteligência artificial preditiva, a IA generativa produz conteúdo original sintetizando texto, imagem, voz, vídeo e códigos a partir de grandes bases de dados, com potencial de impactar significativamente a economia criativa. Este artigo introduz conceitos básicos da IA e a generativa, incluindo uma taxonomia dos modelos generativos, e delimita a distinção entre as técnicas de produção de imagem ou vídeo e as de produção de textos. O argumento central deste artigo é que o alarido cultural não é casual, defendendo-se a hipótese de que o advento da IA generativa coloca a humanidade em plena travessia de sua quarta ferida narcísica.