Selecionamos alguns filmes que abordam temáticas relacionadas ao assunto do seminário Olhar Artificial. Refletimos sobre como este instrumento, que surgiu com o desenvolvimento tecnológico, foi representado no mundo do cinema e quais outras questões podem ser exploradas nos filmes, já que relaciona com a produção artística.
Direção: Spike Jonze
Sinopse: O solitário escritor Theodore desenvolve uma relação de amor especial com o novo sistema operacional do seu computador. Surpreendentemente, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa, uma entidade intuitiva e sensível chamada Samantha.
O filme trata de relações, e o distanciamento dessas relações. Além disso, propõe reflexões sobre o afeto entre humano e IA e como podemos se relacionar e se sentir compreendido.
Direção: Alex Garland
Sinopse: Um jovem programador chamado Caleb ganha um concurso e recebe a oportunidade de testar uma inteligência artificial criada por Nathan, um brilhante e recluso bilionário. Mas conforme os testes progridem, Caleb descobre que essa inteligência artificial é tão sofisticada e imprevisível que ele não sabe mais em quem confiar.
Ex_Machina propõe reflexões sobre máquinas e I.A. levantando questões sobre a capacidade de uma I.A. ter ou simular emoções humanas e como nós interagimos com máquinas que possam se assemelhar a nós.
Direção: Neill Blomkamp
Sinopse: Em um futuro próximo, uma opressiva força policial mecanizada é encarregada de patrulhar as ruas e controlar o crime em Joanesburgo, África do Sul. Um dos androides da força policial é roubado e reprogramado com o intuito de ser utilizado como arma pelos criminosos. Ao ser reprogramado, o androide se torna Chappie, o primeiro robô com capacidade de pensar e sentir por si mesmo.
Direção: Stanley Kubrick
Sinopse: Uma estrutura imponente preta fornece uma conexão entre o passado e o futuro nesta adaptação enigmática de um conto reverenciado de ficção científica do autor Arthur C. Clarke. Quando o Dr. Dave Bowman e outros astronautas são enviados para uma misteriosa missão, os chips de seus computadores começam a mostrar um comportamento estranho, levando a um tenso confronto entre homem e máquina que resulta em uma viagem alucinante no espaço e no tempo.
O longa-metragem explora a consciência humana de forma experimental propondo reflexões sobre o desenvolvimento tecnológico e o ser humano. A relação homem-máquina e seus confrontos são propostos e questionados a todo momento.
Direção: Ridley Scott
Sinopse: No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas.
Por mais que similares à imagem de androides como definidos por Asimov em seus livros, os replicantes de Blade Runner exemplificam as questões da humanidade e automação ao redor de IA. Os replicantes, ao serem tão parecidos com pessoas, mas tão diferentes fundamentalmente, colocam em evidência a definição do que é humano.
Direção: Ridley Scott
Sinopse: Uma nave espacial, ao retornar para Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Enquanto a equipe investiga o local, um dos tripulantes é atacado por um misterioso ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação com comportamento estranho.
Apesar do elemento principal ser o terror, existe também um conflito entre ser humano e máquina por meio de androides disfarçados de humanos. O filme evidencia esse conflito na forma de pensar de cada um e suas reações e o estranhamento quando a natureza do androide se revela.
The Terminator (1984)
Direção: James Cameron
Sinopse: Um ciborgue disfarçado de humano é enviado de volta no tempo de 2029 a 1984 em Los Angeles; programado para caçar e assassinar uma mulher chamada Sarah Connor. Paralelamente, o soldado humano Kyle Reese é enviado para detê-lo. O destino de Sarah é central nessa disputa pois ela é a futura mãe do futuro líder da resistência humana contra o sistema Skynet que se rebelou contra a humanidade e dominou o mundo.
O Exterminador do Futuro não é tradicionalmente uma IA, porém a lógica seguida por ele e a Skynet espelha os medos e ansiedades da sociedade em relação à evolução da IA atualmente. A ideia de que um sistema tecnológico poderia se tornar independente e dominar os seres humanos está presente no imaginário coletivo há muitos anos e continua sendo atual.
Ghost in the Shell (1995)
Direção: Mamoru Oshii
Sinopse: O filme dividido entre dois arcos transcorre no futuro, no ano de 2029, onde existe a capacidade técnica de manipular pessoas entrando em suas mentes. O hacker, chamado de Mestre das Marionetes, é especialista em computadores e capaz de controlar a vontade dos outros, e é caçado por um grupo secreto chamado Esquadrão Shell. A líder, Major Motoko, foi tão modificada que quase todo seu corpo não é mais humano. De seu "eu" original teria sobrado apenas um "fantasma". Junto de Bateau e Togusa, ela caça o criminoso e se envolve em uma trama de conspirações, colocado-se em um rumo perigoso que pode levar às autoridades mais elevadas do Ministério envolvidas em uma conspiração. Um clássico do anime dirigido por Mamoru Oshii, que se passa em um futuro cyberpunk onde os seres humanos podem fundir suas mentes com a tecnologia.
O anime de Mamoru Oshii traz diversas questões sobre a consciência humana e consciência de uma inteligência artificial e suas fronteiras. Em um futuro distópico, a relação corpo-consciência é colocada em cheque quando as modificações tecnológicas do corpo turvam as linhas entre homem e máquina. A fusão dessa relação traz à tona questões do que é ser humano e o que é uma inteligência artificial.
Direção: Naoyoshi Shiotani, Katsuyuki Motohiro
Sinopse: Psycho-Pass se passa em um Japão futurista, onde o Sibyl System, uma poderosa rede de computadores biomecânicos, mede infinitamente a biometria dos cérebros e mentalidades dos cidadãos japoneses usando uma "varredura cimática". A avaliação resultante é chamada de Psycho-Pass, que inclui um índice numérico de Crime Coefficient, revelando o potencial de criminalidade do cidadão e um Hue codificado por cores, alertando os policiais sobre outros dados, como bem como a melhoria (limpeza) ou declínio (turvação) do referido Psycho-Pass. Quando o índice de Coeficiente de Crime de um indivíduo-alvo excede o limite aceito (100), eles são perseguidos, apreendidos e presos ou decompostos pelos oficiais de campo do Departamento de Investigação de Crime do Departamento de Segurança Pública do Ministério do Bem-Estar.
Em uma sociedade totalmente dependente de inteligência artificial e programação, como assistente pessoal e programa de cálculos matemáticos, o trabalho da divisão de homicídios toma completamente formas diferentes de funcionamento.