Quais são as causas da resistência à insulina / hiperglicemia?
Fatores ambientais: alimentos inflamatórios, excesso de gordura, alimentos processados, proteína, xenobióticos, disruptores endócrinos, aditivos alimentares, metais pesados, plástico, produtos de higiene pessoal e etc.
Fatores genéticos: existem polimorfismos em proteínas que participam da cascata de sinalização da insulina, mas mesmo com esse fator genético, se o indivíduo não ativar os gatilhos (epigenética), essas alterações podem ser silenciadas.
Modificação no receptor de insulina: terá um receptor de insulina com menor atividade, mas se os hábitos são bons, dificilmente esta menor sensibilidade será notada ou seja, os bons hábitos de alimentação são fundamentais pois mesmo com predisposição genética, a doença é totalmente evitável.
Como acontece a resistência à insulina?
Os fatores ambientais, genéticos e a alimentação ruim, alteram a microbiota do intestino, resultando na perda da saúde intestinal (disbiose), que perde a capacidade da produção de neurotransmissores, entre eles a serotonina, o que leva a uma piora da qualidade do sono, que aumenta cortisol e reduz melatonina (que não é liberada na presença do cortisol alto), Acrescente a isso um alto nível de estresse, irritabilidade, perda cognitiva, piora da concentração e etc, tudo pela baixa qualidade do sono, que altera o controle de hormônios reguladores, que acabam levando a menor sensibilidade da insulina, que gera maior adiposidade visceral, onde a gordura aumentada + leptina alta resultam em resistência a insulina. (Esta é apenas uma forma, pode acontecer de outras maneiras)
O que é Síndrome metabólica?
O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco metabólico que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base à resistência à ação da insulina, daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.
O diagnóstico é dado quando três ou mais fatores listados abaixo estiverem presentes numa mesma pessoa.
-1) Grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm;
-2) Baixo HDL “bom colesterol”: em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl;
-3) Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior;
-4) Pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão;
-5) Glicose elevada: 110mg/dl ou superior.
A maioria das pessoas que tem Síndrome Metabólica sente-se bem e não tem sintomas. Entretanto, elas estão na faixa de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como o diabetes e as doenças cardiovasculares.
Tratamento:
O aumento da atividade física e a perda de peso são as melhores formas de tratamento. Se você identificou em seu organismo alguns dos fatores, descritos acima, procure um profissional Nutricionista Funcional e ou Endocrinologista, eles farão a analise do seu quadro clínico e metabólico, e após o diagnóstico médico, siga o tratamento e livre-se desse problema.
Prevenção:
Perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica. Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras doenças cardíacas. Além disso, você terá tempo de mudar seu estilo de vida, evitando o desenvolvimento de diversas complicações.
Diabetes Mellitus do tipo 2.
É um conjunto de alterações metabólicas caracterizada por níveis elevados e sustentados de glicemia. Condição crônica, progressiva, que pode evoluir para graves complicações, com elevada morbimortalidade e forte impacto para o sistema de saúde e para a sociedade.
O (DM2) ocorre devido à perda progressiva de secreção insulínica, frequentemente combinada a resistência insulínica. Geralmente é assintomático, com maior incidência a partir dos 40 anos em pessoas com excesso de peso, comportamento sedentário, com hábitos alimentares não saudáveis e história familiar de diabetes.
Sintomas:
Fome frequente;
Sede constante;
Formigamento nos pés e mãos;
Vontade de urinar diversas vezes;
Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;
Feridas que demoram para cicatrizar;
Visão embaçada.
A resistência à insulina é uma anormalidade primária e precoce no curso da DM2 que após um período de transição é combinada com a incapacidade das célulasβ do pâncreas em manter uma adequada secreção de insulina. No diabetes mellitus tipo 2 a função beta-celular está reduzida em 50% no momento do diagnóstico e estima-se que esta perda de função teve início 10-12 anos antes.
Excesso de ácidos graxos livres no corpo e de gordura saturada na dieta, são potentes inibidores da ação da insulina.
Diagnóstico
É RECOMENDADO utilizar como critério de diagnóstico de DM a glicemia plasmática de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a glicemia duas horas após uma sobrecarga de 75 g de glicose igual ou superior a 200 mg/dl ou a HbA1c maior ou igual a 6,5%.
É necessário que dois exames estejam alterados. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação.