Dentre as diferentes abordagens médicas, conhecemos a Medicina Tradicional (Alopática), a Homeopática e a Manual Osteopática. Criada no século passado pelo médico americano A. T. Still, a osteopatia caracteriza- se por ser uma medicina manual não invasiva e não medicamentosa.
Reconhecendo a importância da ligação entre a estrutura do corpo e sua forma de funcionar, os osteopatas focam na restituição da mobilidade do sistema músculoesquelético, visceral e crâniosacral como chave para a saúde de todas as partes do corpo. O osteopata tem como característica uma grande habilidade no manuseio dos tecidos do corpo, colocando-os em harmonia e, devolvendo o movimento equilibrado e a vitalidade do organismo. Por não dividir o corpo em partes separadas, considera que o mau funcionamento de uma parte pode ter repercussões à distância e utiliza então, o conhecimento da anatomia, da fisiologia e da biomecânica para manipular e mobilizar estes tecidos. Para solucionar um problema em um local específico, o osteopata pode necessitar realizar o tratamento no próprio local e à distância.
O tratamento é indicado para todos os membros da família desde o recém-nascido até o idoso. Os problemas físicos, como dores na coluna, ciáticas, hérnias de disco, problemas posturais, lesões esportivas e repetitivas do trabalho, dores articulares, cefaleias (dores de cabeça), fibromialgia, disfunções temporomandibulares (ATM), são indicações para o tratamento. Além destes, as bronquites, constipação intestinal, alterações digestivas, perturbações do sono, síndromes neurológicas, autismo, convulsões, problemas pediátricos, refluxo do bebê, irritabilidade, constipação, entre outros, são também indicações para o tratamento.
A Osteopatia craniana é indicada em bebês que apresentam torcicolo congênito, alteração da deglutição das primeiras 24 horas, refluxos gástricos, cólicas abdominais, respiração irregular, cianose, estrabismo, alteração da simetria do crânio, choros excessivos, alteração do sono, otites, e muitas outras indicações. Dentro da barriga da mãe, o bebê vai crescendo e o espaço diminuindo. As formas maternas vão deixando no corpo uma memória postural. Depois, vem o trabalho de parto, sujeitando o bebê a sucessivas compressões. Todos estes acontecimentos podem provocar alterações na estrutura física do recém-nascido.
Normalmente não são lesões graves, nem visíveis, por isso, não são facilmente identificáveis aos olhos dos pais ou do pediatra. O bebê não vai dizer onde é o incômodo. Quem trabalha com bebês e com crianças necessita de total conexão com eles, porque quando isso acontece ele irá nos dizer como podemos ajudá-los. Muitas vezes, a lesão primária ocorre no parto, causando um enorme desconforto. Para manter a saúde de seu bebê procure um osteopata formado e observe o que essa técnica pode ajudar na vida de seu pequeno!
A Osteopatia visceral foi desenvolvida pelo osteopata e fisioterapeuta francês Dr. Jean-Pierre Barral, considerado o pai da manipulação visceral por sua dedicação de mais de 30 anos de estudos clínicos e dissecativos. Ele percebeu que as manipulações da coluna alteravam o funcionamento dos órgãos e se propôs a estudar o caminho contrário: se as manipulações das vísceras alteravam os sinais clínicos da coluna.
O estudo da osteopatia visceral está voltada para o bom funcionamento sistêmico do corpo, ou seja, as relações entre as vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural. Todos os órgãos, assim como todo o corpo, estão em movimento constante e em sincronia entre si e com todas as estruturas que os rodeiam. Quando essa sincronia estiver perturbada, estamos diante de uma disfunção osteopatia visceral. Essas disfunções são caracterizadas por víscero- -espasmos, diminuição da mobilidade e motilidade da víscera, diminuição da vascularização, ptoses viscerais, aderências decorrentes de inflamações, infecções, intervenções cirúrgicas, traumas, postura incorreta por demasiado tempo, entre outros.
As vísceras apresentam dois movimentos: mobilidade e motilidade.
Mobilidade visceral: refere-se os movimentos passivos de acomodação que as vísceras sofrem, principalmente, em resposta aos movimentos respiratórios, exigência dinâmicas corporais e modificação posturais. Estes movimentos estão na dependência da liberdade que o sistema viscerofacial proporciona. Este sistema interpõe as vísceras, formando camadas membranosas com líquido seroso que possibilita o deslizar intervisceral, denominando-o de articulações viscerais.
Motilidade visceral: refere-se aos movimentos ativos embrionários das vísceras. São movimentos que não se relacionam diretamente com as vísceras ocas, mas de movimentos inerentes de todas as vísceras.
De forma geral são descritas 3 técnicas de correção das disfunções viscerais:
Técnica Direta: são técnicas de alavancas curtas, indicada para tratar disfunções da mobilidade visceral.
Técnica Indireta: são técnicas de alavancas longas, também utilizadas para tratar as disfunções da mobilidade visceral.
Técnicas de Indução: são técnicas utilizadas para tratar a disfunção da mobilidade visceral.
Os principais efeitos da manipulação visceral são: eliminação do espasmo reflexo da musculatura lisa do trato visceral; estiramento das fáscias com finalidade de liberar as aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento.
A osteopatia visceral é indicada para:
• Hérnia de hiato;
• Ptoses viscerais;
• Constipação intestinal e refluxo (inclusive em bebês);
• Distúrbios hepatobiliares;
• Alterações cardíacas;
• Distúrbios renais;
• Alterações do ciclo menstrual;
• Queda da imunidade;
• Patologias sistêmicas de origem visceral, entre outras.