Aqui você receberá informações importantes sobre conceitos e elementos que envolvem o projeto
A História é uma ciência que está interessada em analisar as ações de homens e mulheres ao longo do tempo. Portanto, a sua essência está voltada para as ações dos seres humanos no passado e nas transformações que ocorreram em nossas relações com o desenvolvimento da humanidade. Constituindo-se, então, em algo muito diverso em relação ao campo de estudos e atuação.
Acesse o artigo ao lado para se aprofundar sobre o tema.
Enquanto historiadores e educadores, entendemos que a História trabalha com uma série de perspectivas sobre os eventos e temas do passado. A experiência histórica é sentida de maneiras diferentes por cada um de nós. Portanto, não se busca uma verdade absoluta, mas se oportuniza o debate com as ferramentas certas para auxiliar nossos alunos a interpretar, refletir e atuar como cidadãos propondo soluções para as problemáticas do mundo atual. Estudamos os acontecimentos do passado para nos auxiliar a compreender o nosso presente, como e por que chegamos até aqui.
O Historiador tem a responsabilidade de investigar e propor análises sobre os acontecimentos do passado e seus impactos em nossas vidas. Esses eventos estão conectados ao caminhar da sociedade e as suas áreas como política, economia, cultura, meio ambiente, entre outros.
Dentro desses processos há uma vasta gama de métodos e teorias levadas bem a serio que revelam para nós o caráter científico e compromisso dos pesquisadores. Portanto, não há lugar para desinformações ou fake news.
Dentro do projeto, entendemos que a função do historiador e dos educadores não é de impor absolutamente nada, mas revelar as várias faces de um mesmo tema para que a reflexão e a prática aconteça.
Acesse o vídeo ao lado para ouvir um papo com o professor Mateus Sacoman sobre os temas apresentados até aqui.
Segundo o EducaMídia, Educação Midiática é "Conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais".
Acesse o link ou veja o site ao lado para obter mais informações.
O Glossário do EducaMídia nos indica que as fake news são: "Informação falsa produzida com a intenção de enganar. As fake news tentam 'pegar carona' na credibilidade de veículos jornalísticos conhecidos e, geralmente, são divulgadas por canais que tentam imitar o visual, o nome e/ou o slogan de jornais sérios. O uso do termo tem sido criticado por pesquisadores depois que começou a ser usado como sinônimo para “toda e qualquer informação que me desagrada ou contraria”.
Acesse o artigo ao lado: "Não existem fake news do bem" escrito por Daniela Machado, coordenadora do Educa Mídia.
> Ler de forma crítica.
> Produzir com critério e comprometimento.
> Agir de forma ativa.
Esses três pontos citados anteriormente são experiências essenciais que a Educação Midiática quer suscitar em nós e nossos alunos. Ao desenvolvermos as habilidades de História, trabalhamos em conjunto essas ações explanadas acima, desenvolvendo a multidisciplinaridade de uma maneira extremamente enriquecedora através do:
> interpretar e refletir sobre o eventos do passados conectados ao mundo atual
> possibilitar a atuação efetiva e cidadã de nossos alunos no aqui e agora.
Acesse o link para mais informações sobre Ler, Escrever e Participar: https://educamidia.org.br/educacao-midiatica
Os fatos e eventos históricos trabalham com várias perspectivas para serem explicados, entretanto, os trabalhos sérios dos historiadores são pautados por métodos e teorias estabelecendo o compromisso de uma análise científica, livre de "achismos". Os artigos acadêmicos são sempre uma boa pedida, pois muitos abordam várias frentes, incluindo outros historiadores para o diálogo do texto, enriquecendo a reflexão e também é possível encontrar textos com linguagens mais acessíveis.
Os canais no Youtube e site de professores de História também são uma boa pedida. Mas, não estamos livres de erros, por isso, quanto mais fontes conseguir abordar sobre um determinado tema, melhor.
Para aprofundar a questão da checagem, indicamos o link do projeto HoaxBusters do professor Estêvão Zilioli.
A internet é uma ferramenta fantástica, mas como praticamente tudo na vida, apresenta caminhos positivos e outros caminhos que podem ser nocivos.
Nos últimos anos, acompanhamos um aumento da divulgação das fake news visando atingir vários objetivos, geralmente ruins. A quantidade de desinformação e negacionismos em relação aos temas históricos também cresceu surfando nessa onda.
O grande problema, em termos históricos, é que muitos temas começaram a ser tratados de maneira errada e, às vezes, desonesta. Conteúdos como nazismo, ditaduras militares, escravidão, independência, racismo, entre outros, passaram a ser bombardeados com informações falsas e interpretações totalmente desconexas dos contextos reais dos acontecimentos.
Tudo isso, intencionalmente ou não, inicializou um processo de desvalorização dos conteúdos históricos oficiais que prejudicam a própria ciência histórica, colocando-a em questionamento (no sentido ruim da coisa), e, principalmente ofertando uma enxurrada de falsas informações, rapidamente e facilmente acessíveis, aos nossos alunos e a toda sociedade.
Além dos prejuízos práticos como não ir bem em uma prova ou um vestibular, passar vergonha por falar bobagem, na verdade, essa problemática interfere no modo de agir e pensar dos indivíduos, ou seja, interfere diretamente no nosso mundo cotidiano, pois os conteúdos históricos são sensíveis e relevantes, conectando-se com elementos importantes da nossa sociedade como a política, religião, economia, cultura, entre outros.
Imersos nesse panorama é que se torna essencial desenvolver ações que desabonem esse tipo de informação que, efetivamente, no fim, não trazem aspectos positivos. Portanto, a ideia do projeto "Tem fake news nessa História" é oferecer ferramentas e auxílio para que educadores possam replicar e aprimorar a ideia em suas salas de aulas conectando a História e a Educação Midiática nesse desafiador, mas não menos instigante, empreendimento! Oportunizando, assim, que nossos alunos consigam desenvolver experiências enriquecedoras aperfeiçoando a leitura crítica, o escrever com responsabilidade e uma participação cidadã ativa.
Acesse o link ao lado e leia o texto da Mariana Mandelli, coordenadora de comunicação do Instituto Palavra Aberta, sobre os perigos da desinformação e revisionismo históricos.
Entre em contato pelo e-mail msacoman@globo.com para saber mais sobre o projeto.