Nem sempre aquilo que nos encanta no início de um relacionamento é, de fato, aquilo que nos faz bem.
Na perspectiva psicanalítica, podemos pensar que, muitas vezes, não nos apaixonamos apenas pela pessoa que está diante de nós, mas também por aquilo que depositamos nela: desejos, expectativas, fantasias e até antigas faltas que inconscientemente buscamos preencher.
A intensidade pode ser confundida com amor. A atenção excessiva pode parecer cuidado. A idealização pode nos fazer acreditar que, finalmente, encontramos alguém que corresponde exatamente ao que sempre desejamos.
Mas vale uma pergunta para começar a semana:
“Estou amando quem o outro realmente é ou aquilo que, inconscientemente, desejo que ele seja?”
Reconhecer essa diferença é um passo importante para perceber quando o encantamento deixa de ser encontro e começa a se transformar em aprisionamento.
Que nesta semana possamos olhar para nossos vínculos com mais consciência, sem perder a capacidade de amar, mas também sem deixar de nos escutar.