Se a hora assombra
saio da sombra;
a vida é demasiado querida
para a viver perdida
de intimidade
com quem gosta de viver pela metade.
Na vida a que me dou
sou aquilo que sou;
amo a doce sensação,
esta de voar
ao tocar
com os pés descalços no chão.
Tão bom poder eu
nesta doce sensação
sentir que o chão
também é meu.
Que terna unicidade,
alcançar a eternidade
na simples ação
de uns pés descalços no chão...
Viver por inteiro
nesta simplicidade,
da terra sentir o cheiro,
por inteiro,
nunca pela metade.
A vida é demasiado querida
para a viver perdida,
de intimidade
com quem gosta de viver pela metade.
Se a hora assombra
saio da sombra.