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Mulheres na computação
Mulheres na computação
| Mulheres na computação |
Conheça algumas das mulheres mais importantes da computação atual e suas contribuições na área.
Nascida na China, Fei-Fei Li mudou-se para os EUA aos 15 anos. Lá, formou-se em Física e Ciência da Computação pela Universidade de Princeton e se tornou doutora em Engenharia Elétrica Pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Também foi Fundadora do Instituto de Stanford para a IA Centrada no Ser Humano.
Em 2006, começou a trabalhar na criação do ImageNet, um banco de dados de imagens categorizadas e rotuladas. Em 3 anos, ela e sua equipe rotularam 3,2 milhões de imagens. Um ano depois, organizaram o ImageNet Challenge, uma competição para projetar uma IA que determinasse com precisão o conteúdo das imagens.
Programa de verão do AI4ALL
Tornando-se um ponto de referência, esse trabalho possibilitou a condução de inúmeras pesquisas posteriores. Isso acabou acelerando significativamente o desenvolvimento de diversas tecnologias ligadas à IA, como sistemas de reconhecimento de imagem e processamento de linguagem natural. Hoje, Li é considerada uma das 100 pessoas mais influentes no campo da IA.
Tendo em vista o impacto dessa tecnologia em toda a humanidade, Li também chamou atenção para a necessidade de se ter uma representação adequada e valores humanos coletivos como pilares no desenvolvimento da IA. Em 2017, tornou-se cofundadora da AI4ALL, uma organização sem fins lucrativos que busca aumentar a diversidade e a inclusão na área.
Formada em Ciências da Computação pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia e PhD em Artes e Ciências da Mídia pelo MIT, Joy é fundadora do Algorithmic Justice League, uma organização que luta pela ética e igualdade na Inteligência Artificial. Sua tese do MIT, que serviu como base para o documentário Coded Bias, da Netflix, denunciou a presença de vieses de gênero e raça nos sistemas de reconhecimento facial de grandes empresas, como Microsoft, Amazon e IBM. Neles, foram detectadas diversas falhas no reconhecimento de pessoas negras, até mesmo de figuras famosas.
Autora de livros como Unmasking AI, Buolamwini foi uma das conselheiras da Comissão Europeia na regulamentação da IA na região e participou da formulação do The AI Act, nos Estados Unidos. A pesquisadora também mostrou preocupação com o uso indevido da arte para alimentar sistemas de IA e com sua possível aplicação na automatização de armas letais em guerras.
Joy em palestra no TED, em 2016
Hard drives contendo os dados da imagem, estimados em 5 petabytes (5.242.880 Gb)
Doutora em engenharia elétrica e ciência da computação pelo MIT, Katie Bouman trabalhou no projeto Event Horizon Telescope e foi uma das grandes responsáveis pela construção da primeira foto de um buraco negro, em 2019. Devido à enorme distância do corpo celeste (cerca de 55 milhões de anos-luz), seria necessário um telescópio do tamanho da Terra para observá-lo. Para contornar esse problema, foi desenvolvido um algoritmo computacional, denominado CHIRP, que analisou dados produzidos por radiotelescópios do mundo todo e combinou-os para trabalharem como uma unidade.
Apesar da conquista, aclamada pela comunidade científica, muitas pessoas tentaram descreditar o trabalho de Katie, afirmando que sua contribuição no projeto não havia sido tão significante quanto a de outros colegas homens. A narrativa, no entanto, foi rapidamente desmentida por seus próprios colegas, que defenderam que o software não teria sido possível sem Katie.
Imagem do buraco negro no centro da galáxia M87: da Terra, é tão difícil de se enxergar quanto uma laranja na superfície da Lua.
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