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Estatísticas, pesquisas e estudos que ilustram a situação atual da mulher na computação.
Fonte: IBGE
Em 2022, o IBGE apontou que as mulheres ocupavam, no Brasil, apenas 15% dos concluintes em Computação e TI (Tecnologia da informação). O número representa uma queda quando comparado a 2012, quando elas representavam 17,5%.
Ainda em 2022, o instituto observou uma grande disparidade de salário entre homens e mulheres na área da tecnologia: no mesmo ano, o IBGE apontou que uma mulher recebia, em média, 22% menos do que um homem ocupando o mesmo cargo.
Infográfico produzido pela RNP: Mulheres em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)
A partir de 1995, é possível obter alguns dados sobre a quantidade de homens e mulheres nos cursos da USP através do QASE (Questionário de Avaliação Socioeconômica). Em 1995, as mulheres correspondiam a 32,7% dos inscritos na carreira de Computação. Já em 2024, esse número foi de 15,7%, representando um declínio considerável.
Uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos em 2015 buscou avaliar o impacto de vieses de gênero na plataforma GitHub. Após analisar cerca de 1,4 milhões de usuários, o estudo apontou que sugestões em códigos feitas por mulheres tem maiores chances de serem aprovadas do que a de homens, desde o gênero não seja revelado no perfil.
Quando o gênero era oculto, a taxa de aprovação das mulheres era de 78,6% (contra 74,6% dos homens). Por outro lado, ao revelarem-se mulheres, a taxa cai para 62,5%. Ainda notou-se que, quando o usuário não é muito conhecido na comunidade, os perfis abertamente femininos tem uma aceitação muito mais baixa do que os perfis de gênero oculto.
Em 2017, a Microsoft entrevistou 11500 mulheres europeias entre 11 e 30 anos acerca de sua visão a respeito do campo de CTEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). De acordo com a investigação, a maioria das garotas demonstrava interesse na área aos 11 anos, mas desistia por volta dos 15.
Entre os motivos apontados por trás dessa decisão, estão a falta de modelos femininos na área, discriminação no mercado de trabalho e falta de contato prévio com atividades práticas, como a programação.
Foto do projeto Girls Who Code
Outro estudo, divulgado pela Accenture e Girls Who Code, mostrou que as garotas têm muito mais chance de despertarem interesse pela computação se acreditarem que também é uma atividade "para garotas" e se forem ensinadas por uma professora mulher. Além disso, a exposição à computação desde o middle school (equivalente ao fundamental II) mostrou-se uma peça chave no interesse feminino pela área: das mulheres que trabalham nela atualmente, 74% tiveram contato com a programação durante esse período.
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