Não há nada de trivial na escrita de uma dissertação. A bem da verdade, escrever até que é fácil. Difícil é tudo que vem antes. Por vezes, é doloroso, até. Exaustivo sempre é. Seria solitário não fossem as pessoas que se juntam, cada uma à sua maneira, na longa jornada. A elas, meu agradecimento mais profundo.
À minha esposa, Lindsay de Oliveira Barros, agradeço pela parceria de todos os nossos dias e ao longo da pesquisa e da escrita desta dissertação – mas só isso não basta. Lindsay fez bem mais: foi ela quem me estimulou, apesar de todos os obstáculos que eu pude inventar, a levar minha pesquisa de mais de uma década para uma finalidade acadêmica. Seguir seus passos na trajetória do mestrado foi – hoje consigo reconhecer – uma escolha da qual me orgulho. Não bastasse, ela ainda foi apoio essencial naqueles dias em que pensei em jogar tudo para o alto! São também dela os toques e retoques que dão a este trabalho o contorno que agora se conhece.
Meu obrigado, também, a meus pais, Nely Mallet e André Toueg, eles que são minha base, à minha irmã Adriana Mallet, minha fortaleza e inspiração, e aos meus irmãos menores, Breno Toueg e Adriely Toueg, futuro despontando. Em nome deles, estendo esse agradecimento a toda a nossa grande família - tias e tios, primas e primos, todas e todos.
Minha orientadora, colega jornalista com quem compartilho a paixão pela profissão, merece uma salva de agradecimentos. A prof. dra. Mara Ferreira Rovida foi apoio mais que essencial, imprescindível, na caminhada entre dúvidas, receios e temores. “Orientação” é palavra subestimada – certíssima no seu sentido: à Mara, um imenso “obrigado” por reorientar minhas ideias e por não desistir, apesar dos vários motivos, do tema que me abraçou.
Lado a lado, do início de 2024 para cá, estive com outros mestrandos e também com doutorandos com quem tive a sorte de trocar ideias e experiências, cruciais para a formação que esta etapa exige. A todas e a todos, agradeço pelo caminhar junto. Agradeço especialmente aos colegas jornalistas nesse grupo: Evenize Batista, Rafael Filho, Ranieri Costa, Vanessa Ferranti e Vernihu Oswaldo. Também à Uniso, pelo espaço, e à Capes, pelo incentivo com a cessão da bolsa-taxa que me permitiu cursar o mestrado, meu obrigado.
Aprendi, na aurora da minha monografia, longínquos 22 anos atrás, que “amigos são a pátria do homem” (a frase me foi dita pelo personagem do TCC, o veterano jornalista Nahum Sirotsky (1925–2015), ele mesmo um grande amigo, cujo centenário tive a honra de celebrar em evento recente no Instituto Guimarães Rosa de Tel Aviv. Postumamente, a ele também agradeço pelos ensinamentos sobre o que o jornalismo deve ser.). Minha pátria está dispersa pelo mundo, com grandes amigos que talvez nem se saibam tão importantes – eu deveria dizê-lo mais amiúde. Obrigado, amigos. Obrigado pela força, ainda que só compreendendo as ausências. Na caminhada da pesquisa sobre o tráfico de bebês, ganhei novos amigos e a eles também agradeço.
Esta dissertação termina de ser redigida enquanto, lá fora, sob o sol, recorde atrás de recorde de temperaturas são registrados. O verão 2025/2026 já é o mais quente da nossa história. Por isso, agradeço simbolicamente a todas as pessoas que não negam a ciência e que fazem o que podem para amenizar os efeitos das mudanças climáticas no mundo, que é o único que temos.