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2009- ELASingulares - Palácio de Santa Helena -Lisboa
Suzy Bila, A PLURALIDADE SINGULAR
"também eu queria escrever um poema maior que o mundo" Herberto Hélder
A consciência de si mesma em oposição ao exterior que desvirtua e escraviza, a vida como consciência da solidão ontológica é, nas telas de Suzy Bila, um acto fundador do ser, de que o singular é plural, e de que o drama existencial está em vivermos sempre divididos – o drama da solidão de quantos, reduzidos ao anonimato massificante, vivem em luta pela sua própria identidade
Mulher, sempre, tanto nos papéis de heroína como nos de amante, Suzy Bila obriga-nos a olhá-la, a ela e à sua obra, numa relação de singularidades. Chama-nos à nossa própria existência. Ela sabe que o valor do artista depende da autenticidade e que a autenticidade forja a originalidade e que, só assim, mais universal e mais poderosa será a sua obra.
Carlos Carranca; Monte Estoril, 16/10/2009