Deusa africana do vento e da tempestade. Foi esposa de Ogum e é atualmente de Xangô. Solta fogo pela boca e pelo nariz. Ela é a senhora dos espíritos mortos (Eguns). É a paixão propriamente dita, é o orixá que faz nossos corações baterem mais forte. Deusa da espada, do fogo, dona da paixão, do ciúme e da provocação. Seu esposo atual, Xangô, deu a Iansã, a esposa que ele acha mais valente, uma missão – buscar um preparado que permitiria-lhe soltar fogo pela boca e pelo nariz. Mas Iansã, destemida e temida por muitos, tomou a poção, conseguindo o poder que Xangô queria apenas pra ele.
No seu passado, Iansã era casada com Ogum, o qual fabricava armas para um grande amigo guerreiro, Oxaguiã. Porém, como o processo de fabricação das armas demorava, Oxaguiã também demorava para vencer as guerras. Iansã, a destemida guerreira, salvou-lhe das longas e demoradas guerras, pois ela descobriu que soprando intensificava o fogo, permitindo a Ogum ser mais rápido. Oxaguiã achou-a perfeita para ser esposa de um guerreiro, raptou-a e casou-se com a guerreira. Logo depois Oxaguiã entrou em uma guerra e encomendou as armas com Ogum, mas o mesmo disse:
“SEM IANSÃ NÃO TEM FORJA, SEM FORJA NÃO TEM ARMAS. DEVOLVE MINHA MULHER.”
Mas Oxaguiã precisava das armas e não queria devolvê-la, então pediu que ela soprasse, mesmo estando tão longe. As pessoas se acostumaram e chamaram o sopro de vento. E quando o sopro tinha muita urgência, que chegava a destruir telhados e derrubar árvores, chamaram-no de tempestade. Assim, ficou conhecida como senhora dos ventos e das tempestades.
João Victor - 705
Fontes:http://casaiemanjaiassoba.com.br/iansa.html
PRANDI, Reginaldo. Ifá, o adivinho: histórias dos deuses africanos que vieram para o Brasil com os escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002