Foi esposa de Zumbi dos Palmares, com quem teve 3 filhos. Foi líder de grupos organizados de mulheres no exército negro palmarino. Pertencia à nação nagô-jejê da tribo de Mali; seus integrantes eram muçulmanos e conhecidos como Malês pelos africanos.
Ninguém sabe ao certo como era sua aparência física. Ela não era muito apta a serviços domésticos. Realizava ações como: caçar, plantar, lutar capoeira, entre outros.
Dandara lutou junto com Zumbi contra o sistema escravocrata do século XVII. Ela estava junto com Ganza Zumba quando os negros se rebelaram e formaram o Quilombo dos Palmares. Como líder, chegou a questionar os termos do tratado de paz que Ganza Zumba assinou com junto com o governo português, ficando contra Ganza Zumba e ao lado do marido, Zumbi.
Sempre perseguiu a liberdade; não tinha limites quando a segurança de Palmares e a eliminação do inimigo estavam em jogo. Depois de vencer várias batalhas, pediu a Zumbi que tomasse Recife.
Há quem acredite que a esposa de Zumbi foi morta com outros palmarinos em 6 de Dezembro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos macacos, que fazia parte do Quilombo.
Porém, há quem acredite que ela se suicidou, jogando-se da pedreira mais alta de Palmares, para não voltar a ser escrava.
São por todos esse motivos e fatos citados que Dandara é lembrada até hoje como um verdadeiro exemplo de que nem todas as mulheres são de "sexo frágil".
Camilla Marano - 705
Fontes:
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1017
http://portalcapoeira.com/Capoeira-Mulheres/dandara-esposa-mae-e-guerreira