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Os Gabinetes de Curiosidades foram salas ou gabinetes onde colecionadores, geralmente gente abastada ou estudiosos, guardavam e exibiam objetos incomuns, naturais ou artificiais, como fósseis, artefactos exóticos, obras de arte ou instrumentos científicos.
As coleções eram frequentemente divididas em categorias latinas: Naturalia (natureza), Artificialia (artefactos), Exotica (exóticos) e Scientifica (instrumentos).
Podemos considerar que a sua função era contar uma história sobre o mundo, misturando ciência, arte e o fantástico, sendo assim os precursores dos museus.
Recuperando este conceito, apresentamos mensalmente uma “curiosidade” do nosso amplo espólio.
Descrição morfológica: Exemplar solitário, de morfologia discoide e simétrica, representando o esqueleto calcário de um coral escleractinário (pétreo). A face oral (lado onde se localizava a boca do pólipo, com os septos dispostos radialmente) apresenta numerosos septos finos, paralelos e densamente distribuídos, convergindo para uma depressão central. A face aboral (lado oposto à boca do pólipo, voltado para o substrato) exibe costae finas e regulares (cristas esqueléticas que prolongam os septos, visíveis na face inferior). A coloração geral do exemplar é acinzentada, possivelmente devido a processos de mineralização secundária ou alterações pós-morte compatíveis com a fossilização.
Classificação científica – Reino: Animalia; Filo: Cnidaria; Classe: Anthozoa; Subclasse: Hexacorallia; Ordem: Scleractinia; Família: Fungiidae; Género: Fungia.