O mês de maio marca a continuidade do percurso formativo iniciado no primeiro bimestre, com foco na qualificação do apoio presencial e no fortalecimento do planejamento de aula.
Depois de avançar na construção de registros mais descritivos, objetivos e fundamentados em fatos observáveis, o próximo passo é aprofundar a análise pedagógica das evidências registradas. O foco deixa de ser apenas “o que foi observado” e passa a considerar também “o que essa evidência revela sobre a prática docente e sobre a aprendizagem dos estudantes”.
Neste roteiro, o CGP será convidado a analisar registros reais de apoio presencial, relacionar as evidências à rubrica de qualidade da aula e elaborar justificativas pedagógicas mais consistentes, com foco na aprendizagem.
Fortalecer a atuação formativa do CGP na análise das práticas observadas em sala de aula, utilizando a rubrica de qualidade da aula para interpretar evidências, classificar a efetividade das ações pedagógicas e elaborar justificativas consistentes, com foco na aprendizagem dos estudantes.
A formação também busca apoiar o coordenador na qualificação do planejamento docente, considerando o currículo, os dados da turma, os resultados da Prova Paulista e as necessidades reais de aprendizagem.
Neste mês, o trabalho do CGP está organizado em três prioridades:
Da evidência à análise
Uso da rubrica para analisar pedagogicamente as práticas observadas em sala de aula.
Planejamento de aula
Compreensão do planejamento como processo contínuo, alinhado ao currículo e às necessidades da turma.
Para não sair do radar
Acompanhamento das ações relacionadas à OMASP 2026, Prova Paulista, SARESP e demais demandas pedagógicas do período.
O registro qualificado é uma etapa importante do apoio presencial, mas ele não encerra o processo formativo. A partir do registro, o CGP precisa analisar a prática observada, identificando:
o que o professor fez;
como os estudantes responderam;
o que essa relação revela sobre o processo de ensino e aprendizagem;
qual aspecto da rubrica está mais diretamente relacionado à evidência;
qual é o nível de efetividade da prática observada.
A análise deve partir da evidência, e não da opinião. Por isso, é importante que o CGP retome o registro, destaque trechos relevantes e relacione cada observação ao impacto na aprendizagem dos estudantes.
Para o encontro formativo do Roteiro de Maio – Qualidade da Aula, realizaremos uma atividade em formato de Sala de Aula Invertida, com foco na análise pedagógica dos registros de Apoio Presencial.
Antes do encontro, cada CGP deverá escolher um registro de Apoio Presencial realizado no mês de maio de 2026 e imprimir o material para a atividade presencial.
O registro escolhido deverá conter, sempre que possível, marcadores temporais, descrição das ações do professor, respostas dos estudantes e fatos observáveis da aula, evitando comentários genéricos ou opiniões.
Durante a leitura prévia do registro, o CGP deverá observar os eixos presentes na Rubrica de Qualidade da Aula e realizar as seguintes marcações no próprio texto impresso:
1. Circule, em cada eixo observado, a ação do professor.
Exemplos: comandos dados, perguntas realizadas, explicações, intervenções, retomadas, organização da atividade, circulação pela sala, orientações e estratégias de verificação da aprendizagem.
2. Grife a ação dos estudantes em relação ao comando do professor.
Exemplos: responderam, registraram, participaram, explicaram o raciocínio, realizaram a atividade, ficaram em silêncio, copiaram, perguntaram, apresentaram dúvidas ou não aderiram à proposta.
Após as marcações, o CGP deverá realizar uma primeira análise, considerando:
1. O que o professor fez durante a aula;
2. Como os estudantes reagiram ou participaram a partir dos comandos dados;
3. Qual eixo ou aspecto da Rubrica de Qualidade da Aula aparece com mais força no registro;
4. Qual nível de efetividade pode ser atribuído à prática observada: muito efetiva, efetiva, pouco efetiva ou não efetiva;
5. Uma justificativa pedagógica curta, iniciando pela evidência observada e explicando o impacto dessa prática na aprendizagem dos estudantes.
O que você vai precisar para realizar a atividade
Para participar da atividade de Sala de Aula Invertida – Análise de Registros de Apoio Presencial, cada CGP deverá providenciar:
1. Registro de Apoio Presencial impresso
Escolha um registro realizado no mês de maio de 2026, preferencialmente com marcadores temporais, descrição das ações do professor, respostas dos estudantes e fatos observáveis da aula.
2. Caneta ou marca-texto de duas cores
Utilize uma cor para circular as ações do professor e outra cor para grifar as ações dos estudantes em resposta aos comandos, perguntas, explicações ou intervenções realizadas durante a aula.
3. Rubrica de Qualidade da Aula
Tenha a rubrica em mãos para relacionar as evidências observadas aos eixos e aspectos da qualidade da aula.
4. Régua de efetividade
Utilize os níveis muito efetiva, efetiva, pouco efetiva ou não efetiva para classificar a prática observada com base nas evidências do registro.
5. Espaço para registro da análise
Leve uma folha, caderno ou modelo impresso para organizar a primeira análise escrita, contendo:
Registro escolhido:
Eixo observado:
Ação do professor circulada:
Ação dos estudantes grifada:
Aspecto da rubrica relacionado:
Nível de efetividade:
Justificativa pedagógica:
6. Disponibilidade para troca entre pares
A atividade será utilizada no encontro para análise coletiva, qualificação das justificativas pedagógicas e fortalecimento do diálogo formativo entre CGP e professor.
Produto esperado para o encontro
Cada CGP deverá levar:
1. O registro de Apoio Presencial impresso;
2. As marcações feitas no próprio texto: ações do professor circuladas e ações dos estudantes grifadas;
3. Uma primeira análise escrita, contendo:
Registro escolhido: maio de 2026
Eixo observado:
Ação do professor circulada:
Ação dos estudantes grifada:
Aspecto da rubrica relacionado:
Nível de efetividade:
Justificativa pedagógica:
Essa produção será utilizada no encontro para análise coletiva, troca entre pares e qualificação das justificativas pedagógicas, com foco no fortalecimento do diálogo formativo entre CGP e professor.
O Roteiro de Maio fortalece a atuação do CGP na passagem do registro para a análise pedagógica. A proposta orienta que o apoio presencial não se encerre na descrição da aula, mas avance para a leitura das evidências, relacionando as ações do professor, as respostas dos estudantes e os impactos na aprendizagem.
É importante ressaltar que, caso o registro ainda não apresente elementos suficientes para análise, será necessário dar um passo atrás e retomar o Roteiro de Abril. Nesse percurso, o foco foi olhar para o registro, qualificando as evidências, os fatos observáveis, os marcadores temporais e a descrição objetiva da prática. Sem um registro qualificado, a análise pedagógica pode ficar frágil ou baseada em impressões.
Ao utilizar a Rubrica de Qualidade da Aula e a régua de efetividade, o CGP qualifica seu olhar formativo, elabora justificativas mais consistentes e constrói devolutivas mais claras para os professores. Esse movimento contribui para que o planejamento de aula seja compreendido como instrumento central da prática docente, alinhado ao currículo, aos dados da turma e às necessidades reais dos estudantes.
Dessa forma, a formação de maio reafirma que observar, registrar, analisar e devolver são etapas articuladas de um mesmo processo: apoiar o professor para qualificar a aula e ampliar as condições de aprendizagem dos estudantes.
O planejamento de aula é uma das prioridades do mês de maio, pois estamos iniciando o 2º bimestre e este é o momento de revisitar as ações pedagógicas à luz das aprendizagens já consolidadas, das dificuldades que ainda permanecem e dos dados disponíveis sobre as turmas.
Agora, a escola já possui mais informações para orientar o trabalho pedagógico: observações realizadas em sala de aula, registros de Apoio Presencial, experiências dos professores, resultados da Prova Paulista do 1º bimestre e necessidades identificadas no acompanhamento cotidiano dos estudantes.
Nesse sentido, o planejamento não pode ser genérico. Ele precisa dialogar com a realidade da turma, com o currículo e com os dados de aprendizagem, garantindo maior intencionalidade às aulas.
Acompanhar e qualificar os planejamentos docentes do 2º bimestre, garantindo alinhamento ao currículo, aos objetivos de aprendizagem, aos dados da turma e às necessidades reais dos estudantes.
O foco não é apenas verificar se o professor entregou o planejamento, mas analisar se esse planejamento contribui para organizar uma aula com intencionalidade, coerência, participação dos estudantes, verificação da aprendizagem e intervenções pedagógicas durante o processo.
Planejamento não é uma formalidade.
Planejamento é o que dá direção à aula.
Ele explicita o que se espera que os estudantes aprendam.
Organiza as experiências de aprendizagem.
Antecipa possíveis dificuldades da turma.
Permite prever intervenções pedagógicas.
Ajuda o professor a acompanhar a aprendizagem ao longo da aula.
Uma boa aula dificilmente acontece sem intencionalidade pedagógica. Por isso, o planejamento precisa ser compreendido como parte essencial da qualidade da aula.
O papel do CGP é recolocar o planejamento no centro das discussões pedagógicas, apoiando os professores na análise e na qualificação das propostas de aula.
Isso pode acontecer em ATPCs, em momentos de estudo coletivo, em conversas individuais, nas devolutivas após o Apoio Presencial ou na análise dos planos elaborados para o bimestre.
O foco deve ser formativo: ajudar o professor a perceber se há coerência entre objetivo, conteúdo, estratégia, recurso, tempo, participação dos estudantes e verificação da aprendizagem.
Ao analisar um planejamento de aula, é importante observar se ele contempla:
Objeto do conhecimento.
Conteúdo.
Objetivo da aula.
Espaço físico ou ambiente de aprendizagem.
Metodologias.
Recursos didáticos.
Estratégias de desenvolvimento da aula.
Critérios e instrumentos de avaliação.
Adaptações para acessibilidade.
Referências utilizadas.
Esses elementos ajudam a tornar a aula mais clara, organizada e intencional, além de dialogarem diretamente com a Rubrica de Qualidade da Aula.
Antes de planejar, é necessário olhar para a turma.
Algumas perguntas podem orientar essa reflexão com os professores:
O que a turma já aprendeu?
Quais dificuldades ainda permanecem?
O que os dados da Prova Paulista revelam?
Quais habilidades precisam ser retomadas?
Quais conhecimentos prévios são necessários para avançar no 2º bimestre?
Quais estudantes ou grupos precisam de maior apoio?
Quais estratégias podem favorecer maior participação e compreensão?
Planejamento eficiente começa na análise da aprendizagem dos estudantes. Quando o professor conhece melhor sua turma, consegue organizar intervenções mais adequadas e evitar propostas desconectadas das necessidades reais.
Durante a leitura do planejamento, o CGP pode observar:
O objetivo da aula está claro?
O objetivo está alinhado ao currículo e ao Guia do Currículo Priorizado?
As estratégias propostas fazem sentido para o objetivo definido?
Os recursos estão articulados ao conteúdo?
Há previsão de momentos para verificar a aprendizagem durante a aula?
O planejamento considera os dados da turma?
Há previsão de intervenção diante das dificuldades dos estudantes?
A proposta favorece a participação ativa dos estudantes?
Há tempo previsto para sistematização ou fechamento da aprendizagem?
O planejamento permite compreender o que o professor fará e o que se espera que os estudantes façam?
Selecione um ou mais planejamentos de aula elaborados pelos professores para o 2º bimestre.
Durante a leitura, observe se o planejamento permite compreender:
1. O que os estudantes precisam aprender
Verifique se o objetivo da aula está claro, se está alinhado ao currículo, ao Guia do Currículo Priorizado e às habilidades previstas para o bimestre.
2. Como o professor pretende conduzir a aprendizagem
Observe se há coerência entre objetivo, conteúdo, metodologia, recursos e estratégias propostas.
3. Como os estudantes serão acompanhados durante a aula
Analise se o planejamento prevê momentos de verificação da aprendizagem ao longo da aula, e não apenas ao final.
4. Como o professor pretende intervir diante das dificuldades
Verifique se há previsão de perguntas, retomadas, agrupamentos, atividades complementares, circulação pela sala ou outras intervenções pedagógicas.
5. Como os dados da turma aparecem no planejamento
Observe se o planejamento considera resultados da Prova Paulista, avaliações diagnósticas, registros do professor, observações de sala ou dificuldades já identificadas no acompanhamento cotidiano.
Para realizar a atividade, o CGP deverá ter em mãos:
1. Planejamentos de aula do 2º bimestre
Preferencialmente de diferentes componentes, anos/séries ou professores, para ampliar a leitura formativa.
2. Guia do Currículo Priorizado e/ou Escopo e Sequência
Para verificar se o planejamento está alinhado às aprendizagens previstas.
3. Dados da turma
Resultados da Prova Paulista, avaliações diagnósticas, registros de acompanhamento, observações de aula ou informações já levantadas pelo professor.
4. Rubrica de Qualidade da Aula
Para relacionar os elementos do planejamento aos aspectos de uma aula de qualidade: objetivo, estratégias, gestão do tempo, participação dos estudantes, verificação da aprendizagem e intervenções.
5. Instrumento de análise
Uma folha, quadro ou formulário simples para registrar: pontos consolidados, lacunas observadas e ajustes necessários.
Cada unidade escolar pode ter uma forma própria de organizar seus planejamentos, considerando sua rotina, seus instrumentos internos e os combinados já estabelecidos com a equipe docente. No entanto, independentemente do modelo utilizado pela escola, alguns elementos precisam estar contemplados, pois fazem parte da proposta de organização do plano de aula apresentada pela EFAPE.
O objetivo não é padronizar um único formato de planejamento, mas garantir que o plano permita compreender a intencionalidade pedagógica da aula, a relação com o currículo, as estratégias previstas, os recursos utilizados, as formas de acompanhamento da aprendizagem e as possíveis intervenções diante das dificuldades dos estudantes.
Para a análise formativa do planejamento, o CGP poderá observar se o plano contempla os seguintes elementos:
Planejamento analisado:
Componente curricular:
Ano/série:
Habilidade ou objeto do conhecimento:
Objetivo da aula:
Estratégias previstas:
Recursos utilizados:
Formas de verificação da aprendizagem:
Intervenções previstas:
Dados da turma considerados:
Esses itens ajudam o CGP a verificar se o planejamento está apenas registrando uma sequência de atividades ou se, de fato, organiza uma aula com intencionalidade, coerência e foco na aprendizagem dos estudantes.
O objetivo da aula está claro?
As estratégias estão coerentes com o objetivo?
Os recursos favorecem a aprendizagem prevista?
Há previsão de participação ativa dos estudantes?
Há momentos de checagem durante a aula?
O planejamento prevê o que fazer caso os estudantes apresentem dificuldades?
O planejamento dialoga com os dados reais da turma?
Que ajuste pode qualificar a aula antes de sua realização?
Espera-se que o CGP consiga identificar, no planejamento analisado:
Aspectos consolidados
Elementos que já aparecem de forma clara, como objetivo definido, sequência organizada, uso de recursos adequados, alinhamento ao currículo ou previsão de atividades coerentes.
Lacunas formativas
Pontos que ainda precisam ser fortalecidos, como ausência de dados da turma, objetivo pouco claro, estratégias genéricas, falta de checagem da aprendizagem ou ausência de intervenções diante das dificuldades.
Ajustes possíveis
Sugestões concretas para qualificar o planejamento, como incluir perguntas orientadoras, prever momentos de verificação, organizar melhor o tempo, propor agrupamentos produtivos, retomar conhecimentos prévios ou planejar intervenções específicas.
O produto esperado é uma devolutiva formativa que ajude o professor a revisar o planejamento antes da aula, fortalecendo a intencionalidade pedagógica e ampliando as condições de aprendizagem dos estudantes.
Aspectos consolidados:
O planejamento apresenta…
Lacunas observadas:
Ainda é necessário fortalecer…
Ajustes sugeridos:
Para qualificar a aula, recomenda-se…
Devolutiva formativa ao professor:
A partir da análise do planejamento, observa-se que… Esse aspecto contribui para a aprendizagem porque… Para avançar, sugere-se…
A atividade pode ser deverá em ATPC como uma prática formativa de análise e reconstrução do planejamento.
1. Abertura da ATPC
Inicie retomando que o planejamento não é apenas uma exigência documental. Ele é o primeiro passo para garantir uma aula com intencionalidade, clareza, acompanhamento da aprendizagem e possibilidade de intervenção pedagógica.
2. Estudo breve
Apresente os elementos essenciais de um planejamento de aula: objetivo, conteúdo, estratégias, recursos, avaliação, intervenções e dados da turma.
3. Análise em duplas ou pequenos grupos
Distribua um planejamento previamente selecionado, retirando nomes de professores se necessário. Oriente o grupo a analisar o documento com base nas perguntas orientadoras.
4. Identificação dos pontos fortes e lacunas
Peça que os grupos registrem o que já está claro no planejamento e o que precisa ser ajustado para fortalecer a aprendizagem.
5. Reconstrução de um trecho do planejamento
Solicite que cada grupo escolha uma lacuna e proponha uma melhoria concreta. Por exemplo: reescrever o objetivo da aula, incluir uma estratégia de verificação da aprendizagem ou prever uma intervenção para estudantes com dificuldade.
6. Socialização das análises
Cada grupo apresenta uma síntese: o que estava consolidado, qual lacuna foi identificada e que ajuste foi proposto.
7. Fechamento formativo
Finalize reforçando que a análise do planejamento deve apoiar o professor na tomada de decisão antes da aula acontecer. O foco não é apontar falhas, mas qualificar o percurso para que a aula tenha maior coerência, participação dos estudantes e acompanhamento da aprendizagem.
A devolutiva sobre o planejamento pode ser organizada em três partes:
Aspectos consolidados
Indicar o que já aparece de forma clara no planejamento, como objetivos definidos, sequência organizada, uso adequado de recursos ou coerência com o currículo.
Lacunas identificadas
Apontar o que ainda precisa ser fortalecido, como ausência de verificação da aprendizagem, pouca relação com os dados da turma, estratégias pouco articuladas ao objetivo ou falta de previsão de intervenções.
Ajustes necessários
Sugerir possibilidades concretas de melhoria, como incluir checagens durante a aula, prever perguntas orientadoras, organizar melhor o tempo, propor momentos de participação ativa dos estudantes ou planejar intervenções para as dificuldades mais recorrentes.
O planejamento de aula é o primeiro passo para uma prática pedagógica mais intencional. Quando o CGP apoia o professor na análise e na qualificação desse planejamento, contribui para que a aula tenha maior clareza, coerência e foco na aprendizagem.
A qualidade da aula começa antes da aula acontecer. Ela se fortalece quando o planejamento considera o currículo, os dados da turma, as necessidades dos estudantes e as estratégias que serão utilizadas para acompanhar e intervir durante o processo de aprendizagem.
A aplicação da Prova Paulista do 1º bimestre já foi concluída, mas o trabalho pedagógico com os resultados precisa continuar. A avaliação deve ser compreendida como ponto de partida para reorganizar o planejamento, identificar aprendizagens consolidadas, reconhecer fragilidades e orientar intervenções mais precisas junto aos estudantes.
Neste momento, o papel do CGP é apoiar a equipe docente na leitura dos dados, relacionando os resultados da turma ao planejamento do 2º bimestre, às habilidades previstas no currículo e às necessidades reais de aprendizagem dos estudantes. O planejamento de aula, portanto, precisa considerar os dados da Prova Paulista, as observações de sala, os registros dos professores e os demais instrumentos de acompanhamento utilizados pela escola.
Apoiar os professores na análise pedagógica dos resultados da Prova Paulista do 1º bimestre, utilizando os dados como referência para qualificar o planejamento das aulas, organizar intervenções e fortalecer a aprendizagem dos estudantes no 2º bimestre.
A Prova Paulista não se encerra na aplicação.
Os resultados precisam orientar decisões pedagógicas.
Os dados ajudam a identificar habilidades consolidadas e habilidades que precisam ser retomadas.
A análise deve considerar turma, estudante, componente curricular e habilidade.
O planejamento do 2º bimestre precisa dialogar com as dificuldades apontadas pelos resultados.
A recomposição das aprendizagens deve aparecer nas aulas, nas atividades, nas intervenções e nas formas de verificação da aprendizagem.
Para desenvolver essa análise com a equipe, o CGP poderá organizar:
1. Resultados da Prova Paulista do 1º bimestre
Dados por turma, componente curricular, habilidade ou estudante, conforme disponibilidade no BI ou nos instrumentos utilizados pela escola.
2. Gabarito comentado e cadernos da prova
Os cadernos das provas impressas podem ser devolvidos aos estudantes, e a escola pode promover momentos de revisão. As sobras de prova também podem ser utilizadas para estudo e retomada pedagógica.
3. Guia do Currículo Priorizado e Escopo e Sequência
Para relacionar as habilidades avaliadas com as aprendizagens previstas para o 2º bimestre.
4. Planejamentos docentes do 2º bimestre
Para verificar se os resultados da avaliação estão sendo considerados na organização das aulas.
5. Registros de Apoio Presencial e observações de sala
Para cruzar os dados da avaliação com o que já foi observado na prática pedagógica.
Cada CGP deverá selecionar uma turma ou componente curricular para iniciar a análise dos resultados da Prova Paulista.
1. Quais habilidades apresentaram maior fragilidade?
Identifique os pontos em que os estudantes demonstraram mais dificuldade.
2. Quais habilidades aparecem mais consolidadas?
Reconheça os avanços da turma e os conhecimentos que podem apoiar novas aprendizagens.
3. As fragilidades identificadas são pré-requisitos para conteúdos do 2º bimestre?
Verifique se há aprendizagens que precisam ser retomadas antes do avanço para novos objetos de conhecimento.
4. O planejamento docente contempla essas necessidades?
Observe se o planejamento prevê retomadas, intervenções, estratégias diferenciadas e momentos de verificação da aprendizagem.
5. Que ações precisam ser organizadas pela escola?
Defina encaminhamentos possíveis para ATPC, recomposição, agrupamentos, atividades de revisão, apoio presencial ou acompanhamento individualizado.
Turma analisada
Componente curricular
Habilidades com maior fragilidade
Habilidades mais consolidadas
Evidências observadas nos resultados
Relação com o currículo do 2º bimestre
Necessidades de retomada
Estratégias previstas no planejamento
Intervenções necessárias
Encaminhamentos para ATPC ou apoio presencial
Espera-se que o CGP consiga transformar os dados da Prova Paulista em ações pedagógicas concretas.
A análise não deve se limitar à identificação de baixos resultados. É necessário compreender o que esses resultados revelam sobre a aprendizagem dos estudantes e como podem orientar o planejamento, a escolha das estratégias, a organização das atividades e a verificação da aprendizagem ao longo das aulas.
O produto esperado é uma síntese pedagógica contendo:
habilidades que precisam ser retomadas;
turmas ou grupos que necessitam de maior acompanhamento;
possíveis causas pedagógicas das dificuldades;
ajustes necessários no planejamento;
propostas de intervenção;
encaminhamentos para acompanhamento em sala de aula.
A Prova Paulista deve ser utilizada como instrumento de leitura da aprendizagem dos estudantes. Quando o CGP apoia a equipe docente na análise dos resultados, contribui para que o planejamento do 2º bimestre seja mais coerente com as necessidades da turma.
O dado, sozinho, não muda a prática. Ele precisa ser interpretado, discutido e transformado em ação pedagógica. Por isso, a análise dos resultados deve orientar o planejamento das aulas, a retomada das habilidades, a escolha das estratégias e o acompanhamento das aprendizagens ao longo do bimestre.
1. No Roteiro de Maio, a passagem do registro para a análise pedagógica tem como foco principal:
A) Verificar se o professor cumpriu todo o conteúdo previsto.
B) Identificar ações do professor, respostas dos estudantes e relacioná-las à Rubrica de Qualidade da Aula.
C) Registrar apenas os pontos positivos observados durante a aula.
D) Substituir o feedback formativo por uma classificação da aula.
B) Identificar ações do professor, respostas dos estudantes e relacioná-las à Rubrica de Qualidade da Aula.
Na análise do planejamento de aula, o CGP deve observar se o plano contempla:
A) Apenas conteúdo, página do material e tarefa final.
B) Objetivo, estratégias, recursos, formas de verificação da aprendizagem, intervenções e dados da turma.
C) Somente o modelo utilizado pela escola, sem considerar os elementos da proposta da EFAPE.
D) Apenas as atividades que serão aplicadas aos estudantes.
B) Objetivo, estratégias, recursos, formas de verificação da aprendizagem, intervenções e dados da turma.
A análise dos resultados da Prova Paulista deve contribuir para:
A) Encerrar o trabalho avaliativo do 1º bimestre.
B) Comparar o desempenho dos professores.
C) Orientar o planejamento do 2º bimestre, as retomadas, as intervenções e o acompanhamento da aprendizagem.
D) Substituir a observação de sala e os registros de Apoio Presencial.
C) Orientar o planejamento do 2º bimestre, as retomadas, as intervenções e o acompanhamento da aprendizagem.
Caso o registro de Apoio Presencial ainda não apresente fatos observáveis, marcadores temporais e respostas dos estudantes, o CGP deverá:
A) Realizar a análise mesmo assim, com base em sua impressão geral.
B) Classificar a aula como pouco efetiva.
C) Retomar o percurso de abril, qualificando o registro antes de avançar para a análise.
D) Utilizar somente a fala do professor para elaborar a justificativa.
C) Retomar o percurso de abril, qualificando o registro antes de avançar para a análise.
Para aprofundar os estudos, retome os materiais indicados nesta seção. Eles apoiam o CGP na análise dos registros de Apoio Presencial, na utilização da Rubrica de Qualidade da Aula, na qualificação dos planejamentos docentes e na leitura pedagógica dos resultados da Prova Paulista.
Esses materiais podem ser utilizados em momentos individuais de estudo, em reuniões pedagógicas, nas ATPCs e nas devolutivas formativas aos professores. O objetivo é apoiar a tomada de decisão pedagógica com base em evidências, dados e intencionalidade formativa.