Somos todos JPSul!
Uma homenagem àqueles que fazem parte da nossa história
Por Guilherme Ouriques, 8º ano
O colégio JPSul tem, em seu quadro de professores e funcionários, pessoas que trabalham aqui desde a fundação. Esses profissionais fazem parte da história da escola e compõem a essência do que é ser JPSul. Eles acompanharam as mudanças pelas quais o colégio e a educação passaram e, também, foram agentes dessas transformações. Por isso, decidimos homenageá-los com uma série de entrevistas com cada um deles. A partir desta edição, portanto, você poderá conferir um pouco do que os nossos professores e funcionários mais antigos têm a contar sobre todos esses anos no JPSul.
A primeira entrevistada para essa série é a professora Maria Tereza Faria, coordenadora da área de Linguagens. Confira como foi nosso bate-papo com ela!
Clube de Jornalismo - Há quantos anos você trabalha no colégio?
Prof. Maria Tereza Faria - Todos os anos do colégio.
CJ - 35 anos, então.
MT - Já?
CJ - O Luiz Carlos que disse (risos).
MT - Então são 35 anos mesmo.
CJ - Quantos anos de sala de aula você tem?
MT - Tenho 45 anos. Esse ano tem festa, então!
CJ - Qual é a diferença de ter dado aula no primeiro ano da escola e neste ano de 2024?
MT - É muito grande! Não só na questão da tecnologia, que é oooooutra, mas também em relação aos alunos. A diferença entre os alunos de agora e os daquele ano lá - e eu não vou fazer as contas agora em hipótese nenhuma (risos) - é muito grande. A questão tecnológica é outra, é evidente. Isso impacta diretamente no trabalho da gente em sala de aula. Em 1988, o pessoalzinho era muito diferente dos alunos de hoje. Hoje eu dou aula pros filhos das pessoas da década de 1980, e eles têm demandas diferentes, interesses diferentes. Não tinha internet naquela época, nem smartphone. Então, provavelmente, você estaria escrevendo esta entrevista comigo à mão.
CJ - Qual é a sua parte favorita de trabalhar aqui na escola?
MT - São as inovações. Gosto muito que, a cada ano que a gente chega aqui depois das férias, tem uma coisa diferente, uma coisa nova pra gente fazer. Claro que, no primeiro momento, assusta. Novidades assustam. Por exemplo, este ano, na área de Linguagens, tivemos novos clubes, como o de Dança e o Clube Olímpico de Português. É claro que a gente se preocupa, porque é muita responsabilidade, mas é algo novo para trabalhar, o que traz motivação. Esse colégio se caracteriza muito por isso, pela inovação. Melhor ainda é ser testemunha, vivenciar os resultados positivos dessa inovação.
CJ - Quais foram as mudanças de comportamento dos alunos de antigamente até hoje em dia?
MT - A parceria entre alunos e professores foi uma mudança, mas a grande diferença são os interesses, haja vista os clubes da escola, haja vista você, que está fazendo o Clube de Jornalismo. Vocês têm interesses mais ampliados. Vocês têm demandas diferenciadas. Vocês são atendidos e, por isso, engajados.
CJ - Qual é o seu pilar mais importante na escola e por quê?
MT - Não dá pra dizer que é um só, pois todos estão interligados. Por exemplo, vamos falar em afeto. Para ter afeto, precisa de conhecimento, pois é necessário conhecer o outro, conhecer coisas novas para se sentir afetado por elas. Esse movimento dá certo trabalho - que só o indivíduo pode empreender -, mas que é enormemente recompensado.
CJ - Qual é sua mudança favorita na escola?
MT - Os clubes e suas diversidades.
CJ - Qual é a sua parte favorita de ser professora?
MT - Os alunos. Gosto muito daquela coisinha chamada aluno, sabe?