Centro Social Padre Pedro Leonardi comemora 19 anos de existência
por Gustavo Hennig, 1° série
No dia 27 de abril, foram comemorados os 19 anos de existência do Centro Social Padre Pedro Leonardi, parceiro do JPSul. A festa contou com diversas atrações. Uma delas foi a apresentação do Clube de Apreciação Musical do JPSul.
Foi realizada uma entrevista com o diretor do Centro Social, Padre Claudionir Ceron.
Clube de Jornalismo - Como funciona o Centro Social?
Pe. Ceron - O Centro Social, quando foi pensado há 19 anos, tinha o objetivo de que, aqui na comunidade da Restinga, fosse um espaço de convivência, de segurança, de educação e contraturno escolar com duas refeições, para que as crianças pudessem ter alimentação saudável, boa educação e interação das 8h da manhã até às 5h da tarde. As que vêm de manhã tomam café, depois fazem atividades, almoçam e vão para o colégio. À tarde, no contraturno, elas almoçam, realizam atividades, tomam café e vão para casa. Além do centro social, nós temos as casas-lares, que é outro espaço. Lá as crianças ficam 24 horas. Eu sou o guardião.
CJ - Como surgiu o Centro Social?
PC - Justamente quando, em 2001, vim para Restinga. Aqui é uma paróquia. Só que a necessidade maior era a de acolher essas pessoas. A fome, a falta de cuidado, de zelo, de amor provocaram a aberturad esse espaço. Nós estamos situados na periferia de Porto Alegre, a Restinga é um dos maiores bairros. O Centro é um espaço de acolhimento, um espaço de educação, um espaço de amor e de oportunidades para as crianças, adolescentes e adultos dessa comunidade.
CJ - Quantas pessoas vocês atendem?
PC - Diariamente, mais de 300 pessoas.
CJ - Quantas pessoas trabalham no Centro Social?
PC - Trinta e cinco colaboradores, entre educadores, pessoal da higienização, equipe técnica, psicólogos, toda uma estrutura para atender a todos.
CJ - Quem foi o Padre Pedro Leonardi?
PC - O Padre Pedro Leonardi foi o fundador das Irmãs Filhas de Jesus de Verona. Em 1869, ele faleceu em Verona. As irmãs, quando vieram para a Restinga, em 1990, compraram essa área e a doaram para a Mitra. Quando eu vim para cá para criar a paróquia, em gratidão às irmãs, colocamos o nome do fundador. Muita gente, quando vem aqui, quer falar com o Padre Pedro, eu também gostaria, mas ele faleceu em 1869 e eu nasci em 1969, 100 anos depois.
O Colégio JPSul esteve presente no evento, por meio do Clube de Apreciação Musical. O Clube de Jornalismo e o Clube de Pocketcast também participaram da comemoração, fazendo a cobertura das atividades. Além disso, a festa teve outras atrações, como hip-hop com o Restinga Crew, e capoeira com o Abadá Capoeira.
Ficamos muito felizes de poder contribuir com esse projeto que faz a diferença na vida de tantas pessoas. Foi uma festa especial para todos que estiveram presentes!
Conheça um pouco do projeto Anjos de Patas, um dos parceiros do MAIS+JPSul
Por Arthur Fava, 7º ano, e Valentina Alvim, 6º ano
O colégio JPSul desenvolve o projeto MAIS+JPSul, o qual tem como objetivo criar um impacto positivo na comunidade escolar. Os parceiros do projeto são Anjos da Escola, Brigada Militar, Casa Militar, AABB, Centro Social Padre Pedro Leonardi, Pacto POA, Sítio da Eneida, Anjos de Patas, entre outros.
MAIS é uma sigla, que significa Movimento, Ação e Inovação Social. O objetivo desse projeto é provocar um impacto positivo em toda a comunidade JPSul. De acordo com o Diretor Eduardo, foi criado porque sempre existiu uma demanda, principalmente por parte dos alunos, de realização de ações sociais. Porém essas ações eram mais pontuais. Nos últimos anos, a escola resolveu, então, estruturá-las juntamente com ONGs consolidadas, para que os alunos pudessem realizar trabalhos voluntários de maneira imersiva e aprender com essa atividade, somando-a ao seu currículo.
Ao longo desta edição da revista (e das próximas também!), você vai conhecer um pouco mais sobre tantas ações de impacto social promovidas pelo JPSul. Decidimos, para começar, relatar sobre um projeto muito especial: Anjos de Patas – ONG que atua desde 1999 no resgate de animais. Conversamos com o Diretor Eduardo Castro para saber um pouco mais sobre essa parceria. Confira!
Clube de Jornalismo - Por que a parceria com o projeto Anjos de Patas?
Eduardo Castro - Porque nós tínhamos o desejo de diversificar nossas ações sociais. Nós já ajudamos instituições que cuidam de crianças, de idosos. Um dos pilares do João Paulo é o afeto, e nós entendemos que os animais são ponto de ancoragem afetiva muito forte e muito importante. É muito fácil estabelecer um vínculo afetivo com um animal e, uma vez que esse vínculo afetivo e de responsabilidade é criado, fica mais fácil de nos movimentarmos em direções mais desafiadoras na área da ação social. O projeto Anjos de Patas é uma ONG bem estruturada e bem organizada que atende a essa demanda.
CJ - Como os alunos serão envolvidos e beneficiados por essa colaboração?
EC - Existem várias formas de alguém se beneficiar por meio de ações sociais. Meu pai costumava me dizer: "Eduardo, faz o certo, não só porque é bom para os outros, mas porque é bom para ti também". Então, quando nós nos envolvemos em um projeto social, nós percebemos nos outros vulnerabilidades que também estão em nós. Além disso, os alunos ganham experiência e ampliam sua visão de mundo, porque têm contato com animais em situação de vulnerabilidade e têm contato com as pessoas que trabalham ajudando esses animais. Além disso, quando fazemos um trabalho voluntário, nós aprimoramos nosso equilíbrio emocional, pois desenvolvemos habilidades socioemocionais como empatia, simpatia. Então, é isso que nós ganhamos: habilidades socioemocionais, experiência de vida, construção de currículo e, ainda, ajudamos o próximo.
CJ - Você já adotou algum pet do projeto?
EC - Vários! Diretamente do projeto, eu adotei três: o Tarumã, que foi um animalzinho que sofreu bastante violência; a Marcelina, que foi um resgate feito pelos Anjos de Patas, mas eu patrocinei esse resgate; e o Joe, que deu o golpe do colo, pois veio para o meu colo em uma feira de adoção aqui na escola: ele pulou o cercado e veio para o meu colo; acabei adotando também. Além desses três, temos mais dois cães adotados: o Mamba, que invadiu o colégio - nós procuramos o dono, mas não o encontramos; e a Margarida, que apareceu bastante machucada na porta de casa e acabou ficando conosco. Temos também o Aníbal.
CJ - Como foi a adaptação dos pets?
EC - O processo de adaptação desses pets foi relativamente tranquilo. É importante ter em mente que estamos adotando um outro ser. Se nós tratarmos esse ser como um objeto, o processo de adaptação será bem complicado, mas se nós estivermos dispostos a oferecer uma experiência de carinho, de afeto, de acolhimento e de educação, sempre nos colocando em uma posição de tutor desse animal, o processo tende a ser tranquilo.
CJ - Como surgiu a iniciativa da camiseta do uniforme do Anjos de Patas?
EC - A ideia de fazer uma edição especial do uniforme foi uma iniciativa para ajudar o projeto Anjos de Patas a arrecadar fundos para suas ações. Como se trata de uma edição especial, só pode ser adquirida pelos alunos, pelos professores e pelos colaboradores. Cem por cento da arrecadação obtida mediante a venda das camisetas é destinada a eles. Além disso, também patrocinamos o calendário da ONG, que tem o mesmo objetivo. É importante mencionar também que os Anjos de Patas têm presença garantida em todos os grandes eventos promovidos pela escola.
Agora confira alguns depoimentos de membros da comunidade JPSul sobre como a adoção de animais de estimação fez a diferença na vida deles!
"Eu tenho dois pets adotados. Dois gatos, a Annie e o Babu. Nós também estamos fazendo lar temporário para a Pipoca, que foi resgatada da enchente. Sobre a experiência de ter um pet, só sabe o que é esse amor incondicional quem tem um bichinho. É um sentimento que não tem explicação. Eu sou completamente apaixonada pelos meus gatos. Agora temos a Pipoca, que veio também para agregar. Sobre a adaptação, no início pode ser um pouco difícil. Por exemplo, com a chegada da Pipoca, o Babu ficou um pouco estressado, mas faz parte. É importante ter paciência para que eles façam uma boa adaptação. Eu sou uma pessoa completamente diferente antes e depois dos meus pets. Acho que um pet faz com que a vida da gente fique muito mais leve e muito mais alegre, porque é muito amor."
Glaucia Oliveira, professora de Matemática
"Nós adotamos a Mel com uma amiga da minha família, que tem um lar de adoção de animais perto de Canoas. Lá havia vários outros cachorros, mas nós escolhemos a Mel, pois ela era a menor e mais maltratada. É muito legal mudar a vida de um bichinho. A convivência com ela é muito boa, mas, como minha família e eu a adotamos durante a pandemia, ela não é muito familiarizada com outras pessoas. Então, às vezes, ela é meio arisca. Porém, a adoção e a adaptação dela com a gente foi fácil, pois ela estava numa situação de vida muito ruim e pudemos melhorar a vida dela."
Eduardo Costa, 7º ano
"Nós temos três cachorros adotados. O último que adotamos foi o Tobias. Ele foi resgatado pelos Anjos de Patas, e nós o adotamos na festa junina do colégio. Eu fiquei muito feliz com a adoção, porque eu já queria adotar um cachorro há muito tempo. A convivência com ele é ótima. Ele dorme a noite toda comigo e é bem apegado. A adaptação com ele está sendo tranquila, mas meus outros dois cachorros estão com um pouco de ciúmes, mas, aos poucos, eles vão se acostumando."
Esther Chaves, 7º ano
JPSul realiza Páscoa Solidária
A atividade busca levar uma Páscoa mais feliz para crianças carentes.
Por Eduardo Guarnieri, 7º ano
No dia 4 de abril, o JPSul realizou uma atividade chamada Páscoa Solidária, em que os alunos do colégio doaram doces para crianças carentes, com a intenção de proporcionar uma Páscoa mais feliz para elas.
Os doces foram arrecadados pelos alunos e doados a quatro instituições, contemplando 900 crianças. As instituições foram a AABB Comunidades, o Centro Social Padre Pedro Leonardi, Cantinho Vó Georgina e a Escola Estadual Violeta Magalhães.
Essa é uma ação organizada pelos alunos do Ensino Médio, com o apoio do SOE. A Páscoa Solidária existe há muito tempo na escola, por meio de uma iniciativa chamada MAIS, que significa movimento, ação e inovação social.
Anjos da Escola nasceram no JPSul. Você sabia disso?
Por Eduardo Guarnieri, 7º ano
Os Anjos da Escola foram criados a partir de uma necessidade do Colégio JPSul de ter um serviço de excelência com profissionais experientes no atendimento de primeiros socorros, além de um trabalho educacional baseado na prevenção. Eles estão no colégio desde janeiro de 2021 e trabalham no atendimento a mal-estar, lesões e feridas, dos mais insignificantes até casos mais graves.
Os anjos atendem a mais de 30 alunos por dia, realizando mais de 600 atendimentos no mês. Sua equipe é composta por dois médicos – o Felipe Chaves e o Marcelo Pereira –, que não só atendem, como também realizam cursos e palestras para professores e alunos. Inclusive, Sophie Campos, aluna da 2ª série do Ensino Médio, foi a primeira aluna a se formar em primeiros socorros no curso ministrado pelos Anjos da Escola. Entrevistamos a aluna para saber como foi essa experiência.
FalaJPSul - Você fez o curso por quanto tempo?
Sophie Campos - O curso teve duas partes: uma teórica e outra prática. A parte teórica consistiu em uma aula com uma das professoras e durou, aproximadamente, quatro horas. A parte prática ocorreu durante um sábado, desde o início da manhã até o final da tarde.
FJP - Você já prestou socorro a algum colega que estava com algum problema?
SC - Até o momento, não ocorreu nenhuma situação em que um colega tenha necessitado de socorro desde que fiz o curso.
FJP - Quais técnicas foram ensinadas a você no curso dos Anjos da Escola e quais são as mais importantes para socorrer alguém?
SC - No curso, foram ensinadas diversas técnicas, desde a abordagem inicial no local da ocorrência até o transporte do paciente para o hospital na ambulância. O foco principal do curso foram situações mais extremas, como traumas e acidentes de carro, por exemplo. Não seria correto dizer que há apenas uma técnica mais importante, pois seguir os protocolos estabelecidos é fundamental para um bom atendimento pré-hospitalar. No entanto, se eu tivesse que escolher uma técnica, diria que a estabilização da coluna cervical da vítima é crucial.
FJP - Como você se sente sendo a primeira aluna a completar esse curso?
SC - Não me sinto muito diferente por ser a primeira aluna a completar o curso, mas é legal ser uma socorrista certificada. Eu realmente gostei de fazer o curso e acredito que é importante ter conhecimentos básicos para ajudar alguém em perigo. Na minha opinião, todos deveriam receber instruções básicas sobre como prestar ajuda em uma possível ocorrência.