Aluno do JPSul publica artigo em revista científica
Por Clube de Jornalismo
É com muita felicidade que trazemos esta notícia para vocês: o primeiro artigo científico produzido no JPSul foi publicado! Quem o escreveu foi o aluno Lorenzo Soares, da 3ª série do Ensino Médio, a partir de sua pesquisa desenvolvida desde o 9º ano. O artigo, que trata sobre a temática das "fake news", foi publicado na edição de 03 de julho da revista científica Recima 21.
O trabalho "Precisamos falar sobre fake news" começou a ser desenvolvido nas aulas de IMC (Iniciação à Metodologia Científica), disciplina na qual os alunos do 9º ano desenvolvem um projeto de pesquisa e realizam um TCC, que é avaliado por uma banca externa, composta por professores de universidades parceiras. Sob orientação da coordenadora da área de Linguagens, Maria Tereza Faria, e do coordenador da área de Ciências da Natureza, Alessandro Ramos, o aluno deu continuidade à pesquisa ao longo do Ensino Médio. O resultado é esse e nos enche de orgulho!
Pedimos ao Lorenzo que nos contasse um pouco como foi seu processo de pesquisa até aqui. Confira!
"Eu comecei a escrever esse trabalho na disciplina de IMC, em 2021, quando eu estava no 9° ano. Nunca achei que aquele projeto feito como um trabalho de escola chegaria tão longe. O tema foi escolhido durante uma reunião de família, no início de março daquele ano, quando, junto da minha família, pensamos em temáticas de relevância político-social. Foi durante essa reunião que me veio o insight para escrever sobre as “fake news”, ao lembrar-me do de várias notícias falsas relacionadas à pandemia.
Busquei novamente por essas matérias e descobri uma série de outros eventos que tiveram as “fake news” como uma forte influenciadora de massas, com destaque para as eleições americanas de 2016, com o suposto vazamento de e-mails que eram mentira. Isso então me fez refletir: será que, se as pessoas soubessem identificar notícias falsas, os resultados desses dois eventos seriam diferentes? Um causou danos à saúde de milhares de pessoas, e o outro é o que podemos considerar uma intervenção ilegítima na democracia de um país.
Portanto, é sobre isso meu trabalho: eu traço o perfil dos disseminadores de "fake news", especialmente de cunho político, e das próprias notícias falsas, que portam linguagem e estrutura comuns. Assim, proponho uma série de soluções de aplicação individual para o problema, já que ele deve ser combatido por cada um de nós. Ao evitar que essas mentiras se espalhem, elas perdem seu poder de relevância e propósito."
Se você quiser acessar o artigo na íntegra, basta acessar o QR code:
Chegamos à estratosfera! JPSat – satélite criado por alunos do JPSul – é lançado por balão meteorológico em São Paulo
Por Clube de Jornalismo
No mês de março, a equipe JPSat – que desenvolveu um satélite para detectar queimadas e foi premiada com o primeiro lugar da região sul na OBSAT – teve seu satélite lançado à estratosfera. O lançamento sub-orbital ocorreu em São Carlos, no estado de São Paulo, e foi realizado por meio de um balão meteorológico. Ao todo, foram quatro satélites, o nosso e o das demais regiões.
A partir desse lançamento, a equipe coletou dados enviados pelo satélite, que serão analisados e avaliados pela comissão da OBSAT. Com essa nova classificação, o satélite pode ser lançado novamente ao espaço por meio de um foguete. Essa nova etapa será realizada no Rio Grande do Norte e já começou por meio da classificação documental. Os integrantes do grupo são os alunos Alexandra Trujillo, Arthur Ruschel, Érico Müller e Arthur Volkmer. A equipe foi orientada pelo professor Giovane Mello.
"Eu fico muito feliz e animado de poder dizer que participo de uma coisa tão única quanto montar um satélite no colégio. Acho que isso vai ter um ótimo impacto no meu futuro. Essa competição foi com certeza uma das melhores coisas que já fiz, ganhar e passar por tudo isso foi muito gratificante.", comentou o aluno Arthur Volkmer, da 2ª série do EM sobre a experiência do lançamento.
JPSul estreia na etapa presencial da FEBRACE
Por Rafael Coelho, 9º ano
No ano de 2024, o colégio JPSul esteve presente, pela primeira vez, na FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), em São Paulo. As alunas Betina Heerdt, Cecília Heerdt e Eduarda Moura participaram da Feira com o projeto “Curativo de babosa: o desenvolvimento de biopolímero cicatrizante a partir de testes em vivo e em vitro fase 2”. As alunas já tinham tirado o primeiro lugar com esse projeto na MOSTRATEC.
A FEBRACE é organizada pela Universidade de São Paulo (USP) e é uma feira de ciências cujo foco é estimular o interesse pela ciência e pela engenharia em jovens. A feira acontece desde 2003 e reúne estudantes do Brasil inteiro. Neste ano, o evento ocorreu entre os dias 18 a 22 de março nos campi da USP.
Clube de Jornalismo - Essa foi a primeira vez que o colégio participou da FEBRACE. Como foi a sensação de participar da feira?
Prof. Maria Eduarda Dias - A FEBRACE é uma feira que tem duas etapas para classificação, uma virtual e uma presencial. Essa foi a primeira vez que o colégio participou da etapa presencial. Em 2023, o colégio já tinha participado da etapa online com dois projetos. A sensação foi maravilhosa. Quando descobrimos que tínhamos sido classificadas, a sensação foi incrível. Participar presencialmente em São Paulo também foi maravilhoso; aprendemos muito e foi uma semana muito intensa.
CJ - Como funciona a premiação na FEBRACE?
ME - A FEBRACE é a maior feira nacional do País e, em 2024, o colégio não ganhou nenhuma premiação. Foi a primeira vez que o colégio participou. Além disso, essa é uma feira que tem um nível de dificuldade muito grande, pois há um maior número de avaliadores do que em outras e a quantidade de vagas é limitada, o que faz com que o nível dos participantes seja muito alto. Porém nem sempre quando vamos a uma feira o mais importante é a premiação. Com certeza, a experiência de estar lá e tudo o que conseguimos aprender com isso foi muito mais significativo do que um prêmio.
CJ - Sobre o que era o trabalho?
Betina Heerdt - O nosso trabalho tinha o objetivo de desenvolver um curativo que fosse cicatrizante à base de Aloe Vera. No nosso trabalho, a gente falou sobre como foi o processo de criar esse curativo e sobre os nossos resultados, que foram muito significativos.
CJ - Qual é a diferença entre essa feira e as outras de que o colégio já participou?
ME - As feiras de ciências são divididas em feiras regionais, estaduais, nacionais e internacionais. A gente participa de várias feiras regionais e estaduais, como a MOCITEC, o Salão Jovem da UFRGS e o Salão Jovem Cientista PUCRS. A FEBIC e a FEBRACE são feiras nacionais, ou seja, tem alunos de todos os lugares do Brasil participando.
CJ - O que vocês mais gostaram da feira?
Cecília Heerdt - A viagem em si foi muito legal. Pudemos conhecer pessoas de todos os lugares do Brasil e várias pessoas importantes do mudo acadêmico. Além disso, aprendemos muito e trouxemos muitas contribuições para o nosso trabalho.
Betina Heerdt - Foi muito legal conhecer o campus da USP. Foi muito legal também ir a uma feira da qual o colégio ainda não tinha participado, pois tudo era muito novo.
Maria Eduarda - Para mim, também foi muito legal poder levar alunas tão maravilhosas para essa feira. Elas executaram um trabalho impecável. Ressalto que conhecer a USP foi fantástico.
CJ - Qual é a importância de fazer iniciação científica no colégio?
ME - A iniciação científica abre muitas portas para os alunos que a fazem, desde a iniciação à ciência propriamente dita até todas essas vivências nas feiras. Quando a gente aprende sobre ciência, a gente não aprende só o conteúdo do trabalho, a gente aprende a resolver problemas, aprende a escrever trabalhos científicos.
Betina Heerdt - A gente aprende diversas habilidades, como a de se comunicar com outras pessoas e de se expressar melhor.