Educação em saúde bucal
Paula-Silva Lab
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Transformando Vidas: A Educação em Saúde Dentro da Agenda da ONU para Desenvolvimento Sustentável
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Um Chamado à Ação para um Futuro Melhor
Estabelecidos em 2015 pela Organização das Nações Unidas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam um ambicioso plano de ação global voltado para as pessoas, o planeta e a prosperidade. Com uma meta até 2030, esta agenda inclui 17 objetivos e 169 metas, construídas sobre o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Os ODS são integrados e indivisíveis, equilibrando as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável. Eles visam impulsionar ações cruciais para a humanidade e para o planeta, abrangendo uma gama mais ampla de temas, especialmente no que diz respeito à saúde (OPAS Brasil, 2022).
Nossa Contribuição para os ODS
No âmbito da nossa proposta de Educação em Saúde, estamos alinhados aos ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e ODS 4 (Educação de Qualidade). Acreditamos que uma educação de qualidade é fundamental para o desenvolvimento pleno de cada indivíduo. Nossas iniciativas focam na promoção da saúde bucal materno-infantil e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, sempre com o objetivo de elevar a qualidade de vida e o bem-estar coletivo.
Essa temática também se alinha com a Agenda de Prioridades de Pesquisa do Ministério da Saúde (APPMS), contribuindo para os Eixos 5 (Doenças Crônicas Não Transmissíveis), 8 (Gestão do Trabalho e Educação em Saúde) e 14 (Saúde Materno Infantil).
Junte-se a Nós!
Na Universidade de São Paulo, atuamos em um ambiente dinâmico de Ensino, Pesquisa e Extensão à comunidade. Nossa missão é contribuir de maneira efetiva em diversas frentes para que esses objetivos sejam alcançados. Com seu apoio, podemos transformar não apenas a saúde da nossa população, mas também assegurar um futuro mais sustentável e equitativo para todos. Junte-se a nós nessa jornada por um mundo melhor!
A infância é um período crítico para ações de Educação em Saúde. As informações compartilhadas por profissionais de saúde com as famílias durante essa fase são fundamentais para a aquisição de conhecimento que, a longo prazo, influenciará positivamente as decisões relacionadas à saúde.
Alfabetização em Saúde: Um Conceito Transformador
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Alfabetização em Saúde é um processo educacional que visa aumentar o conhecimento sobre saúde na população, promovendo valores, atitudes e habilidades que favorecem o bem-estar e a qualidade de vida. Esse conceito serve como uma ferramenta poderosa para reduzir desigualdades e promover equidade social, capacitando os indivíduos a adquirirem conhecimentos e habilidades necessárias para estabelecer rotinas de cuidado e priorizar a saúde.
Desafios da Alfabetização em Saúde no Brasil
No contexto brasileiro, evidências apontam para um baixo nível de alfabetização em saúde, o que frequentemente resulta em uma comunicação ineficaz entre os profissionais de saúde e os pacientes. Isso se traduz em baixa adesão aos tratamentos e insatisfação com os resultados, comprometendo a saúde da população. Um exemplo claro é a alta prevalência de lesões de cárie não tratadas em crianças pré-escolares, especialmente entre aquelas cujos cuidadores têm pouca alfabetização em saúde bucal.
A falta de conhecimento sobre cuidados de saúde pode agravar problemas existentes. Um cenário recorrente é o ciclo de restaurações repetitivas em crianças com cárie na primeira infância, situações em que os tratamentos falham em curto período de tempo. Essa falha geralmente decorre da não abordagem da causa primária, como a inadequada higienização bucal e o consumo excessivo de açúcar. Mas como podemos garantir que esses indivíduos compreendam a importância de seus hábitos?
Parcerias para Fortalecer a Alfabetização em Saúde
A alfabetização em saúde e sua disseminação demandam esforços conjuntos, enfatizando o papel das parcerias multissetoriais como mecanismo essencial para potencializar seus impactos. Para tanto é fundamental construir redes colaborativas entre instituições acadêmicas, governos, organizações não governamentais, setor privado e comunidades locais, para promover o compartilhamento de conhecimento, recursos e estratégias que garantam educação em saúde acessível e efetiva.
O fortalecimento das parcerias é determinante para enfrentar os desafios da alfabetização em saúde no Brasil, especialmente em questões como saúde bucal, onde práticas preventivas acessíveis podem ter impacto direto sobre o bem-estar infantil e familiar. Alinhados ao ODS-17, esforços conjuntos na divulgação de hábitos saudáveis e no treinamento de profissionais e cuidadores tornam-se uma estratégia transformadora para superar barreiras e reduzir desigualdades em saúde, gerando benefícios sustentáveis em longo prazo.
Como potencializar a alfabetização em saúde?
Fortalecimento das redes de apoio e cooperação: Desenvolver alianças estratégicas para ampliar iniciativas de educação em saúde, engajando setores diversos que possam contribuir com recursos técnicos, financeiros e logísticos, beneficiando a população em maior vulnerabilidade.
Promoção de tecnologias e inovação: A adoção de ferramentas tecnológicas, aliada ao trabalho colaborativo, pode facilitar o acesso a conteúdos sobre saúde, promovendo maior abrangência e eficiência na educação e conscientização.
Integração de políticas públicas e ações locais: Construir convergência entre diferentes áreas da saúde e educação, criando políticas públicas integradas que incentivem hábitos de saúde duradouros e culturalmente adaptados às realidades das comunidades brasileiras.
O Poder da Educação em Saúde
A resposta está na educação em saúde. Quando as pessoas entendem os processos biológicos das doenças e reconhecem que suas mudanças de comportamento podem alterar esse curso, desenvolvem uma autonomia essencial para cuidar de si mesmas. Em um nível coletivo, esses esforços não apenas fortalecem a saúde individual, mas também contribuem para a redução das disparidades nos níveis de saúde bucal na comunidade.
A educação em saúde é, portanto, uma estratégia indispensável na promoção de melhores condições de saúde, especialmente durante a infância. Ao investir nessa fase da vida, estamos também investindo no futuro de uma sociedade mais saudável e consciente.
Para promover uma efetiva transformação na saúde, é vital adotar uma perspectiva educacional. No entanto, ensinar não é suficiente; é fundamental entender que o processo de ensino e aprendizagem é bidirecional. O educando deve se tornar o protagonista de sua própria jornada de aprendizado.
A educação evoluiu de um modelo tradicional, centrado na transmissão unidirecional de conhecimento de um indivíduo para outro, para uma abordagem mais abrangente e integradora. Essa nova visão foca no desenvolvimento integral do indivíduo, capacitando-o a interagir de forma significativa com o mundo ao seu redor. Nesse contexto, os profissionais de saúde assumem o papel de educadores, não apenas transmitindo informações, mas garantindo que essas informações sejam compreendidas e que as pessoas se tornem ativas participantes no processo.
Para que essa interação seja eficaz, é necessário estabelecer uma relação de proximidade entre educador e educando. O profissional de saúde, possuidor de conhecimento técnico sobre doenças, métodos de prevenção e tratamentos, deve compartilhar essas informações de maneira que ressoe com a realidade de cada família. Essa adequação no diálogo é essencial para que as orientações sejam realmente incorporadas no cotidiano.
Convidamos você a explorar mais sobre nossas iniciativas neste importante campo nas abas Alfabetização em Saúde Bucal e Saúde Bucal da Primeiríssima Infância. Conheça nossas estratégias e veja como podemos juntos promover a saúde e o bem-estar na comunidade!