Eco-Escolas é um programa internacional da “Foundation for Environmental Education”, desenvolvido em Portugal desde 1996 pela ABAE. Pretende encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental para a Sustentabilidade.
O programa é coordenado a nível internacional, nacional, regional e de escola. Esta coordenação multinível permite a confluência para objetivos, metodologias e critérios comuns que respeitam a especificidade de cada escola relativamente aos seus alunos e caraterísticas do meio envolvente.
O Programa Eco-Escolas assenta numa metodologia dos 7 passos:
No Programa existem temas base que devem ser trabalhados obrigatoriamente e temas opcionais.
Uma escola que pretenda candidatar-se ao galardão deve no seu plano de ação abordar os temas base Eco-Escolas (Água, Resíduos, Energia) e os temas do ano. No ano letivo 2019-20 os temas do ano são: CIDADES SUSTENTÁVEIS E ESPAÇOS EXTERIORES.
Para além destas áreas temáticas que devem ser trabalhadas, caso a escola se pretenda candidatar à Bandeira Verde, poderão ainda integrar no seu plano de ação outros temas Eco-Escolas (Alimentação Saudável e Sustentável, Geodiversidade, Espaços Exteriores, Biodiversidade, Ruído, Transportes/Mobilidade Sustentável, Mar, Agricultura Biológica, Alterações Climáticas) ou ainda temas que embora não sejam ainda declaradamente Eco-Escolas, contribuam para a sustentabilidade, exemplo Vida Saudável.
O Conselho Eco-Escola é a força motriz do projeto e deve assegurar a execução dos outros elementos. Ao Conselho Eco-Escola cabe-lhe mais especificamente implementar a auditoria ambiental, discutir o plano de acção, monitorizar e avaliar as atividades bem como coordenar as formas de divulgação do Programa na escola e Comunidade. Neste Conselho estão os Coordenadores do Programa no Externato, os representantes das turmas do 3º Ano, 4º Ano, 2º Ciclo e 3º Ciclo, dos Professores, dos Auxiliares Educativos, dos Encarregados de Educação, da Junta de Freguesia e da Direção.
O Conselho Eco-Escola do Externato da Luz tem um regulamento.
Consulte-o aqui.
A auditoria ambiental pretende constituir uma ferramenta de diagnóstico mas também de avaliação. Com este diagnóstico poder-se-ão detetar quais as áreas que deverão ser alvo de melhoria. O Plano de Acção é dinâmico, pelo que, durante a sua execução e, caso seja necessário, deverão ser introduzidos ajustamentos.
O planeamento de ações constitui a principal estratégia de abordagem dos diversos temas de trabalho, quer se trate dos temas base – água resíduos, energia - ou dos temas complementares – transportes, ruído, espaços exteriores, agricultura biológica, biodiversidade, alterações climáticas ou de outros temas relativos ao desenvolvimento sustentável.
O trabalho curricular relaciona-se com o Plano de Acção. A abordagem temática deve ser articulada com as matérias curriculares e ser posto em evidência o esforço de integração do Programa no trabalho curricular e no Projecto Educativo da Escola e das turmas .
A monitorização, feita através de um conjunto de indicadores, é uma componente importante em todo o processo e é uma das tarefas que o Conselho Eco-Escola deve coordenar. Deve existir o envolvimento dos alunos no processo de monitorização das ações previstas no Plano de Acção.
É fundamental o envolvimento de toda a Escola e da Comunidade Local. Esse objetivo pode ser alcançado através da realização de: exposições, colóquios, concursos, festas e outros eventos especiais, por forma a focar a atenção da comunidade no trabalho desenvolvido, realçando a evolução do desempenho ambiental da escola.
Fontes: https://ecoescolas.abae.pt/