David Lynch foi um realizador de cinema genial. Destacou-se nesta área com um currículo cinematográfico ímpar. Alguns dos filmes que realizou foram: Eraserhead (1980), The Elephant Man (1980), Dune (1984), (sim, este filme foi a primeira versão de Dune, que talvez conheças da atualidade, uma série de filmes realizados por Denis Villeneuve e com Timotheé Chalamet); Blue Velvet (1986), Wild at Heart (1990), filme pelo qual recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, Mulholland Drive (2001) ou Inland Empire (2006). Em todos eles, predomina uma aura de mistério, surrealismo e horror.
Para além de filmes, o trabalho deste artista ficou eternizado também em videoclipes de música (Moby, Interpol ou Nine Inch Nails, entre outros) , filmes publicitários para marcas de moda como Dior, YSL ou Gucci, e foi também ator.
No entanto, talvez o seu trabalho mais marcante tenha sido a realização da série de culto "Twin Peaks" que contou, no total, com três temporadas entre 1990, 1991 e mais tarde, em 2017. Nesta produção examina, com o seu olhar individual e peculiar, o que de sombrio e misterioso se esconde por detrás da vida aparentemente pacata de uma típica cidadezinha da América profunda. David Lynch faleceu no passado dia 15 de janeiro em Los Angeles com 78 anos. Deixou um legado inigualável no mundo da arte e do cinema em particular.
Deixamos a sugestão para que explores o seu trabalho. Não ficarás desiludido.
Professora Rita Leite
Ano Letivo 2024/2025
No passado dia 8 de janeiro, os restos mortais de Eça de Queiroz foram trasladados para o Panteão Nacional.
O escritor morreu em Paris, em 1900, e o seu corpo foi transferido para Portugal, no mesmo ano, para o jazigo dos Condes de Resende, no cemitério do Alto de São João, Lisboa, onde permaneceu até 1989, altura em que foi transladado para um jazigo em Santa Cruz do Douro. Os seus restos mortais regressaram agora a Lisboa, um ano após a data inicialmente prevista, a 27 de setembro de 2023, na sequência de um processo muito criticado pela sua família e de uma providência cautelar, instaurada pelos seus bisnetos.
A cerimónia, a cargo da Assembleia da República, começou no Palácio de São Bento e terminou na Igreja de Santa Engrácia, onde algumas das maiores figuras da nação estão depositadas.
O romancista de grandes obras da literatura portuguesa do século XIX – como Os Maias ou o Crime do Padre Amaro tornou-se, assim, na 13.ª personalidade nacional sepultada no Panteão, ao fim de um processo iniciado em 2021 e que sofreu litígios que o adiaram de 2023 para o início deste ano. Dos 22 bisnetos do escritor, 13 concordaram com a trasladação para o Panteão Nacional, havendo ainda três abstenções.
Na opinião de Afonso Reis Cabral, trineto do escritor, Eça merecia ter um espaço entre aqueles que lá tinham encontrado repouso - Almeida Garrett, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa e Camões. “Já vem tarde, mas é um reconhecimento necessário. Decerto que esta perceção sempre existiu nos leitores. Daqui a 100 anos, não sabemos como estaremos. Mas sabemos que a memória de Eça estará sempre assegurada”, acrescenta. E remata: “Associar esta cerimónia a outras iniciativas, nomeadamente em escolas, pode promover cada vez mais a leitura. Eça já é a porta de entrada para muitos leitores.”
Professora Rosa Ferreira
Ano Letivo 2024/2025
Han Kang foi distinguida com o Prémio Nobel da literatura, em 2024, "pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade humana".
A escritora sul-coreana Han Kang, autora de "A Vegetariana" e de "Atos Humanos", nasceu em 1970, em Gwangju. É a 18.ª mulher a receber o Nobel da Literatura e sucede ao norueguês Jon Fosse, que venceu no ano de 2023.
Han Kang nasceu em 1970, na Coreia do Sul, no seio do meio literário — o pai é o reputado romancista Han Seung-won. A par da escrita, Kang “dedicou-se também à arte e à música, o que se reflete em toda a sua produção literária”.
É conhecida por ter uma prosa lírica e introspetiva, que explora temas como a violência, o trauma, o corpo, e a fragilidade da condição humana. A escritora começou a carreira como poeta, em 1993, mas foi na prosa que encontrou o principal veículo de expressão. A estreia na prosa deu-se em 1995 com a uma coletânea de contos, seguida pouco depois por várias outras obras em prosa, tanto romances como contos. É também autora do romance “As tuas mãos frias”, publicado em 2002. A vida de Han Kang mudou quando, em 2016, venceu o Man Booker International com o livro "A Vegetariana", levando-a ao reconhecimento global. O livro de 2007, mas desconhecido no Ocidente até 2015, quando foi publicado no Reino Unido, conta a história de uma mulher que desafia as convenções, familiares e sociais quando decide deixar de comer carne. O júri do Booker classificou-o então como “conciso, requintado e perturbador”.
A equipa BuzioInforma
Ano Letivo 2024/2025
Fonte:
https://observador.pt/2024/10/10/
sul-coreana-han-kang-vence-premio-nobel-da-literatura-2024/