Existem pessoas com características diferenciadas de aparência. Pele roxa, chifres de dragão, escamas de sereia... Mesmo essas podem simplesmente não ter nenhuma habilidade mágica, e ninguém sabe de onde oriunda a variedade de raças de Edgemont - apesar de alguns desconfiarem de serem dos próprios deuses, como a lenda que diz que O Construtor é um dragão. Dizem que é simplesmente sangue difundido de ancestrais se manifestando tardiamente.
Algumas raças vem com alguns estigmas em suas costas. Em caso de dúvida, pergunte à @ADM!
Edgemont é uma cidade circulada por um rico folclore, o que não poderia ser diferente, afinal, o que poderia ser mais incomum do que ter seis luas em um só céu imóvel e inalterado? Muitas dessa são de conhecimento público, outras facilmente descobertas para quem investe certo tempo nos arquivos, mas há sussurros que apenas os deuses podem revelar aos seus escolhidos.
As lendas mais comuns de Edgemont são sobre os deuses e como uma das luas os representa. Ninguém tem prova real da existência deles além dos poderes que começaram a surgir nas mãos de alguns, há aproximadamente cem anos atrás, mas isso não impediu que as pessoas acreditassem e tivessem fé na existência deles. Os deuses são a religião e a premissa de tudo na cidade, que dizem que se você orar para um deles o suficiente, receberá sua benção.
Você pode aprender mais e descobrir mais detalhes sobre as lendas de Edgemont estudando na biblioteca, ou simplesmente explorando a cidade.
Ganymede, a lua mais brilhante, banha a metade da cidade com sua luz e faz com que tudo seja dia, enquanto do outro lado, ao qual é noite, Callisto, Titania e Styx, as luas mais fracas, fazem com que o brilho seja discreto e mínimo, mantendo uma eterna noite apenas levemente iluminada. Antigamente, costumavam dizer que o lado da cidade ao qual é sempre noite era amaldiçoado, e reservado àqueles que tinham sido abandonados pela Deusa. Hoje em dia, a história se perdeu e difundiu, mas ainda há certo preconceito dos mais velhos e mais ricos da parte clara.
DEUSA DA VIDA
E DAS ESTRELAS
A Lua central, o brilho primário. As lendas dizem que a deusa de Ganymede foi quem criou toda a realidade que os envolve, além de toda a vida e que soprou a felicidade acima de todos com pó das estrelas.
Dizem que A Amante é uma deusa bondosa e gentil, mas que sofreu durante sua vida por amar demais os mais fracos e abrir mão da própria vida para defendê-los, apenas para sofrer com a traição humana quando seus devotos a abandonaram por serem enganados.
Ainda assim, sempre foi cultuada como a deusa da justiça e da bondade e a maior entre os seis, mesmo que desde alguns anos atrás o brilho de sua lua tenha começado a diminuir progressivamente.
DEUS DOS ORÁCULOS,
DA PRESTIDIGITAÇÃO E DA LUZ
O deus das adivinhações, da luz e da sabedoria, pai dos oráculos e conhecido como Ultima Thule, que vê tudo e todos de sua lua que fica acima e mais longínqua do que todas as outras.
Sua aura de mistério é a única coisa conhecida sobre si.
O Erudito vê e sabe tudo, mas não é visto por ninguém, inalcançável.
Tudo o que sabem dele é que ele é irmão mais novo da divindade conhecida como A Amante, e que ele é o deus mais cultuado atualmente, mesmo que não seja de forma proposital e mesmo que, segudo as lendas, ele mesmo não pareça se importar com isso.
DEUS DO CAOS, DA ESCURIDÃO
E DOS BURACOS NEGROS
A segunda Lua da direita para a esquerda, a luz acinzentada salpicada de pontos pretos como se fosse, na verdade, um conglomerado de estrelas em um círculo.
Diz a lenda que O Viajante foi um deus que deixou sua lua para andar com os humanos, e que você pode potencialmente ter o conhecido em algum momento. Dizem que o Trono dele em Callisto está vazio, ou é regido por alguém de sua confiança, enquanto ele viaja por todo o mundo e conhece de perto a vida humana.
Como os buracos negros, dizem que O Viajante não pode ser controlado e muito menos limitado a uma lua ou um planeta - ele está em todos os lugares, causando caos e mantendo o equilíbrio.
DEUSA DA MAGIA,
DOS SONHOS E DA NATUREZA
A última lua da direita, brilhante e em um formato diferente de todas as outras.
Dizem que a Fiandeira está em todos os lugares - e está com todos nós. É ela quem nos guia no nosso destino, e é a magia dela que abençoa aqueles que rasgam o véu entre o humano e o divino, sendo ela quem permite tal milagre de acontecer.
E essa não é nem mesmo a maior coisa que ela nos proporciona: também é a origem dos sonhos e da natureza que rodeiam toda a cidade.
DEUS DA ORDEM, DOS CONTRATOS
E DOS MINÉRIOS
A segunda Lua repousa perfeitamente ao lado direito de Ganymede e brilha tão intensamente quanto ela.
O deus dela é conhecido por sua estabilidade, força e sua determinação em manter a ordem - a divindade dos contratos e do poderio humano, O Construtor é visto como um símbolo da civilidade depois de criar a separação entre classes mágicas e a criação das guildas, segundo a lenda, fazendo um contrato com as outras divindades para que houvesse sempre paz entre os usuários de magia.
DEUS DOS MARES, DA MUDANÇA
E DA EVOLUÇÃO
O Navegador, da Lua mais obscurecida e com o coração mais nobre de todos os deuses, com o sorriso mais gentil e que aceitava a todos em seu reino.
Dizem as lendas, que há muito atrás, Styx costumava brilhar tão intensamente quanto Ganymede e iluminava a outra parte de Edgemont, tornando todos iguais, até que um dia tudo desapareceu.
Mas se ele está morto, como ainda existem abençoados em seu nome?
Assim como não há Sol e nem dia em Edgemont, suas estações anuais também são diferentes e seguem a forma de suas luas. Além disso, seus anos são contados a cada seis meses - cada estação representa um ciclo lunar, e quando os seis são finalizados, há uma comemoração por renovação de ciclo.
Há muito, já foi disseminado que o além das estrelas na cidade era completamente imutável, mas com o passar das décadas e incansáveis estudos, os Olhos do Universo conseguiram notar singelas mudanças e desvendar qual é a lógica de suas estações. É de conhecimento comum que as Luas se movimentam a depender da época, e é também, assim que são notadas as mudanças no padrão do céu, atmosfera e temperatura de Edgemont.
Outrora chamada de Estação do Sacríficio, seu nome foi trocado conforme a história se reescreveu, e hoje em dia os momentos que eram para honrar a Deusa das Estrelas se tornaram apenas momentos melancólicos que o céu se tinge de roxo e rosa. Ainda assim, a cidade costuma ficar mais quentinha nessa época e o limiar entre a Noite Eterna e o Brilho Lunar parece diminuir, vide o novo nome, como se por esses momentos todos fossem iguais.
A mistura de luzes arroxeadas, douradas e azuis é refletida nas construções e nos bosques, como se Ganymede e a distante e misteriosa Hyperion conspirassem para iluminar caminhos ainda não percorridos e combinassem suas cores para um espetáculo brilhante. É um tempo onde as mentes da cidade fervilham com ideias com se o próprio Erudito sussurrasse possibilidades em seus ouvidos e o desejo de desvendar os segredos do mundo.
A Estação mais quente dos anos de Edgemont, a cidade se torna abafada como uma forja. Dizem que é a melhor época para mineirar, pois os cristais brilham e ressonam como nunca antes, e mesmo que o calor seja incômodo, muitos utilizam da Estação para se casar em cerimônias nos Jardins, pois a benção d'O Construtor sob quaisquer tipos de contrato é sempre absoluta: o que a benção dele uniu, não pode ser quebrado tão facilmente.
A Estação dos Ecos, regida pelo Viajante, é conhecida por ser o período mais imprevisível de todo o ciclo de Edgemont.
Ninguém sabe exatamente quando começa ou quando termina, e os sinais de sua chegada raramente são os mesmos duas vezes. Alguns dizem que as sombras parecem mais longas e a cidade mais escura no geral, como se tudo fosse eterna noite, outros juram ouvir vozes vindas de lugares onde não existe ninguém. Vai de chuvas torrenciais a ondas de calor na diferença de poucas horas.
Também dizem que se você chamar pelo Viajante três vezes em um abismo ele aparece pra te puxar.
As florestas ao redor de Edgemont despertam praticamente da noite para o dia. Brotos surgem onde antes existiam apenas galhos secos, flores desconhecidas cobrem caminhos inteiros e trepadeiras começam a crescer pelas construções de pedra como se a própria cidade fosse lentamente sendo abraçada pela natureza. É também o período em que a magia parece mais abundante: pequenos fenômenos espontâneos tornam-se comuns, sonhos tornam-se extraordinariamente vívidos e muitos despertam afirmando terem conversado com pessoas que nunca conheceram. Seu clima é ameno, quentinha e úmida, perfeita para que as plantas cresçam para onde sintam vontade.
A Estação da Deriva costumava ser a Estação das Marés antes da morte de seu Regente. Antes, representava fartura e festa, mas hoje anuncia o período em que as águas que cercam Edgemont começam a mudar seus caminhos e as correntes se tornam imprevisíveis. Dizem que não existe melhor momento para abandonar velhos hábitos, iniciar uma nova jornada ou simplesmente aceitar que algumas coisas jamais voltarão a ser como eram antes. Os mais devotos do falecido Navegador acreditam que a Deriva não deve ser combatida. Resistir às correntes seria apenas atrasar aquilo que inevitavelmente aconteceria. É a Estação mais gelada e melancólica do ano.