Os moradores, do entorno então se uniram e criaram o Movimento SOS Mata do Havaí, e convocaram a Imprensa, fizeram diversas manifestações, abaixo-assinados nas redes sociais, boletins de denúncia, ato público no local, panfletagens no transporte público da região e várias atividades culturais. O Instituo Guaicuy assumiu a pauta e entrou com uma Ação Civil Pública questionando a legalidade dos procedimentos, pedindo a criminalização da empresa e da SMMA. Com 10 dias o Juiz concedeu liminar suspendendo a obra e cassando a licença, até o julgamento do pleito, impôs prazo de dez dias para a empresa adotar medidas de proteção do terreno para evitar erosão e multa de 10 mil Reais diárias por descumprimento das medidas. Ocorre que o Judiciário alegou que não conseguia notificar a empresa por não conseguir o endereço do escritório principal da Precon e isso se arrastou por quase um ano. Nesse período foram realizadas audiências na Câmara de BH, na SMMA, visita técnica oficial de vereadores e várias reuniões com o MP. Até o final do ano de 2021 a tendência do MP era a de defesa dos nossos pleitos no processo.
Vários procedimentos foram comprovadamente irregulares por parte da PBH e do COMAM. Estranhamente, o Secretário Mário Werneck instruiu a Precon no Processo a pedir um laudo do IEF, mesmo após as supressões e tardiamente. Note-se que a SMMA não se pronunciou tecnicamente em nenhuma vez, a não ser para questionar a legitimidade do Instituto Guaicuy para representar a comunidade no Processo Judicial. Errou o COMAM ao autorizar licenciamento simplificado de empreendimento numa área de APP, errou a PBH ao autorizar as supressões sem considerar que se trata de uma área que, sob a Lei do Plano Diretor, deveria ser protegida.