Clique no título acima de cada imagem para ler a mensagem correspondente
Clique no título acima de cada imagem para ler a mensagem correspondente
Quando viemos a este mundo, viemos como indivíduos, para expressar nossa individualidade no Todo. Embora sejamos bilhões de pessoas vivendo neste planeta, não existem duas pessoas iguais. Como indivíduos somos únicos, mas como espécie, somos diversos, porém interdependentes e interagentes, promovendo no mundo resultados específicos, segundo as nossas escolhas e atuações individuais.
Somos todos diferentes, tanto na aparência, quanto na personalidade. Isto é assim, pois cada um de nós é uma expressão particular de Deus.
Deus se individualiza na Criação, revelando-se sob infinitas formas, sem, no entanto, perder sua Unidade e a sua Essência.
O João é o João e o Pedro é o Pedro, a Maria é a Maria e a Joana é a Joana, cada um é o que é, com seus méritos e deméritos, cada qual segue o caminho que diz respeito à sua própria evolução e cada um colhe aquilo que semear. Um não pode impingir sua personalidade, seus gostos, suas crenças e seus conceitos no outro, já que um não é o outro na individualidade.
Se Deus quisesse que todos fossem iguais, todos já seriam iguais, mas mesmo os irmãos são diferentes um do outro. É a lei da evolução.
Deus sempre se expressa “através de” e “como”. Em João Ele poderá se expressar como um artista e na Maria como enfermeira. Os dons, os talentos, são natos de cada um. Podem muitos ter os mesmos dons, mas cada um os expressará de algum modo particularmente diferente.
Bach executou a música de modo diferente de Beethoven e Portinari pintou de modo diferente que Michelangelo.
A individualidade é de Deus, o individualismo é do homem. Isto não pode ser jamais confundido.
Quando queremos que alguém pense igual a nós, tenha os mesmos gostos, as mesmas crenças e conceitos que nós, estamos invadindo a sua individualidade, interferindo na sua evolução.
Desde que nascemos somos treinados para nos adaptar ao que não somos, a ser o que não somos.
A sociedade é constituída de tal modo que, se agimos como outros ao nosso redor esperam que ajamos, então somos queridos, aplaudidos, mas, se, agimos de modo diverso, se fugimos dos padrões estabelecidos, mesmo que façamos o melhor, somos isolados do grupo constituído.
O sistema mundial que rege o mundo, que não é propriamente uma pessoa em particular, mas sim um poder paralelo, tem como meta a massificação de pensamento e hábitos, cultivando a padronização de mentes, suplantando a individualidade e incentivando o individualismo competitivo, assim, embora se motive a todos para terem os mesmos gostos, costumes e hábitos de consumo, estimula-se a competitividade destrutiva, para que dentro de um mesmo grupo cada um se sobressaia ao outro, sendo melhor e tendo mais que o outro.
Não somos estimulados a expressar-nos autenticamente, criativamente, pois isso foge dos padrões já estabelecidos, que tornam o desconhecido temido por nós e, por conseguinte, rejeitado por nós quando não o conhecemos. Assim, somos eternos desconhecidos de nós próprios, quando, na verdade, antes de qualquer outro conhecimento, precisamos ter o autoconhecimento.
"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o Universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo não o acharás em lugar algum". (frase escrita na entrada do templo de Delfos, na Grécia).
Odilon Beilner
Desde tempos imemoriais, nós, seres humanos, recebemos, em praticamente todos os aspectos da vida, uma educação fundamentalmente negativista. De geração a geração, fomos educados (programados) com base no NÃO. Você NÃO pode! Você NÃO consegue! Você NÃO é capaz! Isso NÃO é possível...
Desse modo, construímos uma sociedade alicerçada sobre o negativo. “A coisa está difícil”; “A vida é difícil”; “A vida é sofrimento”; “Um dia você vai adoecer”...
Para completar, fomos e somos educados (programados) para idolatrar o pecado, ao nos dizerem que somos filhos do pecado, que somos pecadores. Nos disseram que devemos ser pobres, tristes, doentes, sofredores, do contrário não entraremos no reino dos céus e, então, sempre que nos sentimos felizes, nos culpamos por tais sentimentos, crendo que estamos pecando. Sempre que nos sentimos bem, já ficamos mal, pois nossa programação diz que estamos pecando.
Ora, sendo que Deus é Amor e Plenitude, é totalmente contra Seus Princípios e Sua Vontade que nos sintamos e sejamos doentes, pobres, maus, pecadores, pois basta olhar a Natureza, que é Obra Sua, legada a nós, como mãe protetora, para ver o maior exemplo de abundância, prosperidade, fartura, felicidade, riqueza, beleza, harmonia e perfeição.
Foi justamente Jesus Cristo quem disse: “Eu vim para que TODOS TENHAM VIDA e a tenham EM ABUNDÂNCIA”!
Esquecemos suas palavras?
Ele disse também: “Sejam PERFEITOS, como é PERFEITO vosso Pai que está nos Céus (em tudo)”!
Esquecemos isso também?
Esquecemos de tudo que é bom, pois fomos e somos programados para o que é ruim.
Sonhamos em ganhar na loteria, mas na fila da lotérica, dizemos que não queremos ser ricos.
Sonhamos em ajudar nossos filhos, nossos pais, nossos irmãos, o nosso próximo, mas condenamos o dinheiro, a prosperidade e o bem-estar.
Queremos ser saudáveis, esbeltos e jovens, mas entulhamos nosso organismo com toda gama de alimentos tóxicos, artificiais, álcool, drogas, fumo...
Todo o tempo rendemos preces a Deus rogando por saúde, bens, família feliz,... mas quando a vida nos convida para assumirmos nosso papel, nos esquivamos dos compromissos e volvemos à nossa programação negativa.
A plenitude, a paz, o amor, a abundância, o trabalho, a saúde, a alegria, a felicidade, são dons de Deus e é isso que Ele espera de nós; essa é a Vontade Dele.
“Sede Perfeitos, como é Perfeito, vosso Pai que está nos Céus”!!!
Como realizar isso?
Cada dia é uma oportunidade que Deus nos dá para descobrirmos como...
Odilon
Mateus 5:5. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.
A trajetória do ser humano pela Terra é marcada por guerras e conflitos. A agressividade, a competição, as intrigas, as revoltas e as tentativas de domínio dos mais fortes sobre os mais fracos – seja no que tange à força bruta, ou relativa ao poder econômico e político – são estigmas que nos marcam profundamente até os dias atuais.
Basta refletirmos um pouco para ver que, neste aspecto, pouco evoluímos, pois continuamos a nos hostilizar desde a família até a sociedade, procurando sempre demarcar nosso território à qualquer custo, onde estamos. Como resultado, em vez de evolução, temos o individualismo tirânico, o egoísmo e o caos.
Vemos, porém, que, em qualquer lugar, onde reina a mansidão, a empatia, a fraternidade e a cooperação, há evolução integral harmônica, na qual o bem comum é a condição para o bem individual.
Herdar(1) algo, significa receber algo por herança, por parentesco ou hereditariedade, sejam bens ou caraterísticas pessoais. Quem herda algo, recebe, muitas vezes sem esperar ou sequer saber, sem tirar de ninguém, sem coação ou ação alguma. A herança é consequência de um histórico particular. A mansidão, a naturalidade, a harmonia, nesta bem-aventurança de Jesus, é um precedente para que alguém herde, receba e usufrua, os dons, os frutos de tudo que cultivou em sua vida – simbolizado, neste caso, como a Terra.
Se agirmos com mansidão, suavidade, naturalidade, harmonia, conscientes de que só é nosso o que adquirimos por direito de consciência, por mérito nosso, é natural e óbvio, que as consequências, a nossa herança, o resultado, será o usufruto do que cultivamos.
Se, porém, agirmos de má-fé, pela violência, agressividade, invasivamente, buscando adquirir as coisas à força, furando a fila, sabotando e corrompendo, é natural e óbvio, que, embora tenhamos tomado posse de algo, esse algo, de algum modo, fugirá de nós ou daqueles que vem após nós, pois não o herdamos, não o recebemos por mérito, por direito de consciência, por um fluir natural e, portanto, pelas Leis Naturais e Universais, deverá haver compensação e reequilíbrio diante do desequilíbrio que causamos.
A Vida não joga dados e o Universo e tudo que Nele há, não é obra do acaso. Ele é Regido por Leis e Princípios Universais, desde o alvorecer dos tempos. O que é fiel às Suas Leis e Princípios, evolui e perpetua; o que não é, estagna e se extingue.
Tudo está escrito, mas é preciso ler, aprender e praticar.
Do livro "Palavras do Mestre" de Odilon Beilner
Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33“
Buscai primeiro o Reino de Deus”... mas, onde está o Reino de Deus? Onde buscá-lo?
Jesus, quando indagado sobre o Reino de Deus, ou Reino dos Céus, respondeu: “Não podereis dizer, ei-lo aqui, ei-lo ali; porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas 17:21).
Se Ele está Dentro de nós, como o reconheceremos?
Quando falamos em “Céus”, “Reino dos Céus”, ou “Reino de Deus”, como imaginamos que Ele seja?
Independente de religião, falamos Dele como sendo “o Paraíso”, tendo nele tudo que mais almejamos, como paz, amor, alegria, harmonia, abundância, beleza, fraternidade, perfeição – felicidade plena.
Pois, se Jesus diz que o Reino de Deus está DENTRO de nós, ou como alguns dizem, Entre nós, ou no Meio de nós, então, nós já o temos – Ele já está, já é em nós e sempre que nos sentimos em paz, amor, alegria, harmonia, abundância, beleza, fraternidade, perfeição – felizes, já estamos no Reino de Deus e à medida que mantemos estes sentimentos (estados interiores) em nós, os veremos, também, fora de nós, ao redor de nós, na nossa vida.
Quando Jesus diz “Vigiai e Orai” (Mateus 26:41), está nos intimando a manter em nosso íntimo estes sentimentos, este estado interior de ser, pois, “assim seja na terra, como é no céu” (Mateus 6:10); ou em outras palavras: assim como é dentro de nós, é fora de nós.
O que vivemos na nossa vida exterior é reflexo de nossa vida interior.
Diz no versículo: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus E A SUA JUSTIÇA”... A Justiça Divina é inviolável; ela trata do cumprimento das Leis e Princípios Universais, que, uma vez compreendidos, nos libertam da escravidão do ego – “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (João 8:32).
Se semeamos trigo, colheremos trigo. É a Justiça Divina, não podemos nos esquivar dela; se semeamos amor, colheremos amor, no tempo e no momento certo.
Se, primeiramente, buscarmos viver dentro de nós, em nosso coração e mente, a paz, o amor, a alegria, a harmonia, a abundância, a beleza, a fraternidade, a perfeição e a felicidade (que são os atributos Divinos), naturalmente, em obediência às Leis Universais, tudo que necessitamos, virá por acréscimo, em resposta ao que somos em nossa consciência. Não pode ser diferente; é a Justiça Divina.
Do livro PALAVRAS DO MESTRE - Odilon Beilner
BUSCAR DEUS
Passais o tempo a procurar por Deus nos templos, nos rituais, nas montanhas - em todos os lugares - mas no lugar mais próximo a vós, não vos lembrais de procurar, que é em vós próprios, dentro de vós. Se não o fazeis é porque aprendestes que Deus é alguém externo a vós, longínquo... alcançável, talvez, só depois da morte - se preencherdes certos requisitos descritos pelas crenças humanas - caso contrário, ardereis eternamente no inferno.
Na Bíblia porém, lê-se claramente: "Vós sois deuses e todos filhos do Altíssimo" (Salmos 82-6).
Compreendam que a denominação "Deus" é uma expressão utilizada para designar a Vida Universal, a Consciência, o Poder Universal que dá Vida, Rege e é imanente em todo o Universo, em todas as criaturas e em tudo que vive, em todas as dimensões Universais.
Jesus Cristo denominava este Poder Universal, Essência de tudo, de Pai - imanente, onisciente e individualizado em vós seres humanos - sendo vós, assim, Seus filhos, visto que sois, em verdade, Ele próprio se expressando no mundo. Quando dizeis "Eu Sou", estais vos referindo a Deus - a Essência, a vossa Consciência.
Jesus disse: "O Reino dos Céus, de Deus, não podeis dizer que está aqui ou acolá, pois ele está "Dentro" de vós" (Lucas 17:20,21).
Sintam-vos, pois, filhos de Deus - deuses - confiando-vos a Ele, a este Poder Infinito que Vive e se expressa em vós e através de vós. Em tudo que se apresenta no vosso dia a dia, confiai Nele e Ele se conduzirá através de vós.
Deus "É" e se manifesta "Como". Na macieira, Ele se manifesta como macieira; no leão, como leão; no pombo, como pombo; no cordeiro, como cordeiro e no ser humano, como ser humano - em cada um, segundo a sua espécie.
"Entregai, pois, vosso Caminho ao Senhor e Ele o fará" (Salmos 37:5).
A partir do momento em que sabeis, que tiverdes consciência de que sois Deus se manifestando, andareis confiantes nos caminhos da Vida, cientes que Ele cuida de tudo que faz.
Odilon Beilner
Reflitamos um pouco... como interpretamos cada dia que inicia?
Provavelmente muitos de nós dizemos: oh, mais um dia... ou então, oh, outro dia daqueles...
Dificilmente dizemos: ah, um NOVO e maravilhoso dia...
Enquanto os dias de nossa vida são vistos como "mais" um dia, ou "outro" dia, o que podemos esperar dela?
Cada dia é um presente que recebemos, para utilizar da melhor forma que soubermos. Se levantamos pela manhã agradecendo pelo NOVO dia que se inicia e por tudo que somos, naturalmente, abriremo-nos para o influxo de todas as dádivas que o universo tem a nos oferecer.
Um NOVO dia já traz implícito que é NOVO, portanto, imaculado, um cheque em branco, doado pelo Criador para nele escrevermos os valores que quisermos, sem nos preocuparmos se tem fundo ou não, pois o Universo é infinito, dadivoso, amoroso, pleno, rico, perfeito e cobre sem parcimônia tudo que emitimos, tudo que concebemos.
A medida de nossos fundos é a Fé e o Amor que devotamos a nós e à Vida.
Com as medidas que medimos, seremos medidos.
Que cada amanhecer nosso seja uma saudação de júbilo ao NOVO dia que se inicia e que cada anoitecer seja um agradecer pelo dia que tivemos e um balanço criterioso sobre nós mesmos.
Que os resultados do balanço sejam positivos e que se valores negativos houverem, sejam estes compensados em nossa consciência.
A Vida se renova a todo instante e sempre prospera em todos os sentidos. Vemos ao nosso redor a plenitude estampada na natureza. Se isto nos servir de lição, se soubermos aprender com o que vemos, saberemos devotar cada NOVO dia na construção de um mundo harmônico para todos nós.
Abramos os braços saudando o sol da manhã, dizendo: Bom dia! Este é um Novo dia, no qual também me renovo. Grato! Muito grato por este novo e abençoado dia.
Texto: Odilon Beilner ___ Foto: Hilda Müller
Todos temos nossos próprios caminhos nesta vida; ninguém pode caminhar em nosso lugar.
Muitas vezes aprendemos e vivemos tantas coisas boas, que alegram de fato nossa alma, que nos deixam felizes, nos fazem bem e nos acrescentam algo que não pode ser roubado, nem sequer doado.
Jubilosos, queremos compartilhar isso tudo com quem amamos... filhos, marido, esposa, pai, mãe, amigos..., mas eles nos olham de soslaio como se estivéssemos delirando e põem gelo sobre nossas melhores intenções. Então nos frustramos e muitas vezes relutamos, insistimos em nossos propósitos de convencê-los a experimentar, pelo menos um pouco, daquele néctar que julgamos ter recebido... mas tudo em vão, simplesmente ninguém quer sequer ouvir.
Não podemos jamais nos frustrar, pois cada um tem seu caminho, cada um precisa empreender sua própria jornada e nesta jornada o que é, no momento, bom para um, pode não ser bom para outro, porque ele tem uma visão de mundo que é só sua e, se ele quisesse impor sua visão, compreensão de mundo, ideologias, crenças e pensamentos a nós, provavelmente também não aceitaríamos.
Isto é bom. É bom que seja assim, pois cada um de nós traz consigo algo intrínseco chamado escolhas. Por elas somos totalmente responsáveis por nós mesmos. Elas nos dão a possibilidade de escolher o rumo de nossa vida, mas também traz inclusa a responsabilidade de colhermos os resultados de nossas escolhas, somente de nossas próprias escolhas. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Jamais poderemos colher o que outro plantou, bem como ninguém poderá colher o que nós plantamos.
Podemos chamar isso de Justiça Divina... Pois para Deus, é importante que trilhemos nós próprios nossos caminhos, realizemos nossos dons e vivamos por nosso próprio mérito. É o maior presente que um Pai pode dar aos seus filhos: total liberdade... mas junto à liberdade está implícita a responsabilidade.
Seria muito fácil para nós se pudéssemos fazer de nossa vida o que bem quiséssemos, utilizando nosso "poder" de escolha negativamente, nos destruindo e destruindo o mundo em que vivemos e depois, elevar súplicas ao Criador pedindo que Ele faça algo por nós.
Em resposta, Ele (que é em nós) dirá:
“Vos dei tudo de mim próprio; tudo que é meu é de vocês, filhos. Dei até meus dons a vocês, mas o que fizestes de tudo isso que vos dei"?
As mesmas escolhas que fazeis para destruir, podeis fazer para construir ou reconstruir. Utilizem, portanto, vossos dons para o bem comum, para o amor e para a VIDA. É tudo que deveis fazer”.
Odilon Beilner
Observando a vida fluindo ao meu redor, vejo o quanto estamos todos cansados. Nas filas da vida, nos mais diversos estabelecimentos vê-se a expressão cansada das pessoas, desde jovens até idosos, diante das exigências que a vida moderna impõe.
Já não somos mais conhecidos pelo nome e pelo que somos como pessoa, mas sim por números, pelo que temos e pelo que fazemos.
Subentende-se, que, quanto mais números há em nossa vida, mais temos e quanto mais temos, mais fazemos e quanto mais fazemos, mais temos e mais números conquistamos para ter mais e fazer mais.
Neste mundo de consumo, na hora de comprar, conta o que temos e o que fazemos, mas na hora de pagar, aí sim, conta o que somos. Neste momento conta, muito mais do que o que temos, se SOMOS bons pagadores.
Na entrada somos vistos pelo que aparentamos, pelo que temos e pelo que fazemos; na saída, somos conhecidos pelo que somos.
Vale a pena pensar nisso, para não rotularmos as pessoas, levados pela aparência externa, pelo que possuem, ou pelo que dizem de si, mas sim pelo que são interiormente e revelam de si em seus pensamentos, palavras e ações. Neste aspecto, estas podem ter pouco ou muito e sempre serão e farão a diferença onde estiverem.
Devido a uma sociedade de consumo estamos todos cansados, pois num mundo em que se repara apenas como é alguém na chegada e não na saída, precisamos de burocracias, leis e papéis sem fim, para provar que somos quem dizemos ser, pois apenas dizendo quem somos, ninguém acredita que somos quem e o que dizemos ser.
Longe vão os tempos em que se conhecia todas as pessoas da cidade e nos cumprimentávamos uns aos outros. Hoje não se conhece nem o vizinho do terreno ao lado e nem sequer o vizinho do apartamento ao lado, de cima ou de baixo, por isso precisamos de burocracias para dizer quem e o que somos, o que fazemos e quanto temos.
Diante de tudo que nos impomos e aparentamos ter e precisamos fazer para manter o que temos e aparentamos ter, estamos todos cansados de nossa própria chatice e, assim, até cansados de viver.
Retornar à vida simples de ter sem possuir, fazendo uso do que temos, seja o que for, como sendo uma graça e não como um castigo, conservando a amizade, a fraternidade e a alegria de viver, é fundamental para não ficarmos cansados até para morrer.
Odilon Beilner
IR PARA: Postagens | Início | Pensamentos | Meus livros | Vídeos | Contato