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A Natureza é o templo de Deus e como templo, deveis cuidá-lo, preservá-lo, embelezá-lo para que não caia em ruínas. Vós sois parte interagente e interdependente da natureza; portanto, templos também. Não vos julgueis separados do Todo em que viveis. Sois uma centelha Divina, intrínseca ao Todo. Ao danificar uma ínfima parte que seja do Todo, estais a danificar uma parte de vós. Alterar uma parte do Todo, é alterar uma parte de vós.
Vos foi concedido o poder de administrar vosso mundo. Recebestes tudo pronto; é só cuidar. Não vos cabe danificar, nem destruir, pois nada vos pertence. Aquele que de si mesmo gerou tudo que existe, é o legítimo Dono, assim, somente Ele pode interferir, tanto, quanto e como.
Se mudais o lugar de um átomo que seja em qualquer componente, isto terá um efeito diverso e imprevisto em todo o Universo. Não podeis brincar com a Vida. A vida vos foi concedida para viver a favor dela, jamais contra ela; não deturpeis, não maltrateis.
Neste mundo adentrastes para dominar em toda a Terra, tendo, inclusive, poder sobre a Natureza, já que sois nela, o único ser dotado de autoconsciência.
É verdade! Como seres dotados de pensamento, tendes poder de transformar e tendes livre-arbítrio para escolher; mas, este poder, não esqueçam, deve estar de acordo com a Vontade do Pai; ou seja, de acordo com as Leis Universais, se quereis viver em harmonia, paz e plenitude.
Sois filhos de Deus, portanto, sois deuses e assim deveis vos comportar com tudo que Ele vos concedeu como dádivas, como benesses.
Tudo Ele vos concedeu para usufruírem e compartilharem como numa grande família, com Amor, harmonia e paz. Tudo é de todos e de ninguém ao mesmo tempo, pois é parte de vós, é inerente ao Pai, é manifestação do Pai, o único que pode tirar, mudar, alterar, julgar.
Vós sois Deuses, já vos foi dito pelo Mestre e como Deuses, deveis construir, Amar. Como Deuses, deveis criar mundos de Amor, de Luz, de Paz.
Cuidai deste Templo vivo; Ele depende de vós, é um presente para vós, senão, para quem achais que foi dada a beleza do luar, o cantar dos pássaros? Quem mais poderia apreciar, admirar, adorar um por do sol, a não ser vós? Quem mais poderia ver tudo que de belo e grandioso existe e compreender, admirar, amar? Somente vós, que às vezes tornam-se tão insensíveis ao que é belo e maravilhoso...
Amar todas as manifestações Divinas é orar. Façam, pois, de vossa Vida uma perene oração.
Odilon Beilner - Sexta-feira Santa – 02/04/1999.
22 de março, é considerado o dia mundial da água, o que vale uma reflexão profunda sobre a questão, pois parece que ainda não compreendemos que A vida na Terra só é possível se houver água.
Uma curiosa relação entre nós e o Planeta em que vivemos, é o fato de que tanto nós como ele, somos compostos de mais de 70% de água. Tiremos a água de ambos e teremos o fim de tudo que existe.
Depois do ar que respiramos, o mais importante para nós é a água. Infelizmente, parece não estarmos muito preocupados com isso, pois destruímos as condições que propiciam a manutenção e formação da água no Planeta.
Sempre ouvimos dizer que temos menos de 2% de água potável à nossa disposição na Terra e que se não fizermos o que deve ser feito para mantê-la, em breve morreremos de sede.
A água é a fonte da vida orgânica.
Somos movidos à água. Sem ela, nosso corpo não é nada mais que uma múmia ressequida.
Visualizemos a superfície lunar, na qual não há nenhum vestígio de água. Que desolação, que tristeza... Nela, a Vida, como a vivemos na Terra, é absolutamente impossível.
Se continuarmos a tratar nossa Mãe Terra do modo como a estamos tratando, inevitavelmente, ela, que hoje ainda é azul, será apenas mais uma enorme esfera estéril como a lua e como tantos outros satélites e astros que orbitam no espaço infinito, a girarem solitários e misteriosamente, escondendo que, talvez, algum dia, também já foram habitados. Ninguém poderá, então, imaginar quantas foram as histórias que se passaram sobre ela, a exemplo de tantos outros Planetas, como Marte, Saturno, etc...
Será assim mesmo?
Tudo depende de nós! Fazemos no presente a escolha do nosso futuro, porque “O hoje é a colheita do ontem e a semeadura do amanhã.”
Odilon Beilner
Nós, seres humanos, estamos atualmente diante de uma escolha decisiva: ou aprendemos pelo amor, ou aprenderemos pela dor.
As catástrofes mundiais de grandes proporções, em regiões aparentemente aleatórias, tendem a ser cada vez mais frequentes, visíveis e intensas; o sol mais abrasador e devastador. Nas regiões frias, o frio será mais intenso - insuportável. A água será um bem raro e objeto de disputas ferrenhas.
Veremos os empreendimentos humanos à mercê do caos, do flagelo, da ruína. Não haverá mais capital suficiente no mundo para prestar ajuda mútua para reconstruir o que for destruído, já que todos estarão sofrendo as suas próprias calamidades. Haverá choro e ranger de dentes e de nada adiantará isto. Todos as ações paliativas serão inúteis.
Somente se pararmos o processo destrutivo que estamos realizando, é que teremos ainda chance de reverter o trágico fim de nossa espécie.
Isto não é mera previsão sensacionalista; é uma projeção óbvia, com base na Lei Universal de Causa e Efeito, na qual, toda ação tem um resultado equivalente, no mesmo sentido e em sentido contrário.
Do livro "Consciência Ecológica" de Odilon Beilner
A tecnologia à serviço do homem, ou o homem à serviço da tecnologia?
Estamos apenas no início do século XXI...
Vemos a cada momento as vantagens da tecnologia em nossa vida...
Vivemos num século no qual a diferença de gerações é gritante. Não muito tempo atrás, nossas avós e até mesmo nossos pais, lavavam suas roupas nos rios e usavam ferro de passar à brasa. Nós, hoje, apenas colocamos as roupas na máquina, apertamos alguns botões e pronto! Roupa lavada! Assim vemos a modernidade da televisão, do computador, do celular... e quem diria, até máquina de fazer pão...
Estas modernidades foram criadas para facilitar nossa vida e com certeza, seria quase impossível, atualmente, viver sem tudo isso, mas, analisando seriamente a questão, para que servem realmente todas essas coisas? Não é para facilitar? Para ganharmos mais tempo? Tempo? Que tempo? Às sete horas já vemos tanta correria no trânsito e às dezenove horas não é nada diferente... tanta pressa... corremos para o trabalho, para chegarmos em casa, para não perder a novela, o futebol, o horário do colégio, da academia, para lavar roupas e assim por diante... mil coisas que inventamos, que nos deixam cansados, estressados e nem quando deitamos, a cabeça para... então não conseguimos dormir.
No outro dia começa tudo novamente, a correria continua... corremos de que e para que? Trabalhamos às custas da tal "tecnologia" e "modernidade"... faculdade já não basta; precisamos fazer pós graduação, mestrado, doutorado, incentivando sempre mais a competição.
Imagine só, se tivéssemos que lavar roupas com as mãos, passar ferra à brasa, acender o fogo para cozinhar, fazer conservas para não estragar os alimentos, cortar lenha... alguém até pode dizer que isso era coisa de antigamente e que hoje é diferente. É diferente mesmo, mas o que parece é que criamos tanta coisa para complicar, pois trabalhamos para adquirir conhecimento, bens, dinheiro, coisas e mesmo assim parece que somos insatisfeitos, sempre queremos mais e mais... o "sistema" pede e nós obedecemos, não percebendo o preço que estamos pagando por tudo isso. Se pararmos para refletir, veremos que é um preço muito alto, pois pagamos, principalmente com nossa saúde.
Quem de nós tem tempo para visitar um amigo, apenas para conversar, sem a interferência da televisão? Ou para um aconchego carinhoso nos filhos... dormir juntinho ao esposo ou à esposa... uma caminhada observando as flores, os pássaros... preparar uma comida saudável, ao invés de requentar aquela comida industrializada... andar descalço na terra, na grama... Terra? Grama? Isso dá trabalho... melhor é calçada, brita e um veneninho básico para matar os capins...
Temos tempo para cuidar muito bem do lado externo, das coisas... e nós, seres humanos? Não somos artificiais, fazemos parte da natureza e, acima de tudo, precisamos dela para viver. Estamos doentes e nosso mãe Terra, também. Não sabemos viver sem TV, telefone, computador, pois não podemos viver sem comunicação, mas perdemos a ligação com a vida natural...
Somente uma coisa é certa:
Talvez tardiamente descobriremos que o que não podemos, na verdade, é viver sem ar, água, terra e sol, elementos essenciais para nossa vida e a vida no e do nosso Planeta.
Até que ponto nossa mãe Terra e nosso corpo vão suportar?
Isabel Cristina Schmitz
APRENDER
Aprender implica, naturalmente, em buscar saber o que ainda não sabemos e para aprender o que ainda não sabemos, precisamos buscar o que queremos saber, sem levar consigo nenhum conceito, nenhuma crença. Devemos buscar com a mente de uma criança. Como é a mente de uma criança? É livre de tudo, é limpa, aberta, sem complexos, sem crenças, sem bloqueios... por isso ela aprende tudo tão rapidamente. Um idioma que o adulto leva vários anos para aprender, a criança, em pouco tempo aprende.
Para os adultos, o aprendizado é difícil porque, sempre estão analisando o novo com base no velho, na sua formação mental, nos seus bloqueios mentais, nas suas crenças e opiniões já enferrujadas pelo tempo. O aprendizado não implica apenas em conhecer superficialmente alguma coisa.
Se analisarmos uma laranja, para aprendermos sobre ela, pouco saberemos dela se a estudarmos apenas pelo que vemos com nossos cinco sentidos. Há muitíssimo mais. Através de um microscópio veremos que ela, na verdade é um organismo que se constitui num sistema de vida, que por detrás do tecido dela, sem contar o externo a ela, possui órgãos, formados por células, que são formadas por moléculas, que são formadas por átomos, que são formados por Energia (Espírito). Já ao visualizarmos as moléculas, veremos grandes espaços entre elas. O que há nestes espaços? De que são feitos estes espaços? E ao adentrarmos no espaço microcósmico infinito do átomo, que parecem ser como planetas, poderemos dizer que aquela laranja, aparentemente tão sólida, é feita de nada. Qualquer um diria que é feita de nada. Então viria um cientista quântico e diria: a laranja é ip Energia, tudo é Energia! – A laranja que toco com as mãos, o que chamamos de matéria, é, na verdade, energia em estado condensado e a energia na laranja é a matéria em estado radiante. Será o fim de nosso aprendizado?
Não jamais, pois o aprendizado jamais termina, é infinito. No caso da laranja, apenas aprendemos que o que vemos é a menor parte, é apenas uma minúscula parte da realidade, da Verdade. A maior parte está oculta e quanto mais nos aprofundarmos nela, mais descobriremos. Não é apenas a laranja que é formada, ou que é manifestação da Energia Universal.
Todos os seres, tudo que habita no Universo é formado pela mesma Essência (ou Deus, como cada um queria denominar), inclusive o Ser humano, que tem como diferencial o dom de poder ter a Consciência desta Essência, que nem a pedra, nem a laranja tem, para aprender, buscar, realizar e, principalmente, Criar a sua vida como ele quiser.
Aprender, pois, é a coisa mais maravilhosa que pode haver, mas tanto aquele que aprende e, principalmente, aquele que ensina, não podem levar consigo nesta viagem, nenhum conceito limitante. A viagem deve ser feita como um verdadeiro desbravador, curioso, unicamente pelo que vai encontrar, então o aprendizado será realmente no sentido do ascender, do evoluir sempre.
Só haverá aprendizado evolutivo, se for do sentido material ao espiritual e vice-versa. Espiritual, não em termos de religião, mas sim, de espiritualidade, que nada mais é do que a capacidade de alguém ter a Consciência viva de sua Essência Universal, de sua Unidade com essa Essência e com tudo que Vive e Existe.
Odilon Beilner
Aprenda com as aves dos céus como viver tua vida. Elas saúdam suas manhãs com seu doce e característico cantar, mesmo sabendo que necessitarão voar longe em busca de seu alimento, ou em busca dos elementos necessários para a construção do seu ninho ou do seu abrigo. Mesmo sabendo que, talvez, seu predador esteja em algum lugar à espreita, elas entoam seu cantar, indiferentes à vida que as circunda. Elas são espontâneas e deixam a vida que pulsa nelas, se expressar naturalmente.
As flores... Veja as flores, que mesmo vingando na lama ou na poluição, por vezes nas condições mais adversas, não deixam de florir e exalar seu perfume característico, que se destaca até sobre os odores fétidos resultantes da podridão que deixas pelo caminho.
Reflita em tua mente e coração ... Como inicias teu dia e como o findas? Se vives em função do mundo, é natural que sofras toda gama de desajustes, pois estás bloqueando a livre expressão da vida. Então, teu amanhecer já é tenso, ansioso, hiperativo e teu adormecer será caótico, diante das expectativas do dia seguinte.
Deixa, como as aves e as flores, a vida fluir... Se tuas preocupações, inquietações e tensões resolvessem, já estarias vivendo uma vida harmoniosa e feliz... Abra o coração e deixa tua alma viver, porque, por mais que te debates ou te apressas, o Universo não alterará um milímetro sequer sua rota e não haverá uma justificativa tua que possa convencê-lo a alterar suas Leis e seu ritmo cadenciado e harmônico, para satisfazer as tuas expectativas. Dizemos expectativas, pois tuas ânsias todas, são características dos anseios do ego que quer se sobrepor à vontade de tua alma.
Abra teu coração e deixa tua alma irradiar a Vida, permitindo-lhe expressar a sua Divina Missão. Quando estiveres, de fato, pleno do Espírito, o Espírito te plenificará de tudo que necessitas para viver uma vida plena. Trabalharás sim, mas o teu trabalho será uma expressão, um transbordar do Amor e da Vida que vibra em ti.
Do livro Sementes de Luz, de Odilon Beilner
________ Ego: Parte da psique que nos dá uma identidade, consciência do mundo e das diferenças. Personalidade individual, que julga, separa, escolhe. (Fonte: diversos).
Aprender é mergulhar no desconhecido
Para conhecer algo realmente, não se pode ter já uma opinião formada daquilo ou de quem queremos conhecer, pois então, já estaremos pré-julgando o que ainda não conhecemos. Isso se refere a tudo, absolutamente tudo.
A mente racional, o pensamento, o intelecto, em si, vive sempre do passado e no passado. Quando precisamos saber ou fazer algo, ele recorre imediatamente ao passado. Volvemos os olhos para a direita, procurando na memória por algo que responda a questão, sempre vasculhando o passado.
O presente e o futuro é desconhecido para o intelecto, para a mente racional. Ela conhece, e muito superficialmente e limitadamente, apenas o que viu, ouviu e aprendeu; o que vai além disso lhe é estranho e, geralmente, não aceitável, pois exige que vá além do conhecido e isso lhe dá insegurança, medo, pânico. Quando achamos que sabemos algo, nos enganamos, pois não sabemos nada. Sabemos apenas um pouco sobre algo e isso se reporta ao passado, é o que já conhecemos.
Onde fica a parte maior que não conhecemos? Onde fica a parte que está além, muito além da mente racional e analítica? Quando montamos gráficos, tabelas e esquemas para nossa vida, estamos agindo apenas com a mente racional limitada, querendo com isso, orientar-nos pelo que conhecemos, organizando tudo conforme certos padrões estabelecidos por outras pessoas que estabeleceram seus próprios padrões limitantes, que podem ter servido ou servem para eles, mas geralmente não para nós, pois cada pessoa, cada ser, é um universo à parte.
Podemos viver em sociedade, mas cada um tem a sua individualidade; somos antes de tudo indivíduos que tem um certo papel para consigo, para o meio em que vive, para o planeta, para o universo e para a Vida num todo. Somos almas vivendo uma experiência terrena pessoal, mas que como tal, nos interligamos nos conectamos, umas às outras, não importando onde e em que dimensões estas estejam. Temos, cronologicamente, um passado, um presente e um futuro, mas vivencialmente, como almas, apenas um presente, que não pode ser interpretado, orientado, apenas pelo nosso parco, limitadíssimo e restrito conhecimento mental racional, já que a Vida é infinita e desconhecida.
As tabelas, os esquemas podem servir para nos mostrar uma situação, mas a vida é dinâmica e não pode ficar confinada, enclausurada a elas. Podemos e devemos estabelecer metas, mas o restante é com a Vida, com nossa alma, que, sendo Universal e Infinita, sabe como nos conduzir à realização destas metas.
A nós compete apenas permanecer receptivos para nos deixar conduzir onde a alma nos levar para efetivar o que nos propomos. Se permanecermos apegados à mente racional, meramente ao nosso conhecimento, iremos apenas até onde já conhecemos, pois não nos abrimos para o Universo desconhecido das possibilidades, do vasto infinito dimensional e extra-dimensional que intelectualmente não conhecemos, mas que nossa alma conhece, sabe e anseia por ir, já que ela está aqui para se realizar, no sentido individual como pessoa e no sentido Universal como Deus através dela.
Foto: Jéssica Beilner _______ Texto: Odilon Beilner
No princípio era o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne..."
"O Verbo se fez carne"— mas ainda é o Verbo. Não mudou sua natureza, sua qualidade ou substância por ter-se feito carne. A Causa tornou-se visível como efeito, mas a essência ou substância continua sendo o Verbo, o Espírito ou Consciência.
Por este prisma, podemos compreender que não há um universo espiritual e um universo material, mas que o que se nos apresenta como o nosso mundo é o Verbo feito carne, o Espírito tornado visível, ou a Consciência que se expressa como ideia.
Todo o erro que se consumou durante os séculos baseia-se na teoria ou crença em dois mundos, um sendo o reino celeste ou vida espiritual e o outro um mundo material ou existência mortal, separados um do outro.
Apesar desta crença em dois mundos, o homem sempre tentou levar a harmonia às mazelas da existência humana, tentando, por meio da oração, fazer contato com tal outro mundo, ou reino espiritual, para que o Espírito, ou Deus, atue na chamada existência material.
Comecemos por entender que o nosso mundo não é um mundo errôneo, mas trata-se do reino da realidade do qual mantemos um falso conceito. Para obtermos saúde e harmonia em nossa vida, não temos de nos desfazer nem mesmo mudar este universo material e efêmero, mas bastará corrigirmos a visão limitada que temos da nossa existência.
O pesquisador da verdade começa sua busca com um problema — talvez com vários deles. Os primeiros anos de sua busca são empregados na superação da desarmonia e na cura das doenças pela oração a um Poder mais alto ou pela aplicação das leis espirituais ou da verdade às condições humanas. Chega, porém, o dia em que percebe que a aplicação da verdade aos problemas humanos já não funciona mais, ou, pelo menos, não como funcionava no início, e que já não traz a mesma inspiração e satisfação aos seus estudos. Por fim receberá, eventualmente, a grande revelação: os mortais podem assumir a imortalidade apenas na medida em que anulem a mortalidade — eles não podem acrescentar harmonia de espiritualidade imortal às condições humanas. Deus não criou nem rege as coisas humanas. "O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois que lhe parecem loucura: nem pode entendê-las, porque só se podem discernir espiritualmente."
Estaremos nós buscando as "coisas do Espírito de Deus" com algum propósito humano? Ou de fato estamos nos esforçando para nos livrar do que é mortal, para podermos contemplar a harmonia do reino espiritual? Enquanto lutamos e combatemos os pretensos poderes deste mundo, combatendo a doença, o pecado e a carência, o sentido espiritual, por sua vez, revela-nos que "O meu reino não é deste mundo". Somente quando soubermos transcender o desejo de melhorar nossa vida humana é que compreenderemos o sentido desta mensagem vital; quando deixamos os limites do aperfeiçoamento humano, temos o primeiro vislumbre do significado das palavras: "eu venci o mundo".
Do livro "O Caminho Infinito" - Joel Goldsmith
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