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Caminho nesta estrada refletindo sobre a humanidade, procurando compreendê-la.
Não sei se é medo ou incerteza, só sei que não posso deixar de tentar entender esta intrincada teia da existência.
Em meio a tantas pessoas, em meio a multidão que se comprime num espaço que parece ser adquirido, me sinto só, vendo os rostos taciturnos que passam ao meu redor, todos buscando algo que poucos sabem o que é.
Busco respostas claras, pois julgo que não estamos aqui simplesmente para passar metade da vida num banco de escola unicamente para aprender fórmulas,memorizar textos que outros escreveram e traçar tabelas e gráficos para quantificar em números e expressar em palavras nosso viver.
Certamente estamos aqui para escrever nossa própria história que hoje ninguém quer ouvir mas que amanhã servirá de reflexão a alguém que começa onde terminamos e semelhante a nós terá que escrever seus próprios enunciados,não importando se foi Jung ou Freud quem definiu,se é Barroco ou Clássico,se é isto ou aquilo,mas simplesmente importando que fomos nós que aprendemos vivendo...
A Vida não nos concede diplomas, mas nos ensina a voar, segundo as asas que temos. Não importa se voamos alto ou não, mas sim se conseguimos sentir e admirar aquilo que vemos durante o voo, consciente de onde estamos e porque estamos aqui.
As regras sociais, etiquetas, diplomas e distinções, nos prendem num calabouço que nós mesmos idealizamos e construímos, em nome de um falso progresso, que no verdadeiro sentido da vida, não passa de selvageria disfarçada de civilização.
Corremos, lutamos, estudamos muito, nos estressamos, nos intelectualizamos, nos doutoramos na letra, nos dopamos de dogmas e crenças das mais diversas, mas não sabemos ler o maravilhoso livro da Natureza e muito menos a Infinita Enciclopédia da Vida.
Na Verdade somos analfabetos da Vida, com pretensões de majestade,Não sabemos o elementar que qualquer ser da Natureza sabe...
Qualquer ser na Natureza, por mais insignificante e repulsivo que possa parecer, sabe qual é a sua função na cadeia evolutiva e no ciclo da vida, porém nós, com toda nossa erudição, intelectualidade e humana filosofia, precisamos de leis, regras, normas, dogmas, governantes, partidos, convenções e prédios cheios de livros, para nos dizer o que podemos ou não fazer e mesmo assim fazemos tudo para burlar aquilo que nós próprios escrevemos.
Somos banais e inconsequentes em quase todos nossos momentos. Criamos instituições das mais diversas que nos prendem a elas e depois fazemos tudo para fugir delas.
Na infância já somos condicionados a fazer o que os outros fazem, a imitar, a dar ouvidos ao que os outros dirão sobre nós, nos ensinam a nos vigiarmos um ao outro como se fôssemos espiões de nós próprios.
Perdemos a liberdade de viver e vivemos o sonho da liberdade. Perdemos o sentido do Amor verdadeiro e vivemos o sonho de Amar.
Vivemos dos sonhos, mas não temos coragem de acordar e vivê-los, pois isto implicaria renúncia do ego, sacrifício, doação, compreensão… Não temos coragem de viver nossos sonhos, pois teríamos que ser autênticos e não fomos ensinados a sê-lo; aprendemos a ser como o vizinho, como o artista da TV, como o político tal ou o doutor tal. Aprendemos a ter vergonha de nós...
Porque aprendemos assim e porque vivemos assim, nos frustramos, nos deprimimos e então recorremos a subterfúgios, como os calmantes, o cigarro, o álcool, as drogas, as festas...
estudamos sem parar para encher nossas paredes de diplomas e quando alguém pergunta quem somos os exibimos como se fôssemos eles. Nos distinguimos de nosso irmão pelos diplomas que temos, pela nossa posição social e não pelo coração, pela sensibilidade, pela fraternidade, pela amizade, pelo Amor que compartilhamos. Somos medíocres aos olhos dos animais da terra, das aves dos céus e até dos seres microscópicos que vivem na Natureza...
Dizem que não vale a pena pensar nisso e que não se deveria refletir sobre estas coisas, pois só nos fará deprimir. Nos fará deprimir sabermos que aqui estamos para cumprir o propósito Divino de compartilhar a Vida, nos amarmos uns aos outros, mas em vez disso nos discriminamos, odiamos, desprezamos e excluímos...Nos fará deprimir deixar de nos abraçarmos durante a vida, para depois chorarmos diante da morte...
Nos fará deprimir ao ver os hospitais a cada dia mais lotados de doentes do corpo, da mente e da alma; nos fará deprimir ao vermos as prisões cada vez maiores, lotadas e reforçadas, enquanto que as famílias, a educação, o ensino e a formação prática do cidadão são renegadas a último plano, por não interessarem a um sistema político corrupto e sedento de poder. Isto realmente deprime e dói. Se vivêssemos fundamentados no exemplo de Amor, cooperação e fraternidade de Jesus Cristo, não haveriam prisões, favelas, pessoas virando latas de lixo, poluição na terra, na água e no ar; nem haveriam guerras entre irmãos do mesmo Planeta...
Enfim conseguimos compreender que todo nosso sofrimento deriva exclusivamente da nossa falta de Amor.
Não temos Amor por nós mesmos, pois nos tratamos mal. Se nos amássemos, amaríamos a Vida e faríamos tudo para torná-la digna para todos...
Olho a tudo daqui da minha solidão... Solidão?... Sim... Solidão, pois não quero participar deste corre-corre frenético do poder do homem sobre o homem, da dominação do homem pelo homem...
Quero simplesmente ver todos vivendo e compartilhando a Vida com Amor, carinho e afeto tal qual crianças sonhadoras. Isso não é possível? Não é possível enquanto alguém sonhar sozinho, aceitando a ideia nos imposta de que temos que ser competitivos, que voar alto é voar sobre os outros... Não é possível enquanto fazemos tudo que a mídia, subliminarmente, nos impõe e padroniza a cada dia...Não é possível enquanto julgamos que nossa idade é baseada no número de anos que vivemos, em vez do bem que fazemos. Não é possível se já morremos por dentro...
Somente depois de compreendermos que as diferenças estão apenas no nosso modo diferente de ver e não em nós ou nas coisas que nos cercam é que poderemos ser uma Unidade.
A Unidade na diversidade e a diversidade na Unidade – eis a essência da Vida.
Na nossa vã compreensão, permanecemos cegos e surdos a tudo isso. Nossa ciência nos afasta da “consciência” e da vivência, tentando definir o indefinível, tentando explicar o Amor, a Vida através de conceitos e fórmulas prontas e estáticas.
Enfim, cá estamos, de braços abertos para o Universo diante de nós. Quem somos não importa, só importa o que fazemos de nós, só importa o que fazemos no mundo e para o mundo; só importam as sementes que plantamos, as plantas que cultivamos, pois os frutos que colheremos, serão exatamente aqueles segundo as sementes que plantamos e produzirão segundo a forma que os cultivamos.
Deixemos que a Vida cante seu canto através de nós, que dance, escreva, fale, chore, ria, grite, seja acarinhada e Amada através de nós, pois o que somos além de um instrumento da Vida, cuja missão é fazer florescer a Vida onde estivermos, onde formos e no que fizermos?
Sou um resto de esperança que ainda anseia em semear a Vida, o Amor e a Luz. Não quero entrar no rol das insatisfações perante o viver. Não quero que a vida seja simplesmente o resultado dos anos que vivi e a contagem regressiva dos anos que ainda viverei.
Quero que meu viver seja uma comunhão com a Vida; quero ter meu coração sempre aberto para usufruir das bênçãos de estar aqui; quero viver cada dia como se fosse o único e o último, deixando minha alma realizar sua sagrada missão assumida ao abrir os olhos para o mundo.
Quero viver de modo que quando eu partir deste mundo tenha a certeza de que fiz minha parte na complexa jornada terrena.
Embora me sinta deslocado num mundo que não parece ser o meu, pois vejo a miséria, a fome, as guerras, a cobiça, a competição pelo poder, a divisão por partidos, raças, sexo e religiões; o ódio, a exploração e o comércio da vida, o lucro com a morte, ainda tenho esperança em nós, seres humanos, concebidos à Imagem e Semelhança do Criador, que em nós confiou para expressá-lo sobre a Terra.
Seja pelo Amor ou pela dor, aprenderemos, enfim, que estamos aqui para Amar-nos uns aos outros e evoluirmos harmonicamente em Espírito e Verdade.Quando compreendermos isso, alcançaremos a plenitude da Vida e tudo que for contrário a ela desaparecerá, pois o Amor neutraliza e anula todo o mal; não restando mais motivos para diferenças, pois ele abençoa, se doa, une, reúne, coopera, compartilha, ilumina e gera Vida.
“O Amor é a Essência da Vida e a Vida é a expressão do Amor”.
Assim, sigo meu caminho...
Odilon Beilner
Procuremos um defeito, um erro que seja na Natureza.
Certamente não encontraremos; tudo é perfeito.
Ao adulterar a Natureza, estamos, na verdade, supondo que haja erros nela, que algo seja imperfeito. Cansamos de ouvir dizer que “Após Deus ter Criado tudo, viu que TUDO era MUITO BOM”. Deus, a Vida Universal, Criou tudo de Si; tudo é expressão Divina; portanto, é óbvio que tudo seja bom e perfeito.
Se possuímos um pouco de bom senso que seja, veremos que na Natureza tudo é perfeito. As doenças, as misérias, as mazelas, as querelas, as pragas, existem onde o homem habita, não fazem parte da Natureza, da Criação Divina; são criações humanas. Na Natureza tudo vive em perfeita harmonia e equilíbrio, sucedendo-se uma espécie à outra, coexistindo uma espécie com a outra, fechando o ciclo (circulo) da Vida.
Será que somente nós os seres humanos, imagem e semelhança espiritual do Criador, nos marginalizamos da Natureza, da Vida, de Deus, julgando-nos Deuses da Criação ao invés de Criação de Deus? Seremos nós os eternos filho pródigos da Natureza?
Quando perceberemos que nossa relação com a Natureza deve ser uma relação de filho para mãe e vice-versa?
Será que nós, possuidores de raciocínio, intuição, inteligência analítica, quociente intelectual emocional e espiritual, razão e emoção, conhecimento e erudição, seremos eternamente os seres menos ecológicos do planeta?
Um simples verme que vive no estrume sabe qual é a sua função, seu papel, sua missão na vida; será que nós, que nos julgamos o ápice da Criação, necessitamos de livros, leis e religiões para nos dizer o que podemos ou não fazer? Coitados e pretensiosos de nós, seres humanos, ignorantes ainda das coisas do espírito e da Vida. Somos ainda incapazes de perceber o elementar. Enchemos-nos de erudição e diplomas, mas nos esvaziamos de sabedoria.
“Em tudo aquilo que tenha Vida escrita está a Lei. Encontrará-la-eis nos campos, nas árvores, no rio, na montanha, nas aves do céu, nos peixes do mar; mas, buscai-a principalmente em vós mesmos, porque em verdade vos digo que todas as coisas vivas estão mais perto de Deus que as Escrituras que carecem de Vida” (Evangelho Essênio da Paz).
“Pergunta aos animais e eles te ensinarão. E às aves dos céus e cada uma delas te ensinará; ou fala com a terra e ela te instruirá; até os peixes do mar te contarão” (Jó 12:7).
A Natureza sendo expressão Divina deve, naturalmente, ser nosso modelo de perfeição, nossa Universidade viva, nossa Biblioteca viva, fonte de conhecimento e sabedoria; templo, casa, lar e refúgio. Ninguém conseguiu ainda, apontar um erro sequer na Natureza, cabe-nos, portanto a humildade de aprender com ela.
Quão insignificante somos nós perante a magnificência da natureza. Podemos comprovar tal fato diante de uma tempestade, de um terremoto ou de um vulcão; aí é que nos conscientizamos quão frágeis somos, pequenos, dependentes... Eternos egos carentes de sabedoria, aconchego, humildade e fraternidade.
Podemos, também, ver a excelência da Natureza e de Deus ao contemplar um por do sol ou um amanhecer. Quem de nós pode produzir algo assim? O máximo que podemos fazer é pintar um quadro representando mui simplesmente o cenário que julgamos ver.
Queremos sempre “melhorar” as espécies animais e vegetais, desenvolvendo variedades vegetais mais resistentes a um parasita X ou a uma bactéria Y, ou, desenvolver espécies resistentes a agrotóxicos, a antibióticos, etc, colocar gene de rato em tomate, de bactéria em milho, de morcego em morango, alegando com isso acabar com a fome no mundo, quando na verdade, todos sabem que o único objetivo é o lucro empresarial, a dominação do mercado.
Se trabalharmos em acordo com a Natureza, jamais haverá fome no mundo, pois a fome é muito mais uma questão política do que de falta de alimento. Nas savanas africanas, onde o alimento parece escasso, vivem milhares e milhares de espécies animais e aves, em harmonia e beleza; na mesma área, o ser humano não consegue manter, sem elevados custos e enormes problemas de toda ordem, uma parcela deles sequer.
Pela nossa insensibilidade e insensatez, vivemos de modo errado e agimos errado em relação à Natureza e à Vida. Julgamos Deus errado e pretendemos adaptar o Universo com suas Leis imutáveis, à nossa limitada ciência. Fumamos, bebemos, nos drogamos, envenenamos, destruímos, alteramos, degeneramos e depois dizemos que a Natureza está errada. Todas as outras espécies, julgadas inferiores, cumprem seu papel de participantes, colaboradores desta sinfonia Universal, somente nós nos julgamos separados, à parte do Todo e o que é ainda pior, dominadores de tudo.
"Enquanto não nos sentirmos parte do Todo, uno com o Todo, interdependente e interagente no Todo, nossas misérias aumentarão e nossas desgraças, pestes e pragas devorarão nossas entranhas, pois todo parasita é destruído por ele mesmo – se autodestrói".
Em vez de duvidar, querer mudar, alterar, adulterar, deturpar a Obra Divina nos cedida como morada e nos legada para dela cuidar devemos amá-la e aprender com Ela. Assim, em vez de laboratórios deturpadores da Vida orientarem as escolas, será o retiro junto à Natureza que nos ensinará seus mistérios e os caminhos da Vida. Ai daquele que dá ouvidos a indivíduos que fazem da Natureza sua escrava e a maltratam. Tanto ele quanto aquele cairão no abismo de sua insensatez e pagarão caro por seus atos.
“Daquele que não sabe que está errando, pouco será cobrado, ma daquele que sabe que está errando e ainda assim erra, muito lhe será cobrado”.
A Natureza já evolui em equilíbrio, há bilhões de anos sem a ajuda do homem. Se os parasitas fossem como são rotulados, não haveria jamais vida neste Planeta. Onde o homem ainda não pisou, tudo evolui perfeitamente, em harmonia e beleza. As pestes, doenças, miséria, dor, desequilíbrio, destruição e desgraças, desenvolveram-se e proliferaram sobre a face da Terra após a chegada do homem e se ampliam visivelmente, devido ao fato de usarmos o poder do conhecimento tecnológico, científico, comercial e político, para contrariarmos egoisticamente as Leis e Princípios da Natureza.
A Natureza vive sem o homem, mas o homem não vive sem a Natureza.
Os aspectos negativos do ser humano não são inerentes a ele. O verdadeiro homem, filho, imagem e semelhança espiritual de Deus, pode e sabe fazer coisas maravilhosas. É este homem que devemos levantar das cinzas, para que cumpramos nossa verdadeira missão terrena:
"Compartilhar o Amor e a Vida na Terra, para que todos e tudo viva e prospere com plenitude"!
Odilon Beilner
Sejam fortes! Vossa mente necessita dessa força.
A mente controla os atos do espírito, por isso, precisais estar bem mentalmente, para que, assim, vosso espírito possa realizar suas tarefas terrenas. Quando mente e espírito estiverem interligados, vós sois imbatíveis.
A alma obedece os comandos da mente, sendo assim, a mesma só poderá progredir com bons pensamentos, positividade e principalmente, paz. Se a paz faz de sua mente sua morada, a plenitude reinará sobre vossas vidas.
A mente só estará bem quando servir ao espírito e o espírito só será pleno quando a evolução mental for compatível.
A pedra no meio do caminho pode ser o impulso para sua evolução espiritual. Por isso, não fraquejeis diante dos obstáculos que a vida intencionalmente coloca para que possas progredir, mas felicite-se cada vez que venceres uma etapa e agradeça cada passo de sua evolução.
Nunca é tarde. Nada é tão triste que não possa ser sarado com risos futuros. Nem vossas mágoas e tristezas são eternas. Sejam a própria mudança.
Em paz, a mente progride; em paz, o espírito evolui e só em paz vos tornais dignos de pertenceres ao reino dos céus. Não é que a vida lhe rendeu mais lágrimas, é que destes menos valor aos risos.
Olhar para o passado é cômodo. Somos tão movidos à nostalgia, quanto um carro à gasolina. Mas tudo precisa contribuir para a evolução, do contrário, deve ser descartado, pois de nada será útil para a vida.
Jéssica Beilner
Aflitos estais pelo hoje, pelo amanhã, por tudo, por nada. Por que vos afligis? Ao dia seguirá a noite e à noite outro dia, assim eternamente... Não sois mais que isso? Não sois deuses? Não mora em vós o Espírito Santo de Deus? Não sois o próprio Criador?
"Não vos aflijam pelo ontem, pois este já foi; nem pelo hoje, pois ele é o resultado do ontem; tampouco vos aflijais pelo amanhã pois ele será o resultado do hoje".
O que semeardes hoje, colhereis amanhã, por isso, não vos aflijam, já que se vos preocupardes em semear boas sementes, naturalmente a colheita será boa, mas se semeardes más sementes, por mais que vos aflijais, não conseguireis mudar a colheita, que naturalmente será segundo vossas sementes. Por isso, não vos aflijam, porque nada disso mudará as Leis Universais; colheis conforme semeardes, assim é. Pode tardar, mas a colheita virá.
Algumas sementes demoram mais do que outras para germinar, mas seus frutos às vezes são maiores que outras que germinam rápidas. Não vos aflijam; preocupai-vos, sim, em semear; é só isso que vos compete; a colheita é vossa própria consciência quem faz. Ela ceifa vossos resultados, pesa-os e dá o retorno conforme vossas obras.
Não vos aflijam, pois não podeis acrescentar ou subtrair um só elemento aos desígnios de Divinos. Se vos abrirdes a Ele, na proporção que O recebeis em vós, Ele virá a vós e vos concederá suas benesses.
Não vos aflijam; cada dia na Terra é um livro aberto, em branco, onde escreveis a vossa história, que será unicamente vossa. Não vos aflijam pelos resultados, pois a colheita já está feita antes de semear de fato, já que a intenção da semeadura é a própria semeadura; ela sempre precede o ato em si.
Observai, observai vossos pensamentos, vossos sentimentos, pois eles são as sementes que lançais a cada dia no solo de vossa existência. Vossos atos já são as sementes germinadas e uma vez germinadas, a colheita está próxima.
Não vos aflijam; antes cuidai, vigiai, orai, para que não haja motivo para aflição. A aflição é resultado inconsciente de um fato consciente por vós praticado. A aflição é um alerta a vos indicar uma má semeadura. Se semeastes bem, não há porque afligir-se. Se semeastes mal, também não resolverá afligir-se, pois a colheita sabíamos previamente qual seria: Colher para aprender; meta primordial de nossa existência. Guardai bem:
“Semear é escolha; colher é consequência e a colheita é em equivalência”.
O que semeardes, colhereis.
Odilon Beilner
SINCRONICIDADE
Observe melhor o que está a sua volta.
De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais. Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o Universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
Paulo Coelho
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte (Mateus 5:14)
Assim como somos o sal da Terra, somos, também a Luz do mundo, pois em nós e de nós resplandece o Divino, em Onipresença, Onipotência e Onisciência. Isso quer dizer que Deus é em nós, vive em nós, possui todos os Poderes e também toda a sabedoria e consciência, através de nós.
Se Deus é Luz, nós, sendo seus filhos e instrumentos, também somos Luz e como tal, não podemos ficar escondidos, de modo algum. Se somos o próprio Deus, o próprio Criador, revelando-se como criatura, para continuar Eternamente na realização de Suas Obras, é natural que aqui estamos para iluminar, brilhar, irradiar, vivificar e cocriar.
Somos todos elementos integrantes e partícipes da Criação, mas, por sermos dotados de consciência, livre arbítrio e segundo a escala evolutiva, estarmos, hierarquicamente, numa posição acima das demais espécies, somos considerados o ápice da Criação. Diante da responsabilidade implícita nisso, não podemos, pois, nos esconder, nos omitir perante a Vida.
Pelas nossas caraterísticas e pelas nossas Obras seremos conhecidos.
Se nos fechamos para a Vida, enclausurando nossos dons, que são a forma de Deus dizer: - “Filho, através de você, quero realizar isso e mais isso…”, ou se fazemos mau uso deles, apagamos nossa Luz interior e tudo que está ao redor fica na escuridão; deixamos de ser a Luz do mundo e o mundo não evolui.
Se somos Luz, brilhemos! Esta é nossa missão no mundo; brilhar, brilhar; quanto mais longe, melhor, para que possamos todos viver na Luz.
Do livro "PALAVRAS DO MESTRE", de Odilon Beilner
Por que fazemos as coisas do modo como fazemos e por que agimos do modo como agimos diante das diversas situações que se apresentam em nosso dia a dia?
Somos de fato produtos do passado, construídos pelos nossos hábitos. Estes hábitos, ou foram sendo construídos por nós ao longo do tempo ou foram adquiridos pela vivência em determinado ambiente, que nos levava ou ainda leva a realizar determinadas ações, do mesmo modo, diariamente, ao longo do tempo.
Ninguém, por exemplo, entra num carro pela primeira vez e já sai dirigindo, acelerando, pisando na embreagem, trocando de marcha, pisando no freio, olhando no retrovisor, para os lados e para frente, tudo ao mesmo tempo. Na primeira vez tem-se a impressão que jamais isso será possível, sendo necessário pensar cada ação em separado. Com o tempo, porém, pela repetição dos mesmos movimentos, praticando diariamente, treinando incansavelmente, o que antes era penoso e pensado, vai se tornando fluente e “automático”, sendo todas as ações realizadas num fluir natural e harmonioso.
O hábito não surge da noite para o dia; ele tem suas raízes no pensamento: Ao manter constantemente um pensamento, ele se transformará numa ação; que praticada (repetida) por algum tempo, se transformará num hábito; que praticado por algum tempo, se transformará em caráter, que mantido por algum tempo, se transformará em destino (Marion Lawense).
Observemos bem nossa vida, neste momento. Como ela está, em todos os aspectos?
Se não estiver do modo como gostaríamos que estivesse, talvez seja importante verificarmos nossos hábitos em relação a nós e a ela.
Para fazer isso, teremos que, naturalmente, começar por nossos pensamentos, conforme o enunciado descrito e destacado acima e, segundo nossa determinação a partir daí, alcançaremos os resultados desejados.
Como diz a sabedoria antiga: “Transformai-vos pela renovação de vossa mente”
(Romanos 12:2)
Odilon Beilner
A evolução pertence à mente. A transformação, a ascensão e a transcendência é do espírito. Quem mergulha no espírito não passa pela morte, não precisa de pontes para atravessar o vale invisível que há entre a mente e o espírito.
A evolução exige a construção de uma ponte para realizar a travessia do vale, já que a mente é sempre presa a conceitos, crenças, normas e regras, que, embora estejam em constante mudança e alternância, te prendem à forma, ao fenomênico e, por conseguinte, não consegues dar o passo, se não vês por onde andas.
Quem transcende a mente não necessita de nada, porque sente que não há separação alguma na Vida, que não há vale, nem abismo; apenas Vida, independente da forma que ela tome e tudo que aparece visivelmente ou mentalmente é um pensamento em expressão.
Transcender o pensamento é libertar-se do ego, da escravidão evolucionista, do sofrimento, do karma e renascer, ressurgir para o espírito, tornando-se o próprio movimento da Vida, sem preparos, sem ensaios, apenas permitindo a auto expressão segundo os movimentos e caminhos da alma, que já sabe para onde vai.
A evolução é do ego; a ascensão e a transcendência é do espírito. O ego precisa de meios; o espírito já é aquilo que buscas. Estar na consciência do objetivo é tornar-se o objetivo. Não há necessidade de usar artifícios e conjeturar suposições, proposições para alcançar o proposto.
Conscientizar o teu objetivo é atraí-lo, já que tudo é consciência. Conscientizar é transcender, é a instantaneidade do Ser através da forma que se submeteu ao Imortal, ao Infinito, ao Cósmico.
A colheita já está feita antes da semeadura, pois a semente carrega EM SI a Essência da árvore.
O ego necessita de um complexo processo de semeadura e cultivo para chegar à colheita, sofrendo os revezes das intempéries e da natureza humana durante todo o processo evolutivo que lhe concederá os frutos da sua evolução.
O espírito não necessita semear, nem cultivar, nem tampouco colher pois ele é a própria essência a se expressar, eternamente fluindo em abundância onde quer e onde for necessário se revelar.
Não te apegues às leis humanas, que te fazem andar em círculos egocêntricos. Transcenda para o espírito, que te conduz à graça Divina da Unidade Infinita e faz saborear o Néctar daquilo que sempre É: A VIDA. Plena, infinita e livre expressão do Amor.
Do livro "Sementes de Luz", de Odilon Beilner
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