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A todos que buscam compreender-se e compreender a vida em sua Essência, um alento deve nos confortar, nestes tempos em que estamos no auge do conflito conosco mesmos. Nossa alma está há muito tempo, ansiosa por expressar-se, porém, o ego a oprime e renega ao descaso. Não queremos isso voluntariamente, mas, na verdade, ainda não conseguimos perceber quem verdadeiramente somos e o que fazemos aqui neste plano terrestre. Nosso planeta já saiu da idade das trevas, na qual a conquista de territórios era através das guerras e da força do maior sobre o menor.
Estamos adentrando na Era do Espírito – a Nova Terra – na qual, seremos nós, o maior território a conquistar, nos conhecendo, nos amando e amando ao próximo na medida do nosso próprio amor.
Não é mais o tempo das disputas, mas sim da cooperação e do compartilhamento.
Não seremos mais bem-sucedidos pela competição, mas sim pela cooperação, pois embora temos cada qual seu corpo físico, somos uma Unidade indivisível em espírito e somente pela Unidade na multiplicidade, é que alcançaremos a paz, a prosperidade e a felicidade.
Ninguém se sentirá verdadeiramente feliz e bem-sucedido, enquanto alguém sofre ao lado. Isso é ilusão, é fuga. Quando alguém, fraternalmente, solidariamente, nos estende a mão, nos diversos momentos de nossa vida, nos sentimos felizes. Assim é com todos e se isso se tornar uma vivência diária, uma atitude normal para todos nós, não haverá mais motivos para competir, nem tampouco para conflitos e então a paz, a harmonia e a plenitude estará instalada na Terra, ou seja: teremos alcançado enfim, a almejada Terra Prometida – o Reino dos Céus. Interiormente, inconscientemente, sabemos disso, por isso quando a sós, tendemos à tristeza, à melancolia, ao fastio e dados à depressão, pois nossa alma clama por expressar seus dons, enquanto o mundo enaltece e só compreende o que é do ego.
A não ser que rompamos a couraça que enclausura nossa alma e assumamos nossa identidade espiritual, como veículos e instrumentos do Criador, que Vive em nós e se manifesta através de nós, mas que não consegue através de nós se manifestar, a Terra ainda verá seus filhos em prantos e lamentos, assim como uma criança com fome diante de uma farta mesa, sem poder alcançar os alimentos. Despertemos de vez, de nosso sono induzido pelo ego insaciável, que se comporta como o senhor deste mundo e adentremos num Novo Tempo, irmanados pelo sentimento de paz, amor, fraternidade e unidade, conduzidos por nossa alma una e plena com a Infinita Alma Universal, a quem chamamos de DEUS.
Odilon Beilner
Nossa Fé é, geralmente, tão pequena, que não podemos nem sequer experimentar seus efeitos positivos. Num determinado momento formulamos um pedido ou repetimos uma frase positiva e noutro negamos ou contrariamos aquilo que pedimos ou afirmamos positivamente. Resumindo: pedimos mas não acreditamos que seremos atendidos. Desse modo, nosso tipo de fé não produz os resultados desejados, pois duvidamos de Deus a todo instante.
Fé é muito mais do que pedir; é, acima de tudo, agir conforme o pedido, como se já tivéssemos sido atendidos em nossos pedidos.
Se depois de dizer: “Sou saudável”, ou pedir por saúde, falamos de nossa doença à primeira pessoa com que conversamos, descrevendo até os detalhes da doença, é notório que já anulamos a afirmação ou o pedido que formulamos. É como semear a semente e remover todos os dias a terra sobre ela, para ver se já germinou.
Fé não é um simples pedido ou afirmação. É uma atitude, um estado de espírito, que implica em ser ou não ser, sem dar margem alguma ao mínimo sinal de dúvida ao que somos, nos propomos ou buscamos.
Depois de lançar a semente na terra, repouso tranquilo, pois sei que vai germinar. Em síntese, isso é FÉ, independente se pertenço ou não a alguma instituição religiosa. A fé pode ser tanto positiva, quanto negativa. Na fé positiva, sei que conseguirei, simplesmente porque sei, mesmo que tudo ao redor me induza ao contrário; na fé negativa, acredito que não conseguirei. “Tudo é possível ao que acredita que É possível”.
Do livro "Sementes de Luz" - de Odilon Beilner
A Oração Científica irá te possibilitar, mais cedo ou mais tarde, escapares de toda e qualquer dificuldade imaginável. Trata-se da Chave Áurea para a harmonia e a felicidade. Para aqueles que não têm conhecimento do maior de todos os poderes existentes, pode essa assertiva parecer precipitada, mas não é preciso muito para provar, sem a menor sombra de dúvida, a sua justeza. Não é preciso que aceites a palavra de quem quer que seja e não deve mesmo fazê-lo. Experimenta, apenas, e constata. Deus é onipotente e o homem é a sua imagem e semelhança e domina todas as coisas. Este é o inspirado ensinamento e cumpre-nos tomá-lo ao pé da letra. Por homem se entende todos os homens, de modo que a capacidade de apelar para este poder não é apanágio do Místico e do Santo, como amiúde se pensa, e nem mesmo daquele que foi suficientemente adestrado para isso. Quem quer que sejas, onde quer que estejas, tua é agora a Chave Áurea para a harmonia.
Isso porque na Oração Científica é Deus quem opera, e não tu, de maneira que as suas limitações e fraquezas pouco importam no processo.
És apenas o canal através do qual atua a ação divina, e teu tratamento consistirá na verdade em te manteres fora do caminho. Os principiantes de hábito conseguem resultados espantosos logo às primeiras tentativas, pois o essencial e imprescindível é ter a mente aberta e fé suficiente para efetuar a prova. Tirante esse aspecto, poderás ter ou não convicções religiosas. Quanto ao método de ação propriamente dito, como todas as coisas fundamentais, é ele a simplicidade. Tudo o que tens que fazer é:
Deixa de pensar na dificuldade, qualquer que seja ela e pensa apenas em Deus. A regra se resume nisto, e se assim fizeres, a dificuldade desaparecerá. Pouco importa o tipo de dificuldade em que estejas. Pode ser uma coisa grave ou coisa ligeira; talvez seja um assunto de saúde, finança, jurídico, briga, ou qualquer outra coisa. Mas, seja o que for, deixa simplesmente de pensar nele, e pensa, ao contrário, em Deus - é tudo que tens a fazer.
Nada poderia ser mais simples. Nem Deus poderia ter simplificado mais a coisa; contudo, é um método que nunca falha, quando se lhe dá uma real oportunidade. Não procures formar uma imagem de Deus, coisa que, evidentemente é impossível. Procura recapitular tudo quanto sabes acerca de Deus. Deus é Sabedoria, Verdade, Amor inconcebível. Deus está presente em toda parte; tem poder infinito, sabe tudo e assim por diante. Pouco importa a compreensão que tenhas destas coisas; repete-as sem cessar. Mas é preciso que deixes de pensar na dificuldade, qualquer que seja ela. A regra é pensar em Deus – quando pensamos em dificuldades não estamos pensando em Deus. Estar sempre a olhar por sobre os ombros, por assim dizer, a fim de constatar a progressão das coisas é fatal, porque isso é pensar na dificuldade e é preciso pensar em Deus, apenas em Deus. O objetivo é varrer da consciência o pensamento de dificuldade, ao menos por alguns momentos, substituindo- o pelo pensamento de Deus.
Aí está o ponto nevrálgico de toda a coisa. Se quiseres te absorver nesta consideração do mundo espiritual a tal ponto que chegues de fato a esquecer por algum tempo a dificuldade em razão da qual começastes a rezar, verificarás que a tua dificuldade terá comodamente desaparecido - que a tua demonstração se terá consumado. A fim de aplicar a Chave Áurea a uma pessoa ou situação incômoda pensa: Vou agora aplicar a Chave Áurea a João, Maria ou ao que se apresenta. A seguir trata de desviar por completo o pensamento de João ou Maria ou do problema surgido, substituindo- o pelo pensamento de Deus. Assim agindo com relação a uma pessoa, não estarás tentando influenciar a sua conduta de forma alguma e o resultado só poderá ser benéfico a ela.
Dali em diante é certo que a pessoa em questão estará melhor, apenas porque foi aplicada a Chave Áurea. Se verificares que és capaz de fazê-lo muito rapidamente, poderás repetir a operação diversas vezes por dia. A cada vez, contudo, assegura-te de deixar de lado todo e qualquer pensamento do problema até a vez seguinte. Isto é muito importante. Dissemos que a Chave Áurea é simples, e assim é, mas, claro está, nem sempre é fácil de acionar. Se estiveres muito amedrontado ou preocupado, a princípio poderá ser difícil desviar os pensamentos das coisas materiais. Mas através da constante repetição de alguma Verdade absoluta do teu agrado, por exemplo: Deus é o poder único; sou filho de Deus; vivo na paz de Deus; Deus é amor; Deus é meu guia, ou quem sabe, apenas Deus está comigo - por mais mecânica que tal repetição possa parecer a princípio breve verificarás que o tratamento terá começado a funcionar e que a tua mente estará desanuviada.
Não forces demais; age com discrição e insistência. Cada vez que a tua atenção se desviar, focaliza-a de novo em Deus. Não tentes nunca prever qual será a solução para a tua dificuldade. Tecnicamente, dá-se o nome de bosquejo a esse procedimento, o qual só fará retardar a tua demonstração. Deixa para Deus a questão de meios e modos. O que desejas é te livrares da dificuldade - isto basta. Faz a tua metade, e Deus fará a Sua. Todo aquele que chamar o nome do Senhor será salvo.
Do livro "O Poder do Pensamento Construtivo" de Emmet Fox - Editora Pensamento
Sentes aperto no peito? Parece que dilacera? Lembranças? Emoções? Sensações? Vazio? Sinta isso, contemple, veja, não fuja! É o teu verdadeiro Eu procurando as respostas, procurando o sentido de tudo. Seja testemunha desta procura dentro de ti, seja testemunha desta viagem, deste acontecimento, não fuja. Deixe-se levar, você vai chegar, com certeza vai chegar, pois todo o rio encontra o mar... Não vai tardar, deixe-se levar.
Isto que em ti acontece é sinal de que a chama Divina arde em ti; não canses de procurar e quando encontrardes, ficarás boquiaberto, estupefato por ver que o que procuravas já estava ali, sempre estava ali, junto a ti, pois És o próprio Deus a mover-se sobre a Terra, És a própria Fonte a jorrar a água Viva... Por que duvidas? Não te menosprezes, pois és o reflexo D’aquele que te gerou de Si mesmo. Deixa Sua Luz brilhar através de ti; não te escondas, pois se te escondes, obstruis a Luz do Pai. O Pai está em ti para brilhar; vai, mostra a Luz. Seja humilde, mas não te menosprezes. Se te sentes inseguro, silencia e do silêncio brotará a força que tudo fará através de ti. Se chegar o ponto em que julgas não haver mais forças, conhecimento, sabedoria, silencie e a Força virá. Se chegar o momento em que parece que tudo concorre contra ti, silencie que a Força virá. Se às vezes te parece que tudo acabou, que não há mais como avançar, silencie que a Força virá e virá sem perceberdes, sem participardes.
Quando não há mais forças em ti, surge a Força ATRAVÉS DE TI, pois não és tu que realizas as obras; não é com os teus humanos esforços que resolverás os problemas, as questões, a lida de tua vida, pois tendes conhecimento apenas do caminho que ficou para trás.
O caminho à tua frente ainda te é desconhecido e para caminhá-lo tens que te tornar o próprio caminho; deves te entregar ao caminho e Alguém maior que você fará o caminho ATRAVÉS DE TI. Você apenas deve percebê-lo enquanto caminhas. Quando a cruz te parecer por demais pesada, silencie e confie Naquele que te criou, que te gerou de Si mesmo e Ele te mostrará, te dará Forças sempre novas a ponto de ainda ajudares a outros caminhantes a carregarem a sua cruz. Não és tu que haures de teus pensamentos, de teus resultados. Os frutos são o alimento vital que o Pai te concede após a labuta.
A dor no peito é a abertura cada vez maior para o mundo interior, do teu microcosmo humano para o teu Macrocosmo Divino; é o encontro do teu eu humano com teu Eu Divino; é o desencarne do homem ego para o encarne do Homem Crístico. Contemplai esta dor, segui-a, vivei-a, pois ela te levará por mares nunca dantes navegados. Erga-te do solo com esta dor, pois ela te fará sentir a Vida a pulsar em ti. Onde sentes o aperto no peito é teu centro, por onde entram e saem os sentimentos, as emoções tuas e de teus irmãos. Não sejas insensível, não tenhas vergonha de sentir, nem de ver uma lágrima rolar. Após a lágrima de dor, vem a lágrima de alegria, de êxtase, de Amor. Deixa manifestar... é a Vida a se expressar. É o caminho, cada dia novo, desconhecido, que tens que caminhar e que de acordo com tua entrega a ele, aquilo que buscas, encontrarás. Tu és apenas o caminhante, o caminho acontece através de ti.
Do livro "Mensagens espirituais", de Odilon Beilner
Cada um de nós é um universo próprio e único, sempre em evolução, pois cada qual tem suas particularidades, suas individualidades. O que serve para um, não serve necessariamente para outro; portanto, os conselhos que alguém me dá, não posso automaticamente repassar a outro, porque o meu caminho é o caminho que somente eu preciso caminhar e o caminho do outro é o caminho próprio dele. Para realizarmos nossa jornada terrena temos dons e habilidades naturais próprios.
Através desses dons a alma realiza seu caminho, que terá o destino que ela traçou e almeja, se soubermos ouvi-la em todos os momentos da vida, do contrário nos sentiremos frustrados e viveremos em conflito com o mundo, desiludidos dele. Quando procuramos seguir o que outros nos dizem, o que os livros, sejam quais forem nos dizem, o conflito tende a aumentar, pois estamos procurando viver na pele dos outros, com a experiência ou expectativa dos outros e assim, aumentamos o conflito, pois a nossa situação é, por vezes, totalmente diversa e diferente daquela, no tempo, nos espaço e na vivência. Neste instante ficamos confusos e então recorremos a outros e mais outros, buscando sempre fora de nós algo ou alguém que nos dê as respostas que queremos ouvir e, geralmente, não aquelas que deveríamos ouvir.
As respostas estão todas em nós, somente em nós, mas procuramos ignorá-las, porque elas exigem mudanças, transformações, superações de crenças, hábitos e convenções e isso não queremos, pois implica em lançarmo-nos no desconhecido.
No desconhecido não adianta levar o conhecido, já que o que conhecemos é apenas memória, passado e poderá, até servir de seta no caminho, mas não nos dará as respostas do agora. Para termos as respostas hoje, precisamos entrar, nos absorver no problema, vê-lo sem julgá-lo, sem oferecer-lhe resistência ou ceder a ele; apenas tomar consciência dele e permanecer nesse estado de auscultação interior, atentos às impressões, sensações e intuições que vierem. Muitas vezes as respostas não virão de forma objetiva, racional, mas através dos acontecimentos de nossa vida (sincronicidade), porque, uma vez que entregamos à nossa alma as perguntas, as tarefas e o próprio caminho, ela saberá onde, quando, como e com quem buscar o que lhe confiamos e o que precisamos, porque, na verdade, tudo que nos diz respeito, diz respeito a ela e é ela que está de fato, vivendo uma experiência terrena através de nós.
Odilon Beilner
...Durante o dia o cérebro está incessantemente ativo. Se ao despertardes e olhardes pela janela, exclamais “Oh, que chuva!” ou “Que dia maravilhoso, mas quente demais” — já pusestes o cérebro em movimento! Assim, no momento de olhardes pela janela, não digais para vós mesmo uma só palavra. Isso não significa reprimir as palavras, porém, apenas, compreender que no momento em que dizeis “Que linda manhã!” ou “Que tempo horrível!” — o cérebro se põe em movimento. Mas se, olhando pela janela, observais as coisas sem pronunciardes uma única palavra (e isso não é reprimir a palavra), se ficais apenas observando, sem a imediata intromissão da atividade cerebral, tendes então a solução, a chave do problema (de pôr o cérebro quieto).
Quando não reage o velho cérebro, começa a despontar o cérebro novo. Podeis observar as montanhas, os rios, os vales, as sombras, as árvores formosas, as maravilhosas nuvens, totalmente iluminadas, além das montanhas — sem pronunciar uma palavra, sem comparar. Mas, isso se torna bem mais difícil quando se observa outra pessoa, porque, aí, já tendes imagens estabelecidas. Observai, ainda assim! Assim observando, com claro percebimento, vereis que a ação assume uma extraordinária vitalidade: é a ação completa, que nunca é levada para o próximo minuto. Compreendeis?
Todos nós temos problemas, profundos ou superficiais — insônia, brigas com a mulher, problemas que vamos levando de dia para dia. Os sonhos são a repetição desses mesmos problemas, a interminável repetição do medo e do prazer. Isso, decerto, entorpece a mente e embota o cérebro. Ora, é possível pôr fim a cada problema, no momento de surgir? — não levá-lo para diante? Tomemos um problema: alguém me insulta, chama-me “idiota”. Instantaneamente, o velho cérebro reage, dizendo “Idiota é você!” Se, antes de o cérebro reagir, me torno perfeitamente cônscio do que foi dito — uma coisa desagradável — abro um intervalo, de modo que o cérebro não pode logo precipitar-se para a arena. Assim, se durante o dia observardes, em vossos atos, o movimento do pensamento, percebereis que ele está a criar problemas, e que problemas são coisas incompletas e, por conseguinte, têm de ser levados para diante. Mas, se observardes com o cérebro realmente quieto, vereis que a ação é completa, instantânea; não se leva para diante o problema, não se leva para diante o insulto, o elogio: é coisa acabada. E, depois, durante o sono, o cérebro já não levará consigo as “velhas” atividades do dia, estará em completo repouso. E, estando o cérebro quieto durante o sono, verifica-se um rejuvenescimento de toda a sua estrutura — desponta a inocência.
A mente “inocente” é capaz de ver o verdadeiro — não a complicada mentalidade do filósofo ou do sacerdote. A mente inocente abrange aquele todo em que está contido o corpo, o coração, o cérebro e a mente propriamente dita. A mente inocente, jamais atingida pelo pensamento, pode ver o verdadeiro, o real. Isso é meditação. Para alcançar-se aquela maravilhosa beleza da verdade e seu êxtase, é necessário lançar a base adequada. Essa base é a compreensão do pensamento, que gera medo e nutre o prazer; é a compreensão da ordem e, por tanto, virtude. Fica-se, assim, livre de todo conflito, de toda agressividade, brutalidade e violência. Lançada essa base da liberdade, desponta uma sensibilidade que é a culminância da inteligência, e a vida do homem se torna, em todos os seus aspectos, inteiramente diferente.
Do Livro "A QUESTÃO DO IMPOSSÍVEL", de Jiddu Krishnamurti – Ed. ICK
Na Natureza não existe nada isolado. Tudo está intimamente relacionado entre si, interdependente e interagente. Cada espécie existente age e interage com outras causando e sofrendo ações e consequências decorrentes de seu modo de vida. Vemos ao nosso redor, que todas as espécies seguem um plano pré-elaborado de vivência, segundo uma natureza própria delas. Nenhuma espécie contraria sua própria natureza. O leão não é vegetariano, nem a ovelha é carnívora. O elefante não vive nas árvores, nem os papagaios no chão. O hábito das corujas e morcegos é noturno e dos pardais e das gralhas é diurno. Cada espécie tem uma Natureza própria dela e a segue sem tentar mudar.
Embora cada espécie seja distinta uma da outra, no conjunto, no sistema vital que constitui a vivência na Terra todas são interdependentes, interligadas, pois coabitam o mesmo espaço e na cadeia produtiva e na faixa evolutiva, umas alimentam as outras. Que seria do leão se não fosse a gazela? Que seria da gazela se não fosse a relva do campo? Que seria da gralha se não fosse o pinhão? Que seria do pinhão se não fosse a gralha para plantá-lo? Que seria da abelha se não fosse a flor? Que seria da flor se não fosse a abelha? Que seria da minhoca se não fossem as folhas e a relva seca? Que seria das folhas e da relva seca se não fossem as minhocas? Que seria do abutre se não fosse a carniça? Que seria da carniça se não fosse o abutre?
Vemos que tudo na Terra tem um sentido, uma forma de união, um elo vital. Até as espécies que nos parecem repulsivas, desnecessárias, insignificantes, tem uma razão de ser, um sentido holístico, vital, fundamental.
Desde seus primórdios, há bilhões de anos, a Terra conserva esta harmonia cósmica, este “modus operandi”, sem alteração. Por isso mesmo é que tudo se mantém coeso, equilibrado, vivo, perfeito. Não podemos, nós, seres humanos, nos julgar à parte desta orquestra afinada e rítmica, nem podemos ousar em ter a pretensão egoísta e equivocada de julgar algo fora do lugar e desnecessário, pois se faltar um componente que seja neste instrumental, a melodia desta sinfonia estará comprometida e a sua música ficará inacabada. Que será de nós sem o ar puro, sem a água cristalina, abundante e pura? Sem a fruta madura, sem o mel? Que será de nós sem a terra fértil a nos ceder seus frutos? Que será de nós se não sobrar nada além de um deserto sem vida?
Não podemos prescindir nem por um momento do todo em que vivemos, por isso, também, como seres vivos integrantes de um sistema, somos responsáveis por tudo e por todos, pois fazemos parte de uma cadeia evolutiva como as outras espécies.
Das partes isoladas não se pode construir o todo, mas se pode revelar o todo. O todo é muito mais do que a soma das suas partes, pois Ele é dinâmico, inteligente, vivo. Da soma do cálcio, ferro, fósforo magnésio, enxofre, etc, não se pode formar um corpo humano e muito menos faze-lo ter vida, andar, pensar, sentir, nem tampouco se pode fracionar o todo totalmente. Mesmo que se consiga dissecar um corpo em partículas subatômicas, não se conseguirá tocar a Vida que o anima, a sua Consciência, o seu Sentir...o seu pensar...a sua essência.
Do livro "Consciência Ecológica", de Odilon Beilner
Desde os tempos Bíblicos ouvimos falar da Nova Terra, na qual haverá paz absoluta, a ponto do lobo dormir lado a lado com o cordeiro.
“O lobo conviverá com o cordeiro e o leopardo repousará junto ao cabrito. O bezerro, o leão e o novilho gordo se alimentarão juntos pelo campo; e uma criança os guiará. A vaca e o urso pastarão juntos, seus filhotes dormirão lado a lado e o leão comerá palha como o boi.…” (Isaías 11:6-7)
Isto continua parecendo uma utopia, mas não é. O planeta Terra é, assim como os outros astros que orbitam no espaço, um organismo vivo, como qualquer outro ser vivo que anda na Terra, desde o menor ao maior.
Todos os organismos viventes, tem suas fases de desenvolvimento, partindo do período pré-natal, passando pela infância, juventude, idade adulta e a velhice. Com o Planeta Terra não é diferente. Ele passou pela idade de formação, com suas erupções vulcânicas, terremotos, maremotos e outros cataclismos, que lhe deram uma formação definida.
A partir desta fase surgiu a vida orgânica nas suas águas, sob e sobre ele, principiando com a vida microscópica e gradativamente, à medida que o ambiente se tornava compatível, surgiam formas de vida maiores, seguindo-se a vida vegetal, a partir da relva rasteira até as maiores e frondosas árvores, vestindo-se assim, a Terra, de exuberantes florestas.
Esta foi, talvez, a segunda fase.
A seguir surgiu a vida animal, desde o minúsculo inseto até o gigantesco dinossauro.
Depois de mais alguns milhares ou até milhões de anos, surgimos nós, os seres humanos; os únicos seres que conhecemos na Terra, dotados de consciência própria. No início, nosso estado de consciência se assemelhava aos animais, pois ainda não havíamos despertado o raciocínio, faculdade esta, da mente consciente.
Durante mais alguns milhares de anos, vivemos em completa harmonia com os elementos da Terra, até que um dia, despertou em nós o pensamento dualístico, o raciocínio e nos percebemos diferentes das outras espécies e de algum modo, também diferentes dos outros seres humanos semelhantes a nós e começamos assim, a fazer escolhas próprias e a interpretar algo como sendo bom ou mau, meu ou teu.
A partir daí, passamos a interferir na nossa vida, na vida dos nossos semelhantes e na vida da Terra, mesmo que no princípio dos tempos isso não representasse nada para a Terra, mas para nós, seria o início de um novo ciclo, no qual tudo mudaria para sempre.
Lentamente, a Terra foi passando, sob turbulências e ajustes, de sua infância para a adolescência e daí para a juventude. Até aí, a interferência humana não se fazia notar, visto que a população era pequena e sua tecnologia rudimentar e insignificante para tal.
Mas, os milênios foram passando e aos poucos, dominamos em toda Terra, por não nos conformarmos com o lugar onde vivíamos, ou como vivíamos. Havia algo em nós que nos compelia a querer sempre mais, a dominar outros territórios, nos quais, muitas vezes já habitavam irmãos terrenos nossos.
Desse modo, sob os ímpetos de nossa juventude terrestre, iniciamos as guerras, desbravando territórios, construindo e derrubando impérios, para satisfazer nossas ambições e firmar nossa soberania. No início era tudo com base na espada, mas com o passar das eras, a espada foi dando lugar às armas de fogo, pois fomos descobrindo e desenvolvendo a tecnologia, infelizmente, mais para a guerra do que para a paz.
Assim, o Planeta foi amplamente tomado por nós humanos e adentrou na sua idade adulta, propriamente dito.
Firmados sobre a Terra, não havendo mais territórios para desbravar e a população aumentando, vimos a necessidade de produzir para sobreviver. Desenvolvemos então a agricultura, o comércio, as formas de produção, chegando na era da industrialização, que, para fazer frente a demanda e a competitividade, provocou a era da mecanização. Agora a conquista de territórios não era mais através das guerras, mas sim da tecnologia.
A partir daí, adentramos num período de inconformação, pois ficamos fascinados diante da tecnologia, do seu infinito e vasto território, com suas infinitas possibilidades. Mas, queríamos mais, sempre mais e avançamos, desbravamos, até que adentramos num novo ciclo: a cibernética; a qual nos colocou em xeque com as máquinas, já que elas passaram a ser automatizadas e a interagir conosco, através da robotização – em muitos casos até nos substituíam. Surgiu a informática, o computador, a internet e encurtaram-se as distâncias para a informação. A partir de então, a distância passou a ser não mais geográfica, mas sim tecnológica.
Na mesma proporção em que se encurtavam as distâncias para a informação, aumentavam as distâncias e distinções entre nós como pessoas, desde a família até a sociedade num todo e passou-se a ver e valorizar mais o "ter" do que o "Ser", dando início assim, a uma sociedade consumista e competitiva, alicerçada sobre um mundo virtual de aparências e poder.
Agora, já estamos dando os primeiros passos com a inteligência artificial, que em seu auge, provocará uma reviravolta no que se refere à informação, à robotização e em praticamente todo o complexo automatizado, reduzindo ainda mais a participação humana nas suas mais diversas atividades.
Assim a Terra, agora já avançada em sua idade adulta, tendo passado pelo seu nascimento, crescimento, formação e construção, nos quais sublimamos provas e expiações, está passando pela fase da colheita e regeneração e adentrando na fase de renovação, que a faz vibrar numa frequência maior, mais sutil, correspondente às dimensões superiores, como a paz, a fraternidade e a harmonia, para então, enfim, adentrar na frequência do Amor, da Luz, que será a Nova Terra.
A Terra, como Planeta, já está cumprindo os ajustes correspondentes a cada fase, pois Ela segue naturalmente as Leis e Princípios Universais que a regem e regem a Vida nela e no Universo e, independente de nós, se renovará. Quanto a nós, somos convidados a participar desta renovação, renovando-nos na mente e no coração através do Amor, para podermos assim, habitar a Nova Terra.
A Mãe Terra está sempre nos dando seus avisos e sinais, através de acontecimentos que nos unem fraternalmente e cooperativamente, a fim de tomarmos consciência do nosso papel como filhos Seus e como irmãos que somos.
Odilon Beilner
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