A versão original da Sala de Âmbar, parte integrante do Palácio de Verão situado em Tsarskoye Selo (Vila do Czar), nos arredores de São Petersburgo (Rússia), foi oferecida (1716) por Frederico Guilherme I, Rei da Prússia, ao Czar Pedro, o Grande. A sala foi progressivamente ampliada com a adição de painéis de âmbar que cobriam c.55 m2 e cuja manufatura terá exigido c.6000 kg de âmbar. Durante a II Guerra Mundial, os nazis desmontaram-na e tê-la-ão levado para a Prússia Oriental onde terá sido destruída ou, segundo outros autores, se terá perdido. Em 1979, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução da Sala de Âmbar que terminaram em 2003. A 25 de Maio de 2004, os serviços postais russos emitiram uma série de selos e um bloco filatélico [Figura 1] comemorativos da reabertura da Sala de Âmbar [Figura 2]. O âmbar russo é uma secreção vegetal fossilizada (com c.60 milhões de anos) produzida por árvores já extintas (provavelmente próximas dos géneros Agathis e Pinus) e é recolhido nas praias do Mar Báltico, sendo utilizado na manufatura de jóias e outros objetos de adorno [Figura 3 ].
Figura 1. Bloco filatélico comemorativo da reabertura da sala de âmbar emitido a 25 de maio de 2004.
Figura 2. Sala de Âmbar, parte integrante do Palácio de Verão situado em Tsarskoye Selo (Vila do Czar), nos arredores de São Petersburgo (Rússia).
Figura 3. Colar manufacturado com âmbar.