O dia 30 de Junho de 1997 foi o último durante o qual Hong Kong permaneceu sob domínio britânico (Colónia da Coroa). Nesse dia, os correios de Hong Kong emitiram um bloco de selos [Figura 1] que esteve em circulação apenas algumas horas porque, à meia-noite, Hong Kong regressou à soberania da República Popular da China, com um estatuto especial que se manterá até 2047. No início do século XIX, na zona de Cantão/Macau, os britânicos traficavam ópio obtido a partir de papoilas-do-ópio (Papaver somniferum, família Papaveraceae) cultivadas na Índia. Quando o imperador chinês agiu contra este tráfico, iniciou-se a I Guerra do Ópio (1839-1842) que terminou com a assinatura do Tratado de Nanquim (1842) e a cedência, ao Reino Unido, da Ilha de Hong Kong. O ópio era vendido aos chineses em pequenas porções, pesadas em balanças especiais, e substituiu a prata que, anteriormente, os ingleses trocavam por porcelana, seda e chá (Camellia sinensis, família Theaceae) [Figura 2]. Outros produtos comercializados em Hong Kong incluíam especiarias obtidas a partir de árvores nativas da China, como o anis-estrelado (Illicium verum, família Illiciaceae) [Figura 3] e a fagara/pimenta-de-Sichuan (Zanthoxylum piperitum, família Rutaceae).
Figura 1. Bloco de selos emitido no último dia durante o qual Hong Kong permaneceu sob o domínio britânico (30 de Junho de 1997).
Figura 2. Planta do chá (Camellia sinensis, família Theaceae).
Figura 3. Planta do anis-estrelado (Illicium verum, família Illiciaceae).