Experiências da Professora Rosangela
Experiências da Professora Rosangela
PROJETO MEMÓRIA
Trabalho realizado em 2011, em duas turmas de pré-escola, a partir do vídeo Guilherme Augusto Araújo Fernandes.
O que o aluno poderá aprender com esta aula
● Conhecer alguns aspectos de sua história de vida e de seus colegas.
● Estabelecer relações entre a sua história de vida e a dos colegas reconhecendo algumas semelhanças e diferenças.
● Construir, com a ajuda dos familiares, a caixa de suas memórias resgatando momentos significativos desde o tempo em que era bebê até os dias atuais.
Duração das atividades
3 aulas.
Estratégias e recursos da aula
ATIVIDADE 1: Despertado o interesse pela caixa de memória
1º Momento - Iniciei a aula convidando os alunos para assistirmos o vídeo baseado no livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes da autora Mem Fox, Ed. Brinque Book. Conversamos sobre o título do vídeo e questionando sobre qual seria o assunto do mesmo. Após ouvi-los falei que o vídeo vai falar sobre memória e, em seguida, pergunto o que é memória? Vamos ver.
Este título é o nome do personagem, que era vizinho de um asilo de idosos, em que todos os moradores eram seus amigos. Mas era Dona Antônia a que ele mais gostava. Quando soube que ela perdera a memória, quis saber o que isso significava e foi perguntar aos outros moradores do asilo. Como resposta ouve que a memória é algo bem antigo, que faz chorar, faz rir, vale ouro e é quente… Então, monta uma cesta e vai levá-la a Dona Antônia. Quando recebe os presentes “maravilhosos”, conchas, marionete, medalha, bola de futebol e um ovo ainda quente, cada um deles lhe devolve a lembrança de belas histórias.
2º Momento - Após assistirmos o vídeo, retomamos as falas dos alunos sobre memória e propus a confecção de uma caixa da memória com ajuda dos familiares. Para ajudar as famílias na organização da caixa enviei por WhatsApp e bilhete na agenda a seguinte orientação:
Caros pais,
Combinamos com a turma de confeccionarmos a caixa da memória de cada criança. Solicitamos que ajudem as crianças nesta atividade. Nessa caixa vocês podem colocar itens (brinquedos, fotos, roupinhas etc.) que ajudem a contar a história da criança desde o tempo que era bebê até os dias atuais.
Visando possibilitar às crianças conhecerem a sua história e a dos colegas, planejamos a apresentação da caixa da memória para os dias 23 e 30/06, no horário das 8h e das 10h e 30m.
Nessa apresentação contamos com a participação de vocês, portanto, pedimos que nos procurem para definir qual o melhor dia e horário para a sua participação nessa atividade.
Atenciosamente,
Rosangela e Lucia
ATIVIDADE 2 - Socializando as caixas de memória
Organizamos a sala para que pudéssemos receber os pais que irão apresentar a caixa da memória
Esta atividade foi muito enriquecedora para nós professores e alunos. A turma quis continuar com a caixa de memória por todo ano letivo e iam adicionando itens como fotos, desenhos que trocavam para guardar lembranças da nossa turma que achavam interessantes e socializam nas nossas rodas de conversas. Nossos laços ficaram muito fortes, inclusive a minha caixa de memórias me trouxe recordações do meu tempo de escola, dos meus familiares etc. Minha auxiliar, professora Lucia, fez a maior caixa de memória pois tinha passado por um acontecimento muito triste, mas com este projeto percebeu que as lembranças boas estariam para sempre em sua memória e seu coração.
Este trabalho marcou minha trajetória na Educação infantil, a contação da história ABRE OS NOSSOS HORIZONTES ALÉM DA SALA DE AULA foi de muita alegria e prazer, e mostrou que ao final do trabalho as crianças conheceram alguns aspectos de nossas histórias de vida. Percebemos as relações entre as nossas histórias de vida e a dos outros participantes da turma algumas semelhanças e diferenças, ao construírem com a ajuda de familiares sua caixa de suas memórias resgataram momentos significativos desde o tempo que eram bebês até os dias atuais.
DIVERSIDADE CULTURAL
A educação vem passando por um período de transformações e construções devido à inserção das tecnologias digitais. A educação tradicional não vem sendo compatível com a cibercultura, pois não atende aos alunos do nosso tempo. É fundamental que haja mudanças na forma de ensinar, incluindo as diversas mídias disponíveis e acessíveis no ambiente escolar.
Pensando em atender a esses estudantes, a escola precisa superar a cultura de rejeição ao novo. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) estão, cada vez mais, invadindo os espaços sociais atualmente e provocando muitas mudanças no comportamento das pessoas. Pensando nisso, nossa equipe resolveu trabalhar o conteúdo de forma gamificada.
A gamificação consiste em utilizar recursos de jogos em outros contextos. Isso significa usar elementos dos jogos de forma a engajar pessoas para atingir um objetivo fora do contexto do entretenimento. Através da gamificação é possível transformar rotinas de trabalho ou estudo, fazendo com que as pessoas se sintam mais motivadas a realizar as tarefas propostas e desafios que possam surgir de acordo com a situação.
Fonte: https://m.meuartigo.brasilescola.uol.com.br/amp/educacao/ead-cibercultura-tecnologias-educacionais-educacao.htm
Diversidade Cultural Brasileira
Decidimos abordar esse tema de maneira lúdica com os alunos do 7° ano, onde juntos com eles gamificamos este conteúdo. Neste trabalho participei de forma voluntária, pois já estava aposentada, mas ainda mantinha vínculo com a escola.
Assistimos um vídeo sobre a diversidade cultural brasileira e abrimos uma discussão sobre o vídeo com a proposta da divisão da turma em grupos para criar diferentes territórios que farão parte de cada região do Brasil e trabalhados ao longo do bimestre onde serão montados o mapa de cada região e onde se desenvolveu toda aventura.
Desenvolvemos a atividade separando a turma de 25 alunos em grupos de cinco alunos, sendo os grupos identificados/nomeados por eles, onde cada aluno criou seu personagem/Avatar para participar da história da aventura.
A narrativa foi construída em parceria com os alunos à medida que os desafios foram sendo resolvidos e conceitos apreendidos.
No início da aventura teve um QR Code que abria um vídeo falando da grande aventura e dando orientações para descobrirem qual o primeiro território (Região) que os visitantes iriam explorar. As pistas foram deixadas em pontos estratégicos na escola para a montagem do grupo.
Ao final de cada apresentação o professor atribuiu uma nota ao grupo.
Depois de construírem os conceitos sobre a diversidade cultural brasileira da região estudada por eles, os alunos receberam diversos desafios relacionados ao conteúdo que sempre deveriam ser resolvidos em grupo. Para prosseguir a aventura receberam formulário via Google Classroom para responderem questões tendo que atingir o mínimo de 7 pontos (podendo fazer várias tentativas, sempre com a possibilidade de consultar materiais e colegas. Todos os alunos receberam um adesivo para colar no seu avatar indicando que já terminou o território e também puderam colocar uma miniatura do seu próprio emblema no mapa. Os alunos receberam uma nova pista do velhinho desvendando uma carta enigmática para saber qual seria o próximo território a visitar.
Ao final dos desafios, os alunos tiveram novamente um formulário para verificar se poderiam seguir viagem, recebendo os distintivos e colando os avatares no mapa. A aventura da viagem foi sempre contada pelo velhinho e as pistas e missões para seguirem viagem foram disponibilizadas via recursos digitais. A proposta se encerrou ao final do bimestre. contemplando todos os conteúdos previstos.
Novamente receberam vários desafios sobre o assunto para resolverem em grupos e pensarem sobre a diversidade cultural de nosso país e a sua importância para a nossa cidadania.
No final de cada mês os grupos tiveram uma pontuação, criando assim um ranking.
A criação do ranking estimulou ao grupo em posição inferior, explorar bem o próximo território, para tentarem ganhar posições no próximo mês.
Durante o bimestre as colocações de cada grupo dentro de cada turma foram fixadas num quadro da escola para que todos os alunos soubessem a classificação do seu grupo e tentarem achar alternativas para a melhora do desempenho do grupo.
Ao final do bimestre, foi considerado o campeão, e recebeu uma recompensa o grupo que obteve o maior número de pontos na colocação da turma.