Em 16 de junho de 1932, ocorreu a cerimônia de instalação do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, no edifício do antigo Congresso Legislativo, assumindo como presidente Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto e, como vice-presidente, Desembargador Christiano Viera de Andrade.
Na sessão do dia 12 de julho de 1932, o TRE-ES procedeu à divisão do estado do Espírito Santo em 20 zonas eleitorais.
Em 10 de novembro de 1937, essa Justiça especializada foi extinta no território brasileiro, em razão do advento do Estado Novo. Nesse dia, ocorreu a última sessão plenária no TRE-ES, dirigida pelo então Presidente Desembargador João Manoel de Carvalho.
Entre 1943 e 1945, Jones Santos Neves assumiu o governo do Estado do Espírito Santo, revelando-se forte articulador político, durante o processo de transição para a democracia.
Assim, em 12 de junho de 1945, por meio da Ata nº 1, a Justiça Eleitoral do ES foi reinstalada, sob a presidência do Desembargador Octávio de Carvalho Lemgruber e dividida em 23 Zonas Eleitorais.
A partir de sua reinstalação, outras conquistas e feitos foram alcançados, como a criação do 1º regimento interno do TRE-ES (Resolução nº 1094, de 6 de junho de 1947); a divulgação, pela primeira vez no estado, do nome do Governador e do Vice-Governador na mesma cédula, em 1950 (até então, era proibida, pois as eleições eram feitas separadamente); a mudança de modelo de título de eleitor; a utilização da urna eletrônica, e o rezoneamento, dentre outros.
Nessa esteira de realizações, foi instituída a Comissão Permanente de Preservação e Memória da Justiça Eleitoral do Espírito Santo, por meio do Ato nº 470, de 3 de setembro de 2012, que posteriormente deu lugar à Comissão de Gestão da Memória, instituída pelo Ato 380 de 15 de setembro de 2021, que, desde então, vem fomentando ações de memória no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Dentre tais ações, dá-se destaque aos eventos comemorativos promovidos pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e outros Órgãos, sendo alguns deles realizados de forma colaborativa com outros TREs, componentes da REME – Rede de Memória da Justiça Eleitoral.
Como fruto desse trabalho colaborativo, o TRE-ES tem a honra de levar ao cidadão a oportunidade de conhecer mais de perto a história da Justiça Eleitoral do Espírito Santo, que consubstancia a história da própria democracia, celebrando a liberdade de lembrar, de rememorar, pois o fim último que se persegue é levar a luz de ontem a refletir no amanhã. Afinal, hoje somos ação, mas amanhã seremos também memória.
Ofício de comunicação da extinção da Justiça Eleitoral