Cícero Bezerra da Silva
Resumo: Nesse trabalho é realizada a análise da caracterização geoambiental do alto curso da bacia hidrográfica do rio São Miguel, localizada na mesorregião do Agreste alagoano, objetivando a identificação das principais características ambientais que compõem a paisagem. Este, dar ênfase as condições físicas e de uso e ocupação da terra que por vez indicam as condições de vulnerabilidades do ambiente. A metodologia adotada no desenvolvimento da pesquisa está pautada na análise espacial de informações cartográficas, subsidiadas por técnicas de geoprocessamento (pessoas, softwares e técnicas), associadas às visitas in loco. A abordagem teórico-conceitual adotada no trabalho está pautada no uso das geotecnologias no estudo de sistemas naturais (a exemplo das bacias hidrográficas) desenvolvida sob a óptica da abordagem geossistêmica, que por sua vez é um conceito inteiramente geográfico e possibilita a integração do homem com o meio físico. São realizadas também discussões conceituais sobre a abordagem da natureza na Geografia Física e as formas de apropriação do homem sobre o meio. Os resultados da pesquisa evidenciam a atual organização fisiográfica do alto curso do rio São Miguel, apontando um crescente processo de dissecação, resultante tanto de condicionantes naturais como humanos. As formas de degradação ambiental identificadas na área de estudo possibilitam a compreensão de que o homem é o principal agente modelar da paisagem, alterando a dinâmica de todo o sistema fluvial e com ele a fisiografia local e regional.
Palavras-chave: Geotecnologias. Análise Geoambiental. Bacia Hidrográfica. Uso da Terra.
Eduina Bezerra França
Resumo: O desenvolvimento de competências e habilidades ligadas a tecnologia é um fator pertinente para a era globalizada, onde as geotecnologias de informação estão cada vez mais presentes na vida das pessoas através da capacidade produtiva de equipamentos com baixo custo operacional, necessitando premente que o professor seja capaz de dominar e repassar para seus alunos o que de melhor oferece essas ferramentas. Neste sentido, o escopo desta pesquisa é analisar e discutir o uso do software livre Qgis como elemento tecnológico crucial de ensino e aprendizagem nas aulas de Geografia, de modo categórico o processo e a formação dada através do software, incitando e discutindo o papel articulador do professor ainda em formação. O mesmo trata-se de uma pesquisa fomentada por concepções de autores que discutem a Cartografia, Geografia e Geotecnologias, além do acervo fornecido através de órgãos como o IBGE, IMA e outros, para aquisição de banco de dados e execução do software livre Qgis. O presente divide-se em dois momentos precisos: na construção do manual e o segundo na sua aplicação através da ferramenta. Sendo executado com a turma do sétimo período da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL/ Campus III, Palmeira dos índios- AL. As análises obtidas foram realizadas através de questionários, aplicação do software e desempenho dos assistidos, denotando a Geocartografia e Geprocessamento. Contudo, faz-se necessário compreender o uso das novas tecnologias, destacando o software livre Qgis, este que sucede na construção de mapas e que deve fazer parte da grade curricular do graduando de Geografia. Além do mais deve ser utilizado e implantado como recurso didático nas escolas. Em suma, decodifica-se o compromisso de quebrar o paradigma das dificuldades fomentadas para um trabalho de qualidade e menos monótono, rompendo as barreiras e as adversidades de uma Geografia tradicional.
Palavras-Chave: Geografia. Geocartografia. Educação. Formação Superior. Software livre Qgis.
José William Leite da Fônseca
Resumo: A utilização da Cartografia nas aulas de Geografia é de grande valia para despertar nos alunos o interesse e a melhor compreensão dos conteúdos, pois o seu uso dá dinamicidade a prática pedagógica do professor, ocasionando a interligação entre teoria e prática. O uso incorreto e indevido ou mesmo a ausência deste meio de comunicação, informação, ferramenta e arte provoca o processo inverso, por haver o ensino do mapa e não o ensino pelo mapa. O referido trabalho apresenta como objetivo: analisar e discutir as deficiências do ensino de Geografia pelo uso indevido da Cartografia. Aborda as temáticas de ensino, Geografia e Cartografia, que por meio de discussões teóricas discutem a questões pertinentes ao ensino de Geografia, como também faz apontamentos de recursos e práticas didáticas que possibilitam a melhoria desse ensino, principalmente, colocando a Cartografia como um elemento pilar das aulas de Geografia. Na sequência há uma abordagem sobre a Cartografia Escolar como recurso didático e a linguagem cartográfica. O último capítulo faz menção ao uso da Cartografia no Ensino Médio (3º Ano) da Escola Estadual Egídio Barbosa da Silva, por meio dos seguintes temas: os conhecimentos em Cartografia dos alunos da escola e turma citados e propõe a Cartografia como fator mediador nas aulas de Geografia, a análise desse terceiro capítulo, se deu por aplicação de questionário de pesquisa-ação de cunho qualitativo e, por fim, contribuir para a pesquisa do ensino de Geografia, pois se sabe que o uso inadequado da Cartografia em sala de aula provoca déficits ao ensino de Geografia, como apresentados ao longo dos três capítulos desse trabalho. Diante dessas abordagens, os resultados alcançados nas leituras bibliográficas e do questionário apontam para as dificuldades dos alunos em discutirem temas da Geografia e da Cartografia, principalmente pela leitura e interpretação de mapas, apesar de todas as suas problemáticas, os alunos ainda se interessam pelo estudo geográfico, devido ao procedimento do professor em priorizar o ensino pelo mapa.
Palavras-Chave: Ensino de Geografia. Mapa. Cartografia. Pesquisa-ação.