O Instituto Superior Politécnico e de Tecnologias tem unidades orgânicas de Ensino e Investigação e unidades orgânicas de Investigação Científica, Extensão e Inovação. As unidades orgânicas elaboram os seus próprios regulamentos, sujeitos à homologação do Director Geral, que só pode recusá-la com fundamento em desconformidade com a lei ou com os presentes Estatutos.
A grande aposta para Moçambique vai para uma crescente profissionalização na agenda de políticas do subsistema do ensino superior e a adopção de um modelo de ensino assente na transferência e desenvolvimento de competências, o mesmo acontece filosoficamente no ensino técnico profissional. Os Institutos politécnicos têm esta missão de assegurar a convertibilidade dos actuais jovens com orientação vocacional para áreas sociais em futuros cientistas técnicos e tecnológicos.
A PROFISSIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR E A INDEPENDÊNCIA INTELECTUAL DE MOÇAMBIQUE
É cada vez mais evidente a necessidade de apostarmos na formação superior profissionalizante, que garanta a rápida inserção dos jovens no mercado de emprego, a par da formação científica aplicada, que garanta atender às necessidades profissionais do país. Reconhecemos a importância das demais áreas profissionais das ciências sociais, no entanto, o estágio actual de desenvolvimento do país é cr...escente o défice de especialistas nas áreas de engenharias. O desenvolvimento de qualquer país não pode ser equacionado somente com especialistas com formação de carteira (história, geografia, etc). Num recente levantamento de profissionais, 90% dos candidatos detinham formação superior em ciências socais, e destes 60% tinham disponibilidade a 100%, o que mostra o nível de saturação destes profissionais nesta área do saber.
A actual crise da banca (Banking-break) é um exemplo do quão o país não detém ainda a independência intelectual. O real desenvolvimento do país deve estar enraizado em capacidades e competências profissionais endógenas, e reduzir gradualmente o foco da dependência intelectual externa. Precisamos de começar a investir em soluções nacionais e em profissionais para atender às necessidades e desafios de desenvolvimento do país. O ISPOTEC incentiva a juventude a apostar em áreas profissionais deficitárias e de maior empregabilidade, onde o nível de procura é alto e o rácio de desemprego é baixo. A Política do ISPOTEC é de apostar na formação de jovens engenheiros e de especialistas em saúde nos próximos anos.
São atribuições do ISPOTEC, nomeadamente:
a) Contribuir para um desenvolvimento sustentável e harmonioso, através da qualificação de quadros moçambicanos, adequados às necessidades e esforços de crescimento e impulso económico e social do país;
b) Formar quadros e profissionais qualificados indutores da mudança e empreendedores que sejam capazes de responder aos desafios de aumento da produção e produtividade em todos sectores de actividade, com o seu saber científico e intelectual;
c) Assegurar a formação humana, cultural, artística, profissional, científica, técnica, moral e social de qualidade e de excelência;
d) Contribuir para a elevação de valores científicos e humanísticos através da cultura de fomento, promoção, transferência e difusão do saber científico, conhecimentos e tecnologias, visando o desenvolvimento sustentável do país;
e) Contribuir na provisão de soluções científicas para as necessidades e desafios das comunidades através do fomento da investigação, extensão, inovação e prestação de serviço comunitários;
f) Promover estudos e aplicação da ciência e da técnica ao serviço do desenvolvimento nas áreas prioritárias do desenvolvimento nacional, regional e local;
g) Promover actividades formativas e de ensino extra-curriculares e de formação profissional e tecnológicas, para inserção dos formandos no mercado de trabalho;
h) Criar e viabilizar no seio dos seus formandos um espírito empreendedor e orientado ao auto emprego; e
i) Constituir-se num centro de recursos técnico e tecnológico de incentivo a criatividade e inovação que atenda os desafios e necessidade de desenvolvimento do país.