PROGRAMA DE TITULAÇÃO: FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE DOCENTES
O primeiro pilar de Qualidade de ensino no ISPOTEC se assenta no Corpo Docente. O Programa de titulação do corpo docente visa assegurar maior elevação das competências técnicas, científicas e pedagógicas no campo de ensino e aprendizagem. O programa conta com parceiros Internacionais do Brasil, Portugal, India e Angola e se assenta nos seguintes níveis:
Formação de Especialização
Formação de Pós-Graduação
Formação de Mestrado
Formação de Doutoramento
O corpo docente é também em quesito básico de garantia para obtenção de resultados e deve já estar constituído segundo um bom padrão de qualidade. O Programa procura assegurar em 5 anos as seguintes metas:
a) A existência de uma equipe consistente de docentes contratados pela instituição, com vinculo e dedicação compatíveis com a condição de professor do quadro permanente, suficiente em volume e experiência para a execução das atividades fundamentais de pesquisa, orientação e ensino de modo que nisso não se configure dependência de docentes com outro tipo de contrato, vinculo ou dedicação. O Corpo Permanente, portanto, deve ser suficiente e adequado em volume e capacitação, constituindo-se qualquer outro conjunto de docentes em força e capacidade agregada à equipe básica, de execução da proposta.
b) Os docentes do Corpo Permanente e Parcial compreende Mestres e Doutores;
c) O conjunto dos docentes do Corpo Permanente deve estar envolvido em projetos de investigação e pesquisa. O patamar mínimo aceitável de participação em pesquisa do corpo docente e de 90%, para um curso «regular» sob este aspecto.
d) Diversidade de instituições de titulação da equipe docente: i) no sentido de evitar a “endogenia” na formação, as docentes devem preferencialmente titular- se em Programas diferentes daqueles em que trabalham; ii) no sentido de garantir a diversificação da formação, as docentes devem preferencialmente terse titulado em instituições diversas entre si. Na avaliação desse aspecto, serão consideradas tanto as instituições de obtenção do título de doutor quanto as instituições em que se realizou o treinamento pós-doutoral.
e) A equipe docente deve reunir especialidades suficientemente abrangentes de forma a cobrir as área(s) de concentração e linhas de pesquisa do programa. Por outro lado, a(s) especialidade(s) do docente deve(m) ser de tal modo clara(s) que se possa reconhecer sua especifica inserção na linha de pesquisa e a coerência da sua orientação e da sua actividade didáctica.
f) Existência de política voltada para garantir intercâmbio institucional e circulação de professores e/ou pesquisadores visitantes. Presença de examinadores externos ao programa em todas as bancas de avaliação de trabalhos finais, quando for o caso.
g) O Corpo Permanente deve ser, preferencialmente, exclusivo do programa. Justifica-se que um pequeno percentual (1/3) do Corpo Permanente possa ser compartilhado apenas quando se verifica a totalidade das condições seguintes: i) realizar-se entre dois programas de uma mesma instituição ou de instituições diferentes; ii) a participação do(s) docente(s) compartilhado(s) no programa em avaliação incluir todas as atividades específicas da pós- graduação (pesquisa, orientação, ensino e produção e intelectual); iii) houver uma clara indicação das actividade de pesquisa e produção intelectual específicas do programa em avaliação.
h) A equipa docente deve, preferencialmente, ser pré-existente à proposta do Programa. Considera-se adequada a existência de pesquisa institucionalizada anterior a proposta. i) Admite-se a possibilidade de que parte dos docentes do Corpo Permanente do Programa não tenha titulação na área de comunicação ou ciência da informação. E preciso, no entanto, que se assegure, nesses casos:
i. A existência de um núcleo docente predominante de professores com titulação nessas áreas ou com teses que, embora defendidas em Programas fora da área, tenham explícita inserção nas áreas em questão; ii. mesmo os docentes com titulação externa devem pesquisar na área de conhecimento do curso;
j) Admite-se que parte do corpo docente de um curso novo seja composta por recém-doutores e jovens doutores (com titulação há menos de cinco anos). Recomenda-se, entretanto, que, nesses casos: a) os jovens doutores tenham índice de desempenho em publicação de boa qualidade que justifiquem a sua inserção; b) exista no programa um grupo consistente e altamente produtivo de doutores mais experientes com capacidade de exercer liderança de pesquisa.
O ISPOTEC adopta como critério qualificativo do corpo docente os seguintes indicadores:
Tempo que está no programa: a tradição importa. E quanto mais tempo no programa, mais pontos conta para o docente. Isso implica que ele já atuou bastante e tem experiência.
Titulação dos docentes: para um doutorado, todos os docentes devem ter titulação mínima de doutor. Afinal, somente doutores podem orientar outros candidatos.
Orientações prévias: o docente deve orientar vários alunos para ter qualidade comprovada.
Produção científica: todo docente deve regularmente produzir um artigo científico e publicar em um periódico reconhecido nacionalmente ou internacionalmente em sua área de pesquisa.
TODOS DOCENTES SÃO RECOMENDADOS A SE REGISTAR NO MODELO CURRICULO LATTES
https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/pkg_cv_estr.inicio
SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ENSINO (SAQUE)
A qualidade do ensino superior se faz realidade nas aprendizagens qualitativamente relevantes. A qualidade não está no que se acostuma a não ser no que se aprende, por isso na prática dita qualidade está cada vez mais centrada no sujeito educativo (Arrien, 1996). Qualidade é reconhecida como factor diferencial relevante de sobrevivência das IES. Qualidade como conceito simples de entender, mas com acentuada polissemia (multiplos domínios e interpretações). Nas políticas do ISPOTEC, constitui fundamento da qualidade do Ensino a Avaliação Externa no geral e a avaliação interna em particular.
Autoavaliação: Processo através do qual a comunidade universitária directamente implicada em um ensino tem que reflectir, descrever, analisar e valorizar a realidade da mesma, apoiando suas afirmações em dados objectivos. O propósito é diagnosticar fortalezas, debilidades, ameaças e oportunidades de desenvolvimento, tomar decisões de forma oportuna, desenvolver um plano de melhoramento a partir dos resultados alcançados e promover uma cultura de avaliação que facilite os processos de acreditação.
Avaliação Externa: Processo de captação e análise de informação pertinente por parte de agentes externos ao programa ou unidade educativa com o objectivo de emitir julgamentos de valor comparativos a partir dos quais se podem tomar decisões para a acreditação da qualidade com que funciona um curso ou unidade organizativa.
O CAI, Comissão de Avaliação Interna, formada por representantes de todos os segmentos do ISPOTEC, (directores, professores, alunos e pessoal técnico administrativo) e por um representante da Sociedade Civil é responsável pela avaliação permanente do desempenho do ISPOTEC, conduzindo o processo de planeamento e propondo as correcções necessárias ao aprimoramento do seu funcionamento, quanto aos 9 Indicadores Principais de Performance (KPI - Key Performance Indicators). A Avaliação decorre no mês de Novembro, um mês antes do Retiro Estratégico do ISPOTEC, onde são apresentados os resultados independentes da avaliação interna.
Departamento de Avaliação e Controlo de Qualidade de Ensino do ISPOTEC:
a) o acompanhamento, funcionamento e avaliação dos cursos e praticas pedagógicas, didáticas e cientificas do ISPOTEC
b) Incentivar parceiras académicas e institucionais na formulação de estratégias de desenvolvimento nacional em diálogo com actores sociais,
c) Assegurar alta qualidade de prestação de serviços centrados em desenvolver a capacidade e habilidades dos governos locais visando maximizar os resultados das intervenções.
d) Estabelecer uma rede de intercâmbio e troca de experiências a nível nacional e internacional.
e) Desenvolvimento de sistemas e boas práticas de aperfeiçoamento da qualidade de ensino e práticas pedagógicas.
f) Estudar e propor medidas e práticas visando a promoção e reforço dos sistemas, processos e estruturas de ensino e aprendizagem
g) Aperfeiçoar as práticas e procedimentos pedagógicos e didáticos de ensino e aprendizagem, definindo com efeito directrizes avaliativas periódicas e rotinas de acompanhamento e avaliação dos sistemas e processos relativos a qualidade de ensino no ISPOTEC
h) Assegurara a implementação e aprimorar o Sistema de Gestão de Qualidade acadêmica, excelência e com compromisso social.
A auto-avaliação é um processo contínuo por meio do qual uma instituição constrói conhecimento sobre a sua própria realidade, com o objectivo de compreender os significados do conjunto das suas actividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância social. Os principais objectivos da auto-avaliação são:
* Aferir a qualidade da instituição, cursos ou programas tendo por referência a sua missão e os padrões de qualidade legalmente estabelecidos;
* Desenvolver uma cultura de qualidade e da sua auto-aferição no seio das instituições de ensino superior;
* Diagnosticar os pontos fortes e pontos fracos, contribuir para a identificação de problemas concretos da instituição de ensino superior, como primeiro passo para a resolução dos mesmos e para a melhoria da qualidade;
* Proporcionar informação e uma base fundamentada para o processo de avaliação externa.
BROWER, Roland ; BRITO, Lídia e MENETE, Zélia. Educação, Formação Profissional e Poder. http://www.iese.ac.mz
CARVALHO, Cristina Helena A. De. Política para o Ensino Superior no Brasil (1995-2006): Ruptura e Continuidade nas Relações entre Público e Privado. http://www.anped.org.br
DOURADO, Luiz Fernandes. Reforma do Estado e as Políticas para a Educação Superior no Brasil nos anos 90. http://www.scielo.br/pdf/es/v23n80/12931.pdf
ECHENIQUE, Vera Lúcia L. B. Avaliação do Ensino Superior. http://www.uel.br/revistas
PAUL, Jean-Jaques; RIBEIRO, Zoya e PILLATI, Orlandi. As iniciativas e as Experiências de Avaliação do Ensino Superior: Balanço Crítico. http://nupps.usp.br/downloads/docs/dt9005.pdf
SILVA, Eugénio e MENDES, Maria. Avaliação Institucional e Regulação Estatal das Universidades em Angola. 2013. http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC33/ESC33_Artigos_Silva.pdf
Este subsídio visava aggiornar todos os docentes em termos de didáctica e metodologias de ensino, de formas que no CIS se faça CIÊNCIA COM CONSCIÊNCIA.
Abaixo os links de todo material utilizado pelos prelectores para download:
Metodologia de Ensino no Ensino Superior - José Chivinda Capingala
Motivação para aprender - Amélia Maria Gonçalves dos Santos
Avaliação no Ensino Superior - Alberto Kapitango Nguluve
Como Planificar - Ana Azevedo Maia
Todo o material da agregação pedagógica: