ÁREA DO PARTICIPANTE
Dias 18 e 19/10/2023
Manhã - Simpósios de 1 a 5
Tarde - Simpósios de 6 a 11
TODOS OS SIMPÓSIOS SERÃO NA MODALIDADE VIRTUAL
EIXO 1: Literatura, Ecologia e Decolonialidade: rumo ao fazer transgressivo
Coordenador (a):
Prof. Dr. Amilton José Freire de Queiroz (UFAC)
O simpósio toma o ensino como questão central para debater o contexto de produção, recepção e circulação do fazer pedagógico do/a professor/a de Literaturas hoje. Nesse sentido, o simpósio interessa-se em investigações sobre literaturas africanas de língua portuguesa, afro-brasileira, ameríndia e latino-americana em perspectiva comparada, discutindo metodologias do ensino dessas literaturas para a educação básica e superior. Serão bem-vindas pesquisas que abordam obras literárias que desenvolvem a figuração de práticas decoloniais, bem como investigações que esboçam propostas de ensino de literaturas. Partindo desses horizontes, pretendemos visibilizar a discussão de ações metodológicas que desenvolvam o processo de releitura e reescrita dos contatos, diálogos e interações na/além sala de aula. Sendo assim, o simpósio abrigará trabalhos que tenham como foco as práticas de ensino de literaturas, as literaturas no livro didático, as metodologias de ensino de literatura, a formação do professor de literaturas, a função da teoria, crítica e comparatismo na educação literária e a leitura literária na/além da escola/universidade. Por isso mesmo, espera-se transitar das práticas às ecologias do ensino para compreender os rumos do fazer pedagógico e transgressivo do/a professor/a de Literaturas, partindo de ações crítico-colaborativas da/na vida atual.
SIMPÓSIO 1: Literatura, Ecologia e Decolonialidade: rumo ao fazer transgressivo
Coordenador (a):
Prof. Dr. Amilton José Freire de Queiroz (UFAC)
O simpósio toma o ensino como questão central para debater o contexto de produção, recepção e circulação do fazer pedagógico do/a professor/a de Literaturas hoje. Nesse sentido, o simpósio interessa-se em investigações sobre literaturas africanas de língua portuguesa, afro-brasileira, ameríndia e latino-americana em perspectiva comparada, discutindo metodologias do ensino dessas literaturas para a educação básica e superior. Serão bem-vindas pesquisas que abordam obras literárias que desenvolvem a figuração de práticas decoloniais, bem como investigações que esboçam propostas de ensino de literaturas. Partindo desses horizontes, pretendemos visibilizar a discussão de ações metodológicas que desenvolvam o processo de releitura e reescrita dos contatos, diálogos e interações na/além sala de aula. Sendo assim, o simpósio abrigará trabalhos que tenham como foco as práticas de ensino de literaturas, as literaturas no livro didático, as metodologias de ensino de literatura, a formação do professor de literaturas, a função da teoria, crítica e comparatismo na educação literária e a leitura literária na/além da escola/universidade. Por isso mesmo, espera-se transitar das práticas às ecologias do ensino para compreender os rumos do fazer pedagógico e transgressivo do/a professor/a de Literaturas, partindo de ações crítico-colaborativas da/na vida atual.
SIMPÓSIO 2: Relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade: relatos e lutas decoloniais
Coordenador (a):
Profa. Dra. Tatiana Aparecida Moreira (IFES-Campus Vitória)
Profa. Dra. Alcione Maria Groff (UFAC)
Este simpósio visa a reunir trabalhos, de maneira trans/interdisciplinar, com foco nas relações étnico-raciais, de gênero e de sexualidade, a fim de que possamos refletir e refratar, por meio de discursos de luta, de resistência e de políticas afirmativas, saberes e fazeres que visam a combater diferentes formas de racismo, violências, desigualdade social, entre outras questões relacionadas. Assim, são interessantes, para o nosso simpósio, trabalhos oriundos de pesquisas nas áreas da linguística aplicada e educação/ensino em interface com outras áreas das ciências humanas e dos estudos decoloniais. Esperamos que as discussões possam problematizar, por exemplo, as relações de poder, de inclusão social e linguística, o exercício da cidadania, implementação das leis números 10.639/2003 e 11.645/2008 nas escolas, tendo em vista ser o signo, como pontuam Bakhtin e Volochínov (1995, 2003), ideológico por natureza.
SIMPÓSIO 3: Silêncios (não) negociados: educação transgressiva e solidária no cárcere privado
Coordenador (a):
Profa. Dra. Maria Salete Peixoto Goncalves (UFAC)
Partimos do conceito teórico-metodológico Socioeducação Decolonial Freiriano (SDF) discutido por Gonçalves (2021) por considerar que a educação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidadede pauta-se para a reflexão crítica, para a emancipação e para o reconhecimento do mundo para além da violência vivida. Os silêncios (não) negociados enfrentam resistências e as transgressões pelas linguagens - corporal, visual, escrita, auditiva, dentre outras - articulam momentos de educação libertadora, pautadas em atividades que combatam a opressão e a doutrinação total do corpo e da mente. Cientes de que a socioeducação é um conceito colonial ligado a interesses opressores históricos, os documentos legais tem suas bases ligadas ao neoliberalismo, ao individualismo e pautam-se em uma política excludente, apoiadas no racismo estrutural e no estabelecimento do continuum colonial (GOMES, 2020). Por esse viés, este Simpósio acolhe trabalhos que discutam sobre a socioeducação no contexto de privação de liberdade, considerando os aspectos sociais, culturais, políticos, jurídicos, semióticos, entendendo ser na/pela decolonialidade o caminho de RE-Existência, de desconstrução de padrões estabelecidos e estandardizados, de conceitos eurocêntricos impostos aos povos subalternizados.
SIMPÓSIO 4: Decolonizar a educação: rumo aos saberes transgressivos
Coordenador (a):
Profa. Doutoranda Silvia Armada Martins (UFRJ)
O nosso modelo de sociedade nasce a partir de um processo de colonização marcado pela dominação, subjugação, exploração, desvalorização e apagamento da nossa cultura. Meio século depois, a nossa estrutura educacional, o nosso modo de consumir conhecimento, produzir saberes e pensar a nossa sociedade ainda são fortemente impactadas pelo pensamento hegemônico eurocêntrico e as vozes do norte. Ou seja, vivemos em estruturas de poder e influência colonial até os dias de hoje. O movimento decolonial se apresenta como uma crítica ao modelo colonial e uma proposta para resistir, transgredir e desconstruir conceitos e perspectivas impostos aos povos colonizados e subalternizados durante anos. Estudos decoloniais se apresentam como um caminho possível e uma proposta para visibilizar os invisibilizados, romper padrões, perspectivas, vieses, pensamentos e conceitos impostos aos povos colonizados. Segundo Walsh (2019), o movimento decolonial não é sobre mudar o passado ou desfazer a história, é sobre encontrar meios de desafiar e romper com preceitos coloniais, sendo a educação o caminho perfeito e ideal para tais rupturas e transformações. Os caminhos de descolonizar a educação nos levam rumo a uma sociedade mais equânime, promotora de mudanças sociais, formadora de aprendizes com vivências culturais, sociais e econômicas que permitam a significação de novos saberes (decoloniais).
SIMPÓSIO 5: Multiletramentos, Multimodalidade e Gêneros Discursivos/Textuais para o ensino de línguas transgressivas
Coordenador (a):
Profa. Dra. Grassinete C. de Albuquerque Oliveira (UFAC)
Prof. Dr. Adolfo Tanzi Neto (UFRJ)
No mundo contemporâneo e, para muitos, globalizado, os sujeitos interagem, produzem, refletem e refratam dada realidade e, com o avanço das tecnologias digitais, especialmente a partir do séc. XX, a necessidade de compreendermos como os gêneros discursivos/textuais atuam na esfera digital são fundamentais. Cientes de que é sempre necessário ressignificar a prática educativa, os multiletramentos aparecem como uma perspectiva para compreendermos como as multiplicidades de linguagens – visual, verbal, sonora, espacial, imagética, dentre outras -, de culturas e de mídias formam um mosaico multimodal e empregam sentidos e significados nas mais diversas esferas comunicativas, sejam elas públicas ou privadas. Com essa perspectiva, este simpósio acolhe trabalhos que discutam como os Gêneros Discursivos/Textuais articulados pelos Multiletramentos e pela Multimodalidade colaboram para a (re)construção de sentidos e significados para o ensino de línguas.
SIMPÓSIO 6: Estudos do Letramento e Práticas Cidadãs na formação de professores
Coordenador (a):
Prof. Dr. André Effgen de Aguiar (IFES-Campus Vitória)
Muito se tem avançado na discussão em relação aos Estudos do Letramento. Desde sua “virada social” (GEE, 2000), passamos a compreender que a linguagem está situada política e ideologicamente nos diferentes espaços sociais e culturais (SOARES, 2003), o que nos ajuda a entender que os sujeitos vivem imersos em práticas sociais concretas, nas quais diversas ideologias e relações de poder atuam, levando em consideração as culturas locais, as questões de identidade e as relações entre os grupos sociais. Desse modo, as práticas de letramento são produtos da cultura, da história e dos discursos (STREET, [1984] 2014) e possuem um relevante “papel na reprodução ou no questionamento das estruturas de poder e dominação” (STREET, 2003, p.88). Entendendo que os Letramentos são múltiplos, plurais (STREET, 2003; ROJO, 2009) e que as práticas de letramento “são aspectos não só da cultura, mas também das estruturas de poder numa sociedade” (KLEIMAN, 1995, p.38) este simpósio pretende reunir trabalhos que discutam, por meio da práxis docente, as conexões entre os Letramentos e a materialização de práticas cidadãs para a formação de alunos mais críticos, atuantes e participativos na sociedade e capazes de compreender e analisar questões políticas, sociais e culturais na escola e fora dela.
SIMPÓSIO 7: Literatura, experiência e ensino
Coordenador (as):
Profa. Dra. Camila Bylaardt Volker (UFAC)
Doutoranda Jeissyane Furtado da Silva (UFAC)
"Se, por não sei que excesso de socialismo ou de barbárie, todas as nossas disciplinas devessem ser expulsas do ensino, exceto numa, é a disciplina literária que devia ser salva, pois todas as ciências estão presentes no monumento literário": Roland Barthes, em Aula (2013), apregoa a literatura como matéria a ser preservada. Como disciplina ou como transgressão, a literatura é o topos onde a linguagem pode ser pensada e repensada, sem perder a capacidade de decepcionar. Este grupo de estudo pretende dialogar sobre pesquisas, e experiências extensionistas e experiências de ensino, para incitar a discussão sobre o direito à literatura, enquanto produção cultural, artística, sensorial e humana. Por meio da premissa de Antonio Candido, em Direito à literatura (2013), almejamos uma reflexão teórica e metodológica sobre a promoção e a garantia da literatura na prática educacional e na formação do sujeito social, na medida em que possibilita ampliar e construir percepções de si e do mundo. Objetiva-se, portanto, um diálogo que aborde a experiência transgressiva da literatura, por meio das diferentes habilitações literárias e práticas interdisciplinares, construindo diálogos com outros campos de saberes, como a História, o Direito, a Economia e a Política.
SIMPÓSIO 8: Experiências de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras: formando os cidadãos do século XXI - (OBS:) SUBMISSÕES ENCERRADAS PARA ESTE SIMPÓSIO
Coordenador (a):
Prof. Dr. Rogério de Mendonça Correia (UFAC)
O Simpósio Temático busca o trânsito interdisciplinar/(in)disciplinar/transdisciplinar das práticas de ensino-aprendizagem de língua(gens) estrangeiras que tratem de abordagens no âmbito das Linguísticas Aplicadas e decoloniais, tratando de questões relevantes ao processo formativo de cidadãos inseridos nos diversos contextos desses trânsitos no século XXI. Sendo assim, questões relacionadas a essas práticas de ensino-aprendizagem, literaturas de língua(gens) estrangeiras, questões raciais, questões de gênero, Língua Franca, questões linguísticas diversas e temas correlatos, desde que estudados/exercidos nos contextos de ensino-aprendizagem, são bem-vindos na busca por interseções teóricas que possibilitem diálogos transgressivos e indisciplinares, no sentido de romper com padrões estruturais e hegemônicos, permitindo uma formação que reflete e refrata os conhecimentos em trânsito no século XXI, preparando os indivíduos desse tempo para experiências prático-teóricas para esse tempo.
SIMPÓSIO 9: Do Direito à Educação Inclusiva: Políticas de Acesso, Permanência e Qualidade Social
Coordenador (a):
Profa. Dra. Nina Rosa Silva de Araújo (UFAC)
Profa. Dra. Joseane de Lima Martins (UFAC)
O simpósio busca discutir a Decolonialidade a partir de uma perspectiva pelo direito da diferença e pela pluralidade de caminhos, na busca por um (res)significar da trajetória das Políticas que são representações codificadas de forma complexa, que visa compromissos, interpretações e reinterpretações. Políticas são, portanto, processos e resultados. Políticas são textos e discursos, que alicerçam as “vozes”, uma vez que somente algumas vozes serão ouvidas como legítimas e investidas de interpretações e reinterpretações com o propósito de diminuir as desigualdades, construir uma vida mais democrática e participativa dos cidadãos na sociedade contemporânea. Política Educacional de Inclusão, Acesso, Permanência e Qualidade Social como texto e como discurso. Assim, o simpósio irá receber trabalhos que abordem a educação inclusiva, tendo como foco as políticas de acesso, permanência e qualidade social.
SIMPÓSIO 10: Formação de Professores com vistas para uma educação inclusiva: implicações na educação de surdos
Coordenador (a):
Prof. Doutorando Israel Bissat (UFAC)
A história da educação de surdos tem mostrado que se vivem tempos nos quais se preconiza a educação bilíngue e se valoriza o cidadão surdo e sua cultura. A educação bilíngue tem a Língua Brasileira de Sinais – Libras - como primeira língua, L1, reconhecida como língua natural e de instrução dos surdos, e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como L2, a língua dos ouvintes. Muitas conquistas no campo educacional do cidadão surdo são frutos de influências internacionais que levaram e ainda levam o Brasil a alinhar o discurso e as práticas de ensino, no que vem se configurando como educação inclusiva. A educação inclusiva vem sendo entendida como uma concepção de ensino atual que preconiza a garantia do direito de todos à educação. Essa concepção pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas, contemplando, deste modo, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensórias e de gênero. Isso vem mobilizando as instituições para a promoção de ações que gerem transformações da cultura, das práticas e das políticas contemporâneas nos espaços escolares e nos sistemas de ensino, visando a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem exceção.
SIMPÓSIO 11: Territorialidades: olhares, vivências e saberes do sul na/para a plurinacionalidade
Coordenador (a):
Profa. Dra. Rosemeyre Moraes de Oliveira (SEDUC/PUCSP)
Entendendo a Linguística Aplicada como ciência ligada à atualidade e que, na tentativa de decolonizar os saberes, as populações e, nelas, os grupos minoritários, identificando os meios pelos quais as linguagens se tornam os meios de dominação nas relações de poder dominantes-dominados em questões políticas, educacionais, raciais, sexuais, territoriais, étnicas, entre outras, este Simpósio espera receber propostas de pesquisas que tratem da decolonização, das territorialidades com vistas para os saberes do Sul na/para a pluracionalidade. Ao buscarmos o reconhecimento como seres de Direitos diante da sociedade desigual como a do Brasil, os sistemas Jurídicos pautados na igualdade dos seres, independentemente de raça, credo, gênero, religião, dentre outros, compreender como se organizam os espaços e os equipamentos urbanos para aquisição/ampliação da cultura por todos é um desafio a ser pesquisado.