ÁREA DO PARTICIPANTE
TERÇA-FEIRA
MINICURSOS VIRTUAIS
Representações do Feminismo/Feminino na aula de Feminismos em América Latina
Profa. Dra. Fernanda Righ (Roger Williams University, US)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o Minicurso:
Seguindo a proposta de bell hooks e do grupo de pesquisa ELLAE para este ano sobre um ensino transgressor, proponho refletir sobre práticas feministas como ferramentas para produção de conhecimento coletivo na sala de aula. Nestes encontros iremos ler, assistir, revisar e sentir diferentes representações do feminino/ feminismo produzidos em América Latina, a fim de incorporá-la em possíveis aulas sobre Feminismos na América Latina. Buscando quebrar os modelos de aprendizagem que separam a mente do corpo, a ideia é apresentar ferramentas para criar cursos que combinem literatura, desenho, e ativismo feminista com o objetivo de incluir e relacionar teoria e experiencias vividas. A análise irá incluir feminismo do início de século de XX, performances e manifestações recentes relacionadas com a violência de gênero.
Una Educación Sentipensante
Profa. Dra. Jafte Dilean Robles Lomeli (Universidad de Sonora, México)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o minicurso:
Hay quienes creen que una educación con empatía es imposible, que los desafíos que presenta son más graves que los beneficios que promete. Sin embargo, ni siquiera nos hemos detenido a explorar de cerca una educación sentipensante porque no nos hemos sentipensado como docentes, como estudiantes y como parte de un sistema. Este curso ofrece se forma teórica y práctica algunas estrategias para generar empatía en el aula y fuera de ella. El manejo del ego docente, el aburrimiento estudiantil y el lado oculto del sistema educativo son algunos de los temas a reflexionar. Sin empatía la educación es insulsa y denigrante. La educación sentipensante nos permite volver al origen, al yo más vulnerable, a la esencia del nosotros que hace de la educación una acompañante del presente y no una expectativa de un tiempo que aún no llega.
O Agir Pedagógico e a Prática de Leitura na Penitenciária Feminina da Capital – PFC/SP
Prof. Dr. Antonio Bruno C. Ferreira (PUCSP)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o minicurso:
Este curso tem como objetivo geral compreender os modos do agir pedagógico de um professor-pesquisador durante suas experiências em um ciclo de leitura para remição de pena no contexto prisional. Apresenta como base de estudo teórico: Freire (1980 - 2006), Barreto (1998), Gadotti (1996), Santos (2011), Sotelo (2012), Meurer (1997), Busnardo e Braga (2000), Orlandi (1983), entre outros. Como base de estudo metodológico, baseia-se em Thiollent (2011), dentre os aspectos fundamentais da Pesquisa-Ação, no que tange ao fato de possibilitar que os envolvidos na pesquisa identifiquem problemas experienciados no contexto investigado e, de maneira participativa, cooperativa, busquem soluções para a problemática vivenciada, ao mesmo tempo que possibilite a construção de conhecimento, experiências e aprendizado aos envolvidos.
Referências:
BARRETO, V. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte e Ciência, 1998.
BUSNARDO, J.; BRAGA, D. B. Uma visão neo-gramsciana de leitura crítica: contexto, linguagem e ideologia. Ilha do Desterro. Florianópolis, n. 38, jan./jun. 2000, pp. 91-114. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/49617533_Uma_visao_neo-gramsciana_de_leitura_critica_contexto_linguagem_e_ideologia_Uma_visao_neo-gramsciana_de_leitura_critica_contexto_linguagem_e_ideologia. Acesso em: 29 out. 2021.
FREIRE, P. Conscientização. Teoria e Prática da Libertação: uma introdução ao Pensamento de Paulo Freire. 3ª ed. São Paulo: Morais, 1980.
______. Ação cultural para a liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
______. Educação e Mudança. 11. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
______. Pedagogia do oprimido. 39ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GADOTTI, M. Paulo Freire: uma biobibliografia. São Paulo: Cortez, 1996.
SANTOS, E. F. A formação de leitor crítico: uma contribuição interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem. Brasil Escola: monografias. [s. l.], 2011. Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-formacao-leitor-critico-umacontribuicao-interdisciplinar-.htm. Acesso em: 29 out. 2021.
GRECO, R. Direitos Humanos, Sistema Prisional e Alternativa à Privação de Liberdade. São Paulo: Saraiva, 2011.
SOTELO, D. A importância do ato de ler – Paulo Freire. Revista Científica FacMais. Inhumas, v. II, n. 1, 2012, pp. 159-167. Disponível em: https://revistacientifica.facmais.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Resenha-2-A-importancia-do-ato-de-ler-Daniel-Sotelo.pdf. Acesso em: 29 out. 2021.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
ORLANDI, E. A produção da leitura e suas condições. Leitura: Teoria e Prática, ano 2, n. 1, pp. 20-25, abril, 1983.
ORLANDI, E. P. Cidade dos sentidos. Campinas: Pontes. 2004.
A Formação Transgressiva de Professores Cristãos e a Linguagem como Organizadora
Prof. Dr. Everton Pessôa de Oliveira (FEDUC-PUCSP)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o minicurso:
Este curso tem como objetivo entender como a linguagem pode organizar a formação de líderes e professores cristãos de forma transgressiva. Por meio da Pedagogia dos Multiletramentos convoca os sujeitos a refletir em outras possibilidades de ensinar. Especificamente indica como um grupo de professores de uma igreja focal teve suas práticas transformadas pela aplicação dos concetos discutidos em um curso de curta duração.
Referências:
BAKHTIN, M.(1977) Estética da criação verbal.2ª ed.São Paulo: Martins Fontes, 2009. p. 277 – 289.
LOPES, L. P. M. Uma Linguística Aplicada mestiça e ideológica: interrogando o campo como linguista aplicado. In: LOPES, L. P. M. (Org.) Por uma linguística aplicada indisciplinar, São Paulo: Parábola Editorial, 2006. p.233-251.
MARX, K.; ENGELS, F. Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes, [1845] 2006.
PESSÔA, E. O. Formação de professores de língua de sinais: um exemplo do projeto Digit-Libras. Tese (Doutorado LAEL) PUC-SP. São Paulo, 2021.
THE NEW LONDON GROUP.A pedagogy of multiliteracies: Designing social futures. In: COPE, B.; KALANTZIS, M. Multiliteracies: Literacy Learning and the Design of Social Futures. New York: Cambridge. [1996]2000. p. 9–37.
Tradução e Interpretação Libras/Português: a Verbo-Visualidade na Produção de Sentidos e Efeitos de Sentidos
Prof. Dr. Ricardo Ferreira Santos (IFSP)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o minicurso:
O curso tem como objetivo compreender o processo tradutório e interpretativo envolvendo Libras/Português e a materialidade enunciativo-discursiva. Desta forma, por meio da perspectiva dialógica da linguagem, advinda do Círculo de Bakhtin, dos estudos da verbo-visualidade e da tradução e interpretação de línguas de sinais (ETILS), o curso propõe refletir a(s) autoria(s) e as diversas linguagens presentes na atividade tradutória/interpretativa e, também, entender como ocorre a produção de sentidos.
Referências:
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: Os gêneros do discurso. Trad. Paulo Bezerra. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2016a.
BAKHTIN, M. O autor e a personagem. In: Estética da Criação. Trad. de Paulo Bezerra. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
BRAIT, B. Literaturas e outras linguagens. 1 ed. São Paulo: Contexto, 2015.
BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em perspectiva dialógica. Bakhtiniana; Revista de Estudos do Discurso, São Paulo, v. 8. n. 2, p. 43-66, 2013. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/16568.
BRAIT, B. A palavra mandioca: do verbal ao verbo-visual. Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, v. 1, p. 142-160, 2009. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/3004/1935.
FERREIRA-SANTOS, R. A autoria na tradução artístico-poética da Língua Portuguesa para a Libras: (in)visibilidade em dimensão verbo-visual. (Tese) Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012a.
FERREIRA-SANTOS, R. Tradução comentada em uma perspectiva dialógica: “Construção” tradutória de canção da Língua Portuguesa para libras. Dossiê acessibilidade audiovisual práticas de tradução e linguagem - parte 2. Revista GEMInIS, São Carlos, v. 13, n°1. p.119-143, jan./ abr. 2022b. Disponível em: https://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/656/469.
FERREIRA-SANTOS, R. A autoria na interpretação de Libras para o português: aspectos prosódicos e construção de sentidos na perspectiva verbo-visual. 212f. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: Problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. São Paulo: Editora 34, 2017.
MEDVIÉDEV, P.N. O método formal nos estudos literários: introdução crítica a uma poética sociológica.; Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova. São Paulo: Editora Contexto, 2016.
Letramentos Sociais e Emocionais: rumo a uma ecologia de saberes
Prof. Dr. Leonardo Neves Correa (UNIMONTES-MG)
Horário: 7h – 10h (Acre) - 9h – 12h (Brasília) - Virtual
Sobre o minicurso:
Os Letramentos sociais, emocionais e ético-democráticos são habilidades críticas e essenciais para a educação de alunos que possam não apenas navegar por situações sociais e emocionais, no campo pessoal e interpessoal, mas também se engajar efetivamente em questões sociais e democráticas, localmente em suas comunidades ou em contextos globais. A partir desse cenário, este minicurso tem como objetivos centrais: i) revisitar o conceito de inteligência emocional, originalmente proposto por Daniel Goleman (1995), e as principais abordagens em letramentos emocionais, sociais e ético-democráticos (Aprendizagem SEE e SEL); e ii) refletir sobre os efeitos desses letramentos em contextos educacionais e, em específico, discutir como estes podem estar alinhados às atuais diretrizes e políticas de ensino como a BNCC.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2018.
GOLEMAN, D. Emotional intelligence. Bantam, 1995.
LAPSLEY, D. K.; STEY, P. C. (Eds.). Handbook of moral and character education. Routledge, 2019.
MINICURSOS PRESENCIAIS
Indianidades e Negritudes: Por uma Educação Linguística Transgressiva
Prof. Dr. Shelton Lima de Souza (UFAC)
Profa. Doutoranda Andressa Queiroz da Silva (UFAC)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
Este curso tem como finalidade discutir meandros e perspectivas de ensino de línguas, principalmente de línguas indígenas e de língua portuguesa, em um viés antirracista e, particularmente, transgressivo. Nesse ínterim, durante o curso, nós ministrantes apresentaremos temas para tecer debates que levem a possibilidades de desconstrução e de problematização de modelos sociodiscursivos que impedem o ensino de línguas em escolas em uma perspectiva plural e multidiversa.
Referências
BAGNO, Marcos. Sete erros aos quatro ventos: a variação linguística no ensino do português. São Paulo: Parábola, 2013.
BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu e agora? Sociolingüística e educação. São Paulo: Parábola, 2005.
CALVET, Louis-Jean. Sociolingüística: uma introdução crítica. Trad. Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola, 2002.
CARDOSO, Suzana Alice. Geolinguística: tradição e modernidade. São Paulo: Parábola, 2010.
COUTO, Hildo Honório. Ecolinguística: estudo das relações entre a língua e meio ambiente. Brasília: Thesaurus, 2007.
FARGUETTI, Cristina Martins. (Org). Abordagens sobre o léxico em línguas indígenas. Campinas: Curt Nimendaju, 2012.
GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. 4. ed. São Paulo: Martins fontes, 1998.
LAGARES, Xoan Carlos; BAGNO Marcos. (Org.). Políticas da norma e conflitos lingüísticos. São Paulo Parábola, 2011.
O gênero canção como instrumento de resistência no ensino de línguas em contexto latino-americano
Prof. Dr. Luciano Mendes Saraiva (UFAC)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
O gênero canção se consolida como uma importante ferramenta para o ensino de línguas, pois possibilita o estudo de conhecimentos sistêmicos, mas também descrever relações sociais e culturais comuns de diferentes espaços, além de discutir por meio da arte questões políticas e ideológicas que marcaram épocas. Enquanto signo ideológico e gênero discursivo, nos possibilita estabelecer diálogos entre sujeitos social/historicamente situados e refrata possibilidades de releituras sobre temáticas diversas. Partindo dessas premissas, propomos nesse minicurso, apresentar o gênero canção como uma arena de lutas ideológicas que nos permite de forma transgressiva extrapolar os limites de um ensino de línguas pautado na gramática normativa, trazendo para o debate questões sociais relevantes para nos ajudar a (re)pensar de forma crítica o lugar do povo, da cultura e da identidade latino-americana em contexto de modernidade.
Referências:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006 [1979]. p.3-20.
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. Trad. Heloísa P. Cintrão e Ana Regina Lessa. São Paulo: EDUSP, 2015.
HALL, Stuart. Identidade e diferença. Rio de Janeiro: Vozes, 2005.
MOITA LOPES, Luiz Paulo. Introdução. In: MOITA LOPES, L. P. (Org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006.
PARTY, Daniel. Rescate y resignificación de la balada romántica en el Chile. In: MARTA ULHÔA e SIMONE L. PEREIRA (Org.) Canção Romântica: intimidade, mediação e identidade na América Latina. Rio de Janeiro: Folio Digital: Letras e imagem, 2016, pp. 95
PEREIRA, Simone L. ¿Qué bolero? Questões sobre narrativa, escutas, migrações, identidades. In: MARTA ULHÔA e SIMONE L. PEREIRA (Org.) Canção Romântica: intimidade, mediação e identidade na América Latina. Rio de Janeiro: Folio Digital: Letras e imagem, 2016, pp. 145.
TILIO, R. C. Repensando a abordagem comunicativa: multiletramentos em uma abordagem consciente e conscientizadora. In: ROCHA, C. H. (Org.); RUBERVAL. F.M. (Org.). Língua estrangeira e formação cidadã: por entre discursos e práticas (Coleção Novas Perspectivas em Linguística Aplicada; vol. 33). Campinas, SP: Pontes Editores, 2013.
VOLOCHÍNOV, Valentin. (Círculo de Bakhtin). Marxismo e filosofia da linguagem - Problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo – Ensaio introdutório de Sheila Grillo. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2018 [1929].
O Ensino de Literatura e a Sala de Aula como Espaço de Confronto Afetuoso
Prof. Dr. Victor Santiago Sousa (UFAC)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
Este minicurso objetiva propor uma reflexão acerca do ensino de literatura a partir das seguintes indagações: para que serve a literatura? Qual a importância do ensino de literatura, tendo como foco a formação do espírito crítico? Pretende-se, assim, pensar o ensino de literatura, objeto cuja função se apresenta, por vezes, de forma deveras incerta, como “acontecimento”, ou seja, considerando seu processo interpretativo em ação. A sala de aula é potencialmente um lugar de confronto afetuoso, no qual a literatura apenas faz sentido em contato com leitores. O “acontecimento interpretativo” é a terceira via que se forma entre texto e leitores. O texto literário tem uma natureza própria e incerta, mas essa incerteza é a força motriz que justifica seu ensino e, consequentemente, contribui para a evolução cultural e crítica de alunos e alunas.
Referências:
CANDIDO, A. O direito à literatura. In: Vários Escritos, 4.ed. São Paulo; Rio de Janeiro: Duas Cidades ; Ouro Sobre Azul, 2004, p. 169-191.
CANDIDO, A. Na sala de Aula. 8.ed. São Paulo: Ática, 1985.
DURÃO, F. A.; CECHINEL, A. Ensinando Literatura: a sala de aula como acontecimento. São Paulo: Parábola, 2022.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 79.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021 [1968]
HOOKS, B. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2017 [1994].
VINCENT, J. Por que estudar literatura? Trad. Marcos Bagno e Márcio Marcionilo. São Paulo: Parábola, 2012.
WOOLF, V. The Common Reader. In: WOOLF, V. The Collected Essays of Virginia Woolf. Oxford: Benediction Classics, 2011, p. 1 [1925].
Metodologias Ativas e Multiletramentos: A Dublagem de Curtas-Metragens como Ferramenta para o Ensino de Línguas Estrangeiras
Profa. Me. Aquésia Maciel Góes (UFAC)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
O ensino de línguas estrangeiras tem passado por diversas mudanças ao longo dos anos, em relação aos métodos e técnicas utilizados para alcançar a proficiência dos alunos, principalmente na celeridade dos tempos hipermodernos. Nesse sentido, as tecnologias digitais são ferramentas aliadas do professor em sua prática docente. Por isso, propomos neste minicurso apresentar estratégias didáticas e aplicativos para a elaboração e edição de textos, bem como de áudios e vídeos, com o objetivo de orientar os professores na utilização de metodologias ativas e multiletramentos, para incentivar a criatividade de seus alunos na elaboração, produção de textos e edições para narrativas visuais pré-selecionadas. Pretende-se, portanto, incentivar o aperfeiçoamento da escrita e oralidade dos alunos por meio da prévia produção do texto, bem como o exercício de gravar e ouvir sua própria voz, sendo possível que eles mesmos corrijam seus possíveis erros de pronúncia. Além disso, objetiva proporcionar e ressignificar conhecimentos das tecnologias digitais – aplicativos – colocando-as no contexto formativo dos estudantes de línguas.
Observação: Para participar ativamente desse minicurso o aluno deve trazer um celular conectado à internet.
Palavras-chave: Multiletramentos; Metodologias Ativas; Dublagem; Ensino de Línguas.
Referências:
BACICH, Lilian; MORAN, José. (Org.) Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem téorico-prática [recurso eletrônico] – Porto Alegre: Penso, 2018. e-PUB.
FERRAZ, Obdália. Educação, (multi)letramentos e tecnologias: tecendo redes de conhecimento sobre letramentos, cultura digital, ensino e aprendizagem na cibercultura /– Salvador: EDUFBA, 2019. 250 p.
ROJO, R. H. R.; BARBOSA, J. P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
Multiletramentos Antirracistas no Ensino de Línguas
Profa. Dra. Bruna Carolini Barbosa (UFAC)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
Este minicurso objetiva refletir sobre as possibilidades multiletradas de uma educação antirracista no ensino de línguas. Para tanto, partindo de interações tecnolinguageiras, serão analisados os recursos multimodais mobilizados na materialização de discursos sobre raça, racismo e antirracismo. Esta proposta, de abordagem teórico-prática, procura apresentar caminhos para que professores em formação – inicial e continuada – possam trabalhar com práticas textuais que integrem a natureza heterogênea da vida social e da linguagem.
Referências:
ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
BARBOSA, B. C.. Multimodalidade, Dialogia e Raça: Djongador das Palavras. Entrepalavras, Fortaleza, v. 12, n. 3, e2551, p. 18-37, set.-dez./2022. DOI: 10.22168/2237- 6321-32551.
CADZEN et. al. Uma pedagogia dos multiletramentos. Desenhando futuros sociais. (Orgs. Ana Elisa Ribeiro e Hércules Tolêdo Corrêa; Trad. Adriana Alves Pinto et al.). Belo Horizonte: LED, 2021.
PAVEAU, M. Análise do discurso digital: dicionário das formas e das práticas. (Ogs. Julia Lourenço Costa e Roberto Leiser Baronas). Campinas, SP: Pontes Editores, 2021.
Construcción Colectiva del Conocimiento: Herramientas para la investigación participativa
Prof. Dr. Derlis Ortiz Coronel (Universidad Nacional de Asunción, Paraguay)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
El Diagnóstico Participativo permite la integración de las voces, conocimientos y saberes de las comunidades indígenas, lo que resulta en un currículum que refleja y valora su diversidad cultural y lingüística. La educación es un pilar fundamental en el desarrollo y crecimiento de cualquier sociedad, y la inclusión y valoración de la diversidad cultural es esencial para alcanzar una educación equitativa y de calidad. En este contexto, el diseño e implementación de un currículum indígena que respete y valore las particularidades y saberes de las comunidades originarias es crucial para su empoderamiento y reconocimiento. La justificación para desarrollar un curso sobre Diagnóstico Participativo en la educación para la construcción del currículum indígena radica en las siguientes razones:
· Fomentar la inclusión y el respeto a la diversidad cultural
· Promover el empoderamiento y la autodeterminación de los pueblos indígenas.
· Mejorar la calidad y pertinencia educativa
· Fortalecer la identidad cultural y la cohesión social
· Facilitar la interculturalidad y el diálogo entre culturas
REFERENCIAS
Cadogan, L. Ayvu Rapyta. Textos míticos de los Mbya Guaraní del Guairá. Boletín N° 227. Antropología N° 5. San Pablo: Universidad de San Pablo,.
Cusicanqui, S. R. (2021). Ch’ixinakax utxiwa: Uma reflexão sobre práticas e discursos descolonizadores. n-1 Edições.
DGEEC (2012) Pueblos indígenas en el Paraguay Resultados Finales de Población y Viviendas 2012.pdf. (s. f.). Recuperado 9 de diciembre de 2020, de https://www.dgeec.gov.py/Publicaciones/Biblioteca/indigena2012/Pueblos%20indigenas%20en%20el%20Paraguay%20Resultados%20Finales%20de%20Poblacion%20y%20Viviendas%202012.pdf
Diagnóstico rural participativo – una herramienta para identificar y priorizar las enfermedades animales, y fortalecer el sis. (s. f.). Recuperado 24 de julio de 2022, de https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:QchkUsOQilUJ:https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/51299/diagnosticorural_spa.pdf%3Fsequence%3D1%26isAllowed%3Dy+&cd=15&hl=es&ct=clnk&gl=py
Fornet-Bettancourt, R. (2006). Interculturalidad o barbarie. 11 tests provisionales para el mejoramiento de las teorías y prácticas de la interculturalidad como alternativa de otra humanidad. Philosophica: International Journal for the History of Philosophy, 14(27), 17–34.
Fornet-Betancourt, R (2018). Del conocimiento teórico contemplativo al saber dominador y destructor. Valenciana, 11(21), 323–346. https://doi-org.ezproxy-cicco.conacyt.gov.py/10.15174/rv.v0i21.361
Instituto Paraguayo del indígena. (2021). Plan Nacional de Pueblos Indígenas: INDI/STP/FAO
MEC (2013) Primer seminario currículo indigena.pdf. Recuperado 9 de diciembre de 2020, de https://mec.gov.py/talento/cms/wp-content/uploads/2018/07/2_primer_seminario_curriculo_indigena.pdf
MELIÁ, B (1992). La lengua guaraní conquistado y reducido. Madrid: MAPFRE, 1992.
MELIÁ, B (2010). Alfabetización en la educación indígena. Revista paraguaya de Educación. V 1 (1), 13-28
Pueblos indígenas y escolarización en Brasil Del ámbito político-legal a la implementación. (s. f.). Recuperado 25 de julio de 2022, de https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Uii8umqhOQIJ:https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/download/424/563+&cd=17&hl=es&ct=clnk&gl=py
Quijano, A. (2014). Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. Cuestiones y horizontes: de la dependencia histórico-estructural a la colonialidad/descolonialidad del poder. CLACSO. ISBN 978-987-722-018-6. Disponible en: http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20140507042402/eje3-8.pdf
Quijano, A. (2014a). “Raza”, “etnia” y “nación” en Mariátegui : cuestiones abiertas. Cuestiones y horizontes : de la dependencia histórico-estructural a la colonialidad/descolonialidad del poder. CLACSO, ISBN 978-987-722-018-6. Disponible en: http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20140507040653/eje3-7.pdf
Sousa Santos, B. (2002). Para uma Sociologia das ausências e uma Sociologia das emergências. Revista Crítica de Ciências Sociais, 63(Out.), 237-280.
Sousa Santos, B. (2021). O fim do império cognitivo: A afirmação das epistemologias do Sul. Editora Autêntica.
MIGNOLO, W. (2006) El desprendimiento: pensamiento crítico y giro descolonial. En: Walter Mignolo, Freya Schiwy & Nelson Maldonado Torres. Cuadernillo no. 1: (Des)Colonialidad del ser y del saber (videos indígenas y los límites coloniales de la izquierda) en Bolivia. Buenos Aires, Argentina: Ediciones del Signo (& Duke University.
Tamayo-Osorio, C. (2016). Currículo escolar, conocimiento [matemático] y prácticas sociales: Posibilidades otras en una comunidad indígena Gunadule. Educação e Pesquisa, 42, 903-919. https://doi.org/10.1590/S1517-9702201612145827
WALSH, Catherine. Interculturalidad, Estado, Sociedad: luchas (de)coloniales de nuestra época. Quito: Ediciones Abya-Yala, 2009.
Translinguagem e Educação Emancipatória
Prof. Dr. Adolfo Tanzi Neto (UFRJ)
Horário: 14h – 17h (Acre) - Presencial
Sobre o minicurso:
Este minicurso tem por objetivo discutir a translinguagem como forma de enfrentamento a visões monolíticas e racionalistas da linguagem, do sujeito e da cultura. A noção de translinguagem vinculada a ideologias e práticas (educativas) que corroboram à luta por equidade e justiça social (GARCÍA; LI WEI, 2014), em seus mais variados aspectos. Práticas translíngues que propiciem espaços educativos de mobilidade linguística, cultural, identitária e política sob lentes libertadoras, decoloniais e transgressivas.