A iluminação artificial é, desde há milhares de anos, uma realidade. Se no início dos tempos, dominavam os objetos em formato de prato ou cubas com gordura animal, sempre no estado liquido, com um pavio de fibras vegetais, relatos afirmam que, por volta do ano 3.000 a.c., foi descoberta uma fonte de iluminação artificial, em formato de bastão, no Egito e na Grécia, o que pode ser direcionado para o formato original da vela. Já na Idade Média, as velas eram usadas em grande escala, principalmente em grandes salões, mosteiros e igrejas, tendo-se mantido o seu uso até épocas mais recentes, até se vulgarizados outros meios alternativos de iluminação. A produção das velas de cera de abelha em Monsanto é uma realidade centenária. A proximidade com a serra e a abundância da matéria-prima necessária, graças ao grande número de apicultores que existiam na região, permitia uma produção em grande escala, abastecendo as igrejas das localidades mais próximas. Com as aparições em Fátima, e o número crescente de peregrinos que visitam o santuário desde o primeiro quartel do século XX, a venda deste produto aumentou consideravelmente, continuando o Santuário de Fátima a ser ainda hoje a ser um importante cliente, da unidade produtiva localizada em Monsanto. Detentora do conhecimento e dos equipamentos que durante dezenas de anos produziram velas segundo os métodos tradicionais, convém efetuar o registo desta atividade, documentando as várias fases do processo de fabrico tradicional de velas, para memória futura.
Veja o vídeo aqui: https://vimeo.com/661247367/5d496f6d7d
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Velas - Monsanto © 2021 by Miguel Munhá - Município de Alcanena is licensed under Attribution-NoDerivatives 4.0 International
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