O JOGO DO PAU Resiste na extinta freguesia do Espinheiro, uma arte marcial de cariz popular chamada Jogo do Pau. Segundo os seus praticantes, o Espinheiro é a única localidade do Médio de Tejo, e em geral da região centro, onde ainda se mantém esta modalidade. Nascida na charneca, nos tempos em que os jovens se entretinham com pequenas disputas para passar o tempo, a arte do Jogo do Pau tem sido preservada pela Casa do Povo do Espinheiro, com cerca de uma dúzia de praticantes. O Espinheiro, hoje agregado a Louriceira e Malhou, já pertenceu ao concelho de Santarém. Afastando-se do litoral, já reconhecemos aqui os trajes dos campinos e as tradições que nasceram do trabalho nos campos e da ausência de distrações maiores que a lide do gado ou a agricultura. Mestre António, nos seus 84 anos, é quem ainda trabalha o pau e ensina quem deseje aprender a arte que começou a praticar na adolescência. O jogo tem a sua dose de “violência”. Sabe-se que outrora morreram pessoas, mas ninguém consegue contar quais os contornos da história. Terá sido um acidente, dizem, algo inesperado. O facto é que quem deseje aprender o jogo do pau tem que se preparar para levar umas “pauladas”. A prática não é vedada ao sexo feminino e já existiram jogadoras, apesar de hoje em dia isso não se verificar. O pau é feito do ramo do marmeleiro, cozido posteriormente no forno e ficando a secar durante duas semanas até estar em condições de utilização. Ainda assim, partem-se imensos paus nas competições. Em Espinheiro quem distribuiu e coze paus é Mestre António, o único que domina o processo.
Veja o vídeo aqui: https://vimeo.com/661238158/ff19edfe62
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Jogo do Pau - Espinheiro © 2021 by Miguel Munhá - Município de Alcanena is licensed under Attribution-NoDerivatives 4.0 International
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