Bem para os que tem pouco interesse estão só querendo saber a grosso modo o que houve comigo, este é um resumo da historia a baixo que escrevi para relembrar, daqui alguns anos, e também para mostrar ao mundo a verdade completa do que houve comigo e a loucura que foram todos os 3 casos que passei. mas antes preciso que saibam 2 definições que são o problema que tive e a cirurgia preventiva que passei.
Esta imagem é um raio X de um paciente de pneumotórax (não sou eu), o pneumotórax é essa mancha branca no espaço do pulmão esquerdo.
Pneumotórax é a presença de AR na entre o pulmão e cavidade pleural, ou de maneira mais simples um furo no pulamo de forma que vaze ar para fora dele ficando acumulado dentro do seu corpo e fora do pulmão.
Existem 3 tipos de pneumotórax o "espontâneo tipo 1" o "espontâneo tipo 2" e o "pós traumático", irei focar apenas no espontâneo tipo 1 pois foi o meu caso. um pneumotórax espontâneo do tipo 1 ocorre quando uma pessoa sem doença pulmonar nenhuma tem um pneumotórax de maneira inesperada e sem agente causador. E seu tratamento de maneira resumida consiste em retirar esse ar e cicatrizar o furo, caso contrario o ar ira ocupar o espaço do seu pulmão de forma que ele não consiga mais expandir, fazendo assim com que você perca aquele pulmão ou até mesmo vá a óbito (em geral é preciso drenar o ar em até 3 dias).
Esta é uma imagem figurativa do tratamento que passei, e nesta parte haverão vários nomes técnicos da medicina a fim de explicar tudo sobre.
Começando pela Videotoracoscopia procedimento que me ocorreu duas vezes consiste em uma cirurgia videoassistida que faz-se uma incisão a baixo da axila para fazer o monitoramento de outros procedimentos como a toracotomia.
Toracotomia: Qualquer incisão feita na região do tórax para examinar, retirar ou corrigir estruturas expostas na região do tórax foi usada para introduzir o tubo do dreno de ar nos 3 procedimentos que passei.
E por fim a abrasão pleural, que consistem em fazer uma raspagem na pleure de forma que induz uma infecção desta forma quando a pleure se recupera e cicatriza ela acaba se colando ao pulmão, evitando assim que novos pneumotórax ocorram.
Caso queira saber minha experiencia, toda ela, com todos os comentários e pensamentos loucos, leia a próxima parte mas já aviso que é uma historia louca e longa, até porque são a vivencia de vários dias que estive internado, me preparando e me recuperando dos ocorridos, tudo que esta escrito no resumo, também esta escrito de forma detalhada na historia completa.
Pra começar precisamos ir 5 dias antes do primeiro caso, as 7h15 da manha quando eu recebi uma mensagem de uma garota respondendo meu story no Facebook, conversamos por uns dias e percebemos que estaríamos na UTFPR ecoville nas quartas de noite marcamos de nos encontrar na quarta seguinte (10/04/2019) e foi o que fizemos, sai do trabalho fui até o campus e encontrei com ela no RU e ficamos conversando durante quase 1h30 e com 1h15 de conversa comecei a sentir uma dor no peito por conta disso sai de la correndo fui para o hospital fui dopado de remédios e voltei no dia seguinte para fazer uma tomografia onde foi revelado meu primeiro pneumotórax próximo as 13 da tarde do dias 11/04/2019 foi feita uma toracotomia de emergência no pronto atendimento do Hospital Vitoria do CIC pela doutora Cristiane, ela colocou um tubo dentro de mim ligado ao selo d'água para drenar o ar que estava dentro de mim, fiquei 3 dias internado e sai no dia 14/04/2019 pois já não restava mais ar para drenar e o furo já havia sido cicatrizado. resultado, precisei fazer exercícios físicos diários para evitar que o mesmo ocorresse no pulmão direito.
Porem algum tempo depois em julho eu passaria pela mesma coisa, em casa desta vez, estudando eletricidade, fui coçar as costas senti uma dor no peito quando fiz isso, como um peteleco, doeu um pouco momentaneamente e passou, nesse momento minha mãe havia acabado de chegar em casa, sai na garagem e pedi para me levar ao hospital novamente, disse ao medico que suspeitava ser pneumotórax, ele fez os exames e foi exatamente isso, novamente internado, porem a cirurgia foi diferente desta vez, foi uma cirurgia preventiva também, então foi feito uma videotoracoscopia, uma abrasão pleural e novamente uma toracotomia para colocar outro dreno tudo isso feito pelo Dr Ruy. novamente fiquei 3 dias de repouso e sai de la com o mesmo resultado. exercícios diários para que não ocorresse novamente no pulmão esquerdo.
Foi marcado então para novembro de 2019 a cirurgia que iria me deixar livre para uma vida comum, podendo viajar sem riscos e outros benefícios. porem eu acabei ficando doente e precisei adiar a cirurgia, que foi ocorrer no dia 14/03/2020 onde passei 7 dias no hospital e sai na véspera do meu aniversario, a cirurgia foi tranquila mas o posicionamento interno do dreno fez com que minha recuperação fosse mais lenta, parte da pleure não colou no pulmão pois o dreno atrapalhava, e no 5° dia no hospital o Dr Frederico entrou em contato com o Dr Ruy para fazer uma tração de 5cm do dreno. dois dias depois do ocorrido eu estava totalmente livre do dreno pois havia drenado tudo, e só apos o termino dessa saga decidi contar a toda a historia que passei.
Pra começar precisamos ir 5 dias antes do primeiro caso, as 7h15 da manha quando eu recebi uma mensagem de uma garota respondendo meu story no Facebook a mesma parecia demonstrar interesse em mim (porem depois descobri que ela só tinha gostado da foto mesmo), conversamos por uns dias e percebemos que estaríamos na UTFPR ecoville nas quartas de noite marcamos de nos encontrar na quarta seguinte (10/04/2019), e foi o que fizemos, sai do trabalho fui até o campus e encontrei com ela no RU e ficamos conversando durante quase 1h30 eu tinha intuito de beija-la, porem ela não se sentiu confortável por estar em um lugar publico, então não rolou nada, com 1h15 de conversa comecei a sentir uma dor no peito por conta, me estiquei e por um momento passou, mas depois voltou, não passava e pior ainda, ela aumentava gradativamente depois disso sai de la a Nicole (garota que estava comigo me ofereceu carona mas eu recusei pois não achei que estava tao mal. dentro do ônibus, cada buraco, do inúmeros, intensificava a dor, eu não conseguia tocar as costas no encosto do assento, foi um pesadelo, liguei para minha mãe me buscar no terminal do fazendinha e me levar para o hospital, la a Dra (que não lembro o nome), disse que provavelmente era muscular, e que existia a irrisória chance de ser um pneumotórax espontâneo, e claro desconformou a suspeita de ser um infarto, já que a dor era do lado esquerdo próximo ao coração, fui dopado de remédios e voltei no dia seguinte para fazer uma tomografia eletiva por volta das 10h da manha onde foi revelado meu primeiro pneumotórax. Próximo as 13h da tarde do dias 11/04/2019 foi feita uma toracotomia de emergência no pronto atendimento do Hospital Vitoria do CIC pela doutora Cristiane, ela colocou um tubo dentro de mim ligado ao selo d'água para drenar o ar que estava dentro de mim, cirurgia tranquila, anestesia local que me deixou muito louco, fiz todo o procedimento com as mãos no bolso enquanto falava todos os tipos de abobrinha possíveis, relembrando varias cenas dos filmes de mad max, pois vários personagens tem equipamentos de respiração bizarros, alem disso minha visão estava corrompida de memorias residuais e as coisas mudavam de cor pra tons de verde e depois voltava ao normal. fiquei 3 dias internado sem muita historia nesta parte alem de ter recebido visita do meu grande amigo marco, e da minha amada Nicole que selou seu destino como minha namorada me dizendo "eu (também) te amo" no hospital. Sai no dia 14/04/2019 pois já não restava mais ar para drenar e o furo já havia sido cicatrizado. Resultado, precisei fazer exercícios físicos diários para evitar que o mesmo ocorresse no pulmão direito e por conta disso voltei a nadar, fazendo aulas na positivo, e a jogar vôlei nas quintas de noite. Outro ponto a ser destacado foi que no dia 05/06/2019 eu e a Nicole começamos a namorar.
Porem algum tempo depois em julho eu passaria pela mesma coisa, dessa vez meu pulamo direito havia furado, eu estava em casa desta vez, estudando eletricidade, fui coçar as costas senti uma dor no peito, como um peteleco, doeu um pouco momentaneamente e passou, nesse momento minha mãe havia acabado de chegar em casa, sai na garagem e pedi para me levar ao hospital novamente, pois achava que havia furado meu pulmão de novo, chegando ao hospital disse ao medico que suspeitava ser pneumotórax, ele fez os exames e foi exatamente isso, o furo é menor do que o primeiro e havia menos ar para drenar. Novamente internado, porem a cirurgia foi diferente desta vez, Dr Ruy havia prometido que faria uma cirurgia preventiva caso meu pulamo furasse de novo, foi o que ele fez, em termos técnicos foi feito uma videotoracoscopia, uma abrasão pleural e novamente uma toracotomia para colocar outro dreno tudo isso feito pelo Dr Ruy. Logo no inicio da cirurgia o Dr Maidana, anestesista, estava falando comigo e ele perguntou "você não esta sentindo nada?" e eu não lembro de nada depois de ter respondi do "não". Não me lembro do momento em que acordei, só lembro de que ao chegar no quarto houve uma complicação para me trocar da maca cirúrgica para meu leito e que precisei ir por conta para a outra cama, o que resultou em um ponto estourado logo ao lado do dreno, este ponto estourado permitia a entrada de ar pelo furo que entrava o dreno, então precisei de curativos especiais apara evitar a passagem de ar. Novamente fiquei 3 dias de repouso e sai de la com o mesmo resultado: Exercícios diários para que não ocorresse novamente no pulmão esquerdo porem cedo ou tarde eu teria que fazer a mesma cirurgia preventiva no pulmão esquerdo.
Foi marcado então para novembro de 2019 a cirurgia que iria me deixar livre, que me daria uma vida comum, podendo viajar sem riscos e outros benefícios. Porem eu acabei ficando doente e precisei adiar a cirurgia, que foi ocorrer apenas no dia 14/03/2020 onde passei 7 dias no hospital e sai na véspera do meu aniversario, foram os dias mais angustiantes da minha vida, mas logo eu chego nesta parte. cheguei ao hospital ao 12h e fui para a sala de cirurgia direto, esta estava marcada para iniciar as 14h, eu queria me lembrar da hora que acordasse pois como disse, na cirurgia do pulmão direito eu não lembrava, comentei com os médicos isso, eles foram bem atenciosos, e quando foram colocar a anestesia eu vi que era programada, existia um robô que bastava registrar a altura e o peso e ele ia injetando anestesia automaticamente, porem esse ajudou em toda a cirurgia já que ele tinha a tela para transmitir o vídeo e também dois braços robóticos para auxiliar os médicos, foi me dito o nome mas eu esqueci por conta de ter sido anestesiado. Acredito que o maldito robô tenha colocado muita anestesia pois fiquei mal até o dia seguinte, quando acordei eu lembrei que não poderia esquecer, porem eu estava muito chapado e não consegui abrir os olhos por quase uma hora, quando abri tinha duas enfermeiras me olhando, e eu disse para uma delas "Finalmente consegui abrir os olhos, bom dia (eram 17h), eu não te vi hoje ainda", depois me deu vontade de ir ao banheiro e eu gritei la que queria ir pro quarto pra ir ao banheiro, porem eu não conseguia manter os olhos abertos por muito tempo, me dera um papagaio pra urinar dentro, porem claro que meu pipi ficou tímido e não soltou nada, então perguntei quando iriamos para o quarto e elas disseram que estavam esperando eu fazer xixi, então rapidamente disse que não conseguia e queria ir pro quarto, foi ai que tudo desandou pois olhei para uma enfermeira e disse "porque estamos demorando tanto para ir pro quarto?" e ela respondeu que estavam fazendo as documentações, e eu mais do que burro disse: "então deve ser muita coisa pela demora, que trabalho árduo lamento por vocês" e depois ouvi uma enfermeira dizendo "eu ainda não almocei hoje" e claro que eu respondi aos gritos "eu também não, eu to com fome" todos riam disso, quando estava saindo da sala achei que não havia ninguém e disse "agora você pode ir comer moça" porem em seguida vi uma senhora em uma outra maca la no fundo da sala e depois disso gritei da porta "não pode não, desculpa, tem aquela senhora ainda". cheguei no quaro na hora dos remédios e eu fui grosso com uma enfermeira dizendo que não queria tomar remédio, a mãe brigou comigo depois e eu ainda chapado de anestesia me desculpei com uma enfermeira aleatória que me levou fazer um raio-X. cirurgia foi tranquila mas o posicionamento interno do dreno fez com que minha recuperação fosse mais lenta. fiquei passando mal da pressão e tomando muito soro no primeiro dia, ja no segundo eu estava razoavelmente bem, ainda não conseguia comer direito e tomava bastante soro ainda, todas as noites eu sonambulava e de inicio eu tomava banho de gato pois achei que ficaria apenas até dia 17/03, até dia 18 eu tinha crises de ansiedade e isso tornou tudo insuportável, o tempo não passava, o medico não vinha, o soro não acabava, a caminhada não rendia, por conta das dores não conseguia mexer no celular, logo fiquei incomunicável, sem jogos ou animes, nem lives ou videos o que só deixava tudo mais tedioso, a comida não vinha nada bom. Então para não enlouquecer convidei a Nicole para me visitar no 3° dia, e conversamos bastante, me acalmei, não tive mais ansiedade depois e contando a ela sobre o robô que fez a cirurgia do nada surge de uma porta o enfermeiro que me anestesiou perguntando se eu havia lembrado o nome do robô, e eu disse que não, então ele disse novamente, o robô que fez minha cirurgia se chama DaVinci XI, admito que foi uma aparição útil e magica. Na quarta noite quase sai da cama dormindo e pulando as proteções, acordado eu perguntava para minha mãe se ela via os baloes de hélio que estavam no quarto e eu mostrava a posição deles, eles levavam talheres da coca-cola e dividia nosso mundo em dois, porem tudo isso eram alucinações por esta sonambulando 1h depois acordei falando sobre o braço da pepsi que antes da existência do vírus da alta ele dava a mão e agora ele não pode mais dar a mão, novamente mais um caso de sonambulismo, passei 4 dias a mais pois parte da pleure não colou no pulmão pois o dreno atrapalhava, e no 5° dia no hospital o Dr Frederico entrou em contato com o Dr Ruy para fazer uma tração de 5cm do dreno. dois dias depois do ocorrido eu estava totalmente livre do dreno pois havia drenado tudo, e só apos o termino dessa saga decidi contar a toda a historia que passei. Dentro do hospital meu tratamento era caminhar, e foi muito efetivo como exemplo para outros pacientes, a ponto que vários deles passaram a caminhar dentro do hospital pois me viram caminhando, no dia seguinte a cirurgia (15/03) eu caminhei pouco pois estava com problemas de manter minha pressão estável, no dia 16/03 também caminhei pouco, já no dia 17 me sentia incrível pois dei cerca de 11000 passos (usamos o celular para contar), porem nesse mesmo dia contamos ao medico ele disse que era pouco e que eu deveria fazer o máximo possível, mesmo que significasse duplicar ou triplicar esse numero, então no dia 18 caminhamos quase 34000 passos, isso são segundo o app 26km caminhados, no dia 19 estava com dores e haviam vários pacientes caminhando pelo corredor, por isso acabamos reduzindo o ritmo e fizemos pouco mais de 27000 passos (eu não contabilizei cerca de 1h de caminhada) e no dia 20 eu deixei de contabilizar pois achei que isso baixava meu rendimento. hoje dia 25/03 ainda tenho alumas dores no corpo, e problemas com curativos, estou no grupo de risco do covid-19 e preciso caminhar diariamente em casa, só poderei fazer esportes 1 mês depois da cirurgia e ainda tenho que voltar ao medico 15 dias apos a cirurgia para fazer o monitoramento
Volte na próxima atualização para saber mais sobre como me tornei o heroi numero 1