Desde cedo que o Homem percebeu a importância das regras para ajudar as pessoas a respeitar-se, respeitar as outras pessoas e as suas coisas.
Imagina-te há mais de 3000 anos, escravo, sem dinheiro, sem autonomia, sem poderes dispor do teu tempo como entendesses, sem nenhuma certeza quanto ao futuro... mas com uma vontade imensa de ser livre, de construir a vida, de poder louvar, de poder amar, de acreditar nas pessoas que te rodeiam, de ser feliz, de ter fé!
Há muitos séculos atrás, um pequeno povo, o povo hebreu, conseguiu sair do Egito onde era maltratado. Homens, mulheres e crianças caminhavam pelo deserto em direção à sua terra, conduzidos pelo seu chefe, Moisés. Um dia, Deus falou a Moisés no cimo do monte Sinai (também conhecido por monte Horeb). Deu-lhe um conjunto de regras, de mandamentos, para que todas as pessoas daquele povo pudessem viver em paz umas com as outras.
Os mandamentos vieram ajudar as pessoas daquele povo a viverem melhor, respeitando Deus, respeitando-se umas às outras, bem como tudo aquilo que pertence aos outros.
Assim, os primeiros mandamentos revelam a fé do povo de Israel em Deus, o Libertador, aquele que os retirou da escravidão do Egito. Os últimos revelam a consciência de que não é possível viver em comunidade sem regras que orientem os comportamentos individuais. O povo de Israel sabia bem que as pessoas tendem a ser egoístas, a olhar só para os seus interesses e desejos particulares e a esquecer os outros, os seus interesses e necessidades.
Por isso, era necessário estabelecer regras claras que guiassem o comportamento das pessoas, no respeito pelos direitos e a dignidade dos outros. O decálogo foi, pois, uma dádiva de Deus para a construção da paz entre os hebreus.
Realiza a atividade da página 29 e regista-a (as palavras que encontraste e as alíneas corretas) no teu caderno diário.