Prezados estudantes,
Nessa situação- problema analisaremos as representações sobre processos históricos e geográficos construídos em produções fílmicas, em imagens e outras formas de linguagens. Além de levar em conta o contexto e as intencionalidades de quem produz, os estudantes devem considerar outras informações, como autoria, período de produção da obra, sujeitos envolvidos, natureza do produto e recursos técnicos e artísticos constitutivos. Nem sempre, as representações apontadas nessas produções, como filmes, séries de tv, pinturas e fotografias, por exemplo, correspondem às conclusões investigativas levantadas pelos profissionais dessas áreas, como geógrafos e historiadores.
E sabemos muito bem que esses profissionais tem todo um método científico, como a análise de evidências e provas, para apresentar suas teorias e perspectivas. É claro que a ficção não precisa se comprometer com protocolos científicos para produzir filmes, novelas e séries, mas isso não significa que esses materiais não possam ser estudados na escola e não possam contribuir na nossa aprendizagem.
Então, ao analisar qualquer produto audiovisual ou artístico não estamos apenas produzindo uma descrição, mas problematizando, trazendo à tona outros aspectos que não necessariamente estão explícitos, como os que apontamos acima. Por isso, ao realizar essa modalidade, esteja atento (a) que uma obra de arte não é apenas o que você vê, mas um conjunto de informações que é preciso reunir para entendê-la. Em síntese, essas diversas formas de representar o passado e presente são bem-vindas, desde que sérias e que não distorçam a realidade histórica. Assim, um filme ou série pode até inventar um personagem ou outro, acrescentar uma ação a mais em determinado enredo, sensibilizar com um caso de amor, mas se ele modificar os rumos do processo histórico, isso precisa ser apontado com destaque na nossa análise.
Também é importante lembrar que na interpretação o analista é um intérprete, que faz uma leitura também discursiva influenciada pelo seu afeto, sua posição, suas crenças, suas experiências e vivências; portanto, a interpretação nunca será absoluta e única, pois também produzirá seu sentido. A análise pode ser feita em formato vídeo, podcast ou outro informado pelos professores, em que o grupo analisa uma narrativa apresentando dados e comentários sobre o contexto analisado. Acesse abaixo algumas situações de aprendizagem desenvolvidas pelos nossos estudantes, para compreender como é realizado essa prática.
Autores: Rodrigo Costa Cespedes, Rodrigo Celani, Rafael Pereira Gallian, Eduardo Souza e Guilherme Vannucci.
Turma 2.1 (2020)
Clique aqui e ouça o podcast analítico sobre a Guerra do Paraguai.
Autores: Francisco Santos, Henrique Alvim, Lorenzo Casanova, Lucas Dandrea, Pedro Pazos, Rafael Góes e Tomás Zanoni
Turma 2.1 (2020)
Clique aqui e ouça o podcast analítico sobre a Guerra do Paraguai.
Turma 2.1, 2.2 e 2.3 (2023)
Clique aqui e ouça o podcast analítico sobre a Guerra do Paraguai.
O grupo analisa os três filmes baseados na trilogia literária de J. R. R. Tolkien para entender como o enredo e o realismo fantástico podem ter se inspirado no medievalismo para construir esse enorme sucesso.
Autoras: Mariana Simão, Isabel Romano, Marcella de Matos e Malu Barreto.
Turma 1.4 (2021)
Clique aqui e assista a resenha sobre a produção .
O grupo analisa o clássico da comédia britânica, de 1975, dirigido por Terry Jones e Terry Gilliam, que ironiza a lenda do Rei Artur, sem deixar de trazer uma série de outros elementos e representações sobre o período medieval. Todos eles valem muito a pena ser considerados nas aulas de História.
Autores: João Henrique Alonso, João Henrique Ignatios, Matheus Papa, Pedro Biazolli e Rafael Maurício Garcia.
Turma 1.3 (2021)
Clique aqui e assista a resenha sobre a produção .
Nessa atividade nossos estudantes foram responsáveis pela criação de uma nação democrática, que se formou no contexto da Guerra Fria, descreverão suas características políticas, históricas, econômicas e geográficas, uma carta constitucional, assim como a criação de seus símbolos: bandeira e hino. A partir da história e demanda de cada um dos países, será desenvolvido um conflito fictício, no qual a partir de um debate, com regras definidas deverão estabelecer acordos para findar o conflito.
Turma 3.1 e 3.2 (2024)