Nossa visita aconteceu no dia 13 de novembro. Como eu tinha um compromisso importantíssimo antes, a correria ditou o ritmo inicial: peguei um Uber Moto da Estação Celso Daniel direto para a Pinacoteca de São Bernardo do Campo. Apesar de saber que a moto é rápida, me surpreendi com o trajeto curto; foram apenas 12 minutos, e cheguei por volta das 13h. Para voltar, voltei para a faculdade, o que deu 6 minutos de distancia.
O primeiro sentimento que me invadiu ao descer da moto foi de estranheza. Não pelo lugar ser esquisito, mas pelo fato de eu nunca ter ouvido falar dele antes. Cresci conectada com as oficinas e museus do ABC, mas essa "matéria" eu desconhecia. Ao contrário do que imaginamos sobre museus municipais na região, o espaço não era nada pequeno. Era imenso, cercado por esculturas na parte externa e árvores que tornavam o cenário lindo. Fiquei me perguntando: como esse lugar passou despercebido por mim até hoje?
Estava ansiosa na aula de Identidade e Cultura para fazer a visita em campo, que estava marcada para o horário do almoço. Eu e meu grupo saímos um pouco mais cedo da sala a fim de nos encontrarmos na Pinacoteca de São Bernardo. Eu, Mari, Júlia, Murilo e Tiago fomos juntos de carro (com a Mari dirigindo). Tive pensamentos sobre como seria legal dirigir eventualmente. O local era próximo, aproximados 10 minutos da universidade, porém em meio à conversas sobre as aulas e risadas (e de um desencontro da Mari com o Waze), acabamos demorando um pouco mais do que o esperado. Combinamos de descer um pouco acima do local, bem em frente ao Parque Cidade da Criança. Pensei o quanto gostaria de passar por lá e me divertir nos brinquedos assim como as crianças que riam alto. No caminho até o museu, conversamos sobre o que víamos nas redondezas e nos surpreendemos em ver que a própria Pinacoteca possuía um estacionamento gratuito para visitantes.
Após a visita (que durou um pouco mais do que o esperado por mim), eu e Júlia aceitamos uma carona do Léo para retornarmos à UFABC. Sentia uma sensação de dever cumprido em relação ao trabalho e muita fome também, então estava preocupada em chegar à faculdade antes do bandejão fechar. No caminho, conversamos sobre os bons professores da UF e nossas experiências em algumas matérias. Foi interessante para mim ouvir a perspectiva de outros colegas sobre conteúdos que estão no meu cotidiano também. Observei o caminho pela janela, o clima estava quente e parcialmente nublado. Quando o Léo nos deixou em frente ao ponto do fretado, conversamos sobre o RU e nos despedimos. Me senti contente pela troca com meus colegas de grupo, propiciada pela atividade em campo.
Nossa visita ocorreu no dia 13 de novembro, após a aula de Identidade e Cultura. Por volta das 11:30, Mariana ofereceu uma carona para mim, Clara, Thiago e Murillo até a Pinacoteca de SBC. Em aproximadamente 20 minutos, ou mais, chegamos ao local. Para mim foi bastante legal observar a diferença entre a configuração urbana de São Bernardo e São Paulo, visto que sou da zona leste da capital paulista e raríssimas vezes andei ou conheci qualquer outros espaços, ruas e caminhos se não os cercam a UF. Durante todo o trajeto o clima foi super bacana e descontraído, principalmente por essa ter sido o contato mais próximo que tivemos até então. Conversamos principalmente sobre a UF, sobre a dinâmica das aulas, até sobre algumas figuras mais famosas do corpo docente e nossas expectativas quanto ao tema e o local que escolhemos para o projeto. Mas o que mais me surpreendeu foi descobrir que é em SBC que fica a tão famosa Cidade da Criança, colada ao prédio da pinacoteca. Da rua era possível escutar os gritos das crianças se divertindo nos brinquedos do parque. Fui pega desprevenida com informação de que existe um prefeito mirim da Cidade, o que me arrancou boas risadas, porque até então tudo o que eu conhecia era apenas de ouvir falar, principalmente em fotos e comerciais, sem nem imaginar que era aqui no ABC que ela ficava.
Reconhecemos que havíamos chegado no local certo ao ver um jardim com esculturas artísticas, em sua maioria de ferro e aço, na entrada do prédio. Nas escadarias, que dão acesso ao interior, Rafa já esperava pela gente para começar a visita.
Na volta, novamente peguei carona, mas dessa vez com o Leo, que deixou eu e Clara na UF por volta das 13h 13h30. Durante o caminho conversamos sobre a UF, diferenças que eu notei entre os alunos do matutino e do noturno, visto que essa é a minha primeira displina que faço no período da manhã. Comentamos sobre os jogos vorazes que é toda época de matrícula e a dura realidade dos chutes para nós, pobre estudantes do noturno, além de alguns momentos peculiares na graduação.
Apesar de ter aula no dia, resolvi ir para a Pinacoteca diretamente de casa, era por volta de 11:40. Tive a oportunidade de ir de carro e acabou sendo ótimo porque foi um dia sem trânsito e foi um caminho bem tranquilo. Antes de ir para lá descobri que o museu possuía um estacionamento gratuito, então deixou minha mobilidade para lá ainda mais facilitada.
Depois da visita, levei a Júlia e a Clara de volta para a UF em SBC. Isso era por volta de 13:00 e conversamos um pouco sobre nossa experiência na universidade e sobre a estrutura da Pinacoteca em geral, foi uma conversa bem bacana! Depois de uns 10 minutos chegamos lá e após deixá-las na UFABC, acabei voltando para casa e foi um trajeto um pouco mais conturbado, ocorreram 2 acidentes na Anchieta e atrasaram um pouco o trajeto.
Fomos para a visita logo após a aula (12h). Eu, Clara, Murilo, Tiago e Júlia fomos juntos de carro, a Pinacoteca de São Bernardo fica a cerca de 10 minutos de carro da universidade, mas acabamos demorando um pouco mais do que isso pois me perdi olhando o gps e tivemos que fazer um retorno. Foi bastante interessante irmos juntos pois eu não os conhecia para além da sala de aula e foi um bom momento de descontração e conexão enquanto grupo, acredito que isso nos ajude a fazer um trabalho em maior sincronia. Parei o carro uma quadra antes de chegarmos pois eu não sabia que no local havia estacionamento, a pinacoteca fica localizada ao lado do “Parque da Cidade da Criança” e enquanto andávamos foi possível observar crianças brincando no parque o que nos deixou bastante empolgados, alguns membros do grupo não eram de São Bernardo e ficaram impressionados em conhecer um bairro com atrações culturais tão diferentes, acabamos conversando bastante sobre as diferenças de bairros e a diferenças entre SBC e São Paulo.
Depois da visita eu retornei sozinha para minha casa e passei o caminho refletindo sobre a diferença entre as duas exposições que vimos na Pinacoteca e como elas se comunicavam com públicos diferentes, e que para transmitir isso usavam de diferentes formas de exposição, às vezes apenas como público não temos uma visão tão investigativa do porquê uma exposição de fotografias impressas em papel sem grandes adornos e outra ter mais de um ambiente e contar com recursos sonoros e explicações em QR Codes, mas como pesquisadora eu pude entender a necessidade dos artistas de se conectarem com seus públicos. Além disso, tivemos a oportunidade de conversar com uma das curadoras da pinacoteca e ela comentou sobre algumas das próximas exposições que vão receber e lembrei que quando comentei com alguns amigos que ia na pinacoteca eles falaram que queriam ir também e pensei que gostaria de retornar com eles para ir nas próximas exposições.
Parte do trajeto foi feita de carro por volta do 12:30 pelos membros do grupo, o que permitiram interações novas em um grupo que até então não tinha interagido fora do ambiente da aula. Ao chegar nas proximidades de local as calçadas foram algo que chamaram atenção por suas condições precárias, o que levantou questionamentos sobre a acessibilidade não só da Pinacoteca, mas dos espaços em seu entorno. Tal reflexão perdurou para além da execução do trabalho, uma vez que, tendo parentes com mobilidade comprometida, eles não seriam capazes de usufruir deste espaço.
De Uber, da faculdade até o espaço, o trajeto foi rápido, com ruas tranquilas e bem acessíveis tanto para pedestres quanto para quem utiliza bicicleta. As vias por onde passei eram mais estreitas e, por isso, o caminho indicado como mais rápido pelo mapa não necessariamente corresponde ao trajeto feito pelos ônibus.
Na volta, segui direto para o trabalho. O acesso até a Imigrantes foi rápido, o que facilita bastante a conexão com outros municípios. Saindo por volta das 14h, o trânsito estava dentro do esperado, sem grandes retenções.
Saímos juntos logo após a aula, perto das 12h. Eu, Mariana, Clara, Júlia e Murilo fomos no carro da Mari em direção à Pinacoteca de São Bernardo do Campo. O percurso, que normalmente levaria cerca de 9 a 10 minutos, acabou durando um pouco mais, tanto pelas conversas descontraídas quanto por um pequeno desencontro com o GPS, que nos fez precisar retornar uma rua.
Diferentemente da ida, voltei direto para casa, sozinho. O caminho serviu como um espaço de reflexão sobre tudo o que tínhamos acabado de vivenciar. Fiquei pensando especialmente sobre como a exposição do Breaking conversava com uma diversidade de públicos e também sobre como ela contrastava com a segunda exposição, a do Sarará (Laerte), que visitamos em seguida.
Percebi que, enquanto a primeira tinha uma abordagem mais direta, acessível e próxima de quem pratica ou convive com o Breaking, a segunda possuía um diálogo mais abrangente, trazendo temáticas urbanas, pichações, e reflexões sobre pertencimento e registro visual da cidade. Essa diferença de linguagem me fez pensar sobre as muitas maneiras de como a arte pode comunicar e incluir.
No dia da visita, sai da minha casa e fui andando até a Pinacoteca, pois não fui para a faculdade, uma distância pequena que pareceu ainda menor pois saí de casa atrasado. Só atravessei a Rua de casa Senador Vergueiro, e passei dois quarteirões para chegar, um percurso que se feito de carro demoraria mais tempo. Estava de fones de ouvido e já sabia o trajeto de cabeça, fui praticamente no automático.
Voltei para minha casa sozinho, pelo mesmo trajeto e também ouvindo música, provavelmente as mesmas que escutei na ida. Aproveitei para dar uma volta pelo bairro e andei em torno da cidade das crianças, esta divide o quarteirão com a Pinacoteca, lá perto tem o meu açaí favorito, o formosa. Aproveitei para fazer um pedido enquanto eu pensava que eu sou muito privilegiado por viver no centro de São Bernardo, perto de tudo, principalmente do meu estágio e da faculdade.
Trajeto Universidade (Campus SBC) - Cerca de 6 a 8 minutos
Trajeto estação Prefeito Saladino (SA) - Cerca de 14 minutos
Trajeto São Paulo - Cerca de 55 minutos
Trajeto casa do Victor - Cerca de 8 minutos (a pé)