JESUS + CARITAS – BRASIL 2014
APRESENTAÇÃO
Pe. Edivaldo Pereira dos Santos
Aurelio SANZ BAEZA, irmão responsável - Perín, Cartagena, Murcia, Espanha.
Queridos irmãos,
Está próximo o Advento e a festa do aniversário da Páscoa do irmão Carlos: o irmão universal, o homem-dom de Deus para a Igreja e o mundo dos últimos, aquele que nos ajuda pelo seu carisma a descobrir Deus Pai e tudo o que é bom nas pessoas, o trabalhador e o contemplativo… poderíamos fazer um rosário de títulos, todos muito diferentes do que socialmente tinha de visconde de Foucauld. O buscador, o pacífico, o pobre… Quando encontra Jesus transforma-se desde sua humanidade num grande amigo dele, sentindo-se amado e acompanhado. Amar e acompanhar as pessoas: uma de nossas missões. Sentirmo-nos amados e acompanhados: a gratuidade com a qual nossos irmãos e irmãs nos mostram o rosto de Jesus. Só os mais pequenos podem perceber isto. Recordamos essa frase do irmão Carlos: “Lembra-te que és pequeno”.
Faltam dois anos para celebrar o centenário de sua passagem ao Pai depois de se ter abandonado a Ele, confiando na sua vontade, agradecido, entregando sua vida nas manos dele, com um amor puro, com a confiança de um filho que sabe que seu pai o ama, porque o engendrou. Que este 1 de dezembro de 2014 Carlos de FOUCAULD continue animando-nos a sermos irmãos universais também nós, celebrando em nossas fraternidades, ou comunidades ou paróquias a loucura de um homem que quis imitar a loucura de Jesus.
Depois do tempo de Páscoa tive a ocasião de visitar as fraternidades de Marrocos, Argélia e Tunísia, em Rabat, aprendendo destes irmãos o seu saber estar dentro de uma cultura muito diferente da ocidental como testemunhas de Jesus convivendo com o Islão e servindo reduzidos grupos de cristãos. Estes irmãos são uma graça para a fraternidade. Obrigado a Marc BOUCROT, que me acolheu como um verdadeiro irmão e me ensinou alguma palavra de árabe.
Em agosto compartilhei o retiro de verão da fraternidade espanhola, onde aprofundamos em nossa identidade de presbíteros diocesanos chamados por Jesus a servir, celebrar, ajudar. Tudo isso no marco dum encontro de irmãos que amam a fraternidade e se comprometem nela. As introduções a cada tema do dia foram feitas por um irmão da fraternidade de Málaga, Javier GUERRERO. Entretanto, realizava-se a Assembleia Europeia em Verona, Itália, cuja carta ou declaração final já conheceis. Um bom momento e
ocasião para pôr em comum a vida das fraternidades em Europa e os desafios duma Igreja envelhecida que está chamada a conviver com uma sociedade materialista e pragmática e, ao mesmo tempo, com uma proporção cada vez maior de culturas diferentes. Ser Igreja não desde estruturas de poder, mas para dar a cada ser humano o que Jesus lhe daria: escutar, acompanhar, servir, sem que tudo isso tenha que supor uma adesão á comunidade cristã. Obrigado a John Mc’EVOY, a Secondo MARTIN e aos irmãos italianos.
Nosso encontro da equipe internacional de setembro em Amborovy, Madagascar, reforçou-nos como fraternidade plural em nossas línguas, etnias e culturas; fez-nos aprender uns dos outros e sentir que nos necessitamos, e que é tarefa de todos a coordenação das fraternidades nos continentes. A Carta de Amborovy resume nosso trabalho e experiência como fraternidade. Em março encontrar-nos-emos em minha casa Jean François e eu para continuar estudando e tentando dar resposta a temas da fraternidade que não podem ficar para o ano seguinte. Comunicai-nos qualquer questão ou assunto que vos preocupe, ou iniciativa que vos pareça interessante na organização e coordenação da fraternidade, visto que todos precisamos de todos. Obrigado.
Em Outubro compartilhei com a fraternidade de Malta o retiro anual e a vida e experiência de uns irmãos muito fiéis ao Evangelho e ao espírito da fraternidade. Essa fidelidade a Jesus e ao povo simples e crente que é, por sua vez, experiência de Deus, pura sabedoria bíblica em homens de fé com muitos anos de trabalho pastoral, gastos por Jesus. Ao fim do dia de deserto, além de algumas pedras e fósseis, levei na mochila o silêncio aprendido da entrega gratuita a Jesus no ordinário de cada dia e de cada pessoa. Joseph FSADNI ensinou-me alguma palavra em maltês e a sentir-me em Malta como em minha casa. Obrigado.
Este contato direto e fraterno com os irmãos está ajudando-me muito a aprender de suas vidas e de suas preocupações. Remete-me sempre a Mt 25,31-40: aprofundar no trato e na relação com as pessoas, para escutar, não para ser escutado; para servir, não para presidir suas celebrações; para anunciar boas notícias, não para carregar ninguém de angústia e de pessimismo; para tratar nos humildes irmãos o próprio Jesus.
Neste Advento desejo que minha esperança não seja uma simples ilusão. Gostaria que as pessoas sentissem Jesus que chega para dar de comer ao faminto de felicidade, dar de beber ao sedento de alegria, acolher o estrangeiro que pede para estar a nosso lado, vestir ao despido dos direitos que lhe são negados pela guerra, o despedimento fácil e rápido ou o desalojamento, estar com o doente ou a pessoa idosa que não pode disfrutar da vida que disfrutamos os outros, visitar o que está na prisão de sua solidão, isolamento pessoal ou dependência do álcool, da droga ou do jogo, defender a mulher maltratada e privada de direitos em tantas sociedades.
Eu creio que o Advento, além de acender uma vela cada domingo, de sentir que somos bons filhos de Deus, de um mesmo Pai, é sermos bons irmãos. Podemos perguntar-nos: quanto tempo faz que não visitei esta persona? Quando foi a última vez que telefonei a este irmão? Como me preocupa a saúde e a felicidade dos outros? As pessoas de nossas paróquias, quando já não estivermos, não se vai lembrar do que pregamos ou dissemos: sua experiência de Jesus será como tratamos o próximo, se somos pobres, e se estamos com eles nos momentos difíceis e tristes, bem como em suas alegrias e suas festas, se entregamos nosso tempo e energia sem pedir nada em troca. O papa Francisco, com outras palavras, não se cansa de falar neste sentido.
Na primeira semana de Páscoa, no mês de abril, teremos em Castelfranco, Itália, na casa das Discípulas do Evangelho, da família de Carlos de FOUCAULD, o encontro de responsáveis das fraternidades. O questionário que vos mandei e que também está em www.iesuscaritas.org podeis trabalhá-lo pessoalmente ou em fraternidade, se achais bem. Peço-vos que me mandeis vossas respostas antes de que acabe este ano, muito obrigado.
Que o amor de Deus nos inunde por dentro e continue dando a tantos irmãos da fraternidade que vivem situações complicadas em seus países pela guerra, especialmente, eles e suas famílias, a paz interior e a serenidade da esperança. Como Maria, tenhamos esperança: ela nos deu o Salvador. Um abraço grande com alegria.
Perín, Cartagena, Murcia, Espanha, 25 de novembro de 2014.
Pe. Carlos Roberto dos Santos - Diocese de Marília
A última Assembleia Geral dos Bispos no Brasil, que aconteceu em maio de 2014, aprovou o Documento 100, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia – a conversão pastoral da paróquia”. O documento aponta diretrizes para a Igreja no Brasil neste tempo conturbado com mudanças profundas, e tem como objetivo iluminar a nossa maneira de ser Igreja para que sejamos, realmente, “a comunidade dos que vivem de Cristo Jesus, iluminados e guiados pela força e suavidade do Espírito Santo, acolhidos pela bondade materna do Pai” (D. Leonardo Ulrich Steiner, na introdução).
O documento contém a introdução, seis capítulos, a saber: 1. Sinais dos tempos e conversão pastoral; 2. Palavra de Deus, vida e missão nas comunidades; 3. Surgimento da paróquia e sua evolução; 4. Comunidade paroquial; 5. Sujeitos e tarefas da conversão pastoral; 6. Proposições pastorais e a conclusão.
O conteúdo do documento é exigente e desafiador. Faz uma leitura dos sinais dos tempos em que vivemos, nesta sociedade relativista e em contínua mudança. Analisa as dificuldades de colocar em prática as orientações propostas pela Igreja desde o Concílio Vaticano II até a V Conferência de Aparecida, pontua os desafios que a Igreja tem encontrado na transmissão da fé, e faz algumas propostas uma ação pastoral eficaz, centrada em Jesus Cristo e na missão.
Em todo o documento, percebe-se a importância fundamental que a paróquia exerceu e exerce na transmissão da fé ao longo dos tempos. A ação paroquial é, basicamente, acolher e inserir os cristãos na vida de fé, e transmitir a mesma fé às novas gerações, ajudando-os a criarem raízes no tempo e no espaço em que vive. No entanto, do jeito que está organizada e estruturada atualmente, a paróquia não tem conseguido responder satisfatoriamente às inquietações e aos problemas do homem de nosso tempo, que vive nesta sociedade múltipla, relativista e hedonista.
O documento nos ajuda a tomar consciência de que a paróquia, para cumprir sua missão de transmissora da herança da fé necessita, urgentemente, de uma conversão pastoral. E o que seria esta conversão? Podemos resumi-la em três pontos: 1) ter a coragem de abandonar práticas que não servem mais na evangelização e não estão ajudando as pessoas a conhecerem Jesus Cristo e a viverem sua fé n’Ele; 2) provocar uma mudança no jeito de ser, de organizar-se, apresentar-se, acolher as pessoas e de apresentar a elas a fé. Pois nossa catequese, cursos e palestras nem sempre tem ajudado as pessoas a serem cristãos; 3) dar testemunho - viver de tal forma a vida cristã, seja no cotidiano das celebrações ou na secretaria, ou ainda no encontro com os irmãos, de tal forma que seja possível “tocar a pessoa” a ser evangelizada, isto é, tocar o coração e a mente daquele que receberá esta herança de fé. Ao final, através de todas as suas atividades, a paróquia deve incentivar e formar os seus membros para serem agentes da evangelização.
Como diz um ditado popular: “Pior do que uma igreja vazia é uma igreja cheia de gente vazia”. Neste sentido, a proposta do Documento 100 é convocar os cristãos a voltarem ao exemplo que nos foi transmitido desde os apóstolos e as primeiras comunidades: uma organização paroquial em pequenas comunidades, com pouca estrutura, mas bem acolhedoras e celebrativas, pois ”a multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considera suas as coisas que possuía, mas tudo era posto em comum entre eles! Não havia necessitados entre eles” (At 4,32.34). Se acontecer verdadeiramente esta conversão pastoral, a paróquia deverá tornar viva e dinâmica, missionária e toda setorizada, uma verdadeira rede de pequenas comunidades, onde a experiência cristã poderá ser melhor vivida. Dai o nome “Comunidade de comunidades”. Assim a paróquia terá condições de enfrentar este mundo altamente secularizado e cumprir sua missão de ser missionária. E estará cumprindo o mandato que a Igreja recebeu em seu nascimento: “ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).
De quem é esta tarefa de formar pequenas comunidades de discípulos convertidos pela Palavra de Deus e conscientes da urgência de viver em estado permanente de missão? O documento deixa claro que é tarefa de todos: bispos, padres, religiosos (as) e leigos (as). Por isso, deixa claro também, que é necessário “revisar a atuação dos ministros ordenados, consagrados e leigos” para ajudá-los a “desinstalarem-se” de seu comodismo e desânimo pastoral, para serem capazes de saírem de si e ir ao encontro dos irmãos.
Eis o grande desafio da Igreja no Brasil em nosso tempo. Quero lembrar que, em todo esse processo, os padres tem um papel especial, pois, como nos diz D. Claudio Hummes: “A Igreja caminha com os pés dos presbíteros. Quando eles param, a Igreja tem dificuldade de avançar; quando eles se movem, a Igreja se move... Na verdade, exercem um ministério estratégico e essencial para a vida concreta e quotidiana da Igreja.” Portanto não enterremos esse dom que recebemos. Gastemos nossa vida para que nossa Igreja seja fraterna, acolhedora e compromissada com os mais pobres: para que ela seja o mais próximo possível das primeiras comunidades.
“Ó beleza tão antiga e tão nova” (Santo Agostinho)
A experiência de comunidade acompanha a Igreja desde seu nascimento. O ideal dos primeiros cristãos consistia em ser “um só coração e uma só alma” (At 4,32), pondo em comum o que possuíam. Muitas são as experiências comunitárias no seio da Igreja hoje e em todos os tempos.
Na década de 60, nas proximidades do Concílio Vaticano II, o Plano de Emergência (PE - 1962) destacava a importância das “comunidades naturais” rurais ou urbanas, abertas ou não à evangelização, tais como comunidades de bairro, de trabalho, estudantil, etc. Estas comunidades, valorizadas no PE, apontavam para o fenômeno incipiente das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), cujas experiências pioneiras se manifestaram no Nordeste, com destaque para as comunidades de São Paulo de Potengi no RN - dentro do “Movimento de Natal” -, rompendo o quadro tradicional da pastoral paroquial. O Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) sugeria, ao invés da criação de novas paróquias jurídicas, o investimento nas “comunidades de base”, à semelhança das capelas rurais, visando à superação do anonimato e à acolhida e integração de todos na Igreja. Estas comunidades constituíam, para o PPC, parte integrante na estrutura da Diocese. A primeira fase da Campanha da Fraternidade apregoava a renovação interna da Igreja, incluindo a renovação paroquial, com o tema “Paróquia em renovação” e o lema “Faça de sua paróquia uma comunidade de fé, culto e amor” (CF 1965).
Inspiradas nas propostas da Conferência de Aparecida, em vista da conversão pastoral, as atuais DGAE propõem cinco urgências presentes na Ação Evangelizadora da Igreja. Entre as urgências pastorais, encontra-se: Igreja: comunidade de comunidades. Como desdobramento das Diretrizes, os bispos do Brasil nos apresentam o Doc. 100 da CNBB, intitulado Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia. A Conversão Pastoral da Paróquia.
Ao nos perguntar sobre o que a vida do irmão Carlos nos ajuda na vivência da experiência comunitária, recordamos seu desejo de viver a fraternidade e as muitas comunidades que surgiram inspiradas em seu ideal: fraternidades diocesanas e leigas, famílias religiosas e diversas experiências comunitárias e fraternais.
Viver em comunidade não consiste num “ajuntamento” de pessoas, mas numa experiência de partilha, solidariedade e fraternidade. Na busca do “último lugar”, em verdadeira atitude de kenosis, cada um considera “os outros superiores a si mesmo” e não busca “o próprio interesse, mas o interesse dos outros” (Fl 2, 3.4).
Unidas entre si, nossas fraternidades são belos exemplos de “rede de comunidades”. Vivemos a comunhão, inclusive com aqueles que ainda não conhecemos pessoalmente. Partilhamos ricas experiências de oração, serviço, missão, compromisso com os pobres, etc. Apoiamo-nos mutuamente, além ser sermos “fermento na massa” em nossas comunidades, dioceses e famílias religiosas. A Fraternidade também pode ser considerada uma “comunidade de comunidades” e tem muito a colaborar na conversão pastoral da Igreja.
Nota:
(1) As propostas e experiências da década de 60 já consistiam em verdadeira “conversão pastoral” da paróquia.
Pe. José de Anchieta Moura Lima - Juiz de Fora, MG
Em nossa arquidiocese de Juiz de Fora, todo o clero estudou o Documento 100, com o D. João Justino, auxiliar de BH. Também os leigos e leigas participaram. Fomos realmente mexidos, no sentido de dar uma resposta urgente aos desafios urbanos de nossa ação evangelizadora.
No final D. João deixou algumas perguntas desafiadoras para cada presbítero. Agora, cada forania e paroquia tem procurado colocar em prática, multiplicando os estudos sobre este tão importante documento. Em Brasília participei também de um curso no Centro Cultural Missionário. Um curso sobre a paroquia missionária. Foi assessorado por Sergio Coutinho, por membros das SMP e pelo Pe. Manoel
Godoy. Mais uma vez somos convidados a dar uma resposta missionária a um novo modelo de paroquia, onde a ‘Igreja em saída’, no dizer do Papa Francisco, exige uma profunda conversão de todo o clero. Destaco os 5 “Cs" que o Sérgio Coutinho compartilhou e, que, pode ser muito útil: 1º - Círculos Bíblicos ou Grupos de Reflexão;
2º - Catequese - como anúncio da fé;
3º - Celebração Semanal da Palavra de Deus - ampliação dos ministérios leigos;
4º - Conselhos de Pastoral Comunitário - trabalho em equipes descentralizadas
5º - Compromisso Sócio-Transformador - atuação nas pastorais e mov. Sociais
(Reflexões sobre uma Assembleia Diocesana de avaliação e planejamento)
Pe. Geraldo Gereon - São Francisco de Assis do Piauí, PI.
Realizar uma assembleia diocesana anual de avaliação e programação dentro das programações da CNBB é normal. Fazer o mesmo a partir do documento nº 100 é um desafio: este recente documento programático sugere e cobra o que se resume na palavra “conversão pastoral da paróquia”. O termo “conversão”, no sentido bíblico, é bastante abrangente: sempre procura provocar o abandono do pecado, a consciência de encontrar um Deus misericordioso e a recuperação da intimidade de amor no convívio com Deus e suas criaturas. Conversão tanto é um ato individual de quem volta dos seus caminhos errados, como também pode ser coletiva quando envolve uma comunidade ou um povo inteiro. Conversão pode visar o pagão que descobre o Deus verdadeiro. Muitas vezes, porém, é cobrada do povo de Deus que se desviou da aliança, dos mandamentos, da fidelidade no amor. Toda a missão de Jesus com o seu apelo à conversão tem esse único objetivo: formar um novo povo de Deus.
Afinar o público de uma assembleia diocesana para se dispor à conversão é complexo e arriscado. Exige uma voz profética que nunca é bem-vinda, como mostra a longa história do povo de Deus. Além do mais provoca resistência quando parece desnecessária e se declara que tudo está “normal” e corretamente funcionando. O profeta que incomoda com a sua chamada à conversão é hostilizado (Jesus: “Vocês matam os profetas”) ou, pelo menos, neutralizado (“outra vez a gente conversa”).
A CNBB é a cúpula da igreja católica do Brasil. Mas ela não é uma autoridade absoluta exercida sobre a massa dos fiéis. Propor e cobrar uma “conversão pastoral” é arriscado, com um resultado incerto. Como certo se pode esperar insensibilidade e até a recusa de um questionamento, principalmente pelos que fazem a “pastoral”: os pastores em todos os níveis.
Uma assembleia diocesana, que faz primeiro uma avaliação sincera e detalhada, tem chance de concluir: converter-se é preciso. Uma avaliação predefinida, porém, já redigida sem o processo doloroso, mas, orgânico de se deixar questionar e revelar divergências, só tem uma plateia de ouvintes, mas não o organismo vivo duma comunidade que modestamente constata: converter-se é preciso.
Um exemplo: Ninguém quer esconder a preocupação pelas vocações sacerdotais. No entanto: declarar simplesmente necessária uma animação da pastoral vocacional não seria fruto duma conversão, mas a constatação da precisão de sacerdotes no perfil convencional: “homem, celibatário, academicamente formado em seminários modernamente tridentinos” (J. A. de Almeida: Os ministérios não ordenados na Igreja latino-americana). Converter-se é preciso.
Conversão sempre doe, desinstala, questiona. Ela revela um Deus-surpresa, diferente das imagens que dele fizemos. O caminho da conversão começa com a disposição para mudar, deixar-se tocar, ter coragem para recomeçar pelo avesso.
O apelo à conversão não é novidade do ano 2014. Aparecida (2007) já proclamou: “Deve-se abandonar as estruturas caducas que já não favorecem a transmissão da fé.”, ou mais forte ainda: “Aparecida espera uma valente renovação renovadora das paróquias”. Isso é mais do que a instalação de um sistema digitalizado na secretaria da paróquia. Sem essa dinâmica a conversão fica só um retoque com tintas baratas nas cores da moda atual.
Conversão, ao propor mudanças, sempre enfrenta argumentos que insistem no que já é praticado: “Sempre foi assim”. Essa palavra desarticula propostas inovadoras. Não pode ser o que nunca se conhecia antes. Os velhos argumentos dos fariseus e escribas continuam combatendo os profetas de todos os tempos, inclusive papa e bispos. Uma diocese não deveria apresentar às suas paróquias programas elaborados e votados antes de exigir que as suas lideranças locais se exponham às perguntas: O que achamos da nossa
paróquia? Como analisamos o nosso “Sempre foi assim”? A santa ousadia nos levaria a uma novidade sempre rejeitada?
Conversão exige uma estratégia. Primeiro: Observar a estrutura do processo: O passado – arrepender-se do pecado; o presente – derrubar o instalado; o futuro – construir uma alternativa. Segundo: Estabelecer metas necessárias, mas viáveis, pequenos passos, prazos curtos, não tudo de uma vez, sem longas listas de propostas; prioridade só pode ser uma e não cinco propostas. Terceiro: insistir numa avaliação profunda, repetida, permanente.
O capítulo final do documento nº 100 insiste, mais uma vez, na “reflexão sobre a paróquia e suas comunidades”. O texto com suas múltiplas propostas para uma radical conversão indica 5 questões para a reflexão nas paróquias. Deveriam constar num papel como dever de casa para os representantes das paróquias levar, com data marcada para acontecer. As cinco questões são essas
1 – Quais são os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a nossa comunidade paroquial? 2 – Que atividades pastorais e estruturas precisam ser revisadas?
3 – Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral?
4 – Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade de comunidades?
5 – O que precisamos assumir para sermos uma paróquia missionária?
O nosso Papa nos anima: “Deus não tem medo do novo.”
MOTIVAÇÃO E/OU ILUMINAÇÕES PARA O RETIRO 2015
Pe Gildo Nogueira Gomes – Responsável Nacional – Quatis, RJ.
LEGADO DE CHARLES DE FOUCAULD E SANTA TERESINHA
Espiritualidade e mística: séculos XIX e XX
Inácio José do Vale – Rio de Janeiro, RJ.
Escreve o renomado historiador francês Daniel-Rops: “É impressionante que as duas figuras espirituais que vão exercer maior influência neste tempo – Santa Teresa de Lisieux e o Padre Charles de Foucauld, esse último gigante da ascese – sejam ambos partidários do ‘pequeno caminho’, ou seja, da consagração pela prece dos deveres, das alegrias, das penas da vida quotidiana” (1).
Charles nasceu no dia 15 de setembro de 1858, Estrasburgo, França e faleceu no dia 1 de dezembro de 1916, Tamanrasset, Argélia.
Enzo Bianchi é religioso, formado em economia pela Universidade de Turim, jornalista e escritor italiano, fundador e prior da Comunidade Monástica de Bose. Bianchi afirma que: “Depois de São Francisco de Assis e, agora, depois de Charles de Foucauld, toda vida religiosa e cada forma de testemunho na Igreja não podem mais ser vividos como antes: Charles mudou as formas até às raízes”.
A vida escondida de Foucauld não podia ficar escondida por muito tempo, e uma biografia escrita por René Bazin em 1921 inspirou alguns jovens a segui-lo. A primeira Fraternidade dos Irmãozinhos de Jesus foi instalada em 1933 na borda do Saara, mas não foi até depois da Segunda Guerra Mundial que os números começaram a florescer. Em toda parte do mundo tem seguidores da espiritualidade foucauldiana.
René Bazin nasceu em Angers em 26 de Dezembro de 1853 e morreu em Paris em 20 de Julho de 1932 1, foi um escritor francês, professor, advogado, romancista, jornalista, historiador, ensaísta e autor de Belas Viagens. Membro da Academia Francesa.
“Demos graças pelo testemunho de Charles de Foucauld. Através de sua vida contemplativa e escondida em Nazaré, tendo descoberto a verdade sobre a humanidade de Jesus, ele nos convida a contemplar o mistério da Encarnação. Lá, ele aprendeu muito sobre o Senhor, a quem ele queria seguir com humildade e pobreza. Ele descobriu que Jesus tendo chegado a nos unirmos em nossa humanidade, nos convida a universal fraternidade que ele viria a viver no Saara com um amor do qual Cristo era o
exemplo. Como sacerdote, ele colocou a Eucaristia e o Evangelho, as mesas gêmeas do Pão e da Palavra, a fonte cristã de vida e missão, no centro de sua vida” - Papa Bento XVI.
Espiritualidade
O núcleo central da espiritualidade de Charles de Foucauld é a “espiritualidade de Nazaré”. Nazaré é um lugar, uma experiência, um símbolo abissal na sua espiritualidade. A investigação, por vezes bastante fiel, de muitos exploradores do seu itinerário espiritual, parece ser unânime em afirmar que “viver como pequeno irmão de Jesus em Nazaré” é certamente a constante que alumia a sua aventurosa vocação religiosa e unifica o itinerário da sua maturação eclesial. Ser um pequeno irmão de Jesus equivale a dar vida a uma relação teologal que se exprime numa coabitação fraterna com o Senhor em prol dos outros. Na centralidade do projeto de Cristo, exclama Charles de Foucauld: “Você tem um ÚNICO MODELO: JESUS. Não procure outro”.
Pensamentos
“Se não vivemos o Evangelho, Jesus não vive em nós”.
“Gritar o Evangelho com a própria vida”.
“Todos os nossos atos devem gritar o que somos de Jesus”.
“Jesus só merece ser amado apaixonadamente”.
Santa Teresa de Lisieux, O.C.D., mais conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus da Sagrada Face, foi uma freira carmelita descalça francesa conhecida como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos romanos e religiosos em geral por seu "jeito prático e simples de abordar a vida espiritual". Juntamente com São Francisco de Assis, é uma das santas mais populares da história da Igreja. O papa Pio X chamou-a de "a maior entre os santos modernos”.
Santa Teresinha nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, Alençon, França, e faleceu no dia 30 de setembro de 1897, Lisieux, França.
O impacto de sua "A História de uma Alma", uma coleção de seus manuscritos autobiográficos publicados e distribuídos um ano depois de sua morte foi tremendo e ela rapidamente tornou-se um dos santos mais populares do século XX. Pio XI fez dela a "estrela de seu pontificado", beatificando-a em 1923 e canonizando-a dois anos depois. Teresa foi também declarada co-padroeira das missões com São Francisco Xavier em 1927 e nomeada co-padroeira da França (com Santa Joana d'Arc) em 1944. Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II proclamou Teresa a trigésima-terceira Doutora da Igreja, a pessoa mais jovem a ter recebido esse título.
Através da carta apostólica Divini Amoris Scientia “A Ciência do Amor Divino”, de 19 de outubro de 1997, São João Paulo II proclamou Teresa uma Doutora da Igreja, uma das quatro mulheres a terem recebido a honra até então, (as outras eram: Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Siena e Santa Hildegarda de Bingen).
O Pequeno Caminho
Em sua busca pela santidade, Teresa acreditava que não era necessário realizar atos heroicos e nem “grandes feitos” para atingir a santidade e nem para expressar o amor de Deus: “O amor prova-se por feitos, então como posso provar meu amor? Grandes feitos estão fora do meu alcance. A única forma de provar meu amor é espalhando flores e estas flores são todos os pequenos sacrifícios, cada olhar, cada palavra e cada pequeno ato de amor”, escreveu Santa Teresinha.
Este “pequeno caminho” de Teresa é o fundamento de sua espiritualidade. Na Igreja Católica, o caminho de Teresa ficou conhecido por algum tempo como “o pequeno caminho da infância espiritual”, mas ela própria só usou o termo “pequeno caminho” uma única vez e jamais escreveu “infância espiritual”. Foi sua irmã Pauline que, depois da morte de Teresa, adotou a frase para batiza-lo.
Junto com São Francisco de Assis, Santa Teresinha é um dos santos católicos mais populares desde a era apostólica. Como Doutora da Igreja, está sujeita a intenso debate e estudo teológico, e, como uma encantadora jovem cuja mensagem tocou a vida de milhões, é o foco de fervorosa devoção popular. (FLINN, Frank K. Encyclopedia of Catholicism. Manhattan, New York City: Infobase Publishing, 2006. p.598).
Santa Teresinha morreu aos 24 anos de idade. Em seu leito de morte, suas últimas palavras foram “Meu Deus, eu te amo!”
A Basílica de Lisieux é o segundo mais popular destino de peregrinação na França depois do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.
Pensamentos:
"Eu amo apenas a simplicidade. Tenho horror à pretensão".
"É preciso que o Espírito Santo seja a vida de teu coração".
“Quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra”
“Depois da minha morte, farei cair uma chuva de rosas”
O legado de Foucauld e de Santa Teresinha é uma vida e uma obra profundamente no amor e na missão evangelizadora de Jesus Cristo. Eles nos ensinam uma abissal espiritualidade e mística que dão sentido a vida abundante. Seguir Jesus é frutificar a ação missionária e a obra de caridade em prol da salvação das almas. Nossa paixão ardente por Cristo é revelada na anunciação da Boa Nova do Reino de Deus.
Proclamar o Evangelho é viver a mística da obediência do Bom Pastor e amar os que não fazem parte do rebanho do Pastor e Redentor. Cada pecador que encontrar o Cristo Salvador e tem a experiência da graça e da libertação faz o mundo mais justo, mais fraterno e mais lindo. Hoje mais do que nunca, precisamos urgentemente viver as maravilhas da espiritualidade e da mística.
Os cristãos da pós-modernidade devem meditar abissalmente nesse pensamento do grande teólogo alemão Karl Rahner: “O cristão do século XXI será místico ou não será cristão”.
Fontes:
(1) Daniel-Rops, Henri. A Igreja das revoluções (II): um combate por Deus. São Paulo: Quadrante, 2006, Vol. IX, p. 656.
Página oficial da família espiritual de Charles de Foucauld www.charlesdefoucauld.org; http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_Lisieux
POR CAUSA DO EVANGELHO
As tragédias da Transnordestina em São Francisco de Assis do Piauí
Pe. Geraldo Gereon, São Francisco de Assis do Piauí, PI.
O dicionário “Aurélio” define a “Calamidade” como “desgraça pública”, enquanto o termo “tragédia” significa “ocorrência funesta (desastrosa)”. Aqui não queremos apenas continuar as nossas reflexões sobre São Francisco de Assis do Piauí e suas calamidades acrescentando mais uma às duas anteriores. Queremos falar do que está acontecendo no nosso município e nos municípios vizinhos de Bela Vista do Piauí e Simplício Mendes, que também pertencem à área da nossa atuação.
Trata-se do projeto da Ferrovia Transnordestina. São 1.723 km de uma ferrovia totalmente nova. Ela começa nos cerrados do sul do Piauí com sua gigantesca produção agrícola que precisa ser escoada rumo a dois portos marítimos: Fortaleza e Recife. A previsão é de dois comboios de 104 vagões por dia, que levam 12.500 toneladas de grãos cada até o ponto de embarque nos navios. De Eliseu Martins no Piauí até Fortaleza são 1.650 km, e até Recife são 1.500 km.
Cabe aqui uma observação. De Eliseu Martins até Luís Correia, o pequeno porto no litoral piauiense, seriam 850 km, passando perto de Teresina. O Brasil, que faz um porto moderno para os cubanos, não faria também um porto adequado no Piauí? A produção do Piauí viajava pelo Piauí e embarcava no Piauí. Tanto a construção como a manutenção e o custo da viagem ficariam pela metade. E o Piauí sairia do seu atraso. Mais uma chance virou sonho e utopia.
Voltamos para a realidade. A tragédia que aqui apontamos refere-se às “vítimas” da Transnordestina, que são os pequenos proprietários desapropriados e mal indenizados. Além de perder terras cultivadas e, em alguns casos, também suas casas recebem indenizações irrisórias. Nos três municípios da nossa área são em torno de 120 famílias. Cerca de 80 % delas esperam uma sentença judicial. A avaliação foi errada ou incompleta e exige correção. As comarcas da região não têm os titulares estabelecidos. Os substitutos aparecem esporadicamente e não conseguem concluir os processos. Os serviços topográficos não são exatos, quando p.ex. o traço da faixa foi mudado e agora atinge uma casa. O maquinário pesado das empresas terceirizadas não quer parar por questões judiciais que não da sua responsabilidade – o rolo compressor avança para derrubar.
Vamos esclarecer um detalhe com números. A faixa da ferrovia atravessa o município de São Francisco de Assis numa extensão de cerca de 40 km, com largura de cerca de 80 m. Isso dá um total de 320
hectares. O valor das indenizações estipuladas para todos os atingidos é de R$ 36.110,36, ou seja, R$ 112,84 por hectare. O valor previsto mais alto é de R$ 7.099,31, o valor mais baixo é de R$ 8,42 (sic). 65.7% dos atingidos recebem menos de R$ 1.000,00. Sempre se alega que a lei é essa, e nada foi feito fora do que a lei manda. Pelo que se percebe, essa lei é injusta. Lembramos aqui a palavra: “Nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer” (Jo 19,7 – os chefes do povo referem-se a Jesus) Os construtores da ferrovia trabalham com máquinas, não com coração e sem compaixão.
Acrescentamos agora três exemplos que justificam o termo “tragédia”.
1 – O Senhor Silvino tem uma casa e uma roça de 2 hectares na terra do seu sogro. A faixa da ferrovia passa no meio da sua roça, deixando a menor parte no lado de lá. A faixa está sendo cercada eliminando a rodagem ao lado da roça. Sr. Silvino está doente da coluna e dos rins, e sofre de pressão alta. Ele olha da porta da sua casa pra o resto da roça no outro lado e não sabe como chegar lá, nem sabe como fazer uma nova roça no lado de cá.
2 – O Senhor José de Vital perde parte de duas roças. Após a primeira avaliação foi feita uma correção na faixa. Ela agora passa por cima da sua casa que não é incluída na indenização. Sr. José está sem dormir, deprimido, procurando um pé de arvore para agasalhar a família debaixo dela.
3 – Na localidade “Povoação” tem 6 proprietários com suas terras ligadas uma na outra. Todos eles abastecem os seus pequenos rebanhos num açude no outro lado da ferrovia que corta as suas terras. As indenizações não consideram este fato, porque a lei baseia-se em hectares atingidos – e lei é lei. Sem acesso para o açude, esses pequenos criadores não poderão manter os seus animais.
A Fraternidade de São Francisco de Assis, profundamente sensibilizada pelo conjunto dessas tragédias, organizou as seguintes medidas emergenciais: Contratamos um advogado pra tratar dos casos pendentes na justiça numa ação coletiva. Para criar novos roçados antes do novo inverno organizamos mutirões sustentando-os com ajuda para alimentação. Compramos 415 bolas de arame com grampos para as novas cercas e diversos materiais de construção. Até agora gastamos R$106.000,00, provenientes de doações de pessoas com o coração compassivo e generoso. Dentro em breve entraremos no município de Simplício Mendes com a mesma programação.
12 de outubro de 2014.
REUNIÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL
Pe Gildo Nogueira Gomes – Responsável Nacional - Quatis, RJ.
Presentes:
Antonio Carlos – Responsável Região Norte (Pará – Maranhão).
Antonio Lopes – Responsável Nordeste e Mês de Nazaré
Gunther – Responsável Região Centro Oeste
Jeová – Responsável do Retiro para os Seminaristas
Sílvio – Responsável Região Sul
Valdo – Responsável Região Sudeste (São Paulo) e Retiro para os Seminaristas
Gildo – Responsável Nacional
Ausentes:
Anchieta – Responsável Finanças e Mês de Nazaré
Edivaldo (Didi) – Responsável pelo Boletim
Jaidson – Responsável Leste
Bizon – Responsável Publicações
Maurício – Membro da Equipe do Conselho Internacional
Reunimo-nos em Belém do Pará, no município de Ananindeua, na casa das Irmãs Missionárias do Coração Eucarístico de 20 a 22.10.2014, casa simples e de boa acolhida das irmãs, congregação religiosa diocesana.
Tivemos todo apoio logístico do Pe Carlinhos e da Fraternidade local na pessoa do Pe Sílvio e Jaime Pereira. Fomos visitados pelos padres acima além do Pe José Luiz da Equipe de Formação do Seminário maior de Belém, vizinho das irmãs, do Pe Possidônio (Sid) e do diácono Ednaldo.
Tratamos dos diversos assuntos na pauta abaixo e fizemos os encaminhamentos possíveis. Desenvolvimento Da Reunião:
1. Retiro Anual – São João Batista – SC (Grande Florianópolis) – 06 A 13.01.15 Veremos com Dom Eugênio a estrutura e proposta dos encaminhamentos dos dias, de acordo com a proposta abaixo:
Dia 06 – terça: 18h – Eucaristia; 19h – jantar; 20h – abertura do retiro
Dia 13 – terça – encerramento com o almoço.
Veremos com o Pe Almir e Edimar a possibilidade de levar o grupo de ônibus fretado desde Florianópolis até a Casa Betânia, com aproposta de acolher a todos o seminário ITESC, para quem chegar até 16h (em torno de) e depois serem conduzidos para o local do retiro.
Para os que chegarem depois veremos como facilitar sua chegada ao local do retiro Tudo isso dependerá dos horários em que chegarão os inscritos – quando aproximar os dias do retiro devo fazer solicitação para que todos indiquem os horários previstos de chegada, para fazermos a programação.
2. Livro de cantos para o retiro:
O Pe Carlos Roberto, de Marília, está elaborando o mesmo e pedindo sugestão de cânticos, refrões e mantras para compô-lo.
3. Finanças da Fraternidade
O saldo da FSJC, conforme extrato bancário da conta 33.670-X, agência 2922-X é de R$ 12.000,00 (exatos R$ 12.434,02).
Os valores a serem entregues à Fraternidade Internacional ainda não o fizemos. Parte do valor acima será enviado à Equipe Internacional. O que deveremos fazer proximamente. São 10% de todas as entradas.
4. Retiro dos Seminaristas – 2015
Data: 07 a 11.07.2015 (início com o jantar e término com o almoço)
Local: Brasília (local a ser definido por Jeová); Levar carta convite para o retiro de janeiro. Fazer carta aos bispos simpatizantes e membros da fraternidade, divulgando e incentivando, com assinatura de um bispo da fraternidade.
5. Mês de Nazaré – 2014
O Mosteiro da Anunciação em Goiás – GO onde o mesmo novamente foi realizado foi considerando ambiente muito favorável.
A presença de Dom Eugênio com a pregação do retiro e sua proximidade é muito positiva. Também a presença e a participação do Pe Jaime Jongmans foi e é muito importante por seu conhecimento e partilha da história e vida do Ir. Carlos.
Pe Anchieta ficou o tempo todo no mês de Nazaré o que dá um fio condutor de todo o processo e Pe Antônio Lopes ficou uma parte depois de encerrado o Encontro das CEBs do qual participou. Houve bom entrosamento de toda a turma.
As atividades foram distribuídas e assumidas por cada um e por todos.
Seguiram também as orações nas diversas horas em comunhão com a tradição do mosteiro. Pe Anchieta solicita que o próximo mês de Nazaré o Pe Antônio Lopes possa estar mais presente o tempo todo.
⬥ Próximo mês de Nazaré: proposta 05 a 29.01.2016
Local: próximo à Aparecida – SP, onde pretendemos realizar o retiro nacional dentro das atividades do centenário.
O projeto é: todos participarem do retiro nacional juntos e prosseguir os que vão participar do mês de Nazaré, nas proximidades, no sul do Estado do Rio ou nas imediações de Aparecida. Fazer sondagem junto aos padres para ver se existe demanda para tal.
⬥ Critérios para participar do mês de Nazaré:
1. Ser participante da FSJC em alguma fraternidade local,
2. Ter participado de algum retiro nacional da FSJC,
3. Ser retiro para engajamento na FSJC,
4. Aberto às irmãzinhas,
5. Aberto também aos diáconos permanentes que estão iniciando na espiritualidade, com os critérios acima.
6. Não é para seminaristas, nem como retiro para ordenação, o que pode ser o retiro nacional. 7. Os Novatos devem ser acolhidos no Retiro Nacional, na Fraternidade Local, no Retiro para Seminaristas, não no “Mês de Nazaré”.
8. Tudo isto precisa ser referendado na assembleia ao final do retiro.
6. Boletim das Fraternidades
Pe Ademilson, Marília, está responsável pela distribuição dos boletins.
Atualmente saem três números: Ecos do retiro, Testemunhos, Vida do Ir. Carlos, está bom assim. Deveremos enviar boletins para: Assinantes, Casas de Formação/Seminários de Teologia; Bispos com ligação com a FSJC e onde há padres da FSJC: ver lista no retiro nacional, com base no Diretório Litúrgico e pedir sugestões a D. Eugênio Rixen; Enviar para outros membros da família do Ir. Carlos.
7. Arquivo de Documentos e Materiais da FSJC – Brasil
Onde montar arquivo para guardar materiais, documentos e a memória?
Gunther tem muito material, boletim e cartas desde o início.
Fazer um livro tombo, resgatar a história – alguns boletins o estão fazendo.
Fazer contato com Jaime Jongmas e ver se interessa por fazer este arquivo.
8. Fraternidades
Fizemos a partilha de vida nossa e das fraternidades das quais participamos.
Fizemos adoração, orações, celebração eucarística entre nós e com as irmãs.
Foi um bom encontro fraterno que nos anima sempre a estarmos juntos.
9. Centenário do Irmão Carlos
Criar uma comissão para preparar, articular e acompanhar o centenário, garantir memória e arquivos – convidar um secretário.
Reservar o Santuário de Aparecida para a abertura em 01.12.15 – convidar um dos bispos da fraternidade ou outro para presidir na missa das 9hs que é divulgada pela TV.
Pedir espaço no ENP/2016 – abril, para apresentar a proposta da espiritualidade aos padres. Ver com Dom Eugênio a proposta de participar da Assembleia Geral da CNBB em 2015, em Aparecida, para apresentar a proposta aos bispos do Brasil – O Responsável nacional e outros. Em 2016 o retiro nacional seja feito em Aparecida, com uma missa no santuário para divulgação. Uma peregrinação pelas terras onde passou o Ir. Carlos, em combinação com os Responsáveis internacional.
Promover Fóruns locais e regionais, em cidades e dioceses, mesas redondas e outros eventos, sobre Charles de Foucauld e a Fraternidade Sacerdotal.
Criar uma comissão para propor estrutura dos fóruns, para as regiões, locais – para facilitar os eventos e sua dinâmica.
Apresentar o Fórum: nos institutos de teologia; nos Seminários e Casas de Formação, nas Dioceses, nas Paróquias, nas Reuniões do Clero, etc.
Propor retiros espirituais nesta temática: Ir. Carlos e nova forma de evangelizar; Gritar o Evangelho com a vida.
Fazer um cartaz comemorativo do centenário: Com tema e lema: Gritar o Evangelho com a vida! O método o Ir. Carlos; O exemplo do Ir. Carlos, etc.
Literatura e publicações: negociar e dialogar com Pe Bizon: ver se há material a levar para vender já no retiro de 2015.
Gunther se dispôs a traduzir, com ajuda de outros o livro texto de Pe Bernard Colomb, ele autoriza traduzir e publicar, há que confirmar com ele.
Realizar debate em canais católicos de rádio e TV.
Abrir um blog, e/ou site para conjunto com a família.
Criar uma secretaria.
Articular com toda a família espiritual de Charles de Foucauld no Brasil para fazer as atividades em conjunto, estabelecer agenda e participações.
Retiro de 2016 articular com toda a família, convidar irmãzinhas, leigos e leigas.
Pelo menos em um fim de semana dentro do retiro fazer um encontro ou assembleia (sábado e domingo).
Proposta de retiro: 05 a 12.01.16, em Aparecida, SP.
09 e 10.01.16 – Encontro/assembleia com a família espiritual de Charles de Foucauld. Por isso fazer o mês de Nazaré próximo de Aparecida em continuidade ao retiro, ou fazer o mês de Nazaré em julho/2016. Pe Antônio Lopes pode fazê-lo – ver com Pe Anchieta e se há candidatos.
10. Folder
Elaborar para ser entregue já no retiro de 2015.
Distribuir também no ENP, em abril de 2016.
Na Assembleia anual dos bispos da CNBB em 2015 em Aparecida.
Participar da CMOVC em 2016 – pedir espaço de participação junto à comissão.
Quantos folderes: 5.000 ou 10.000, a ver.
11. Blog, Site, Facebook
Criar um blog, e ou site e uma página no facebook.
Procurar assessoria da secretaria da FSJC a ser criada e funcionário da paróquia em Quatis que poderá assessorar.
Também articular com a família do Ir. Carlos.
12. Partilha da realidade local – Pará/Belém/Amazônia – Feita pelo Pe. Silvio, de Ananindeua. Pe Silvio nos brindou com uma partilha sobre o Pará, de modo especial sobre o “Círio de Nazaré”. Círio é a festa inicial, que era procissão noturna, com as velas (círios) durante muitos anos, depois mudou-se para durante o dia e permaneceu o nome.
É uma festa que tem origem há uns 210 anos, por promessa do Governador do Pará que em situação de acidente, naufrágio do navio em que viajava para Portugal prometeu que se salvasse ele e sua família quando chegassem a Belém faria uma procissão e assim foi feito.
Plácido foi o que encontrou a imagem de N. S. de Nazaré próximo de uma árvore á beira de um igarapé, a levara para sua casa e ela voltou ao local, assim entenderam que ela queria ficar ali naquele lugar, então fizeram ali as Igrejas até a atual basílica.
A história da corda na procissão do Círio – a berlinda que carrega a santa era puxada por bois e um dia ficou atolada, então amarraram a corda e muitas pessoas ajudaram a puxá-la, daí em diante puxam a berlinda com a corda e todos querem ajudar e ficou do tamanho que é hoje. Nem precisa de tanta gente, mas a tradição se fez e hoje é como é.
13. Agenda das reuniões das regiões em 2016
1) 04 e 05.05.15 – Sudeste, Marília – SP.
2) 25 a 27.05.15 – Leste – Dores do Rio Preto – ES.
3) 22 a 25.06.15 – Rondonópolis – MT.
4) 22 a 24.09.15 – Nordeste – Recife
5) Não marcado – Sul
6) Não marcado – Norte – São Luiz – MA (06 a 09.07.15???)
7) Não marcado – Norte – Amazonas.
14. Encontro Nacional da Coordenação - Responsáveis
31.08 a 02.09.15 – São Paulo, ver local com Celso Pedro e Bizon (Casa da Reconciliação???)
CONVITE: JUBILEU DE OURO SACERDOTAL
Pe. Virgílio Leite Uchôa.
Prezado padre:
Convido-o a participar deste momento especial de minha vida, dia 13 de Dezembro de 2014. Sua presença muito me alegrará para nos unirmos na oração de ação de graças a Deus pelo serviço que pude prestar ao seu Povo, ao longo destes cinquenta anos, por simples misericórdia e bondade. Um grande abraço, fraterno e amigo.
RETIRO ANUAL – FLORIANÓPOLIS
Pe Gildo Nogueira Gomes – Responsável Nacional
Caro Irmão:
“Deus, para nos salvar, veio a nós, agregou-se a nós, viveu conosco no contato mais familiar e mais estreito, da Anunciação até a Ascensão. Pela salvação das almas, ele continua vindo a nós, se misturando conosco, vivendo conosco no contato mais estreito, cada dia e cada hora, na sagrada Eucaristia” (Charles de Foucauld, “Um pensamento para cada dia”, Ed. Ave Maria, p. 18).
Vimos convidá-lo a participar do nosso “Retiro Anual”.
Solicitamos também convidar outros irmãos para estarem conosco.
Também as Irmãzinhas, Bispos, Diáconos, Seminaristas e Leigos costumam participar conosco, o que nos enriquece muito e nos enche de alegria.
Este retiro/encontro é para estreitar nossos laços com Deus e conosco e aprofundar a espiritualidade da Fraternidade, inspirada no Ir. Carlos.
Aguardamos você com alegria!
Receba nosso abraço fraterno em Cristo Jesus, nosso Bem Amado Irmão e Senhor.
Início: 06 de janeiro de 2015 – Eucaristia: 18 h; Jantar: 19 h; Início dos trabalhos: 20 h. Término: 13 de janeiro de 2015, com o almoço.
Assessor: Dom Eugênio Rixen, Bispo diocesano de Goiás – GO.
Local: “Casa de Retiros Bethânia” – “Recanto São João Batista”: Estrada Municipal Bethania, 400 – Cidade de São João Batista – SC – (Está a uns 77 Km de Florianópolis)
Tel da casa: (48) 3265-4415; (48) 9643-8668-TIM. E-mail: sjb@bethania.com; www.bethania.com.br
Taxa de hospedagem = R$ 450,00/todo o retiro - incluído roupa de cama e banho. (acresce R$ 60,00 para cada dia a mais que ficar)
- na casa não há ventiladores: quem puder favor levar.
Levar: Bíblia, Ofício Divino das Comunidades e materiais de anotação.
Como chegar: (o quanto antes providenciar as passagens devido ao valor das mesmas) 1. No Aeroporto de Florianópolis: Ir até o Terminal Rodoviário Rita Maria de Florianópolis (taxi do aeroporto à Rodoviária uns R$ 20,00) – tomar ônibus:
a. “Reunidas” direto Para a Cidade de São João Batista (77 Km) – quatro horários ao dia, ou b. “Reunidas” Para a Cidade de Tijucas (uns 52 Km) são sete horários e
“Catarinense” para a Cidade de Tijucas – são 17 horários – Lá tomar ônibus para São João Batista “Empresa Santa Terezinha” (uns 26 Km)
c. Em São João Batista tomar taxi para a Casa Betânia (48)9951-2729 (+ ou – R$ 15,00) 2. Ir de taxi desde Florianópolis pode ser muito caro, em torno de R$ 250,00
3. De carro: BR-101 até Tijucas e SC-401 até São João Batista + 3,5Km até a Comunidade Bethânia.
Quatis RJ, agosto de 2014.
Pe Jeová Elias Ferreira – Sobradinho – Brasília, DF
BACARJI, Arlene Denise. A Impostura no Ministério da Ordem. Brasília, outubro de 2014: Edição da autora; contato: arlened@uol.com.br.
O livro faz uma abordagem, baseada nos recursos e subsídios da psiquiatria e da psicanálise, dos transtornos de personalidades e traz um alerta aos reitores de seminários, bispos, provinciais e formadores quanto à atração que pessoas com esses transtornos têm para ingressarem nos seminários e receberem o Ministério da Ordem. A autora, numa linguagem simples e acessível a quem não é da área de psicologia, pretende proteger a Igreja contra os impostores que são uma ameaça à instituição e mancham a vida dos verdadeiros vocacionados;
VV. AA. Reforma da Cúria Romana. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2014;
O livro contém diversos artigos de especialistas analisando a estrutura da Cúria Romana e propondo mudanças. Destacam-se as sugestões de fortalecimento do governo colegiado dos bispos, a participação dos leigos, sobretudo das mulheres, no conjunto da burocracia e coordenações da Cúria e revisão nas nunciaturas apostólicas;
Pe Jeová Elias Ferreira – Sobradinho – Brasília, DF
Uma lição de Vida. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Kimani Maruge (Oliver Litondo), um queniano de 84 anos que está determinado a aproveitar sua última chance de ir à escola, quando o governo do Quênia em 2002 institui um programa de educação gratuita para todos. Ele insiste em se inscrever e, para aprender a ler e escrever, terá que se juntar a crianças de seis anos de idade. Mas o filme apresenta também sua luta, quando jovem, pela independência do Quênia na revolução Mau Mau, quando foi brutalmente violentado, juntamente com sua família, pelos colonizadores ingleses e facções locais.
Sem Pena. É um documentário sobre o sistema prisional brasileiro. Traz imagens de presídios e depoimentos diversos de presos, juristas, advogados, sem mostrar os rostos. Entre as falas, destaca-se do nosso colega de fraternidade Pe. Valdir, da pastoral carcerária. O filme desmistifica a afirmação de que no Brasil quem comete crime não sofre a condenação à prisão, destacando que temos a terceira maior população presidiária do mundo. Muito oportuno para quem está na pastoral carcerária. Encontra-se em cartaz.
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger – SCJ – Arcebispo de Salvador
Um filme sobre Irmã Dulce?
Quando a questão foi colocada, pensei logo nas vantagens e nos riscos. Vantagens: Jesus disse que a luz precisa ser colocada no alto, para que ilumine o ambiente em que está. Ora, a vida de Irmã Dulce é rica de ensinamentos. Pequena e frágil, sensível à miséria humana, não procurou desculpas para ficar recolhida a seu convento. Pelo contrário, foi à luta, dedicou-se aos pobres e doentes e multiplicou-se em pessoas que podiam ajudá-la. Riscos: o valor da vida de Irmã Dulce se baseia especialmente na sua simplicidade. Um filme não iria idealizar essa vida, romanceá-la ou, mesmo, esvaziá-la? Lembrei-me logo de outra religiosa, também pequena, frágil e doente: Bernadete de Soubirous, vidente de Lourdes (1858). Pouco antes de seu falecimento, alguém lhe perguntou: “Quando se escrever sobre os acontecimentos da Gruta de Lourdes, o que você gostaria que fosse escrito?” Ela respondeu: “A verdade. Somente a verdade”.
A verdade se impõe; a verdade ilumina; a verdade liberta. Um filme sobre Irmã Dulce só teria sentido se fosse expressão da verdade de sua vida. Não fosse verdadeiro, os primeiros a criticá-lo seriam os
que a conheceram. É comum encontrarmos pessoas que fazem um comentário sobre um encontro que tiveram com Irmã Dulce; com a descrição da reação que ela teve diante de um problema; com a recordação de uma resposta sua, quando diante de um desafio. Vê-se, pois, que um filme sobre ela não poderia ser uma exaltação gratuita nem, muito menos, uma caricatura de sua vida. Por isso, as Obras Sociais de Irmã Dulce colocaram como exigência, para a concessão da licença para a produção de um filme sobre a vida de Irmã Dulce, que o roteiro fosse previamente aprovado por seus responsáveis. Afinal, não poderia prevalecer a chamada “lógica do mercado”, que prioriza o que agrada mais, o que vende melhor, o que causa maior sucesso.
É verdade que, com isso, os problemas não estavam resolvidos. Outras questões nasciam: como traduzir na linguagem do cinema a riqueza dos detalhes da vida de Irmã Dulce? Se a intenção fosse fazer um documentário, tudo seria mais fácil. Mas como apresentar o olhar de Deus sobre sua vida? Tarefa difícil, mas que não podia ser ignorada, especialmente desde que a Igreja, reconhecendo a heroicidade das virtudes dessa religiosa, a beatificou. Como esquecer a tarde memorável do dia 22 de maio de 2011, quando se tornou oficial uma certeza que já estava arraigada no coração dos baianos: a de que o testemunho do “Anjo Bom da Bahia” poderia ser levado em consideração por quem quisesse seguir Jesus Cristo, particularmente em sua dedicação por aqueles que a sociedade costuma ignorar?
Os desafios e as preocupações diante da perspectiva do filme “Irmã Dulce” não paravam por aí. Mas era preciso avançar. Assim, algumas convicções se impuseram: o que fosse retratado deveria ser verdadeiro; aceitar que nenhum filme sobre Irmã Dulce seria completo e lembrar que uma obra artística é a expressão de um ponto de vista. Tomadas as decisões, as filmagens começaram.
Agora, a obra está pronta. Mais alguns dias e o filme “Irmã Dulce” estará nas telas de cinema de todo o Brasil. O que dizer dele? Estou feliz com o resultado. Sinto-me livre para dizer mais: o filme superou minhas expectativas. “Irmã Dulce” é um filme que eu gostaria de ter feito, se fosse cineasta.
Cumprimento aqui todos os que trabalharam em função desse filme. Não destaco nomes, para não cometer injustiças. Numa obra como essa, de muitas mãos, os aplausos devem ser para todos. Não sei o que a própria Irmã Dulce diria, se visse esse filme sobre a sua vida. É possível, até, que ela saísse na metade da exibição: vendo determinada cena, possivelmente se lembraria de algum pedido que um pobre lhe fez no dia anterior, de um rosto que ela viu no corredor de seu hospital (“Será que aquela senhora já foi atendida?...”) ou de um médico com quem ela precisava falar com urgência. Que o filme esperasse; quem precisa de alguma ajuda, não pode esperar...
1. Irmãzinhas de Jesus
Responsável: Irmãzinha Dorinha de Jesus
Rua A1 N 50. Casa 4 – Betânia
30.590-280 – Belo Horizonte – MG
Fone (31) 33749993
e-mail: dolocas@yahoo.com.br
2. Fraternidade Sacerdotal Jesus Caritas
Responsável: Pe. Gildo Nogueira Gomes
Rua Cel. João Tibúrcio, 225 – Centro
27410-070 – Quatis – RJ
Tel.: (24) 3353-2366; (24) 99917-2887(Vivo); (24) 98851-7187 (Oi)
pegildo@bol.com.br
3. Instituto Secular
Responsável: Maria Concilda Marques
Rua Nogueira Acioli, 1050
Apartamento 703 – Centro
60110-140 Fortaleza – RJ
Fone: (85) 322 4074 e (85) 9156 7669 (claro)
e-mail: concildamarques@uol.com.br
4. Fraternidade Secular Carlos de Foucauld
Responsável: Estêvão Rodrigues Sanches
Rua Leopoldo Machado, 63
03611-020 – São Paulo - SP
Fone: (11) 2641-0258 e (11) 99243 3854 (claro)
e-mail: estevaorsanches@yahoo.com.br e boletimfrater@gmail.com
5. Sodalício Carlos de Foucauld
Responsável: Margareth Malfiet
Casa Paroquial
62220-000 Poranga – CE
e-mail: gretaporanga@yahoo.com.br
6. Comunidade de Damasco
Responsável: Pe. João Rocha
Caixa Postal, 341
85100-970 Guarapuava – PR
e-mail: divinaternura@almix.com.br
7. Irmãozinhos de Jesus
Responsável: Irmãozinho Guido
Av. Fortaleza, 345 – Bairro Valentina Figueiredo
58069-170 João Pessoa – PB
Fone: (83) 8812 5295 (oi)
8. Irmãozinhos da Visitação de Foucauld
Responsável. Ir. Marcelo de Oliveira
Rua Barreira do Norte, 56 – Alto Santana Cx. P. 05
Email – marcelocorima@yahoo.com.br
76.600.00 - Goiás – GO
62 9967 1009 – 3371 1336 - 3371 1570
9. Fraternidade Missionária Carlos de Foucauld
Responsável. Antônio Silva (Toninho)
Caixa Postal 184
01.059.970 – Ribeirão Pires - SP
Tel. 011 2161 5747
ORAÇÃO DO ABANDONO
Meu Pai, a vós me abandono:
fazei de mim o que quiserdes!
O que de mim fizerdes, eu vos agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo,
contanto que a vossa vontade se faça em mim
e em todas as vossas criaturas.
Não quero outra coisa, meu Deus.
Entrego minha vida em vossas mãos.
Eu vo-la dou, meu Deus,
com todo o amor de meu coração,
porque eu vos amo.
E porque é para mim uma necessidade de amor dar-me, entregar-me em vossas mãos sem medida, com infinita confiança, porque sois meu Pai.
ORAÇÃO DE CONFIANÇA
Dai-me Senhor, meu Deus o que Vos resta. Aquilo que ninguém Vos pede.
Não Vos peço repouso nem a tranquilidade, Nem da alma, nem do corpo.
Não Vos peço a riqueza, nem o êxito, nem a saúde. Tantos Vos pedem isso, meu Deus,
Que já não vos sobra para dar.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta.
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança e a inquietação.
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente. Dai-me a certeza de que essa será
A minha parte pra sempre,
Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir. Dai-me, Senhor, o que vos resta.
Dai-me aquilo que os outros não querem. Mas, dai-me também a coragem, a força e a fé.
Charles de Foucauld
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⬥ Publicar o conteúdo das experiências dos(as) irmãos(as) e das fraternidades, que servem como farol da luz de Cristo (projetos populares, pastoral de fronteira...);
⬥ Soprar a brasa da espiritualidade foucauldiana, buscando manter o compromisso com os pobres e a intimidade com o bem amado irmão e Senhor Jesus;
⬥ Estreitar os laços de amizade que sustentam a vida fraterna entre os irmãos e irmãs, nos diversos espaços de compromisso com a fraternidade;
⬥ Divulgar as iniciativas, ações e atividades de interesse comum às fraternidades (assembleia internacional. retiro anual, encontros regionais...);
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