O RETIRO QUE FAZIA PARTE DESTE BOLETIM ESTÁ POSTADO À PARTE, NESTE LINK: RETIRO 2006-DOM EDSON
Caros leitores, amigos e irmãos da Fraternidade.
Mais um número de Nosso Boletim está à sua disposição, com textos para reflexão e indicações de datas e livros.
Queríamos fazer uma publicação extra do texto redigido pelo Pe. Edson Damian para o retiro de Curitiba 2006, mas não foi possível. Vamos publicá-lo pouco a pouco, parte por parte. Temos aí um excelente trabalho, bem fundamentado, sobre o nosso Bem-aventurado Padre de Foucauld.
E por falar em Bem-aventurado, agora podemos tê-lo no altar, podemos fazer imagens e até dedicar igrejas em sua honra. O importante, porém, sabemos todos, é manter vivo o espírito. A heroicidade de suas virtudes, seu modo de viver, sua maneira de encarnar o Evangelho de Jesus foram oficialmente reconhecidos pela Igreja. Ele é intercessor e modelo. Trata-se sempre de seguir Jesus com o exemplo que o Irmão Carlos nos dá e propô-lo a outros. Certamente estamos convencidos, numa Igreja bastante pluralista em suas expressões – o que acaba sendo um bem para todos – da validade do estilo de vida do Irmão Carlos. Faz bem reler com calma seus escritos ou suas biografias. É um homem impressionante nas suas convicções, na sua coerência e na sua alegria de vida. Ele se sente bem em suas opções e as vive bem. Nada lhe falta. Não necessita de outras distrações.
No retiro de Curitiba, Edson refletiu em profundidade sobre a vida do Irmão Carlos. Vamos ter os textos em mãos. Leia-os e reaja. Mande seus comentários à nossa Redação. Dê seu testemunho de como tudo isso se concretiza na sua vida do dia a dia.
Será que não faz bem na Igreja de hoje propor a irmãos no ministério e sobretudo a muitos leigos e leigas uma vida simples e intensa, de presença gratuita e amiga, de testemunho despretensioso do Evangelho; de fidelidade ao magistério, de respeito à hierarquia, mas distante de tudo o que não é estritamente evangélico, por opção?
O exercício do nosso ministério, idêntico ao de todos os colegas de presbitério, tem um matiz próprio, que se percebe no nosso jeito de ser.
Boa leitura.
VEJA, POR FAVOR, NA PÁGINA DOS RETIROS:
(traduzido pelo tradutor GOOGLE. Para conferir com o original acesse a versão em pdf, cujo link se encontra no índice).
Tre Fontane, 18 de novembro de 2005
Queridas Irmãzinhas!
Enquanto tento, e nós tentamos, nos acalmar após esse período de graça e trabalho imenso em Tre Fontane, quero compartilhar algumas das nossas experiências.
A primeira coisa a saber é que, mesmo que eu escrevesse um livro, não conseguiria expressar completamente a profundidade do que vivi. E todas nós nos sentimos da mesma forma. Ontem à noite, tivemos uma reunião para compartilhar nossos pensamentos, reflexões, sentimentos, pedidos de desculpas e agradecimentos entre as irmãs de Tre Fontane (eu estava presente, e tenho muito orgulho disso...). Foi maravilhoso poder fazer isso antes de começarmos a retomar nossas vidas normais. Admiro muito as irmãs desta casa: sua disponibilidade (quantas saíram da cama e foram a todos os cantos!), sua capacidade de cooperar da melhor maneira possível, a forma como expressaram acolhimento e admiração em cada encontro... A oração diária, enriquecida por textos inéditos do Irmão Charles, foi uma excelente preparação.
Multidões do mundo inteiro passaram por TF, sem exagero. E para mim, a maior alegria de toda a experiência foi o ENCONTRO, a internacionalidade da grande família, a diversidade que envolve a memória viva deste homem solitário do Saara.
Começando pelas Irmãzinhas: a África representada pelas duas mais velhas, de Camarões e Ruanda, e por muitas jovens irmãs professas do Congo, Quênia, Ruanda, Burkina Faso, Etiópia, Nigéria… o Oriente com jovens mulheres do Iraque (7), Egito, Líbano, Síria… as do Vietnã (8) que vieram de Angers, além daquelas que estavam aqui… um adorável grupo de jovens mulheres tchecas… o noviciado europeu de Tubet, as estudantes de Angers… todas com um entusiasmo, uma presença marcante e uma cooperação que fez muitas de nós dizer, ou pensar, que podemos morrer em paz porque o futuro está garantido, talvez com outra face, mas o espírito da Fraternidade está vivo, muito vivo.
E o que posso dizer da grande família que formamos em torno do Irmão Carlos: irmãos e irmãs de todas as congregações, institutos, padres, leigos, bispos, patriarcas… A casa de referência para todos é Tre Fontane. Todos chegam como se fosse a sua própria casa… muita alegria e muita gente.
E todos os amigos da Argélia, com as irmãs, os irmãos, os tuaregues, os bispos… Eles eram os convidados de honra; era o irmão deles que estavam beatificando!
Muitas irmãzinhas da França e de toda a Europa, através de confrarias ou como parte de uma peregrinação de suas dioceses.
A família de Carlos veio em massa, inclusive dos EUA, e trouxeram até as crianças mais novas para vivenciar esse evento. Eram cerca de 200 pessoas.
Entende-se que nem todos puderam se hospedar em TF (eu ajudei com a organização das camas lá: éramos cerca de 150 pessoas por duas ou três noites. Um verdadeiro quebra-cabeça!). Organizar todas as reservas de camas em locais próximos a TF foi uma tarefa gigantesca. E a maioria das pessoas veio aqui para comer. Contratamos um serviço de buffet externo para sábado, domingo e segunda-feira para quase 1.000 pessoas. Era impossível administrar tudo com a cozinha de TF. Havia pessoas comendo em todos os cantos, e tentamos tornar o ambiente acolhedor. Tivemos que alugar cadeiras, tanto para a Vigília e a Missa no mosteiro trapista quanto para as refeições aqui.
Atualmente, o grupo "Bem-vinda à Beatificação", do qual faço parte, está diminuindo: somos cerca de 30 pessoas, incluindo irmãs e amigas.
Devo dizer que a Vigília de sábado e a Missa de segunda-feira foram os momentos mais marcantes para mim durante esses três dias. Momentos de intensa oração, participação e prece expressa com nuances universais: cânticos, danças, leituras, silêncios e testemunhos extraordinários (Giovanni, marido da mulher curada pelo Irmão Carlos; uma jovem de Tamanrasset, guia nos lugares visitados pelo Irmão Carlos; e uma Irmã do Sagrado Coração de Jesus de Bangui, que falou com extraordinária força).
Todos os ramos da família participaram das duas liturgias, e foi esplêndido. Os textos, as canções e os silêncios foram todos preparados com muito cuidado.
Eles terão a fita cassete ou o CD para que possam apreciá-lo.
Nos dois dias, a grande igreja trapista estava lotada, e o pátio de entrada também estava cheio (havia telões gigantes do lado de fora). Estava congelando e úmido! Foi preciso montar um serviço de controle de tráfego na Rua Laurentian. Alguns amigos escoteiros ficaram responsáveis por direcionar os ônibus e carros que chegavam constantemente para as áreas de estacionamento designadas.
E no domingo, a Basílica de São Pedro estava lotada por dentro e grande parte da praça estava ocupada. Estamos falando de vários milhares de pessoas. Havia 870 concelebrantes no total. Cerca de 750 participaram em nome do Irmão Carlos. As irmãs cujos fundadores estavam sendo beatificados nos deram alguns de seus ingressos para concelebrantes, e Annette pediu mais várias vezes. Acabamos de saber que havia cerca de 80 padres da China estudando em Roma, muitos vietnamitas, africanos, pessoas de ascendência asiática com suas vestimentas especiais, muitos europeus e alguns latino-americanos.
Para o estandarte exposto dentro e fora da basílica, escolheram uma fotografia do Irmão Carlos quando jovem. Queriam uma foto com um olhar “vivo” dirigido à multidão. Foi bastante comovente e contraditório ver e sentir aquele olhar, naquele contexto de triunfo e multidões, e pensar em suas escolhas e em sua solidão.
O relicário oferecido para a veneração de suas relíquias é uma obra de um ourives marroquino em metal martelado e representa um recipiente marroquino usado para guardar alimentos. Lembra um pouco uma tenda. Para mim, toda essa história de relíquias e relicários é uma “surpresa”, por assim dizer. Há listas de espera de pessoas que solicitam relíquias: para colocar em um altar, para uma capela com o nome do Irmão Carlos, para uma cruz peitoral de bispo, para venerar em uma paróquia, e assim por diante. Um padre chileno escreveu quatro cartas solicitando uma relíquia e finalmente ligou para confirmar (!!). Um assunto inesperado para mim e para a maioria das pessoas, e que continua a manter a pobre Annette ocupada…
A presença dos amigos tuaregues do Irmão Antoine Chatelard merece uma menção especial: quatro homens (que estavam hospedados no mosteiro trapista com Antoine e os bispos da Argélia) e duas mulheres. Eles estavam maravilhados. Um deles dançou a dança da peregrinação no deserto durante a vigília, o Papa fez questão de cumprimentá-los na Praça de São Pedro, e eles o convidaram para o Saara. Sentiram-se completamente à vontade em Roma. Numa noite em Tre Fontane, ele próprio dançou várias danças tuaregues em frente ao centro de acolhimento, e depois nos ofereceram theille (um prato tradicional). Noutra noite, prepararam cuscuz para todos (120 pessoas). Estavam profundamente comovidos e nos comoveram profundamente com seus discursos de despedida aparentemente intermináveis. E na noite passada, telefonaram de Argel para reiterar sua gratidão e alegria, e para estender um convite para que TODOS nós fôssemos a Tamanrasset. Tiveram uma conversa telefônica maravilhosa com a Irmã Josefina, uma Clarissa de Nazaré, com quem formaram uma forte amizade aqui. Puras declarações de amor eterno.
A irmã Josefina também está feliz, muito idosa, mas muito alegre. Ela veio com uma senhora cujo pai foi um dos que atiraram pedras no irmão Carlos quando ele orava imóvel em frente às igrejas, para fazê-lo reagir.
Como a ideia não é criar um volume, preciso parar por aqui, embora tivesse tantas coisas, fatos e ditados para contar.
Espero que você, por outro lado, receba tudo o que deixei para trás. Você esteve presente em meu coração durante esses dias extraordinários. Abraços, Mari
O retiro sobre a oração contemplativa, numa chácara em Goiás, reuniu 20 pessoas, de 10 a 20 de outubro último, assessoradas pelo Padre Günther, da Fraternidade Sacerdotal Jesus+Caritas. Tinha gente de toda parte do Brasil, desde Manaus até Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso. A grande maioria, no entanto, era do Município de Goiás: o bispo Dom Eugênio Rixen, muitos sacerdotes, religiosos e religiosas e também leigos, leigas e gente que jamais fizera um retiro na vida.
A proposta, no entanto, era ousada: 10 dias de silêncio - sem ler ou escrever, sem telefone, sem computador ou qualquer comunicação com o mundo fora do limite da chácara - comida vegetariana, prática de yoga todos os dias e uma hora de trabalhos manuais – fazer mudas para jardim, preparar farinha de mandioca, varrer o terreiro, lavar louças. Sobre essas coisas nós já havíamos sido informados no momento da inscrição. Ao chegar lá, no entanto, ficamos sabendo de um pouco mais: não deveríamos nem mesmo pensar em nada. Aliás, o retiro tinha exatamente este objetivo: nos levar ao silêncio interior para podermos, no vazio de tudo que nos cerca, chamar o nome de Jesus e nos abandonarmos totalmente em suas mãos. E, se nos fosse dada a Graça, contemplarmos sua Presença.
A direção do Padre Günther, da Diocese de Rondonópolis, foi fundamental para nos mantermos firmes, cheios de Fé e Esperança na proposta da oração contemplativa. Por tudo que dizia e fazia, percebíamos nele uma profunda coerência. Modesto, ele nos revelou que há 20 anos prega este retiro: “Não cheguei onde gostaria de ter chegado. Estou procurando, como vocês, mas já fiz um caminho.”
O criador deste tipo de retiro é o Padre Jalics, um jesuíta húngaro. Hoje, com 77 anos, vive na Alemanha. No tempo pós-conciliar, ele vivia a Teologia da Libertação na periferia de Buenos Aires. Por estar entre os pobres, ele foi preso pela ditadura militar Argentina. Passou três meses no cativeiro e viveu, sucessivamente, momentos de raiva, desespero, depressão, choro e depois paz. Foi a partir desta experiência que ele, refletindo sobre si mesmo no silencio e na solidão, aprendeu a encontrar a Paz em Deus. E sistematizou o processo, passando assim a permitir que outras pessoas partilhassem desse caminho.
A proposta da oração contemplativa é clara. Através deste caminho, aquietar-me, esvaziar-me, desapegar-me e chegar ao ponto em que não posso fazer mais nada, pois é Deus quem age. Só posso abandonar-me nas mãos de Deus. Já não tenho uma vontade própria. Só posso esperar que Deus aja através da minha pessoa.
- Ser contemplativo é uma nova maneira de ser e de viver. Torno-me um canal, um instrumento nas mãos de Deus. Fazer a vontade de Deus é ser feliz e livre. A contemplação mesmo, é pura Graça de Deus, repetia o Pe. Günther.
Nossas atividades começavam com o clarear do dia e tudo era minuciosamente cronometrado. As horas eram partidas em 16 blocos de trinta minutos, com intervalos de cinco minutos entre os blocos. Eram os momentos de oração, na capela do Menino Jesus. Cada um fazia o seu possível. As outras horas do dia eram para as refeições, os trabalhos, yoga e relaxamento pela manhã e celebração da Santa Missa, ao anoitecer, seguida de palestras e, algumas vezes partilhas para tirarmos dúvidas. Havia também um tempo para conversas particulares.
O retiro tinha um ritmo que se repetia, com suaves mudanças, que eram acrescidas a cada dia e, nós acolhíamos com alegria. Assim, passamos de um exercício de yoga, no primeiro dia, para 10, no último. Muitos corpos duros sofreram. Tantos os jovens como os mais velhos, respirávamos aliviados nos minutos de relaxamento, depois das diferentes posturas de yoga que torciam a nossa coluna e colocavam os nossos membros em lugares nunca dantes imaginados.
No primeiro dia, nossa única tarefa foi contemplar a natureza. E estávamos em um local especialmente belo de Goiás. Em pleno cerrado que floria às primeiras chuvas. No horizonte a Serra Dourada, e do outro lado as luzes da cidade. Tivemos a graça de noites de lua cheia. No segundo dia, passamos a observar a nossa respiração, e no outro dia, a energia que passava entre nossas mãos. Houve ainda um dia que rezávamos apenas o nome de Maria para, finalmente, chegarmos a repetir o nome de Jesus Cristo.
Nos depoimentos finais, quando “oficialmente já poderíamos falar a vontade”, nos emocionamos a experiência vivida por cada um e cada uma. O mais importante, no entanto, todos sabíamos, era o que viveríamos nas nossas comunidades, dando continuidade, em nossas vidas, a oração contemplativa.
Arcelina Helena
Oblata do Mosteiro da Anunciação de Goiás
1. Retiro Anual
04 a 11 de janeiro de 2007
Local: Seminário Arquidiocesano da Paraíba
João Pessoa - PB
Tel: (83) 3244-0200
Assessor: Dom Eugênio Rixén
Favor levar roupas de cama e travesseiro, e banho
Diária: R$30,00 (trinta reais) por pessoa sujeito á correção
2. Mês de Nazaré
janeiro de 2008
Local: Goiás, GO
Resp. Pe. Freddy e Equipe
3. Região Leste
16 e 17 de maio de 2006
27 e 28 de novembro de 2006
Local: Pirai, RJ
Resp. Pe. Gildo Nogueira Gomes
4. Região Centro Oeste
03 a 06 de julho de 2006
Local: Brasília, DF
Resp. Pe. José Ernanne Pinheiro
5. Região Nordeste
10 a 12 de julho de 2006
Local: Juazeiro, BA
Resp. Pe. Silvano Moura
6. Região Sul
10 e 11 de julho de 2006
Local: Florianópolis, SC
Resp. Pe. Maurício Jardim
7. Assembléia Internacional
7 a 22 de Novembro de 2006
Local: Centro de Pastoral Santa Fé
São Paulo, SP
Resp. Pe. Mariano Puga
1. Minhas Amigas e Meus Amigos,
AS Edições Loyola acabam de lançar o livro "IGREJA DE CRATEÙS (1964 a 1998). Uma experiência popular e libertadora". Dezembro de 2005, co-autoria de Pe Eliésio dos Santos, Prof. Alder Julio Ferreira Calado, Prof. Luis Gonzaga Gonçalves, João da Cruz Fragoso e Eu. Frei Clodovis Boff e Pe Libânio, SJ fizeram a apresentação. O livro não é nosso, pois não temos recursos para editá-lo! Nosso desejo é tornar conhecida a experiência de Crateús, de tal modo que outros se sintam chamados a publicar seus ENSAIOS, SONHOS, EXPERIÊNCIAS... O jeito de ser Igreja que se inspira do Projeto do Reino, que Jesus anunciou, que foi provocado pelo Vaticano II e por Medellin... está fazendo o seu caminho?
Passem adiante a informação
Dom Fragoso.
2. BIZON José, (Org) Diálogo Católico-Judaico no Brasil, Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaico, Edições Loyola, São Paulo, 2005. “Olhando para o futuro, espero que tanto o diálogo teológico como na colaboração cotidiana os cristãos e os judeus ofereçam um testemunho compartilhado ainda mais convincente do único Deus e de seus mandamentos, da santidade de vida, da promoção da dignidade humana, dos direitos da família e da necessidade de edificar um mundo de justiça, reconciliação e paz para as futuras gerações...”
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